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Adamantina
sábado, 28 fevereiro, 2026

A generosidade

Comece fazendo pouco, mas faça.

Uma “historinha” verdadeira que nos dá o que pensar. Um menino assistia, em companhia da mãe, a um filme sobre o trabalho dos missionários, para alimentar crianças famintas e salvá-las da morte. No final as pessoas estavam comovidas e deixaram suas assinaturas numa enorme lista para angariar recursos.

O menino ficou muito impressionado e disse que queria participar também. Mas não sabia
pagar sem dinheiro. Se tivesse ao menos alguns reais…

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A mãe disse ao menino:

– Você pode ajudar se quiser realmente. Pode fazer um sacrifício, por exemplo, passar o mês todo sem comprar doces para comer. No fim eu lhe darei o dinheiro e você poderá ajudar as criancinhas necessitadas.

Ele ficou pensativo por um momento, e depois perguntou:

– Tem que ser doce? Ou pode ser outra coisa?

– Pode ser qualquer sacrifício que queira fazer, respondeu a mãe.

– Que tal se eu deixar de comprar sabão?

Resposta engraçada do menino. Mas quantos de nós, adultos, estamos agindo assim? Só
dando aquilo que não gostamos, ou não queremos, ou não presta mais, e que iríamos jogar no lixo?

O dar deve ser um ato de amor e generosidade. Se forem roupas usadas, que sejam
costuradas, lavadas e com todos os botões pregados, pois é como se estivéssemos dando a
Deus.

Existe uma lenda sobre o dar generosamente que diz que uma vez um mendigo que caminhava por uma estrada, na esperança de ganhar alguma coisa para comer, acabou o dia cansado e com muita fome. Na sua sacola empoeirada levava apenas um pão velho, que ganhara na manhã daquele dia. Já estava quase sem esperança quando percebeu ao longe sinais de uma carruagem que se aproximava. Com muita alegria reconheceu ser a carruagem do príncipe daquele país, que viajava com sua comitiva. O coração do mendigo batia forte. Agora, si ele iria ganhar poderosa ajuda. Colocou-se à margem da estrada e estendendo a mão aberta, pediu:

– Dá-me um auxílio, por misericórdia.

O príncipe parou e disse:

– Eu é que lhe peço um pedaço de pão.

O pobre sem entender o que estava acontecendo, enfiou a mão na sacola, quebrou um
pequeno pedaço de pão velho e duro e deu ao príncipe.

A carruagem desapareceu e o mendigo continuou caminhando muito triste e decepcionado. Ao chegar em casa, porém, teve uma enorme surpresa: encontrou no fundo da sacola um pedaço de ouro, do tamanho do pão que dera ao príncipe. E ele… arrependeu-se de não ter dado tudo.

Lembremos-nos do magnífico exemplo da Madre Teresa de Calcutá. Comece fazendo pouco, mas faça. A “pedrinha” jogada ao mar de maneira casual prova uma pequena onda que é seguida por outra maior e mais outra. Seu alcance tem proporções incalculáveis. Assim é o amor, assim é a generosidade.

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