A Prefeitura de Adamantina promove, no próximo dia 24, audiência pública para avaliação do cumprimento das metas fiscais referentes ao 3º quadrimestre de 2025, com o objetivo de levar ao conhecimento da população a forma como o Poder Executivo está gerindo os recursos públicos.
O encontro será realizado na Câmara Municipal, às 19h30. Na ocasião, a gestão municipal deve apresentar superávit orçamentário referente ao ano passado, conforme aponta levantamento realizado pelo IMPACTO com base em dados disponibilizados pelo TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo).
Segundo o órgão fiscalizador, a Prefeitura de Adamantina encerrou o exercício financeiro de 2025 com superávit de cerca de R$ 743 mil. O saldo positivo, no entanto, revela um cenário de aperto fiscal para equilibrar as contas e cumprir a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).
Os números do balanço anual indicam arrecadação de R$ 222,5 milhões, frente a despesas de R$ 221,7 milhões. Na prática, a margem de manobra foi mínima: para cada R$ 1.000 arrecadados, restaram apenas R$ 3,34. Os dados não consideram as receitas e despesas da Câmara Municipal e do Centro Universitário de Adamantina, contemplando apenas as contas do Executivo.
SAÚDE
A análise setorial das contas revela que a manutenção da máquina pública e o modelo de gestão da saúde estiveram entre os principais destinos de recursos.
Em relação à pasta da Saúde, audiência pública realizada no último dia 27 apresentou as receitas e despesas de 2025. Conforme balanço da Secretaria de Saúde, a despesa liquidada representou 26,69% das receitas arrecadadas pela Prefeitura.
Ainda segundo a avaliação, considerando a aplicação de verbas municipais, estaduais e federais, o setor consumiu mais de R$ 80 milhões em recursos públicos.
AVALIAÇÃO DA PREFEITURA
Ao IMPACTO, a Secretaria de Finanças informou que avalia de forma positiva o balanço das finanças relativas ao exercício de 2025.
“Este resultado reflete uma gestão responsável e equilibrada dos recursos públicos, assegurando o cumprimento das obrigações legais e a manutenção dos serviços essenciais à população”, pontua a pasta.
Nos primeiros meses do ano passado, a gestão municipal argumentou haver um problema orçamentário, que implicaria na administração das verbas de todas as secretarias, com a necessidade de revisão do orçamento e do planejamento da execução de serviços e compras.
“Os impactos desse problema orçamentário foram enfrentados com medidas técnicas e administrativas responsáveis, como a adoção de ajustes, revisão de contratos, priorização de despesas e fortalecimento do planejamento. Todas elas permitiram reequilibrar as finanças e criar bases mais sólidas para a gestão fiscal, sem prejuízo aos serviços prestados à população”, pontuou a Secretaria de Finanças.









