(Uma paráfrase poética do texto “Lições da Natureza”, de Ellen G. White.)
A natureza fala –
não em gritos,
mas no sussurro do vento entre as folhas
na paciência da semente
que rompe a terra escura
para ensinar esperança.
Cada flor é um verso vivo,
cada rio, um sermão em movimento,
cada árvore, uma catedral erguida
sem cimento,
sem grades,
sem preçо.
Mas há quem troque o canto dos pássaros
pelo ruído das máquinas,
quem cubra o chão fértil
com o peso morto do concreto,
como se progresso fosse
silenciar raízes.
Erguem muros onde antes havia sombra,
plantam torres onde havia ninhos,
e chamam de avanço
o que é apenas ausência do verde.
Esquecem que o coração humano
aprende com o ciclo das estações,
que a alma respira melhor
onde a terra ainda vive.
Se a natureza é lição,
o concreto é esquecimento.
E toda cidade sem arvores
tem uma página arrancada
do livro da vida.
Obs: Este pequeno poema é dedicado ao despertar AMBIENTAL de alguns vereadores adamantinenses.






