O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é um momento de reflexão sobre a trajetória das mulheres ao longo da história da humanidade. Durante séculos, as mulheres estiveram presentes em todas as sociedades, desempenhando papéis fundamentais para a continuidade da vida, para a organização das famílias e para o desenvolvimento das comunidades. Ainda assim, sua participação social, política e econômica muitas vezes foi invisibilizada ou limitada por estruturas de poder que privilegiaram os homens.
Desde o início da história humana, há um fato inegável: todo ser humano que já existiu ou que existe neste planeta só pôde nascer a partir do útero de uma mulher. A mulher é, portanto, a origem biológica da humanidade. Esse papel essencial para a existência da vida, porém, não foi acompanhado por igualdade de direitos ao longo do tempo. Pelo contrário, em muitos momentos da história, as mulheres foram perseguidas, assassinadas,desmoralizadas, manipuladas como objeto a ponto de serem impedidas de estudar, trabalhar, votar ou participar das decisões políticas de suas sociedades.
No Brasil, as mulheres também desempenham um papel central na sustentação das famílias. Em milhões de lares brasileiros, elas são o principal sustento econômico, além de acumularem responsabilidades domésticas e de cuidado com filhos, idosos e familiares. Mesmo enfrentando jornadas múltiplas e desafios sociais, muitas mulheres seguem sendo o verdadeiro esteio de suas famílias e comunidades.
Apesar de avanços conquistados ao longo das últimas décadas, a realidade ainda apresenta graves problemas que precisam ser enfrentados. O feminicídio, que é o assassinato de mulheres motivado por violência de gênero, continua sendo uma realidade preocupante no país.
Além disso, os casos de violência sexual e estupro seguem aumentando ou permanecem em níveis alarmantes, revelando uma cultura de violência que ainda afeta profundamente a segurança e a dignidade das mulheres.
Outro ponto importante é a desigualdade na atenção à saúde feminina. Existem diversas condições e fases da vida que atingem exclusivamente as mulheres, como a dignidade menstrual, a menopausa, a endometriose e outras questões relacionadas à saúde reprodutiva. No entanto, historicamente, esses temas receberam menos investimento em pesquisa,ou demoram muito mais á entrarem na pauta de tratamento e políticas públicas, demonstrando como a saúde da mulher muitas vezes foi tratada como secundária.
A desigualdade também aparece na política e nas posições de poder. Mesmo sendo maioria na população brasileira, as mulheres ainda são minoria no Congresso Nacional, no Senado e em diversos espaços de liderança, tanto na política quanto no setor privado, inclusive com salários desiguais entre gêneros, para a mesma função. Isso mostra que ainda existe um longo caminho para garantir uma representação mais justa e equilibrada nas decisões que afetam toda a sociedade.
Por tudo isso, o Dia Internacional da Mulher não é uma data comemorativa. É um momento de lembrar a história de luta por direitos, reconhecer a importância das mulheres na construção da sociedade e refletir sobre os desafios que ainda precisam ser superados.
Valorizar as mulheres, combater a violência e promover igualdade de oportunidades são passos fundamentais para construir uma sociedade mais justa para todos.









