O desenvolvimento do comércio em Adamantina está diretamente ligado à força de trabalho feminina. Neste Dia das Mulheres, as trajetórias da secretária Célia Ap. Putinatti, 62, e da gerente Maria Rosemeri Rodrigues, 55, a Rose, ilustram a persistência de quem construiu a vida e a identidade profissional no setor varejista da cidade.

Nascida e crescida no município, Célia iniciou a carreira na juventude. Seu primeiro emprego foi com a empresária Lucilene Paloni, auxiliando nos eventos musicais dos filhos da patroa Em seguida, migrou para o comércio com a mesma família, onde atua até hoje.
A estabilidade e o vínculo construído no trabalho foram fundamentais no ano de 2025, quando Célia enfrentou um câncer de mama. Após a cirurgia e um ano de tratamento, ela destaca a rede de apoio que encontrou na empresa. “Neste tempo sempre tive o apoio dos meus patrões, nunca me desampararam, me ajudaram em todos os momentos”, afirma.
Morando com a irmã desde a morte dos pais, Célia ressalta que o setor a ajudou a ampliar sua rede de amizades e a alcançar seus objetivos pessoais. “Nunca desistam dos seus propósitos, pois mesmo com todos os obstáculos da vida, foque sempre nos seus objetivos. Vá sempre em frente tendo fé em Deus”, diz.

LIDERANÇA E RAÍZES
A história de Rose, atual gerente da loja ÉDMAIS, começou na zona rural de Ouro Branco, em uma família que produzia farinha de mandioca. Após o declínio das lavouras, ela se mudou para Adamantina em 1982. Trabalhou como boia-fria e doméstica antes de ingressar no comércio, aos 15 anos.
Sua experiência no varejo é vasta, com passagens por outras lojas da cidade, além de ter empreendido com uma loja própria por um ano e atuado como costureira. O amadurecimento profissional ocorreu na loja Mirage, onde permaneceu por 21 anos, sendo três como vendedora e 18 como gerente.
“Liderar não é para todos, porque você vai lidar com funcionário. Fui me corrigindo e procurando ter o perfil que eu era, do meu jeito, vivendo em harmonia”, relata Rose.
Mãe de dois filhos, hoje com 36 e 30 anos, ela precisou conciliar a exigente rotina da gerência com a maternidade. Há oito anos no comando da ÉDMAIS, ela incentiva as funcionárias mais jovens a perseverarem. “Se portas se fecham, quatro, cinco se abrem. Só o fato da gente conciliar trabalho, filho e aquela vida toda, mulher tem que ser muito respeitada, porque é a heroína mesmo”, conclui.








