O setor financeiro é o principal alvo de reclamações no Procon de Adamantina no balanço referente ao ano de 2025. Homens com 60 anos ou mais representam o perfil mais vulnerável entre os consumidores que buscam o órgão para resolver conflitos, a maioria sem sucesso na fase final de conciliação.
O órgão registrou 656 atendimentos ao longo do ano. Desse total, 200 foram consultas ou orientações, 428 viraram Cartas de Informação Preliminar (CIP, a primeira fase) e 28 resultaram em aberturas diretas de reclamação.
Das 428 queixas na fase inicial, 121 foram resolvidas. O levantamento aponta que 135 evoluíram para processos administrativos. Na segunda fase, das 122 reclamações fundamentadas, o desfecho foi negativo para o cidadão na maioria das situações. Os fornecedores não atenderam a 90 pedidos (quase 74%), e apenas 32 terminaram com solução.
A área de serviços financeiros lidera o ranking isolado com 59 das 122 reclamações fundamentadas. O comércio varejista concentra o maior número de queixas contra uma única empresa, especialmente devido a problemas de garantia em eletrodomésticos e eletrônicos. No entanto, o volume geral de atritos com bancos tradicionais e promotoras de crédito pulveriza as estatísticas e supera o varejo.
A vulnerabilidade do consumidor idoso reflete a dificuldade de resolução amigável com as instituições financeiras. Como as empresas ignoram a maioria dos casos na segunda fase, o Procon passa a atuar apenas como ponte de documentação. A alternativa que resta para o cidadão é a judicialização do conflito por meio do Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania).












