27.4 C
Adamantina
sexta-feira, 13 março, 2026

Operação do MPSP afasta vice-prefeito de Tupi Paulista e fiscais da Receita em investigação de corrupção

Ação cumpre mandados em quatro cidades e apura esquema de propina, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro

Vice-prefeito de Tupi Paulista, Frederico Marquezim Gonçalves (PSD), foi afastado do cargo durante a Operação “Mágicos de Oz” | Foto: Reprodução/Instagram

O MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) deflagrou nesta sexta-feira (13) a Operação Mágicos de Oz, que investiga um suposto esquema de corrupção, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro envolvendo agentes públicos. Entre as medidas determinadas pela Justiça está o afastamento do vice-prefeito de Tupi Paulista, Frederico Marquezim Gonçalves (PSD), além de quatro agentes fiscais de renda.

A ação é conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos), com apoio do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e das Polícias Civil e Militar.

- Publicidade -

Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Osasco, Valinhos e Tupi Paulista. Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o afastamento de quatro agentes fiscais de renda de suas funções.

Segundo o Ministério Público, a investigação aponta a existência de uma estrutura organizada que utilizava pessoas interpostas para receber propina em nome de agentes públicos, com posterior movimentação de valores ilícitos e ocultação de patrimônio.

As apurações tiveram início a partir de elementos obtidos durante a Operação Ícaro, que identificou indícios de irregularidades na DRT-14 (Delegacia Regional Tributária da 14ª Região), em Osasco.

ATUAÇÃO DA SECRETARIA DA FAZENDA

O Governo do Estado de São Paulo informou que a Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo) também participa das ações de combate às irregularidades. Como integrante do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-SP), a pasta atua por meio da Corfisp (Corregedoria da Fiscalização Tributária) em operações contra sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e crimes contra a ordem tributária, em conjunto com os demais órgãos envolvidos.

De acordo com o governo estadual, a Sefaz-SP já vinha colaborando com as investigações desde agosto de 2025, quando foi deflagrada a Operação Ícaro.

Atualmente, 33 procedimentos administrativos estão em andamento para apurar possíveis envolvimentos de servidores em práticas ilícitas, com possibilidade de demissão. Em nota, a secretaria reiterou o compromisso com os valores éticos e com a justiça fiscal, afirmando que repudia qualquer conduta ilegal e que seguirá colaborando com a apuração dos fatos.

Publicidade