Anos atrás, a estreia de certo filme andou causando alvoroço nos cinemas do mundo todo e deixou críticos e fãs em polvorosa. A adaptação para o cinema do romance homônimo de H. G. Wells é um arrepiante relato de nossa fragilidade no Universo. Mas Guerra dos Mundos também retrata a fértil imaginação das pessoas quando se trata de vida extraterrestre – afinal de contas, que teríamos de tão especial para atrair tanta atenção?
Caso o fato fosse só esse, tudo bem; mas os cinéfilos não se contentam só com uma visitinha informal. É preciso ter lasers para cá e para lá, explosões, abduções aqui e ali… E eis que surge a pergunta que não quer calar: para quê? Um oi não basta?
Além disso, superproduções como a em questão (que por acaso tem um certo Steven Spielberg como diretor, ou seja, explosões são obrigatórias) salgam ainda mais nosso imaginário. Só que não há nenhuma razão para que o Universo devesse ter sido projetado para nossa conveniência. A maior potência mundial em astronomia gastaria bilhões para olhar o espaço e só ver estrelas?
As pessoas vão ao cinema atrás de explicações ou da ficção, mas, às vezes, as respostas que tanto procuramos podem estar em nós mesmos. Dentro de você habita o infinito – imagine então o infinito que habita ao redor de você! Não seria muita presunção achar que estamos sozinhos no espaço?
Quem criou o mundo trabalha de modo misterioso, e não joga dados com o Universo. E se depois de tanta especulação descobrirmos que não existe vida fora da Terra, então Deus é realmente muito brincalhão e o Universo é um grande desperdício de espaço. Contudo, pelo andar da carruagem, talvez os lasers e os ETs malvados continuem mesmo só nos roteiros de Hollywood. Mas o que realmente causará alvoroço e deixará todos em polvorosa será quando descobrirmos que esses discos voadores estavam apenas estudando a vida dos insetos.















