Trocar um executivo pode parecer a solução…mas e se o verdadeiro problema estiver na estratégia?
Muitas organizações acreditam que a solução para seus desafios está em “trocar a cadeira de cima”. O raciocínio é simples: se o resultado não vem, muda-se o líder. Mas será que o problema é mesmo a liderança — ou a estratégia que a sustenta?
Nós, executivos, somos peças fundamentais, mas não fazemos milagres em terrenos mal preparados. Substituir pessoas sem revisar a lógica estratégica é como trocar o piloto sem ajustar o plano de voo. O avião continua sem destino claro.
A provocação é direta: quantas vezes confundimos sintomas com causas?
- O baixo desempenho pode estar menos ligado ao perfil do líder e mais à falta de clareza sobre o posicionamento da empresa.
- A rotatividade no topo pode ser reflexo de uma cultura que não suporta a execução da própria estratégia.
E, em muitos casos, o problema não é quem ocupa a cadeira, mas o desenho da cadeira em si.
Estratégia não é um documento bonito na gaveta. É a bússola que orienta decisões, investimentos e prioridades. Sem ela, qualquer executivo — por mais competente que seja — estará condenado a apagar incêndios em vez de construir futuro.
Talvez a pergunta mais honesta que uma empresa possa se fazer não seja “quem deve liderar?”, mas sim “qual caminho estamos realmente dispostos a seguir?”







