
Servidores técnico-administrativos da FAI (Centro Universitário de Adamantina) realizaram, na noite desta segunda-feira (6), uma nova manifestação, desta vez durante a sessão da Câmara Municipal. A mobilização reforça uma série de reivindicações apresentadas pela categoria nas últimas semanas, com destaque para a implantação de um plano de saúde e maior valorização dos funcionários.
Representando os servidores na Tribuna Livre, Fabrício Lopes – membro do Conselho Universitário da FAI (mandato 2025-2027), eleito pelos servidores, ao lado de Rita de Cássia Siqueira – destacou a importância da participação coletiva e solicitou apoio dos vereadores para que o benefício seja viabilizado junto ao Poder Executivo.
“Um dos motivos da nossa presença hoje é pedir apoio dos vereadores para a aprovação do plano de saúde, que beneficiará servidores e docentes que desejarem aderir ao convênio. Sabemos que o projeto ainda não foi protocolado na Câmara, mas pedimos articulação para que ele seja encaminhado o quanto antes para apreciação”, afirmou.
Segundo ele, o plano de saúde já integra o projeto de gestão da atual reitoria e consta no PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional), com parecer favorável da Diretoria Financeira. “A despesa está prevista a partir da economia gerada com a instalação de placas solares, já implementadas na instituição”, explicou.
Durante o discurso, Lopes também ressaltou a representatividade construída pelos próprios servidores, já que a categoria não possui vínculo sindical. “Nossa alternativa foi organizar essa representatividade por meio dos membros eleitos no Conselho Universitário. Hoje, representamos 213 funcionários e 223 docentes, totalizando 436 famílias”, destacou.
O servidor enfatizou ainda a relevância dos técnico-administrativos para o funcionamento da instituição. “Sem os funcionários, a FAI não funciona. Os portões não se abrem, os ambientes não são limpos e a comunidade acadêmica não é atendida. Queremos mais respeito por parte do poder público”, disse.
Outro ponto abordado foi a diferença de tratamento entre servidores da FAI e da Prefeitura, especialmente em relação a reajustes salariais e benefícios. “Nossa realidade é totalmente diferente. Enquanto a Prefeitura depende de arrecadação e repasses, a FAI tem receitas próprias, oriundas das mensalidades e serviços prestados. Essa comparação tem nos prejudicado há anos”, afirmou.

Lopes também mencionou a defasagem nos benefícios em relação aos docentes. “Não queremos ganhar igual aos professores e não somos contra eles, mas existe uma desproporção clara. O docente possui plano de carreira mais estruturado e progressões mais acessíveis, enquanto os servidores enfrentam limitações”, pontuou.
Ao final, ele reforçou o impacto da instituição no município e defendeu a urgência das demandas. “A FAI realiza inúmeros investimentos e presta serviços essenciais à comunidade. Nosso pleito é justo, necessário e já ultrapassa cinco anos de espera. Os servidores merecem esse olhar mais atento”, concluiu.
HISTÓRICO DAS MOBILIZAÇÕES
A atual manifestação dá continuidade a uma série de ações iniciadas no início de março. No dia 2, cerca de 60 servidores realizaram um ato no Campus I da FAI, com pautas como plano de saúde, autonomia administrativa, revisão do ticket-alimentação e valorização da categoria.
Já no dia 4, representantes dos servidores participaram de uma reunião com o Poder Executivo, quando apresentaram oficialmente as demandas e buscaram abrir diálogo para avanços mais significativos nas reivindicações.









