Suplementação alimentar ganha espaço como aliada da saúde e da longevidade

Especialista explica quando o uso é indicado, reforça importância do acompanhamento profissional e destaca que suplementos não substituem uma alimentação equilibrada

A busca por mais qualidade de vida e envelhecimento saudável tem impulsionado o interesse pela suplementação alimentar. Utilizada como estratégia complementar à dieta, a prática deve ser feita com orientação e baseada em evidências científicas, conforme explica a médica Gláucia Dellaqua Crepaldi, especialista em Clínica Médica e Cuidados Paliativos.

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), suplementos são fontes concentradas de nutrientes ou substâncias com efeito fisiológico. Segundo a médica, sua principal função é auxiliar o organismo a manter o equilíbrio, conhecido como homeostase, contribuindo para o bom funcionamento metabólico, cognitivo e imunológico.

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Apesar da popularização, a suplementação não é indicada de forma generalizada. “A necessidade é individual e depende de fatores como idade, rotina, alimentação e possíveis carências nutricionais. Não se trata de tratamento ou cura de doenças, mas de suporte ao organismo”, destaca.

A indicação costuma ocorrer em situações específicas, como ingestão insuficiente de nutrientes, aumento da demanda metabólica ou necessidade de apoio a funções como saúde muscular e cognitiva. Entre os sinais de alerta que podem indicar deficiência estão fadiga persistente, alterações no sono, queda de cabelo e dificuldade de concentração – sintomas que devem ser avaliados por um profissional de saúde.

Alguns grupos demandam maior atenção, como gestantes, atletas, pessoas que passaram por cirurgia bariátrica ou emagrecimento rápido e, principalmente, a população acima dos 60 anos. “Com o envelhecimento, a absorção de nutrientes diminui e há maior risco de perda de massa muscular, tornando o suporte nutricional um aliado importante”, explica.

A avaliação para uso de suplementos deve incluir consulta clínica, análise do histórico do paciente e, quando necessário, exames laboratoriais. O objetivo é personalizar a recomendação, evitando excessos ou uso desnecessário.

Quando bem indicada, a suplementação pode contribuir para melhora da disposição, suporte à saúde óssea e muscular e otimização das funções do organismo. Ainda assim, a médica reforça que não se pode atribuir aos suplementos propriedades de prevenção ou cura de doenças. “Um organismo equilibrado tende a ter melhor capacidade de resposta e defesa, mas isso não substitui cuidados médicos”, afirma.

Outro ponto de destaque é o acompanhamento profissional durante o uso. Segundo a especialista, médicos e nutricionistas são fundamentais para garantir segurança, evitando interações medicamentosas e dosagens inadequadas.

CURADORIA TÉCNICA E MERCADO EM EXPANSÃO

Além da atuação clínica, a médica também realiza a curadoria de uma linha de suplementos alimentares, desenvolvida com base em critérios técnicos e científicos. A proposta, segundo ela, é selecionar ativos com boa biodisponibilidade – ou seja, maior capacidade de absorção pelo organismo – e matérias-primas de qualidade, sempre em conformidade com as normas da Anvisa.

A linha inclui compostos voltados ao suporte muscular, saúde cognitiva, qualidade do sono e ação antioxidante, com produtos como creatina, ômega 3, cálcio, combinações com melatonina e triptofano, além de magnésio e outros nutrientes. A indicação, porém, segue sendo individualizada e deve respeitar a orientação profissional.

MITOS E CUIDADOS

Entre os equívocos mais comuns sobre suplementação está a ideia de que esses produtos podem substituir a alimentação. “Eles complementam, não substituem. A base da saúde continua sendo uma dieta equilibrada e hábitos saudáveis”, ressalta.

Outro mito recorrente é o de que, por serem considerados “naturais”, não apresentam riscos. O uso inadequado pode sobrecarregar órgãos como fígado e rins, especialmente em doses elevadas. “Mais não é melhor. O excesso pode ser prejudicial”, alerta.

Para quem pensa em iniciar a suplementação, a principal recomendação é buscar orientação qualificada e verificar a procedência dos produtos. “Suplementação não é moda. É ciência aplicada à saúde”, resume.

ORIENTAÇÃO À POPULAÇÃO

Conforme as normas da Anvisa, suplementos alimentares não são medicamentos e não têm a finalidade de curar, tratar ou prevenir doenças. Seu uso deve ser voltado à complementação da dieta e sempre acompanhado por profissionais de saúde.

SERVIÇO

Saiba mais sobre a importância da suplementação alimentar com a médica Gláucia Dellaqua Crepaldi (CRM 191121), especialista em Clínica Médica e Cuidados Paliativos (RQE 1022951).

Os atendimentos são realizados na Clínica Cpap Lar, em Adamantina, localizada na alameda Jarbas Bento da Silva, 182, na Vila Cicma. Informações podem ser obtidas pelo telefone (18) 3880-0045 ou pelo Instagram @draglauciadcrepaldi.

Já a linha da marca Nutrialis Suplementos Alimentares pode ser conferida pelo Instagram @nutrialisbrasil ou pelo site: https://nutrialisbrasil.keepo.bio/.

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