
Uma das principais vias de Adamantina, a avenida Marechal Castello Branco, conhecida como Via de Acesso, tem sido alvo de preocupação devido ao número de acidentes registrados e às condições de segurança no local.
Dados do Infosiga, sistema do Governo do Estado de São Paulo, indicam que a via, com cerca de 850 metros de extensão, é atualmente a segunda com maior número de acidentes no município, atrás apenas da Avenida Rio Branco. Entre março de 2025 e fevereiro de 2026, ao menos 10 sinistros foram registrados no trecho. Na última segunda-feira (30), outros dois acidentes reacenderam o debate sobre a situação.
Usuários da via apontam problemas como falta de sinalização adequada e a existência de pontos cegos, fatores que, segundo eles, contribuem para o risco de colisões. Por outro lado, também há relatos frequentes de excesso de velocidade e comportamentos imprudentes por parte de condutores.
A Prefeitura, por meio do Demtram (Departamento Municipal de Trânsito), informa que acompanha sistematicamente os dados de acidentes e ressalta que a velocidade máxima permitida no local é de 30 km/h. Em nota, destacou que “ao Departamento de Trânsito cabe sinalizar as vias” e que estudos técnicos estão em andamento em parceria com o Detran (Departamento Estadual de Trânsito). O órgão acrescenta que “os acidentes são consequências do desrespeito às normas de trânsito, geralmente causados por imprudência de alguns condutores” e que há adesão em andamento ao projeto “Vias Seguras”, com propostas para melhorias no sistema viário.
Segundo o Capitão PM Eder Bressan, comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar, a via recebe fiscalização constante devido ao intenso fluxo de veículos. “A gente tem uma preocupação porque o fluxo de veículos é muito grande, principalmente na parte da manhã e da tarde. Por isso realizamos fiscalização diária no local”, afirmou.
Ainda de acordo com o Capitão, 19 veículos foram autuados na via entre janeiro e março de 2026. Ele reforça que a maioria dos acidentes está ligada ao comportamento dos motoristas. “A maioria, e quase total dos acidentes, se dão por imprudência do motorista, por fazer uma conversão no local errado, por estar usando o aparelho celular. O que a gente pede é que nunca seja substituído o bom senso”, destacou.












