Invencibilidade

Confira o conteúdo assinado pela professora Siomara Augusta Ladeia Marinho

Junho de dois mil e vinte e seis, o mês da Copa. O pensamento de milhões de criaturas, de todos os quadrantes da terra, está voltado para o USA, sede desta mundial competição esportiva – o futebol. E os mais afeiçoados, numa sintonia universal, estão de espírito ligado.

E o Brasil? Ah, o Brasil em cada brasileiro já está lá, há muito tempo, antes de se iniciarem os preparativos, antes mesmo das convocações oficiais. Neste mês, porém, a Copa do Mundo parece ter vindo para cá. Tal o interesse, a vivência, o assunto das conversas. Não dizem que cada brasileiro é um técnico em futebol? E não adianta alguém dizer que não liga. Todo mundo liga. E quem o não fizer espontaneamente, melhor, brasileiramente, não faltará outro ao lado para ligá-lo ao assunto do mês, do momento, com a perguntinha envolvente: “será que o Brasil vai ganhar?” E você, querendo ou não, como bom brasileiro, acaba dando o seu palpite, Se não acabar discutindo e afirmando a imbatividade de nossa seleção. Pois, sim.

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Mas, isto é bom. E faz bem, quando tudo bem conduzido. É saudável para o espírito humano esse encadeamento universal, quando de todos os recantos dessa nossa terra, tão conturbada por ambições e ódios entre irmãos, os ânimos se voltam para um denominador comum, mesmo sendo este esportivo, numa festa mundial. É o contágio dessa expectativa global, entre os que ativamente participam e os que de longe torcem, aguardam resultados, acompanham vibrando, são vida e vida humana, alegre de viver, no interesse da comunicação alegre que seja fruto da paz.

O que importa é saber competir, mesmo assistindo a competições. E não permitir que a paixão, fruto do instinto, supere a razão, para não gerar o ódio, o rancor e a vingança, desfazendo completamente o sentido esportivo deste campeonato, que é unir os povos num encontro de nações. E muito menos seria cristão, tomar posições dessas.

Quando o respeito pelo valor dos irmãos faz nascer à admiração e desta, a amizade e o amor.

E nossos brasileiros, com nossa índole pacífica e nosso arraigado sentimento cristão, saibam, mesmo vibrando pelo nosso futebol com a intensidade que nós somos próprias, respeitar os sentimentos de quem estiver ao nosso lado com o mesmo direito de vibrar pelo seu país natural ou preferido. Sem agressões, sem ofensas. Mas esportivamente. Transformando em festa para o coração esse encontro esportivo entre nações. E possamos ser campeões do mundo no futebol, mas, sejamos, continuando ser, no respeito, na cordialidade, na grandeza do abraço amigo.

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