Adamantina: aniversário, Copa e companhia

Confira o conteúdo assinado pelo advogado Arlindo Alves

Em mais um ano de Copa, o país segue em clima de bola dividida, numa espécie de mata-mata, envolvendo os jogos do poder em uma sociedade polarizada.

Entre parábolas e metáforas, seguimos em frente. Duzentos milhões em ação!…

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Em 1970 eram noventa milhões empurrando o país:

— “Pra frente, Brasil!”.

Não se sabia ao certo para onde. Estávamos como o personagem José, de Drummond: ”Você marcha, José! José, para onde?”.

Ao menos avançamos no tempo. Chegamos a 2026! A soma desses números equivale a 10: a camisa mágica! Pelé — a majestade do futebol mundial — a vestiu, inclusive em 1970, e a tornou grandiosa, cobiçada por todos. O peso dela recai atualmente sobre Neymar Jr. Bota fé no talento, garoto!

Na Copa do México, entrando para a adolescência e matriculado no sexto ano do Instituto Helen Keller, me virava nos setenta para assistir aos jogos do Campeonato, peregrinando de bar em bar, onde pudesse encontrar um televisor ligado e sintonizado no jogo. Não havia aparelho em casa. Esperava torcer — e muito — não apenas pela Seleção, mas sobretudo pelo Brasil. Sem dúvida, naquela época éramos todos apenas brasileiros, vestindo a mesma camisa verde-amarela.

O Tri veio e virou história fenomenal para se contar com ufanismo nas décadas futuras. Inspirou muitos livros, filmes e, recentemente, uma série. Sentimentos e dramas humanos expostos à flor da epiderme, para além do contexto esportivo, marcados pela atmosfera carregada do regime político então vigente.

Em 1970, a data de comemoração do aniversário de Adamantina já havia sido alterada, de 2 de abril para 13 de junho, por força de uma lei de 1967. Desde então, em ano de Copa, as emoções dos dois eventos se fundem nos corações adamantinenses. O clima de junho — além do frio — é de festas que se entrelaçam e inflamam o patriotismo na alma dos brasileiros residentes na “cidade joia”.

É certo que, este ano, um outro evento não menos importante agita as ruas e praças das cidades por todo o Brasil, tão cívico quanto o aniversário de Adamantina e a Copa. Todavia não falaremos dele agora.

Deixemos aflorar nesse instante apenas a civilidade e o civismo sadio de “um só coração” pulsando forte por “ordem e progresso” em nosso município. Almejamos ver Adamantina se destacar, sempre e cada vez mais, no cenário nacional, como descrita na letra do hino oficial: “altaneira, entre as primeiras de nossa nação”!

Mas, enfim, o escrete canarinho está a nos dever o Hexa. Não vamos deixar, nessa hora, os garotos sozinhos em mais uma batalha pelo título que está entalado na garganta desde 2002, quanto conquistamos o Penta. Emprestemos aos craques nacionais o nosso maior respeito e confiança, mesmo que torcendo de longe, diante do rádio, da TV ou da internet.

Parabéns, Adamantina!…

“Salve a seleção”!…

Arriba, Brasil!…

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