
O ano de 2026 marcará oficialmente o fim de uma era nas ruas brasileiras. Os tradicionais orelhões, que por décadas foram símbolo da comunicação pública no país, começarão a ser retirados de forma definitiva a partir deste mês. Em Adamantina, ainda existem 37 aparelhos instalados, todos vinculados à operadora Telefônica, segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
Em todo o Brasil, cerca de 38 mil telefones públicos ainda permanecem espalhados pelas cidades. No entanto, quase indispensáveis no passado, os orelhões se tornaram praticamente obsoletos com a popularização dos celulares e a ampliação do acesso à telefonia móvel.
A retirada dos aparelhos ocorre após o encerramento, em 2025, das concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pela manutenção dos orelhões. Com o fim desses contratos, deixou de existir a obrigação legal de manter os equipamentos em funcionamento.
De acordo com a Anatel, a extinção não acontecerá de forma imediata em todos os municípios. Neste mês de janeiro tem início a remoção em massa de carcaças e aparelhos já desativados. Os orelhões ainda poderão ser mantidos apenas em localidades onde não há cobertura de rede de celular, e mesmo assim somente até o ano de 2028.
Como contrapartida pela desativação do serviço, a Anatel determinou que as empresas redirecionem os recursos antes destinados aos orelhões para investimentos em redes de banda larga e telefonia móvel, tecnologias que hoje concentram a maior parte da comunicação no país.
Dados mais recentes da agência apontam que mais de 33 mil orelhões ainda estão ativos no Brasil, enquanto cerca de 4 mil encontram-se em manutenção, número que tende a diminuir gradativamente nos próximos anos.
Com informações do portal G1








