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quinta-feira, 5 fevereiro, 2026

Polícia Civil prende mulher suspeita de usar CNH falsa em Junqueirópolis

Documento com indícios de falsificação foi apresentado no Poupatempo do município

Foto: Cedida/Polícia Civil

A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia de Polícia de Junqueirópolis, prendeu em flagrante, na manhã de terça-feira (27), uma mulher de 44 anos suspeita do crime de uso de documento falso. A prisão ocorreu no posto do Poupatempo do município, após a apresentação de uma CNH (Carteira Nacional de Habilitação) com indícios de falsificação.

Segundo a apuração inicial, a mulher apresentou uma CNH em seu nome para atendimento no órgão. Contudo, após consultas aos sistemas oficiais, não foi localizado qualquer registro de habilitação emitida em favor da suspeita, o que levantou fundada suspeita sobre a autenticidade do documento.

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Diante da situação, policiais civis da Delegacia de Polícia de Junqueirópolis foram acionados e se deslocaram até o Poupatempo para averiguação. A mulher foi conduzida à unidade policial, onde novas consultas aos bancos de dados oficiais foram realizadas, novamente sem a constatação de registro válido de CNH em seu nome.

Em análise preliminar, a Polícia Civil identificou diversos indícios de falsificação no documento apresentado, entre eles a impossibilidade de leitura do QR Code impresso no anverso, além de dimensões visivelmente superiores ao padrão das CNHs regularmente emitidas, bem como outras inconsistências. O documento foi apreendido e encaminhado para exame pericial.

Durante o interrogatório, realizado na presença de sua advogada, a suspeita afirmou que tentou obter a CNH pelos meios legais, porém não obteve êxito. Relatou ainda que, posteriormente, recebeu o contato de uma terceira pessoa, com quem passou a se comunicar por telefone. Segundo a investigada, algumas etapas teriam sido realizadas de forma on-line, e a CNH teria sido enviada pelos Correios. Questionada sobre a identidade do intermediário, optou por não fornecer informações. A mulher informou, por fim, ter efetuado o pagamento de R$ 800,00 pelo documento.

Diante dos fatos, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante da suspeita pelo crime de uso de documento falso, previsto no artigo 304 do Código Penal.

Na manhã desta quarta-feira (28), após a realização da audiência de custódia, a Justiça concedeu à acusada o benefício da liberdade provisória, sem fiança, com a aplicação de medidas cautelares. Ela responderá ao processo em liberdade.

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