A prevenção é uma corrida contra o tempo quando o assunto é o coração. O alerta é do médico cardiologista adamantinense Dr. James Martins Grion. Segundo o especialista, muitas pessoas só buscam ajuda quando o problema já é grave, ignorando que o processo de adoecimento é lento e silencioso.
“A doença cardíaca não começa no dia em que você teve o infarto. Ela está lá latente há 10 ou 15 anos. O tempo de formação para gerar a doença é de longo prazo”, explica Dr. James. O médico ressalta que o objetivo da cardiologia moderna é a prevenção primária: identificar sinais subclínicos e tratar o paciente antes que ele tenha o primeiro sintoma ou evento grave, como um AVC ou parada cardíaca.
Muitos acreditam que ir ao cardiologista é “coisa de idoso”, mas a recomendação médica é diferente. Dr. James orienta que, a partir dos 10 anos de idade, já é indicado realizar coletas de exames de sangue preventivos.
Para adultos jovens, entre 20 e 30 anos, a orientação é clara: “Se você tem mais de 20 anos, faça pelo menos um exame de sangue por ano e meça a pressão arterial. É preciso ver a pressão nos dois braços. Não é porque você não sente nada que está tudo bem”, pontua o médico.
O PERIGO DA FALTA DE INFORMAÇÃO
Com experiência tanto na rede pública (SUS) quanto na privada, Dr. James nota uma diferença clara no perfil dos pacientes, muitas vezes ligada ao acesso à informação. Enquanto no consultório particular a busca é frequente por check-ups preventivos, na rede pública os casos costumam chegar em estágios mais avançados, exigindo intervenções medicamentosas imediatas e rigorosas.
Embora a dor no peito e a falta de ar sejam sintomas clássicos, o cardiologista alerta que nem sempre o infarto se anuncia de forma clara. Grupos específicos como idosos, mulheres e diabéticos podem apresentar sinais atípicos.
“O idoso pode não ter dor no peito. Ele pode apresentar apenas uma alteração no nível de consciência, um calafrio ou uma sudorese fria”, alerta Dr. James. Outros sinais que merecem atenção incluem:
- Dor ou pressão na nuca e cabeça;
- Sensação de taquicardia ou batimentos fortes no pescoço;
- Cansaço desproporcional ao esforço.
Além da alimentação e do sedentarismo, o estilo de vida moderno cobra seu preço. Dr. James explica que o ambiente de estresse constante gera um processo inflamatório no corpo, que pode acelerar a formação de placas de gordura e antecipar sintomas. A falta de sono e a má alimentação completam o ciclo prejudicial.
Outro fator relevante para a região de Adamantina é o clima. O calor excessivo exige cuidado redobrado com a hidratação, especialmente para a terceira idade. “O idoso costuma não tomar água e fica desidratado. Se o paciente já tem uma arritmia, o calor e a desidratação podem favorecer o aparecimento de sintomas”, orienta.
SERVIÇO

Natural de Adamantina, Dr. James Martins Grion retornou à cidade após 12 anos de formação. Sua trajetória inclui residência em Clínica Médica no Paraná, especialização em Cardiologia pela FAMERP (Rio Preto) e em Ecocardiografia pela Beneficência Portuguesa.
Para agendamentos e avaliações preventivas, o consultório do Dr. James atende pelo telefone (18) 99790-9100.









