Esqueça a ideia de que holding é um termo restrito a multinacionais ou grandes grupos econômicos. No interior do oeste paulista, onde o agro e o comércio local sustentam a economia, ela se tornou uma ferramenta prática de gestão para quem não quer ver o patrimônio de uma vida se perder em conflitos familiares ou em custos que poderiam ser evitados com planejamento.
Na prática, montar uma holding é colocar ordem na casa, criando uma estrutura para organizar o que foi construído, desde a fazenda e o maquinário até as participações societárias e os imóveis urbanos. O objetivo é simples e estratégico: separar o que é da família do que é do negócio, com regras claras.
No agronegócio, isso costuma ser ainda mais sensível. Onde termina o patrimônio e começa a operação? Quando os filhos entram na gestão, ou quando alguns seguem caminhos diferentes, as perguntas surgem: quem decide? Como distribuir resultados sem comprometer o caixa e a produção? O que acontece se um herdeiro quiser sair? Sem critérios definidos, a sucessão vira um campo minado.
A holding antecipa essas respostas. Em vez de deixar toda a organização patrimonial e sucessória para um inventário futuro, a holding permite definir desde já quem administra, como os resultados são distribuídos e quais são as regras de entrada e saída dos sócios. Isso reduz conflitos e ajuda a manter a atividade funcionando normalmente, evitando paralisações decorrentes de disputas judiciais.
E quanto à tributação? Pode haver vantagens, mas vale fugir de fórmulas mágicas. O ganho real está em um planejamento lícito e sob medida, alinhado à realidade da família, ao regime de exploração e aos objetivos de longo prazo.
No fim das contas, holding não é modismo, é maturidade na gestão. Para quem produz e empreende, organizar a estrutura societária agora é um passo concreto para proteger o patrimônio e garantir que o legado atravesse a próxima transição.
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