Adamantina está entre as cidades da região que disputam a etapa estadual do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora (PSPE), concorrendo na categoria Sustentabilidade e Meio Ambiente. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Escritório Regional do Sebrae-SP em Presidente Prudente.
Ao todo, 12 municípios da região participam da premiação, somando 13 projetos inscritos na fase estadual. Os vencedores serão anunciados no dia 17 de março, na capital paulista.
Além de Adamantina, concorrem na categoria Sala do Empreendedor os municípios de Álvares Machado, Martinópolis e Presidente Prudente. Em Turismo & Identidade Territorial participam Martinópolis e Santa Mercedes. Na categoria Inclusão Socioprodutiva disputam Pirapozinho, Santo Expedito e Santo Anastácio. Osvaldo Cruz concorre em Gestão Inovadora; Junqueirópolis e Presidente Epitácio em Empreendedorismo na Escola; e Presidente Venceslau em Compras Governamentais.
Segundo o gerente regional do Sebrae-SP, José Carlos Cavalcante, a premiação estimula a adoção de boas práticas na gestão pública. “O fato de termos 12 municípios da nossa região concorrendo ao prêmio demonstra a qualidade das iniciativas que vêm sendo desenvolvidas na região. Mais do que disputar uma premiação, essas cidades apresentam ações que ganham visibilidade estadual, podem avançar para a etapa nacional e se tornar referência para outros municípios”, destacou.
Criado há 20 anos, o PSPE já contabiliza mais de 14 mil projetos inscritos em todo o país. A iniciativa busca estimular a inovação no setor público, melhorar o ambiente de negócios e valorizar experiências bem-sucedidas das administrações municipais. Os projetos passam por etapas de habilitação, pré-seleção, visita técnica e julgamento estadual, sendo avaliados por critérios como impacto, inovação, perenidade e atuação em rede. Os vencedores da fase estadual avançam para a etapa nacional, prevista até junho de 2026.
DEBATE AMBIENTAL EM EVIDÊNCIA
A participação de Adamantina na categoria Sustentabilidade e Meio Ambiente ocorre em um momento em que a pauta ambiental está em destaque no município. Recentemente, a concretagem dos canteiros centrais da Avenida Adhemar de Barros gerou ampla repercussão e abriu debate público entre moradores, vereadores e a administração municipal.
A intervenção transformou áreas antes compostas por vegetação em espaços totalmente concretados, o que motivou críticas de parte da população, que questionou os impactos ambientais e paisagísticos da medida. Também houve manifestações favoráveis à decisão.
Em nota encaminhada ao IMPACTO, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Serviços, justificou a medida afirmando que “a decisão de concretar alguns canteiros foi tomada porque os locais apresentavam problemas causados por pessoas que depositavam todo tipo de lixo nos lugares, como garrafas – acumulando água da chuva e servindo de criadouro para o mosquito que transmite a dengue e outras doenças – material orgânico, sacolas, mato e galhos”.
A administração acrescentou que o acúmulo de resíduos “estava matando as plantas e atraindo animais peçonhentos, o que significa um risco para a saúde pública”, e ressaltou que, apesar da existência de lixeiras próximas e da instalação de placas com base na Lei nº 2.449/92, não houve a colaboração necessária de parte da população.
Ainda segundo o Executivo, os canteiros são construídos sobre o asfalto e não possuem contato direto com o solo, o que, segundo a Prefeitura, impede que a água da chuva seja absorvida pelo subsolo nesses pontos.
A Prefeitura informou que os primeiros canteiros concretados foram considerados os mais críticos e que outros locais seguem em avaliação. Também destacou que estuda alternativas para permitir que os espaços sejam adotados pela população por meio da Lei nº 3.715/2016, que institui a campanha “Adote o Verde”.









