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Adamantina
sexta-feira, 20 fevereiro, 2026

Entre o Verde e o Concreto

Confira o conteúdo assinado pelo servidor público e escritor Nivaldo Martins do Nascimento (Londrina)

(Uma paráfrase poética do texto “Lições da Natureza”, de Ellen G. White.)

A natureza fala –
não em gritos,
mas no sussurro do vento entre as folhas
na paciência da semente
que rompe a terra escura
para ensinar esperança.

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Cada flor é um verso vivo,
cada rio, um sermão em movimento,
cada árvore, uma catedral erguida
sem cimento,
sem grades,
sem preçо.

Mas há quem troque o canto dos pássaros
pelo ruído das máquinas,
quem cubra o chão fértil
com o peso morto do concreto,
como se progresso fosse
silenciar raízes.

Erguem muros onde antes havia sombra,
plantam torres onde havia ninhos,
e chamam de avanço
o que é apenas ausência do verde.

Esquecem que o coração humano
aprende com o ciclo das estações,
que a alma respira melhor
onde a terra ainda vive.

Se a natureza é lição,
o concreto é esquecimento.
E toda cidade sem arvores
tem uma página arrancada
do livro da vida.

Obs: Este pequeno poema é dedicado ao despertar AMBIENTAL de alguns vereadores adamantinenses.

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