Adamantina tem desempenho baixo em índice nacional de gestão de resíduos sólidos

Município aparece na 973ª posição no ranking do ISLU 2025, que avalia eficiência ambiental e operacional em todo o país

Um levantamento da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente revelou o panorama da gestão de resíduos sólidos urbanos no Brasil e destacou o desempenho de Adamantina no ranking nacional. O estudo utiliza o ISLU (Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana), que mede a eficiência dos municípios com base em critérios como coleta, sustentabilidade financeira, reciclagem e destinação ambientalmente adequada.

Criado em 2016, o ISLU avalia, na prática, o avanço das metas estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010). Na edição de 2025, foram analisados 4.773 municípios brasileiros, oferecendo um panorama abrangente da situação no país.

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Adamantina apresentou desempenho considerado baixo, com nota final de 0,583, o que a colocou na 973ª posição no ranking nacional. Entre os indicadores avaliados, o município obteve 0,868 em engajamento, que mede a cobertura da coleta em relação à população total; e 0,704 em sustentabilidade financeira.

Foto: Gustavo Amaral/IMPACTO

Por outro lado, os índices de recuperação de resíduos recicláveis (0,015) e de impacto ambiental (0,621) ficaram abaixo do ideal, influenciando negativamente o resultado final.

O ISLU organiza os municípios em faixas de pontuação que indicam o nível de maturidade da gestão. Cidades com nota acima de 0,7 são classificadas como de alto desempenho, com estruturas mais consolidadas e práticas adequadas de destinação de resíduos.

Os dados nacionais evidenciam um cenário desafiador. Do total avaliado, 65% dos municípios brasileiros (3.089) foram classificados na faixa “Muito Baixo”, enquanto 17% (831 cidades) ficaram na faixa “Baixo”. Os números reforçam a necessidade de avanços significativos para o cumprimento das metas da política nacional.

A metodologia do ISLU segue padrões estatísticos amplamente utilizados em políticas públicas, semelhantes aos aplicados no IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal). O levantamento utiliza dados públicos do SINISA (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), informados pelos próprios municípios, sem estimativas ou ajustes fora dos padrões técnicos. Em 2025, o sistema disponibilizou dados referentes à gestão de resíduos sólidos urbanos do ano de 2023.

O índice é estruturado em quatro dimensões principais – engajamento, sustentabilidade financeira, recuperação de resíduos e impacto ambiental – que, em conjunto, permitem uma avaliação abrangente da qualidade dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos em cada município.Parte superior do formulário

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