Fico genuinamente feliz com as conquistas dos meus amigos. Em um mundo onde tantas vezes as comparações falam mais alto que a admiração, escolher celebrar o outro é também um exercício de grandeza. Cada vitória deles carrega esforço, renúncias e sonhos que finalmente encontraram espaço para acontecer — e poder testemunhar isso de perto é um privilégio.
A alegria compartilhada não diminui a nossa própria trajetória, pelo contrário, amplia. Mostra que há espaço para todos crescerem, cada um no seu tempo, no seu caminho. Ver quem a gente gosta avançando é um lembrete de que coisas boas são possíveis, de que a vida se movimenta, de que o sucesso não é escasso.
Na geriatria, aprendemos algo parecido todos os dias: o valor do tempo, da construção contínua e das conquistas que não são imediatas, mas profundamente significativas. Celebrar pequenas e grandes vitórias — recuperar uma função, manter autonomia, preservar vínculos — é parte essencial do cuidado. E talvez por isso, fora do consultório, a gente também aprenda a olhar para o outro com mais generosidade, entendendo que cada história tem seu ritmo e sua própria forma de florescer.
Torcer pelos amigos é, no fundo, um ato de afeto maduro. É reconhecer que o brilho do outro não apaga o nosso — ele ilumina o caminho.















