GAMI promove encontro em Adamantina sobre proteção ao aleitamento materno no dia 21

Evento reunirá especialistas, gestantes, profissionais da saúde e comunidade para debater a importância da amamentação e fortalecer a rede de apoio materno-infantil

O Projeto Voluntário GAMI (Grupo de Apoio Materno Infantil de Adamantina) realizará no próximo dia 21 de maio, das 13h30 às 17h30, no Auditório da Santa Casa de Adamantina, um encontro especial em comemoração ao Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno.

A iniciativa, que conta com apoio da Secretaria de Saúde de Adamantina, Santa Casa e do Centro Universitário de Adamantina (FAI), reforça a mobilização em prol da promoção, proteção e incentivo ao aleitamento materno no município.

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A atividade será voltada a gestantes, puérperas, profissionais e funcionários das áreas da Saúde e Educação, acadêmicos e demais interessados no tema. O objetivo é ampliar a conscientização sobre a importância do aleitamento materno para a saúde e o desenvolvimento infantil, além de fortalecer ações de orientação, incentivo e apoio às mães e famílias.

Foto: Divulgação

PROGRAMAÇÃO REÚNE ESPECIALISTAS DA ÁREA MATERNO-INFANTIL

A programação contará com a participação da dentista odontopediatra Fabiana Freire Marin Pacheco, presidente do GAMI, entidade que atua no fortalecimento das ações de apoio às mães e incentivo ao aleitamento materno em Adamantina.

Também participará do encontro Rose Chiaradia, mestre em Odontopediatria e especialista em Aleitamento Materno e Ciência da Melhoria em Saúde pelo IHI, de Boston. Ela atua como coordenadora de cursos na área de odontologia neonatal e amamentação, além de ser doula, educadora perinatal e consultora em saúde materno-infantil. Rose é coautora do livro “Freios Orais e Amamentação” e possui atuação na formação profissional e no apoio a políticas públicas no Brasil e no exterior.

Outra convidada é Eleny Rosa Guimarães Gonçalves, enfermeira formada pela FAMEMA e especialista em ginecologia, obstetrícia e urgências obstétricas. Ela possui mestrado e doutorado em Ciências da Saúde, com atuação também em comunicação humana. Atualmente é professora nos cursos de Medicina e Enfermagem, com foco na área materno-infantil, além de ter experiência em Centro Obstétrico e UTI Neonatal.

Segundo Fabiana, o aleitamento materno representa uma das principais formas de proteção à saúde infantil e fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê. “Amamentar é um ato de amor, proteção e cuidado. O leite materno oferece todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável do bebê e também traz benefícios importantes para a saúde da mãe. Nosso objetivo com esse encontro é ampliar a conscientização, oferecer informação de qualidade e fortalecer a rede de apoio às famílias”, destacou.

DATA REFORÇA IMPORTÂNCIA DA AMAMENTAÇÃO

O Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno é celebrado em 21 de maio. A data faz referência à aprovação, em 1981, pela Assembleia Mundial da Saúde, da recomendação do Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno, documento que orienta os países na promoção e proteção da amamentação.

De acordo com o Ministério da Saúde, o leite materno é considerado o alimento mais completo para os bebês e uma das formas mais eficazes de proteção à infância, podendo reduzir em até 13% os índices de mortalidade de crianças menores de cinco anos.

Além de fortalecer o sistema imunológico, o aleitamento materno auxilia na prevenção de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias, além de contribuir para a redução do risco de hipertensão, diabetes, obesidade e colesterol elevado na vida adulta. Para as mães, a amamentação também representa fator de proteção contra diversas doenças, incluindo o câncer de ovário.

Dados nacionais apontam avanços importantes nos índices de amamentação nas últimas décadas. O aleitamento materno exclusivo em crianças menores de seis meses passou de 2,9% em 1986 para 45,7% em 2020. Já o aleitamento em crianças menores de quatro anos aumentou de 4,7% para 60% no mesmo período.

O Ministério da Saúde recomenda a amamentação exclusiva até os seis meses de vida e sua continuidade até os dois anos de idade ou mais, associada à alimentação complementar adequada.

DEBATE SOBRE BANCO DE LEITE VOLTA À PAUTA EM ADAMANTINA

Recentemente, o debate sobre o fortalecimento da rede de apoio ao aleitamento materno voltou à pauta em Adamantina após a apresentação da Indicação nº 118/2026 na Câmara Municipal.

O documento, apresentado em 6 de abril de 2026 pelas vereadoras Marta de Almeida Bezerra e Maria Gabriela Costa Calil Bearare, solicita estudos para implantação de um serviço especializado de coleta, processamento e distribuição de leite humano no município.

Segundo a justificativa, muitas puérperas procuram a rede pública para realizar doações, mas não encontram atualmente um local adequado para o atendimento.

Em resposta ao IMPACTO, a secretária municipal de Saúde, Elisabete Cristina Jacomasso Marquetti, reconheceu a relevância da proposta para a saúde materno-infantil, mas esclareceu que a implantação de um Banco de Leite Humano completo é considerada inviável no momento.

De acordo com a pasta, a estrutura exige laboratório próprio, equipamentos de alto custo, controle rigoroso de qualidade e equipe multiprofissional especializada, além de despesas contínuas de operação. O município também avalia que a demanda atual não justificaria, neste momento, o elevado investimento necessário para manter uma estrutura permanente.

 

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