Operação Rei do Pix apreende computadores, documentos e arma durante buscas em Adamantina

Cidade foi alvo de mandados da investigação que apura desvio de cerca de R$ 10 milhões da Câmara de Catanduva

Foto: Cedida/8º Baep

Adamantina esteve entre os municípios alvos da Operação Rei do Pix, deflagrada na manhã desta terça-feira (2) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) para desarticular um esquema investigado por desvio de recursos públicos da Câmara Municipal de Catanduva.

A ação contou com apoio de equipes do 8º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) e do Comando de Aviação da Polícia Militar, por meio do helicóptero Águia, no cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados a empresas suspeitas de participação em processos licitatórios sob investigação.

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Foto: Cedida/8º Baep

Durante as diligências realizadas em Adamantina, os policiais apreenderam diversos materiais considerados relevantes para o andamento do inquérito. Entre os itens recolhidos estão documentos impressos, computadores, HDs externos, pen drives e outros dispositivos de armazenamento de dados.

Todo o material será submetido à perícia e encaminhado ao Ministério Público, que dará continuidade às investigações. Segundo as autoridades, os equipamentos eletrônicos poderão auxiliar na identificação de movimentações financeiras e eventuais vínculos entre os investigados.

Foto: Cedida/8º Baep

Além dos documentos e dispositivos digitais, os policiais localizaram uma arma de fogo em um dos endereços vistoriados. Embora a posse do armamento fosse legal, o registro estava vencido. A arma foi apresentada na 3ª Delegacia de Polícia Civil de Adamantina e permaneceu apreendida para regularização da documentação.

Uma pessoa também foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos, conforme determinação judicial, sendo posteriormente liberada.

Foto: Cedida/8º Baep

ESQUEMA PODE TER MOVIMENTADO MAIS DE R$ 10 MILHÕES

A Operação Rei do Pix cumpriu 10 mandados de prisão e mais de 50 mandados de busca e apreensão nas cidades de Bauru, Jaboticabal, São Paulo, além de Adamantina e Catanduva. Na cidade-sede da investigação, diligências foram realizadas inclusive na Câmara Municipal.

De acordo com o Ministério Público, as investigações apontam que, entre 2023 e 2024, pelo menos R$ 10 milhões teriam sido desviados dos cofres públicos da Câmara de Catanduva. Os investigadores não descartam a possibilidade de que os valores envolvidos sejam ainda maiores.

As apurações indicam que o grupo teria criado mais de 60 empresas de fachada, registradas em nome de parentes e pessoas próximas. Essas empresas simulavam a prestação de serviços ao Legislativo municipal, emitiam notas fiscais falsas e recebiam recursos públicos que, posteriormente, eram devolvidos aos integrantes do esquema.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens dos investigados, com valores que chegam a R$ 20 milhões nos casos considerados mais graves. Durante a operação, foram apreendidos ainda veículos e quantias em dinheiro.

Ao todo, a força-tarefa mobilizou 20 promotores de Justiça, 30 servidores do Ministério Público, 11 agentes da Receita Federal, mais de 200 policiais militares e equipes da Polícia Civil.

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