Docente de Psicologia da FAI promove encontro de acolhimento para as mães de alunos da APAE

A atividade teve como objetivo promover uma reflexão junto ao grupo de mães de pessoas com deficiência sobre suas identidades para além da maternidade

Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

A docente do curso de Psicologia do Centro Universitário de Adamantina (FAI), Prof.ª Dra. Maria de Fátima Belancieri, realizou, no dia 28 de maio, um encontro especial voltado às mães e cuidadoras dos alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). Sob o tema “Quem cuida também precisa ser cuidada”, a iniciativa promoveu ações de acolhimento, valorização e suporte emocional nas dependências da instituição, buscando mitigar os impactos da sobrecarga física e do esgotamento psicológico frequentemente enfrentados por essas famílias.

A programação, que ocorreu durante o estágio em Psicologia Educacional, teve início com a abertura proferida pela organizadora Prof.ª Dra. Maria de Fátima Belancieri. Em sua abordagem, a especialista enfatizou a necessidade de dissociar a identidade da mulher exclusivamente da rotina de cuidados com os filhos. “Hoje não queremos falar apenas das mães dos nossos alunos. Queremos olhar para vocês como mulheres, pessoas e cuidadoras que também precisam de acolhimento”, declarou a professora durante a recepção, que contou com café da manhã e ambientação musical.

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Na sequência das atividades, foi desenvolvida uma oficina de musicoterapia, coordenada pelas estudantes do 5º ano de Psicologia da FAI, Luana Pato Teixeira de Brito e Silvana Pinheiro Coelho Miyamura, sob a supervisão da equipe de estágio em Psicologia Educacional.

A atividade teve como objetivo promover uma reflexão junto ao grupo de mães de pessoas com deficiência sobre suas identidades para além da maternidade. Reconhece-se que a maternidade ocupa um lugar significativo e atravessa amplamente a vida da mulher. Entretanto, juntamente com o nascimento dos filhos e o exercício cotidiano do cuidado, muitas mulheres também se deparam com renúncias, mudanças e com o luto simbólico de aspectos de si mesmas que acabam sendo colocados em segundo plano ao longo de sua existência.

Os depoimentos compartilhados foram permeados por emoção, empatia e acolhimento mútuo, culminando na construção coletiva da letra e da melodia de uma música produzida pelo próprio grupo.

Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Ao final do encontro, as mães receberam um mimo especialmente preparado pela equipe da APAE para marcar esse momento tão importante e sensível, encerrando a atividade com um sentimento de valorização, reconhecimento e gratidão.

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