Secretário da Educação, Osvaldo José, e prefeito Márcio Cardim entregam melhorias na escola Eunice Mari, antigo CEMA II, com a diretora Claudia Mari Sanches e alunos (Foto: João Vinícius | Grupo IMPACTO)

Priorizar a educação é fundamental para o futuro do país. Essa afirmação é conhecida e dita muitas vezes, por especialistas e até políticos. Porém, em muitos casos, as melhorias no ensino ficam restritas apenas aos discursos, não se efetivando pelo poder público.

Levantamento divulgado em junho pelo Movimento Todos pela Educação aponta que o investimento mínimo por estudante do ensino fundamental da zona urbana que estuda em tempo parcial é de R$ 4.300 por ano. Em 2015, ano mais recente com dados completos sobre financiamento público, 2.372 municípios brasileiros (43% dos 5.570 existentes) e cinco estados (Amazonas, Pará, Maranhão, Paraíba e Minas Gerais) investiram menos do que isso, mostrando que o ensino ainda é um desafio para prefeitos, governadores e presidente.

Dados referentes ao primeiro semestre deste ano apontam que os investimentos na educação superaram a porcentagem determinada pela legislação em Adamantina.

Segundo a Secretaria de Educação, até 30 de junho foram gastos 26,06% do orçamento na área. A Constituição exige que os municípios apliquem ao menos 25% de sua receita resultante de impostos e transferências na manutenção e no desenvolvimento do ensino.

Já em relação ao Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) foram aplicados R$ 6.480.441,41 para o pagamento de professores e funcionários do setor no Município, valor cerca de 8% superior ao recebido pela Prefeitura do Governo Federal.

Atualmente a cidade conta com quatro unidades de ensino fundamental, oito creches municipais e uma conveniada e mais três pré-escolas, totalizando 2522 estudantes – que retornaram as aulas nesta semana. Aproximadamente são 350 professores e servidores no setor em Adamantina, quantidade superior a muitos municípios da região.

Diante dos desafios e da complexidade da educação, o secretário Osvaldo José fez balanço dos investimentos realizados pela atual administração na área. Com 44 anos de experiência, como professor e gestor, é a segunda vez que assume a Secretaria de Educação de um município. Entre os anos de 2013 a 2016 ficou à frente da pasta em Lucélia.

OS DESAFIOS

Falta de materiais nas escolas e prédios com sérios problemas de infraestrutura foram alguns desafios enfrentados por Osvaldo José ao assumir a secretaria de Adamantina em 2017. Exemplo disso era pré-escola Eunice Maris, que há pelo menos 20 anos não recebia manutenção. A afirmação é da diretora Claudia Mari Sanches, sobrinha da professora homenageada pela unidade.

Nesta semana a Prefeitura entregou as melhorias do prédio, que recebeu reformas em pontos críticos da estrutura e nova pintura, investimento de aproximadamente R$ 40 mil. A unidade atende 156 crianças de quatro e cinco anos.

“Tem que ter um olhar para escola, oferecer o melhor para educação. Gosto do que faço, exerço essa função com amor. Por isso está sendo dada uma atenção especial para todas as unidades, de forma igualitária. Os prédios foram encontrados com vários problemas de manutenção. Durante estes dois anos e meio, tudo que é referente manutenção preventiva vem sendo realizada”, destaca Osvaldo José.

Serviços de pinturas em cinco unidades; benfeitorias na cozinha de outras três; adquiridos equipamentos para melhor a qualidade da merenda nas escolas e creches; troca de todo mobiliário da Emef Navarro de Andrade, Emef Teruyo Kikuta e Emef Eurico Leite de Morais; substituição de 37 computadores nas salas de informática; regularização do sistema elétrico da Emef Teruyo Kikuta (finalizado após sete anos do início do investimento); e substituição de todas as lousas da escola Navarro por modelo de vidro foram algumas das melhorias apontadas no relatório da Secretaria de Educação.

“Haviam equipamentos sendo utilizados desde 1976. Não houve um olhar para as unidades nos últimos anos. É preciso ainda ser feito muito mais, porém a falta de recurso financeiro não possibilita. Se cada gestor tivesse realizado um pouco, hoje a situação seria diferente. Poderíamos investir em outros pontos”, relata.

As ações realizadas nos últimos anos somam mais de R$ 1,6 milhão de investimento no setor, com destaque para aquisição de quatro ônibus e reformas dos espaços físicos das unidades. “A proposta para este um ano e meio é tentar solucionar a maioria dos problemas existente, melhorando as condições de trabalho para os professores e funcionários e de ensino aos alunos. Muita coisa ainda precisa ser concretizada, mas estamos avançando bastante. Hoje vivemos outra realidade na área da educação, trabalho feito com compromisso e controle dos recursos públicos, que reflete em melhorias como na merenda escolar. Cada faixa etária tem um cardápio diferenciado, e hoje a verba é destinada apenas para sua finalidade: oferecer uma alimentação de qualidade aos alunos da rede pública de Adamantina”, ressalta.

CRECHES

Mesmo com os investimentos, o secretário reconhece os desafios que a Prefeitura ainda tem que enfrentar como a falta de vagas em creches.

Para isso, protocolou projeto de R$ 1,1 milhão para a ampliação das EMEIs Cantinho da Criança (Jardim Brasil), Sonho de Criança (Mario Covas), Criança Feliz (Parque Itaipus) e Pequeno Príncipe (Centro), que, se aprovado pelo Governo do Estado, deve abrir 150 vagas. Hoje a demanda é de 100 vagas.

“Nosso objetivo é resolver essa questão, trabalhamos para abrir essas vagas o quanto antes”, enfatiza.

Ele pontua que existem outros projetos em andamento, mas é cauteloso em divulgá-los. “Quando conseguirmos concretizar, será exposto para toda a população. Mesmo com os desafios que surgem todos os dias, hoje estou feliz com o resultado apresentado, que reflete principalmente no ensino de nossos 2500 estudantes”, finaliza Osvaldo José.