Centenas de fiéis participaram da missa de Santa Rita na Paróquia Santo Antônio, em Adamantina (Foto: Milton Ura)

Conhecida entre os católicos como a santa das causas impossíveis, o dia de Santa Rita de Cássia foi comemorado nesta quarta-feira (22). Em Adamantina, centenas de fiéis de toda a região celebraram a data em uma missa realizada na Paróquia Santo Antônio.

Santa Rita de Cássia nasceu na Itália em 1381, casou, teve filhos, mas passou os últimos 14 anos de vida em um convento. A canonização só aconteceu em 1900 e à Santa são atribuídos vários milagres. 

Em sua homilia, padre Rui Rodrigues enfatizou os ensinamentos de Santa Rita aos cristãos. “Santa Rita foi muito amada por Deus, e não, por isso, deixou de ter sofrimentos. Nós, também, somos amados por Deus. Talvez não tenhamos consciência e nem conseguimos medir o tamanho do amor de Deus por nós, que nos ama infinitamente”, destacou o pároco. “Santa Rita falava sempre de sua pequenez e agradecia a Deus que, mesmo não precisando dela, Ele a amava. E que aprendemos com ela. Deus não precisa de nós, mas quer contar conosco na construção de um mundo mais justo e mais fraterno”, completa.

Em seguida, padre Rui destacou o compromisso de vida da Santa Rita, que atraiu mais de 1600 fiéis para celebração da data que simboliza esperança e gratidão.

“Estamos aqui para louvar o dom da vida de uma mulher, como tantas outras mulheres, presença de Deus para o seu marido, sua família, seus filhos, para seus conhecidos, os membros de sua comunidade e no convento, onde permaneceu depois que ficou viúva. Há quase 700 anos, a beleza de seu testemunho como mãe, esposa e filha, a vida de Santa Rita em família há muitos séculos faz a diferença para muitas pessoas, que se tornaram fiéis a Jesus Cristo seguindo os passos dela, uma mulher que foi firme na fé, forte na oração e rezou pela conversão de seu marido. Mesmo quando foi perseguida, maltratada e humilhada, nunca deixou de rezar. Ela não permitiu que o ódio e vingança entrassem em seu coração, os seus escritos dizem isso. Santa Rita nunca desistiu de amar, sempre perdoou e serviu a Deus. E nesta força da vida de Santa Rita, neste amor de família e nesta firmeza de fé que existe o segredo de sua Santidade. Não são coisas extraordinárias que tornaram Rita em santa, mas o ordinário da vida vivido extraordinariamente”, pontuou.

Ao final da Celebração Eucarística foi mantida a tradição da entrega das rosas vermelhas, que simbolizam uma roseira que ela plantou no convento.

A missa também relembrou a trajetória do Roupeiro de Rita de Cássia, que tem 57 anos de existência em Adamantina. Durante todo o ano as voluntárias prestam serviços de corte, costura e visitas às famílias e instituições beneficiadas com as roupas confeccionadas por elas e/ou ofertadas pela comunidade.

Por Pascom Santo Antônio