A Sabesp flagrou 990 casos de furto de água entre janeiro e dezembro de 2018​ em 20 das 62 cidades que compõem a unidade regional da empresa com sede em Presidente Prudente. No total, foram desviados 64,9 milhões de litros, volume suficiente para abastecer 19,5 mil habitantes durante um mês. Comparado ao ano anterior, 2017, houve aumento de 80% no volume total desviado, uma vez que os 943 casos registrados em 2017 somavam 35,9 milhões de litros fraudados.

Somente em Adamantina foram seis registros, que totalizam 710 mil litros desviados.

A grande diferença entre os volumes registrados de um ano para o outro na região está nas fraudes identificadas na cidade de Presidente Prudente. Enquanto em 2017, foram 501 casos, com 18,8 milhões de litros desviados; em 2018, esses números passaram para 591 ocorrências, totalizando 50,8 milhões de litros de água. O gerente do setor comercial da Sabesp em Presidente Prudente, Lairto Gomes da Silva, explica que o volume registrado em 2018 foi tão alto porque, nesse período, a companhia identificou grandes empresas que realizavam fraudes: “Como a quantidade de água desviada por alguns grandes consumidores era muito alta, percebemos esse ‘salto’ no volume fraudado, enquanto o número de casos não cresceu tanto assim”.

A identificação dos furtos é feita por um setor da companhia especializado no combate às fraudes aplicadas ao sistema de abastecimento de água. Essa equipe monitora o histórico de consumo e vistoria os imóveis. O trabalho permite que a Sabesp evite o desperdício de água, já que quem comete o furto não se preocupa com o consumo e pode prejudicar o abastecimento de casas e bairros vizinhos.

Quando a fraude é identificada, o responsável precisa pagar as tarifas retroativas sobre o volume de água fraudado, assim como o valor correspondente em esgoto coletado; além disso, ele pode responder por crime de furto, de acordo com as penalidades previstas em lei. 

Para identificar as irregularidades, a Sabesp também conta com a colaboração da população, que pode relatar casos suspeitos pela Central de Atendimento ao Cliente (0800-0550195) ou pelo Disque-Denúncia (181). O denunciante não precisa se identificar e a ligação é gratuita.