Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo realiza reunião com delegados da região do Deinter 8 (Departamento de Polícia Judiciária de Presidente Prudente), que abrange a Seccional de Adamantina (Foto: Marianna Oliveira)

Levantamento realizado pelo Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) aponta que a microrregião de Adamantina deveria ter 92 profissionais a mais na Polícia Civil. 

Os dados fazem parte do Defasômetro, ferramenta usada pelo sindicato para medir o déficit de funcionários no setor, e são referentes à área da Seccional de Adamantina, que abrange Osvaldo Cruz, Sagres, Salmourão, Inúbia Paulista, Pracinha, Lucélia, Mariápolis, Flórida Paulista, Pacaembu, Irapuru, Flora Rica, além de Adamantina.

No Oeste Paulista o déficit é de 35,81% no efetivo, maior que a média estadual, que é de 33,63%. Estão ocupados 803 dos 1.251 cargos previstos em lei. Ou seja, faltam 448 policiais (entre delegados, escrivães, investigadores, agentes de polícia, agentes de telecomunicação, papiloscopistas e auxiliares de papiloscopia). Já no Estado o total é de 14 mil.

Em reunião na sexta-feira (5), em Presidente Prudente, a presidente do Sindpesp, Raquel Kobashi Gallinati, destacou a urgência na recomposição dos quadros de policiais civis como a solução para resolver esse problema local. “Essa falta de investimento do governo na Polícia Civil faz com que a instituição não possa trabalhar de acordo com sua potencialidade. Muitas vezes nos deparamos limitados e até mesmo impedidos de podermos exercer as nossas atribuições. Um policial civil, por exemplo, é obrigado a cumprir a função de vários policiais praticamente ao mesmo tempo. Desta forma, normas do direito internacional do trabalho são frontalmente desrespeitadas, pois não se permite ao policial civil o direito ao descanso. Ele fica 24 horas de sobreaviso ininterruptamente, a semana toda e o mês inteiro, tendo que cumprir a função de quatro ou cinco policiais”, afirma. 

SECCIONAL DE ADAMANTINA

De acordo com o levantamento, na Seccional de Adamantina há 24 cargos de delegado de polícia, dos quais 15 estão ocupados. Entre os escrivães, há 50 cargos criados e 39 ocupados. No grupo de investigadores, são 73 cargos criados e 37 ocupados.

Entre os agentes policiais, são 49 cargos criados e 21 ocupados. No grupo dos agentes de telecomunicações, são seis cargos criados e cinco ocupados. Entre os papiloscopistas, são três cargos criados, sem nenhum profissional nomeado. No grupo dos auxiliares de papiloscopista, seis cargos criados e dois ocupados.

No geral, segundo o Sindpesp, são 211 cargos previstos em lei, para as unidades policiais de cidades na área da Delegacia Seccional de Adamantina, dos quais 119 estão ocupados, gerando o déficit de 92 policiais no efetivo. 

OUTRO LADO

Em nota a imprensa, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirma que o dado apontado pelo sindicato leva em consideração postos de trabalho já extintos, e não contabiliza a requalificação de mais de 2 mil carcereiros que passaram a ser agentes policiais, em razão da lei sancionada pelo governador em março. “Estão em andamento concursos para a contratação de mais de 2.750 policiais civis, entre delegados, investigadores, escrivães e agentes policiais. Já foi autorizada também a abertura de um novo certame para a contratação de 2.750 policiais civis, a partir do próximo ano”, considera. Colaborou: O Imparcial