Audiência pública em São Paulo debate fim da escala 6×1 e reúne lideranças políticas e sindicais

Debate reuniu parlamentares, representantes sindicais, integrantes do governo federal e lideranças da sociedade civil em torno de um tema que vem ganhando força em todo o país

Foto: Divulgação

A cidade de São Paulo recebeu nesta quinta-feira (14) uma audiência pública promovida pela Câmara Federal para discutir o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos para ter apenas um dia de descanso. O debate reuniu parlamentares, representantes sindicais, integrantes do governo federal e lideranças da sociedade civil em torno de um tema que vem ganhando força em todo o país.

O presidente da UGT São Paulo e do Sincomerciários (Sindicato dos Comerciários de Tupã e Região) Amauri Mortágua, que acompanha desde o início as discussões e mobilizações em defesa da mudança na jornada de trabalho acompanhou o evento. Ao longo da audiência, Amauri reforçou a importância de ampliar o diálogo entre trabalhadores, empresas e poder público para construir alternativas que garantam mais qualidade de vida à classe trabalhadora.

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“É fundamental ouvir todos os envolvidos nesse processo, porque estamos falando da vida de milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Defender o fim da escala 6×1 é defender o direito ao descanso, ao lazer, à convivência familiar e a uma vida mais digna. O trabalhador não pode viver apenas para trabalhar”, afirmou.

Amauri participou da comissão que fez a recepção a deputados e autoridades, representando os trabalhadores.

A audiência também contou com a presença do deputado federal Luiz Carlos Motta, uma das vozes atuantes nas pautas ligadas às relações de trabalho, além do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que destacou a necessidade de aprofundar o debate sobre modelos de jornada mais equilibrados e humanizados.

Outro destaque do encontro, além da presença do presidente da Comissão, Alencar Santana e outros parlamentares, foi a participação da ex-ministra Marina Silva, que também acompanhou as discussões sobre os impactos sociais da jornada excessiva e a necessidade de políticas que valorizem a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.

Durante o evento, representantes sindicais defenderam que a revisão da escala 6×1 representa um avanço importante na busca por melhores condições de trabalho, saúde mental e valorização profissional. Já representantes do setor empresarial apresentaram considerações sobre os impactos econômicos e operacionais de eventuais mudanças na legislação trabalhista.

A audiência pública integra uma série de debates que vêm sendo realizados em diferentes regiões do país para ampliar a discussão sobre a modernização das relações de trabalho e a construção de jornadas mais equilibradas para os trabalhadores brasileiros.

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