Acumulada há dois sorteios, a Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 18 milhões neste sábado (13). O sorteio do concurso 1.790 será realizado às 20h (horário de Brasília), no “Caminhão da Sorte”, que está em Fortaleza (CE).
As apostas podem ser feitas até as 19h, no horário de Brasília. O valor mínimo é de R$ 3,50.
Caso apenas uma aposta tenha a sena e seu acertador deseje aplicar toda a quantia na poupança, o rendimento mensal seria de R$ 114 mil. Outra possibilidade é usar os R$ 18 milhões para comprar 30 casas no valor de R$ 600 mil ou, então, comprar 120 carros de luxo.
No último concurso, o 1.789, as seis dezenas sorteadas foram: 06 – 25 – 43 – 57 –58 – 59. Na ocasião, 16 apostas tinham cinco dessas dezenas e deram, a cada um dos acertadores, R$ 55.476,51. Já a quadra foi acertada por 1574 apostas, rendendo R$ 805,61 a cada um dos apostadores.
Segundo a Caixa Econômica Federal, que promove a Mega-Sena, a probabilidade de acertar a sena é de uma em 50.063.860.
Os dispositivos móveis estão ganhando a batalha: sua proliferação no mundo foi tal que em 2020 o número de pessoas que terá pelo menos um deles será maior que o que contará com eletricidade, água potável e automóveis, segundo as últimas previsões da empresa de tecnologia Cisco.
Os usuários de dispositivos móveis, incluindo os “phablets” (híbrido entre telefone e tablet), chegarão naquele ano aos 5,4 bilhões, 70% da população estimada para esse ano, indica o estudo “Visual Networking Index – Global Mobile Data Traffic Forecast”, publicado recentemente pela empresa da Califórnia (Estados Unidos).
O número é superior às projeções internacionais sobre o acesso a alguns serviços públicos, como eletricidade (5,3 bilhões) e água potável (3,5 bilhões), ou de outros bens de consumo como os automóveis (2,8 bilhões), segundo a companhia.
A Cisco calcula que em cinco anos haverá 11,6 bilhões de celulares, dispositivos e conexões, incluindo 8,5 bilhões de telefones pessoais, frente a 7,9 bilhões em 2015. Deles, 67% serão “inteligentes”, contra 36% em 2015.
Ninguém imaginava que, desde a chegada no ano 2000 do primeiro telefone celular com câmera, o impulso chegasse a tal ponto que, como prevê a Cisco, sejam em cinco anos os principais responsáveis da maior quantidade do tráfego na internet, com 72% do total.
Os dispositivos móveis estão ganhando a batalha: sua proliferação no mundo foi tal que em 2020 o número de pessoas que terá pelo menos um deles. (Foto: Reprodução/Internet)
América do Norte lidera
Por regiões, a América do Norte vai continuar liderando em 2020 o maior número de conexões através de móveis (com 95% de seus registros), seguida de perto pela Europa Oriental (86%), Europa Ocidental e Central (84%), Ásia e Pacífico (72%), América Latina (70%) e Oriente Médio e África (52%).
Esse aumento da cobertura móvel e da demanda por conteúdo nessas plataformas impulsionarão também um crescimento dos usuários duas vezes mais rápido que o da população mundial até 2020, segundo a companhia.
“A mobilidade é o meio predominante que está permitindo a transformação digital global”, destacou em comunicado Doug Webster, vice-presidente de Marketing para Provedores de Serviços da empresa americana.
A isso é preciso se somar que, segundo indica o relatório, os smartphones, os computadores portáteis, os tablets e os “phablets” serão os que vão dominar com 98% o eventual tráfego móvel de internet.
Uma troca digital que crescerá a níveis nunca vistos com tantos celulares, 120 vezes mais que em 2010, e que atingirá 366,8 exabytes, equivalentes a 81 trilhões de fotos de Instagram ou 7 trilhões de vídeos de YouTube, frente aos 44,2 exabytes de 2015.
Também vai implicar que em cinco anos o tráfego móvel crescerá duas vezes mais rápido que o fixo IP, ainda bastante difundido no planeta.
Tráfego móvel
O que não vai acontecer tão depressa é uma multiplicação por igual do tráfego móvel em todos as regiões do mundo, já que depende de sua capacidade econômica e de redes eficazes para abrigá-los.
Os que liderarão serão Oriente Médio e África, segundo as previsões, ao aumentar em 15 vezes o tamanho de seu fluxo de dados. Vão segui-los Ásia e Pacífico, com 9 vezes; Europa Central e América Latina, com 8; e Europa Ocidental e América do Norte, com 6.
A velocidade também será um elemento que apresentará uma explosão exponencial nas redes móveis, pois, segundo o estudo, aumentará 3,2 vezes a partir deste ano (2,0 Megabits por segundo) para (6,5 Mbps) em 2020, graças às redes 4G, cujo tráfego crescerá 13 vezes nesse período.
É o mesmo caso da atividade de gravar em vídeo com a ajuda dos celulares, que terá um índice mais alto de avanço que qualquer outro aplicativo e para o qual se prevê que em cinco anos centre 75% do tráfego mundial de dados.
Ninguém imaginava que, desde a chegada no ano 2000 do primeiro telefone celular com câmera, o impulso chegasse a tal ponto. (Foto: Reprodução/Internet)
Convergência
Os especialistas preveem, além disso, um grande impacto em médio prazo da convergência de tecnologias, como a tendência à conexão à rede de todos os dispositivos que rodeiam o ser humano e acessórios como relógios inteligentes e óculos especiais, além de sensores e o avanço da robótica.
Perante isso, Webster pediu para se encarar com a segurança de que esses “avanços de ‘internet das coisas’ – rede de objetos cotidianos interligados – continuarão se transformando em benefícios tangíveis para as pessoas, os negócios e as sociedades”.
Os usuários demandam cada vez mais vídeos de alta resolução, mais largura de banda e processadores rápidos, o que também obrigará a um aumento do uso de dispositivos com tecnologias de quarta geração (4G), segundo a Cisco.
Assim, esta onda de usuários móveis, dispositivos inteligentes, vídeo e redes 4G aumentará oito vezes o volume do tráfego de dados móveis nos próximos cinco anos. Definitivamente, outra explosão tecnológica.
As Faculdades Adamantinenses Integradas (FAI) realizam durante o mês de fevereiro os vestibulares agendados. A taxa de inscrição é de apenas R$ 20.
As datas disponíveis:
15 de fevereiro (segunda), 17 (quarta), 19 (sexta), 23 (terça) ou 25 (quinta), em dois horários às 14h ou às 19 h, com prazo de duração estipulado em três horas. O vestibular será realizado no Câmpus I (na rua Nove de Julho, 730). Já as provas agendadas para o domingo, 21, serão aplicadas das 13h às 16 horas.
Escolha uma data
Para participar de um vestibular agendado, basta escolher uma data e se inscrever no site da FAI e preencher os dados (é preciso ter em mãos o RG e o CPF). Os resultados são divulgados no dia seguinte à realização das provas, também pela internet, sendo essa a mesma data para a efetivação das matrículas dos aprovados. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (18) 3502-7010.
Vagas disponíveis são para os cursos no período noturno:
Administração, Agronomia, Ciência da Computação, Ciências Biológicas (Licenciatura), Ciências Econômicas, Comunicação Social (Publicidade & Propaganda), Design, Educação Física (Licenciatura), Enfermagem, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos, Farmácia, Fisioterapia, História, Matemática, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Pedagogia, Psicologia, Química, Serviço Social, Tecnologia em Agronegócio e Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (TADS).
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Adamantina, Hélio Vieira Malheiros Júnior, entende, que o direito à saúde é assegurado a todos.
“O Município deve fornecer os medicamentos necessários ao funcionamento das unidades básicas de saúde, neste sentido é a aplicação do artigo 196 da Constituição Cidadã. Frisa-se, que a responsabilidade é solidária entre a União, os Estados e os Municípios pelo fornecimento gratuito de medicamentos a doentes necessitados, assim o paciente pode procurar o Ministério Público, a OAB ou um advogado de confiança de sua cidade e requerer esse benefício quando não existe a possibilidade do Município ou SUS (estado) fornecer o medicamento”.
Com uma dívida de R$ 260 mil com fornecedores, a Prefeitura de Adamantina não tem dinheiro para realizar a compra de novos medicamentos. A situação que se estende desde outubro do ano passado, atinge 1.400 usuários que retiram mensalmente vários tipos de remédios nos postos de saúde da cidade. Na edição passada, o IMPACTO conversou com vários pacientes que relataram o drama da falta de remédios. Muitos sem alternativa são obrigados a comprar os medicamentos, sem ter condições financeiras para isso. A Prefeitura alega o atraso dos pagamentos à dificuldade financeira devido à queda na arrecadação.
Sabrina Gonçalves (Farmacêutica) e Patrícia Queiroz Ribeiro Mochiuti (secretária municipal de Saúde) falam sobre falta de medicamentos. (Foto: Rogério Pires/Grupo Impacto)
Preocupação
“A situação é preocupante”, afirma a secretária municipal de Saúde Patrícia Queiroz Ribeiro Mochiuti.A secretaria disse que está em frequente contato com a secretaria municipal de Finanças e Assuntos Jurídicos com o objetivo de solucionar o problema. “O prefeito Ivo Santos foi comunicado e solicitei que a Administração Municipal tenha uma ação diferenciada no setor da saúde. Estamos aguardando uma solução o quanto antes”, afirma Patrícia.
Prazo
“A secretaria de Saúde não está medindo esforços para solucionar esta grave situação e lutando para que a saúde seja priorizada em nosso município. Nossa maior angústia é quando a população nos procura e não temos condições de afirmar quando os medicamentos irão chegar. Pretendemos resolver o quanto antes. Dependemos da secretaria de Finanças para resolver este sério problema que afeta a população que necessita de medicamentos dos postos de saúde”, desabafa Patrícia.
Medida paliativa
A secretaria informa ainda que a licitação aberta pela Prefeitura, no valor de R$ 150 mil para a compra de medicamentos está em andamento. “Fizemos um levantamento dos medicamentos prioritários específicos para saúde mental. Já enviamos os pedidos para as distribuidoras, mas somente algumas irão realizar a entrega. Como constam pendências elas se recusam a entregar. Somente depois de quitada a dívida é que enviarão os pedidos”, destaca.
Medicamentos em falta
Consta na lista da secretaria municipal de Saúde, a falta de pelo menos 75 tipos de medicamentos que não deveriam faltar por motivos óbvios e pelo fato de fazerem parte da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) onde constam os medicamentos essenciais que devem atender às necessidades de saúde prioritárias da população.
A farmacêutica do Centro de Saúde, Sabrina Gonçalves, informa que entre os medicamentos em falta estão os que atuam no controle de da pressão arterial, tratamento do coração e diabetes e medicação contínua para saúde mental.
Lista já tem 75 remédios em falta nos postos de Saude. (Foto: Reprodução/Internet)
Lista de alguns medicamentos em falta
Citalopram; Fluoxetina; Bupropiona; Clorpromazina; Bromazepam e Carbamazepina (saúde mental);
A CIP (Comissão de Investigação e Processante) entregou o relatório final da investigação contra o prefeito Ivo Santos (PSDB) nesta sexta-feira (12), para a presidente da Câmara, Maria de Lourdes Santos Gil (DEM). A Comissão apurou eventuais irregularidades na emissão de cheque de R$ 276.269,50 pela Prefeitura de Adamantina, para pagamento de precatórios, que foi depositado na conta pessoal do então secretário de Finanças, Neivaldo Marcos Dias de Moraes.
“O relatório pode ter sido pela procedência ou improcedência da denúncia. A presidente tomará conhecimento do resultado, fazer um estudo e colocará a disposição dos vereadores – aqueles que não participaram da Comissão para conhecer o teor do processo – e dará vista para o denunciado e seu advogado para prepararem a defesa. Independente de o relatório ter sido pela improcedência da denúncia ou não, tem que ir para a sessão de julgamento, até porque os demais vereadores podem discordar do relatório”, informou a Câmara.
A sessão de julgamento tem que ocorrer até 20 de março, dentro do prazo de 90 dias após o recebimento da denúncia. “O relatório entregue é juntado como última peça do processo. Se encerra o trabalho da CIP, que passa para as mãos da presidente da Câmara para análise do conteúdo, que será repassado aos demais vereadores e ao denunciado”. A Câmara informa ainda que trabalha comitantemente com o Ministério Público. “Seguiremos algumas trajetórias que estão sendo tomadas pelo MP”.
Pelo Regimento Interno, a votação é secreta na sessão de julgamento, porém essa condição poderá ser alterada. “O denunciado vai receber cópia do relatório final para elaborar a defesa oral, não existe mais defesa escrita para apresentar. A presidente da Câmara irá marcar uma sessão de julgamento que não deve demorar”, explica representante do Legislativo.
Presidente da CIP, vereador Fábio Roberto Amadio (PT), com Luiz Carlos Galvão (PSDB) como relator e Roberto Honório de Oliveira (DEM), membro, além da presidente da Câmara, Maria de Lourdes Santos Gil (DEM). (Foto: João Vinícius | Grupo IMPACTO)
O julgamento obrigatoriamente tem que ser em uma sessão extraordinária, especificamente para este fim. “Abre a sessão, faz a leitura das peças que os vereadores e a defesa solicitarem, e se ninguém solicitar irá ter que ler na integra o processo que tem mais de 1.300 páginas. Depois cada vereador em um prazo de 15 minutos para se manifestar sobre o processo – não sendo obrigatório – e no final se abre a palavra para o denunciado ou advogado procurador para fazer a defesa em até 2h. Terminado a defesa, colocará em votação se houve ou não infração política/administrativa”, informa.
Caso seja pela absolvição ou cassação, a Câmara tem que comunicar a decisão para a Justiça Eleitoral. A presidência da CIP foi do vereador Fábio Roberto Amadio (PT), com Luiz Carlos Galvão (PSDB) como relator e Roberto Honório de Oliveira (DEM), membro.
Mais de 15 milhões de trabalhadores não sabem que têm créditos a receber do Programa de Integração Social e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep). Os números foram divulgados pela Controladoria-Geral da União (CGU), após uma auditoria que identificou falhas na comunicação a esses trabalhadores.
Quem contribuiu com os programas até o ano de 1988 tem direito ao recebimento anual do rendimento de suas cotas, além de poder sacar todo o crédito em caso de aposentadoria, doença ou se tiver mais de 70 anos. No caso de o trabalhador já ter falecido, seus herdeiros diretos podem requerer o benefício. O benefício do PIS é pago pela Caixa Econômica Federal e o Pasep, pelo Banco do Brasil.
De acordo com Antônio Carlos Bezerra Leonel, coordenador-geral de auditoria da Área Fazendária da CGU, até o ano de 1988, os programas PIS/Pasep eram geridos por um fundo de participação. A partir de 1988, o fundo parou com a arrecadação para contas individuais e os recursos provenientes das contribuições passaram a ser destinados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), para o custeio do seguro-desemprego, do abono salarial e do financiamento de programas de capacitação.
A auditoria realizada pela CGU analisou o período de julho de 2013 a junho de 2014, assim como dados de 31 milhões de cotistas. No período avaliado, o Fundo de Participação do PIS/Pasep, que tinha as contribuições feitas até 1988, contava com aproximadamente 31 milhões de cotistas, sendo 26 milhões do PIS e 5 milhões do Pasep. Os valores chegavam a R$ 37,5 bilhões.
As dificuldades na identificação e na comunicação com os trabalhadores, seja por mudança de domicílio ou por falecimento, já foram tema de discussão no Tribunal de Contas da União, que determinou aos gestores uma ampla publicidade sobre o direito que os trabalhadores têm a esses créditos.
“É um dinheiro que não pode ser entendido como pertencente à União. O objetivo principal do Fundo é pagar o cotista. Para o trabalhador, o importante é que aquele saldo que ele não retirou, todo ano vai acumulando. Se ele deixou lá sem movimentar, ele pode ter uma agradável surpresa”, afirmou Bezerra Leonel.
Ele disse ainda que a CGU não teve acesso a todos os dados necessários para afirmar com exatidão quantos desses trabalhadores faleceram e quantos já se aposentaram. Por isso, após a auditoria, o órgão sugeriu que o número de CPF fosse incluído no sistema da Caixa Econômica para que não se gere mais de uma conta por cotista. Também foram sugeridas mudanças na gestão do Pasep pelo Banco do Brasil.
O coordenador afirmou que, na década de 1980, o CPF não acompanhava o cadastro do PIS/Pasep, o que trouxe dificuldades para fazer o cruzamento dos dados. Atualmente, o abono salarial do PIS é pago pelo FAT àqueles trabalhadores que recebem até dois salários mínimos mensais. O valor corresponde a um salário mínimo por ano.
Para ter direito ao benefício, o trabalhador que contribuiu até 1988 deve procurar uma agência do Banco do Brasil, no caso da contribuição ao Pasep, ou da Caixa Econômica Federal, no caso da contribuição ao PIS. No caso de falecimento do trabalhador, a solicitação pode ser feita por um herdeiro direto.
Exames feitos em laboratórios particulares de Dracena confirmaram casos de zika e chikungunya. Dos três laboratórios da cidade, um deles confirmou um caso de zika vírus, em uma mulher de 46 anos, e outro um registro de chikungunya, em um homem de 31 anos. São os primeiros registros das doenças neste ano no Oeste Paulista.
Já o terceiro laboratório relatou que realizou exames das doenças, mas todos deram resultado negativo. Além disso, a mulher com zika vírus não está grávida. Foi explicado também que em Dracena é feita apenas a coleta e a sorologia é realizada em dois laboratórios, um em São Paulo (SP) e outro em Belo Horizonte (MG).
O secretário municipal de Saúde de Dracena, Nelson Bortolato, afirmou que recebeu até agora apenas uma notificação, de um laboratório particular, a respeito do caso de zika vírus. Entretanto, ele disse que a orientação do Ministério Saúde é não divulgar casos de exames particulares, pois o Estado ainda não tem como fazer uma contraprova e que o teste é oferecido apenas na rede pública para gestantes.
Por meio de nota, o Ministério da Saúde disse que não tem registros da doença no município.
O novo presidente da Associação dos Municípios da Nova Alta Paulista (AMNAP), Samir Alberto Pernomian (prefeito de Parapuã) e diretoria tomaram posse na manhã desta sexta-feira (12), no Clube da Casul, em Parapuã.
A assembléia de posse contou com a presença de prefeitos, vereadores e de dois deputados da região Reinaldo Alguz (Estadual) e Evandro Gussi (Federal).
Fundada em 1977, a entidade tem o objetivo de fortalecer a autonomia dos municípios. Atualmente é composta por 30 municípios, da região que vai de Herculândia a Panorama.
Diretoria administrativa para 2016
Presidente: Samir Pernomian (Prefeito de Parapuã)
1º Vice-Presidente: Osvaldo Saldanha (Prefeito de Lucélia)
2º Vice-Presidente: Valentin Trevisan (Prefeito de Rinópolis)
1º Secretário: Milton Polon (Vereador em Dracena)
2º Secretário: José Ailton Ferreira (Vereador em Mariápolis)
1º Tesoureiro: Ismael Calori (Prefeito de Mariápolis)
2º Tesoureiro: Helio José dos Santos (Vereador em Adamantina)
Em pauta
A situação do Aedes aegypti na região foi um dos temas discutidos na assembléia.
Samir Pernomian explica que o objetivo é fomentar as discussões e intensificar as medidas de vigilância, prevenção e controle da Dengue, além do Zika e Chikungunya, que também são transmitidos pelo Aedes. “Estamos organizando estratégias adicionais para intensificar o combate. Estamos reunindo propostas e sugestões para que possamos melhorar a prevenção dessas doenças nos municípios da Alta Paulista”.
O tema foi explanado Jorge Yochinobu Chihara, diretor do DRS 11 (Departamento Regional de Saúde de Presidente Prudente), que tem 12 anos de experiência em saúde pública. Secretários municipais de Saúde e diretores de Controle Epidemiológico também foram convidados a participar do encontro. “Essa reunião é para envolver todas as cidades visando de avançar nas ações de combate, principalmente a dengue, com troca de experiências e mobilização da sociedade”, comenta Pernomian.
João Eduardo Barbosa Pacheco (PSDB) é atual vice-prefeito de Adamantina (Foto: Gustavo Castellon/Grupo Impacto)
Formado há mais de 40 anos pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com especialidade em ginecologia e obstetrícia, João Eduardo Barbosa Pacheco (PSDB), é um dos médicos mais renomados da cidade. Chegou a Adamantina no ano de 1979 devido a um problema de saúde da filha que era alérgica ao clima da Capital Paulista.
Filiado ao PSDB desde sua fundação no município, Dr. Pacheco sempre esteve nos bastidores da política local e em ‘cartada política’ do grupo Ivo Santos, surgiu como vice em 2012, sendo decisivo para a vitória nas eleições.
Em novembro passado, o vice Dr. Pacheco entrou para a história política de Adamantina ao assumir o comando da Prefeitura, após afastamento de Ivo Francisco dos Santos Júnior (PSDB) pela Justiça local. Desde o início da gestão, Dr. Pacheco se manteve afastado, como um simples coadjuvante, mas sempre atento as atividades do Executivo, mostrou que para ser protagonista basta vontade política e atitude. Além de vice-prefeito, ele é diretor municipal de Saúde.
Em entrevista concedida ao IMPACTO, Dr. Pacheco fala sobre a experiência de comandar interinamente a Prefeitura, e entre outros assuntos, faz uma análise sobre a atual situação política local e revela com exclusividade se pretende lançar candidatura nas próximas eleições.
A sua escolha como vice-prefeito foi preponderante na vitória do grupo do candidato Ivo Santos nas eleições de 2012. Tem noção deste fato?
Pacheco: Construímos um nome através do trabalho. Nossa imagem é resultado daquilo que praticamos no cotidiano. Nunca investi em publicidade ou mídia para me promover, o reconhecimento vem do trabalho que desenvolvo como médico há 37 anos em Adamantina. Isso tem um resultado positivo, porque os eleitores procuram políticos confiáveis e sérios. Quando decidi aceitar ser vice-prefeito veio ao encontro do que a população ansiava. Acredito que meu trabalho é ser fiel a este compromisso assumido. Agradeço a população que confia na minha pessoa. Sinto-me honrado e agradecido por esta confiança.
Hoje qual é o papel que realiza dentro Administração Municipal?
Pacheco: Há cerca de um ano assumi a função de diretor técnico da secretaria municipal de Saúde onde atendo a população que depende do SUS (Sistema Único de Saúde). Resolvo problemas mais urgentes, avalio casos e encaminho para o setor competente quando necessário. Além disso, semanalmente realizo cirurgias eletivas e de urgência na área de ginecologia, pelo SUS. Isso sem nenhum ônus para o município.
O que se vê é que sempre teve boa vontade em participar da Administração na qual ajudou a eleger. Mas, nos bastidores comenta-se que não deram muito espaço para atuar. Qual o motivo? Por que a sua participação não é tão efetiva dentro da Administração? Houve rompimento com o Prefeito Ivo?
Pacheco: Nunca houve rompimento. Na verdade, o que aconteceu foi um distanciamento progressivo porque no início julgava que pudesse ter mais espaço e participar mais da gestão, atuando na área de saúde – setor que sou especialista. Com o passar do tempo, vi que as decisões eram tomadas fora do meu domínio. Esperava poder realizar algumas coisas, mas não pude e fui me afastando aos poucos. Mas, gostaria de ter podido estar mais próximo do prefeito Ivo desde o início, e poder atuar na área que me propus.
Como secretario municipal de Saúde, não foi possível assumir a pasta por outros motivos que não vem ao caso. Lamento a situação que o prefeito enfrenta atualmente.
Pela primeira vez na história de Adamantina, um vice-prefeito assumiu o comando do Executivo por situação imposta pela Justiça. Como vivenciou este episódio?
Pacheco: Entendo que a gestão pública tem prioridades e como gestor é nosso dever enxergar estas prioridades. Por exemplo, no caso da Fatec (Faculdade de Tecnologia do Estado), foram três anos de inércia quanto à decisão do local para a construção da Fatec. Não é possível perder tanto tempo por falta de decisão, correndo o risco de perder este grande instituição de ensino tão necessária para Adamantina.
Acredito que qualquer administrador não tem direito de gastar tanto tempo assim. Uma das coisas que me proporcionou grande alegria no período que conduzi interinamente a cidade, foi ter tomado a ‘decisão’ de resolver o local da Fatec. Em harmonia com o pensamento do Legislativo, os vereadores prontamente atenderam nosso pedido e votaram o projeto em caráter de urgência para a destinação daquela área a Paula Souza. Havia outras situações pendentes como a ExpoVerde que havia muitas cobranças e não cabia a prefeitura a resolver tudo isso. Outra questão era administrativa (enxugar a máquina), rever a necessidade de dos gastos com funcionários, priorizando redução de custos com folha de pagamento. Quando não se tem dinheiro para administrar é preciso rever as prioridades. Uma Prefeitura deve ser administrada como administramos nossa casa. Foi com esta visão que assumi.
A manifestação e apoio da população foi enorme durante o período que comandou interinamente a Prefeitura. A que se deve isso? Por houve esta aprovação?
Pacheco: A atuação de um prefeito tem que ser presente e expressiva. Fomos muito objetivos ao identificar os principais problemas que a cidade apresenta atualmente e houve uma intensa participação da imprensa que cobriu este momento repercutindo em toda comunidade. Desta forma, a população acompanhou as principais decisões e apoiou plenamente. Percebi que havia grande esperança de melhora. Meu plano era ter condições de ouvir membros de associações de bairros para avaliar as principais necessidades de cada local e em conjunto decidirmos o que seria possível fazer, respeitando as prioridades dentro das verbas disponíveis. Senti que a população entendeu claramente meu posicionamento naquele momento.
O senhor recebeu também apoio especial dos servidores municipais, no período que comandou o Executivo. Qual o motivo?
Pacheco: Meu lema é ‘somente os tolos não se unem’. Com este lema tentei motivar os servidores a abraçar com carinho Adamantina. Quem são os servidores públicos? São os profissionais que permanecem ano após ano, eleição após eleição e os verdadeiros agentes de transformação com seu trabalho e dedicação. É sempre um por todos e todos por um. Os servidores pela a população e a população por Adamantina. Isto é, tivemos grande apoio e demonstração de vontade de trabalhar pela cidade. Dei uma injeção de animo e trabalho e todos responderam positivamente. Acredito que poderíamos ter feito muito mais se tivéssemos tido mais tempo.
Em duas semanas de governo, deu respostas rápidas à sociedade, como a decisão de racionamento do número de secretários municipais, por exemplo. A população aprovou tais decisões. Como isso ocorreu?
Pacheco: Não há outro jeito de economizar se não for através da economia. Tem que enxugar! Reduzir algumas secretarias a diretorias, aproveitar os servidores de carreira e outros que têm capacidade técnica para assumir tais postos. Temos que administrar com critérios técnicos.
Ficou decepcionado com o prefeito Ivo por ter modificado algumas decisões que havia tomado ou não dando tanta atenção como deveria?
Pacheco: Administrar com dinheiro é fácil, já administrar com escassez é muito complicado. Acredito que o prefeito Ivo não avaliou ou não entendeu a necessidade das minhas decisões – todas embasadas na economia e eficiência para gerar renda. Infelizmente um município pequeno como o nosso, que depende muito do FPM (Fundo de Participação do Município) e, é estratégico na região principalmente nas áreas de saúde, educação e serviços, a Gestão Municipal tem agir com cautela na hora de investir seus recursos. Nese momento de recessão que o País enfrenta (desemprego, perda de tributos, desaquecimento da economia) onde falta dinheiro para tudo e onde mais a população depende da Prefeitura (consultas médicas, remedidos, transportes, cuidados com as vias públicas, etc). Se o prefeito tivesse mantido a ideia de redução como propus inicialmente, acredito que estaria dentro um pensamento racional, como um gestor eficiente deve analisar os fatos.
Existe alguma possibilidade de aproximação mais participativa junto a Administração Municipal caso o prefeito Ivo permaneça até o fim do mandato no cargo?
Pacheco: Não existe neste momento possibilidade de maior aproximação, além daquela que já realizo com diretor de saúde. Faz um bom tempo que não vou ao Paço Municipal. Eu e o Ivo não rompemos, o que há é uma divergência ideológica.
Com a decisão da CIP nos próximos dias e uma possível cassação do mandato do prefeito Ivo Santos, o senhor deverá ser convocado novamente para assumir o comando da Prefeitura? Está preparado?
Pacheco: Se a Comissão de Investigação da Câmara decidir pelo afastamento ou cassação do mandato, estou pronto para assumir novamente. Mas, particularmente gostaria que este triste episódio não fizesse parte da história de Adamantina, onde um Prefeito fosse alvo de investigação por parte da Câmara e da Justiça.
Naturalmente quero o bem do Ivo. Se tiver que assumir irei cumprir com responsabilidade minha função. Mas, quero deixar claro à população que no momento não tenho ambição ao cargo.
Afirma que sua vocação é a medicina e não a política, mas por outro lado tem carisma com a população e talvez pudesse ser um forte opositor a qualquer candidato nas próximas eleições. Se coloca como candidato? O que podemos esperar do Dr. Pacheco nas eleições municipais deste ano?
Pacheco: Neste momento realmente não tenho nenhuma pretensão de me lançar como candidato (prefeito ou vice) nas eleições vindouras. Gosto da causa pública, amo Adamantina, mas pretendo continuar trabalhando na área de saúde onde posso continuarei atender a população de menor renda. Posso colaborar com futuras Administrações em que o trabalho que eles realizem, resulte em coisas boas para a cidade.
Qual análise você faz da situação política de Adamantina?
Pacheco: Politicamente o PSDB perdeu muito nos últimos anos. Acredito que o Ivo (líder do partido na região) não tem – pelo menos neste momento – nenhuma possibilidade política de pleitear a reeleição. Falo como membro pioneiro do partido. Hoje, não vejo nenhum membro de destaque (peso) dentro do PSDB que possa concorrer à próxima eleição. Acredito que o caminho será fazer coligações. No momento atual, analiso que o DEM (que conta com quatro vereadores na Câmara), tem uma melhor estrutura partidária e nomes mais fortes. Creio também que podem surgir outros candidatos (ouço rumores de outros dois nomes além do DEM).
Qual a análise que faz da atuação do Legislativo adamantinense?
Pacheco: Percebi que se os vereadores forem motivados, se perceberem que as propostas do Executivo são boas para a cidade, pode- se contar com o apoio maciço do Legislativo. Caso isso não ocorra, em vez de contar com aliados, teremos pela frente opositores ferrenhos, dificultando a gestão. Volto a afirmar: Tem que haver união. Como pretendo enfrentar uma Câmara com nove ‘cabeças’ pensam de forma diferente, com ambições diferentes? Somente a união e o respeito são capazes de fazer verdadeiros parceiros.
“Ivo não tem nenhuma possibilidade política de pleitear reeleição”, afirma Dr. Pacheco durante entrevista.
Porque a cidade está abandonada, reclamação generalizada da população. Nas duas semanas que dirigiu a prefeitura consegui visualizar que situação?
Pacheco: Durante o período que estive a frente da Prefeitura pude constatar a real e delicada situação da Administração Municipal. Solicitei o orçamento, as contas – o que tinha em caixa e os compromissos a pagar, além da folha de pagamento. A situação é preocupante. Segundo levamento que fiz havia credores em atraso desde fevereiro do ano passado, cujo montante da dívida beirava R$ 2,5 milhões. Muitos deles haviam cortado fornecimento de serviços (autopeças, distribuidoras de medicamentos, supermercados, etc). Devido isso, tinha certeza que a única saída para solucionar esta situação seria “enxugar a máquina”.
Como o senhor recebeu a notícia da volta do prefeito Ivo depois de ter sido afastado pela Justiça?
Pacheco: Assumi o comando da Prefeitura com a finalidade de cumprir meu papel de vice-prefeito, cuja responsabilidade é responder pela função quando o titular está impedido. Sabia que o Ivo estava recorrendo e dependeria da decisão do TJ para voltar. Também tinha noção que ficaria por tempo indefinido, desta forma agi com dedicação e presteza ao município.
Quais são os principais problemas enfrentados hoje pela Administração Municipal e que poderiam ser evitados com boa gestão e vontade política?
Pacheco: Quando um gestor público age corretamente programando gastos e receitas desde o início do mandato (tudo ajustadinho) ele consegue trabalhar dentro do orçamento com máxima eficiência. Tem que se investir nos servidores que são os reais protagonistas da cidade, que estão à frente do trabalho, produzem e podem ser motivo de orgulho ou de insatisfação para a população. Este é o objetivo máximo de qualquer Administração. Adamantina esta muito bem, se comparada com outras cidades da região. Tem uma infraestrutura boa, temos a FAI (referência nacional em educação), entretanto, as chuvas inclementes dos últimos meses causaram grande estrago na malha viária de toda cidade, com grande repercussão negativa entre a comunidade. Sempre é possível melhorar, basta focar e eleger prioridades. Como? Através da união de vários setores da comunidade como clubes de serviços, associações de moradores, membros do Executivo e Legislativo, e principalmente a imprensa, que presta o grande serviço de informar e cobrar sobre os trabalhos desenvolvidos.
Sobre o convite do Prefeito Ivo Santos para o senhor assumir a secretaria de Gabinete? Ele anunciou que o convite foi feito e o senhor desmentiu a notícia. O que realmente aconteceu?
Pacheco: Houve um encontro casual entre nós no hall do Paço Municipal, alguns dias depois dele ter reassumido. Neste encontro, perguntou se poderia assumir a secretaria de Gabinete. Como já estava afastado ideologicamente do grupo, agradeci ao convite e afirmei que não teria condições de aceitar tal pedido. Se o Ivo quisesse contar com minha participação, teve por muito tempo esta possibilidade na área da saúde. Agora minha participação é inviável.
Sobre relacionamento com a Câmara, vimos que o senhor ao assumir buscou apoio do Legislativo e teve respaldo. Qual a importância dos vereadores numa Administração Municipal?
Pacheco: Os vereadores foram extraordinários durante o período que estive à frente da Administração Municipal. Mostraram que estão sempre dispostos a colaborarem com tudo que for bom para Adamantina. Trouxeram opiniões, sugestões e se colocam à disposição do Executivo para colaborarem. Inclusive em duas reuniões em Prudente e na Capital estivemos juntos (Dinha, Aguinaldo Galvão e Luiz Carlos Galvão). Senti naquele momento que tal apoio estava sendo fundamental para o progresso da nossa cidade. O apoio do Legislativo é fundamental dentro de qualquer Administração.
Considerações finais
Pacheco: Acredito que cada um de nó é responsável pelo destino da nossa cidade. A população pelo que produz e pelas escolhas que faz nas urnas e o servidor público pelo que representa dentro de uma administração pública. É necessário um trabalho de valorização e incentivo a todos. É dever do gestor municipal se aproximar da população e do funcionalismo. Servidor dedicado produz mais. População satisfeita colabora mais. É essencial que entendamos que estamos construindo uma cidade (dia a dia). Com a participação de todos seremos muito mais eficientes e bem sucedidos.
A proposta é pertinente e merece ser implementada. Minha sugestão é a não-remuneração dos vereadores. Assim, teríamos pessoas mais comprometidas com o bem comum e mais preparadas para o exercício da função, não se restringindo à defesa de interesses de pequena parcela da população. Nos últimos tempos, os verdadeiros e mais importantes temas da cidade não têm sido discutidos na Câmara, o que impede o desenvolvimento da cidade. Infelizmente, a maioria de nossos vereadores está aquém do que Adamantina espera e merece.Defendo, ainda, que os candidatos a vereador devam passar por uma prova de direito administrativo, o que impediria aventureiros nessa importante função.Com a economia a ser obtida, podemos aumentar o número de edis para 13, ampliando a representatividade da população e a discussão dos temas.
Acredito que deva sim ter uma redução significativa no chamado “subsidio” dos vereadores; agora, estabelecer tal redução, sem um debate, em minha opinião, não é o melhor caminho. Digo isso, porque tenho certa proximidade com alguns dos atuais vereadores e sei que a ideia de “trabalhar apenas 6 horas por mês” não reflete, de fato, o que ocorre na legislatura; pelo menos na maioria dos casos. Do outro lado, há edis que “misturam” o cargo de vereador com “padrinho”, dando apoio financeiro a pessoas e entidades; o que para mim, mesmo não sendo condenável, traz conseqüências ruins para ambos os lados. Uma legislatura bem feita exige quase que integralmente do agente público; sendo assim, pondero pela justiça… seja esse agente, prefeito, vereador, secretário, diretor ou chefe.
Sou a favor. Mesmo como fui vereadora atuante em tempo integral defendi a ideia de que vereador não deveria ter salário como nos tempos da emancipação do município. E como lutavam pelas conquistas para o crescimento de Adamantina. Lembro que chegue aqui, em março de 1949 e tive a felicidade de assistir o parto da emancipação política de Adamantina. Depois de muitas lutas dos idealistas da causa que davam o sangue por amor a cidade. Participei da eleição do primeiro prefeito e vereadores. Como trabalhavam pelas conquistas da nossa querida ‘Cidade Joia’! Me orgulho e sinto saudades daqueles tempos, quando o amor estava acima das bens materiais.
No momento difícil que atravessa o país, toda forma de redução de gastos se faz importante. E dentro da proposta da maçonaria local, acho interessante a contribuição momentânea do legislativo, mas sou favorável a valorização do vereador e o seu preparo em administração pública antes de qualquer pretensão política.
Sou favorável a regulamentação da atuação do vereador. Se tiver uma atuação em período do dia, com atendimento da comunidade e ações propositivas, como elaboração de projetos de lei de interesse da comunidade, além da fiscalização do Executivo, sou favorável ao pagamento de salários. Do contrário, quando o vereador tem outra profissão, acredito que deveria ser uma atuação sem custos aos cofres públicos. Quanto a redução do valor dos salários, sou favorável a redução de salários de cargos em comissão e empregos públicos em todas as esferas de governo, além da redução da máquina pública, primando sempre pela eficiência e economia.
Sou favorável sim!!! Por ser um cargo eletivo, com prazo pré definido, e não uma profissão, alguns encaram como profissão, estão ai a muito tempo, dois, três mandatos e o que fizeram por Adamantina? o que fizeram pelos seus cidadãos? ta na hora de mudar, podemos começar reduzindo salários.
Os internautas do GI Notícias são favoráveis à redução de salário dos vereadores proposto pela Loja Maçônica ‘Estrela de Adamantina’. Foram 215 votos, sendo que 92,6% escolheram a opção “sim” para que os provimentos da próxima gestão sejam de um salário mínimo (R$ 880,00).
A mobilização da sociedade para redução acontece em várias cidades da região, como em Osvaldo Cruz, em que uma petição pública eletrônica, uma espécie de abaixo-assinado feito pela internet como forma de manifestação popular em prol de uma causa, que ajudam a impulsionar mudanças, pede a redução no número de vereadores de 13 para nove, além da diminuição do salário.
GI quer saber
Nesta sexta-feira (12), toma posse a nova diretoria da Amnap (Associação dos Municípios da Nova Alta Paulista).
O vereador Hélio José dos Santos (PR) fala ao IMPACTO sobre a redução salarial dos vereadores adamantinenses proposta pela Loja Maçônica ‘Estrela de Adamantina’ protocolada no último dia 20 de janeiro, propondo a diminuição dos subsídios para a próxima legislatura. No ofício os maçons sugerem que o salário dos vereadores para a próxima gestão seja de um salário mínimo (R$ 880,00). Atualmente os vereadores recebem pouco mais de R$ 3 mil, à exceção da Presidente da Câmara que tem um salário de R$ 4.960,11.
Assunto polêmico
“A proposta de redução dos subsídios dos vereadores é um assunto complicado que, certamente, vai gerar algum incômodo. Mas, considerando que estamos numa democracia e vivenciando uma crise financeira sem precedentes, com redução de repasse de recursos federais e estaduais, queda na arrecadação dos tributos municipais e um crescente endividamento dos municípios, não há por que não debatê-lo. Gostaria de ampliar essa discussão, se possível em uma audiência pública, para debatermos também o valor dos subsídios do vice-prefeito e de alguns comissionados da Prefeitura. Já apresentamos a Indicação nº 453, em 05.10.2015, na Câmara, sugerindo estudos para a redução dos subsídios dos vereadores e agentes políticos do Executivo já em 2015, como medidas de contenção de despesas. A proposta da Loja Maçônica Estrela de Adamantina visa a uma grande redução nos subsídios dos vereadores e a consequente utilização dos recursos economizados em obras e benefícios para o cidadão”.
Reflexões
“Com o novo subsídio dos vereadores, gostaria de fazer algumas perguntas para reflexão: Qual o perfil ideal dos candidatos a vereador nas próximas eleições? Haverá aumento na produtividade dos vereadores em relação à discussão e apreciação dos projetos de lei, fiscalização dos atos do Executivo, conquistas de recursos e benefícios para o município? Qual a característica desejável da próxima Câmara em relação à formação acadêmica dos vereadores, experiência administrativa e legislativa e disponibilidade para atendimento do cidadão?”
Audiências públicas
“Não tenho respostas para essas e outras perguntas. Pretendo sugerir para a próxima legislatura uma sessão camarária ordinária por semana e a realização de audiências públicas temáticas organizadas pelos vereadores. Se tencionamos uma Câmara com subsídio de um salário mínimo e que haja um ganho na produtividade no Legislativo, entendo ser necessário discutirmos a questão em uma audiência pública, o que representaria um avanço democrático, por valorizar a participação das pessoas nos debates e na solução dos problemas da cidade”.
Atualmente o subsídio de um vereador em Adamantina gira em torno de R$ 3 mil, reajustado anualmente pelo índice aplicado aos salários dos servidores efetivos.
Para os membros do Legislativo pode parecer pouco, para o trabalhador comum representa muito.
Se os vereadores cumprissem efetivamente as atribuições, sobretudo na fiscalização das ações do Executivo, produzissem e fiscalizassem o cumprimento de leis de interesse do povo, mereceriam ganhar um bom salário, mas são poucos.
O IMPACTO traz nesta edição a repercussão sobre a proposta da Loja Maçônica ‘Estrela de Adamantina’, que prevê a redução dos salários dos vereadores para a próxima legislatura.
O vereador Hélio José dos Santos (PR) também se posicionou sobre o assunto e propõe ampliar a discussão, se possível em uma audiência pública.
O debate a respeito dos salários é importante, mas não pode ser demagógico. Que tal cobrarmos uma dedicação maior do vereador e um vínculo maior com os cidadãos? E se cobrássemos dos vereadores a formação política contínua? E se ao invés de esvaziar a função, atribuíssemos mais sentido a ela? No fim, o benefício seria muito maior do que uma simples redução de salários.
A redução do salário dos vereadores ganha corpo não só em Adamantina, mas em muitas cidades. Aqui na região, em Osvaldo Cruz e Lucélia a sociedade civil tem se mobilizado sobre o tema, que ainda vai dar “pano pra manga”.
Mas um grande contrassenso são os valores que as Câmaras Municipais “devolvem” ao Executivo no final de cada ano. Em Adamantina foram devolvidos R$ 154 mil e em Lucélia R$ 570 mil, referentes a 2015.
E os vereadores fazem “barulho” com a notícia, numa hipocrisia tamanha. Vejamos: o principal atributo do Legislativo é fiscalizar e se a corrupção é gigantesca no Executivo, ela acontece por falha no trabalho dos vereadores.
Ao invés de devolver este dinheiro porque não se contrata técnicos para ajudar na fiscalização? Engenheiros, contabilistas e outros poderiam contribuir sobremaneira neste trabalho. Há boa vontade e compromisso na maioria dos vereadores.
Faltam conhecimento técnico e tempo para exercer o papel de fiscalizador.
O Banco do Brasil e o Itaú elevaram os juros do cheque especial e do empréstimo pessoal aos clientes. Uma pesquisa feita pela Fundação Procon de São Paulo com sete instituições mostra que os demais bancos mantiveram os valores.
Segundo a pesquisa, a taxa média de juros para o cheque especial entre os bancos ficou em 12,79% ao mês, 0,27 ponto percentual superior à taxa média do mês anterior (12,52%). No Banco do Brasil, a taxa passou de 11,8% para 11,91% ao mês e no Itaú, passou de 10,56% para 12,33% ao mês.
No empréstimo pessoal, a taxa média de juros entre os bancos pesquisados foi 6,41% ao mês, 0,4 ponto percentual acima do verificado no mês anterior (6,37%) ao mês. No Banco do Brasil, a taxa passou de 5,5% para 5,6% ao mês e no Itaú variou de 6,22% para 6,43% ao mês.
O Procon de São Paulo alerta o consumidor para ficar atento ao custo de uitilização dessas modalidades de crédito. “As taxas de juros refletem o impacto da situação econômica atual do país. No caso de necessitar de crédito, é recomendável pesquisar as melhores taxas e negociar com a instituição financeira, especialmente quando mantiver um vínculo como correntista”.
As duas instituições citadas foram contactadas pela reportagem, mas até o momento da publicação do texto não se manifestaram sobre a pesquisa.
O prazo de validade das prescrições, laudos ou atestados médicos para retirar medicamentos do Programa Farmácia Popular do Brasil passará de 120 para 180 dias, exceto para os anticoncepcionais que permanecem com validade de 365 dias. O Ministério da Saúde alterou as regras do programa, que começam a valer a partir de amanhã (12).
Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação tem o objetivo de equiparar os prazos das receitas emitidas e atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com as receitas emitidas e atendidas pela rede credenciada do Farmácia Popular.
Outra alteração no programa é em relação à obrigatoriedade da apresentação da receita com o endereço do paciente. Agora, o preenchimento dessa informação poderá ser feita pelo profissional farmacêutico, com a anuência do paciente. Até então, conforme aLei nº 5.991/73,, de controle sanitário do comércio de medicamentos, cabia somente ao médico disponibilizar o nome e o endereço residencial do paciente e, expressamente, o modo de usar a medicação, além das suas informações profissionais.
O Programa Farmácia Popular foi criado em 2004 e distribui medicamentos gratuitos para hipertensão, diabetes e asma em unidades próprias e farmácias credenciadas. O programa ainda oferece 11 itens em medicamentos, com preços até 90% mais baratos, utilizados no tratamento de dislipidemia, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de contraceptivos e fraldas geriátricas para incontinência urinária.
Em nota, o ministério ressaltou que as farmácias e drogarias deverão respeitar o valor de referência dos medicamentos disponibilizados gratuitamente ou para venda pelo programa. A partir de amanhã, a solicitação de distribuição de medicamentos gratuitos somente será autorizada se a farmácia e drogaria informar o valor do medicamento igual ou abaixo do valor de referência definido. Alguns medicamentos que têm parte paga pelo usuário também tiveram o valor ajustado.
A portaria com os valores de referência dos medicamentos e as novas regras do programa foi publicada no Diário Oficial da União no dia 29 de janeiro.
Uma das festas mais esperadas da região será realizada no sábado (20), a partir das 17h, na Choperia Hangar, em Adamantina. Evento irá atrair o público que curte a onda eletrônica. Atração principal do evento são os Djs do Projeto BPM Paulinho Squilaci e Marcel Oliveira. A dupla faz parte do cobiçado ranking dos 100 melhores e mais influentes artistas da música eletrônica do país. Além disso, os Djs foram os primeiros a tocaram música eletrônica no palco principal da maior festa de peão do Brasil. Em 2013 a dupla animou o BPM, levantou a galera na 58ª edição da Festa do Peão de Barretos.
DJs Paulinho Squilaci e Marcel Oliveira fazem um remix e “live” de percussão e sacode a galera no Hangar. (Foto: Reprodução)
Projeto BPM
‘BPM – House Up Music’ é um dos projetos de maior sucesso no Brasil. Paulinho Squilaci (Dj e Percussionista) é o responsável pelo Live de Percussão impactante do Projeto, além de trazer para a pista as novidades mundiais da House Music. Já Marcel Oliveira (Dj e Remixer) é o lado clássico do Projeto, com remixes de músicas que se tornaram verdadeiros hinos, tanto da House Music, quanto do Rock n’ Roll. Com estilo próprio e muita interatividade, esta dupla coloca qualquer pista para cima.
Ranking brasileiro
Recentemente a ‘BPM’entrou para o cobiçado ranking dos 100 melhores e mais influentes artistas da música eletrônica do Brasil. A Electro Mag, uma das publicações mais respeitadas da musica eletrônica brasileira, divulgou a listagem anual, e o BPM aparece pela primeira vez e logo em sua primeira aparição, conquista o 57º lugar. Além disso, o DVD ‘The Concert’ é apontado por muitos especialistas como a melhor gravação ao vivo já feita no Brasil, quando o assunto é musica eletrônica.
Além do Projeto BPM, mais três DJs irão agitar o evento na Choperia Hangar. (Foto: Reprodução/Internet)
#PutaVibe
Além do Projeto BPM, mais três DJs irão agitar o evento na Choperia Hangar. “Estão confirmadas as presenças dos DJs Rafael Lout, Diogo Beletto e COA eles farão a abertura e encerramento do evento”, destaca um dos organizadores Matheus Bernardinelli.
Ainda segundo Matheus a expectativa é de casa lotada. “Nossa festa terá um vibe diferente, por isso, irá atrair o público que curte a onda eletrônica. Além disso, o evento irá contar com uma grande infraestrutura com painéis de Led, tendas de cristal (transparente) e iluminação diferenciada”, afirma.
A organização fechou parceria a Atlética de Medicina da FAI que adquiriu o primeiro lote de ingressos para o camarote com o objetivo de recepcionar os calouros de curso de medicina, como forma de promover um trote solidário.
Ingressos: Primeiro lote (esgotado); segundo lote R$25. Camarote: Primeiro lote (esgotado); Segundo lote R$ 60.
Pontos de vendas: Posto do Zeca, AllTime Conveniência, Choperia Hangar (Adamantina); A Baronesa Calçados (Lucélia); Cowboy Forever (Dracena); Brumatti Pães (Osvaldo Cruz) e Lojas Karazawa (Tupã)
Serviço: #PutaVibe será realizada no dia 20 de fevereiro (sábado), a partir das 17h na Choperia Hangar que fica localizada na rua Francisco Belluci, 911 – Adamantina.
Os carnês Imposto Territorial e Predial Urbano (IPTU) começaram a ser entregues nesta quinta-feira (11), em Adamantina. De acordo com o Departamento de Tributação da Prefeitura, a data de vencimento começa no dia 8 de março e o envio está sendo feito pelos Correios. Conforme o Executivo, no total, serão distribuídos 16.680 carnês do IPTU e para o atual exercício houve reajuste de 10,54%.
Foi informado ainda que, como nos anos anteriores, os bairros terão dias de vencimento diferentes, sendo os dias 8, 11, 13 e 15 de março.
Ainda segundo o Departamento de Tributação, o IPTU pode ser pago à vista com desconto de 3% sobre o valor do Imposto Predial (IP) e do Imposto Territorial (IT) até a data do primeiro vencimento. “O contribuinte também pode optar pelo pagamento em 10 vezes”, informou o setor.
O contribuinte que não receber o carnê até o dia 7 de março, ou em caso de extravio do documento, deve procurar a Secretaria Municipal de Finanças ou pelo site da Prefeitura e acessar o menu Serviços ao Cidadão.
Cronograma
Dia 8
Centro, Jardim Brasil, Vila Bandeirantes.
Dia 11
Jardim América, Parque Do Sol, Vila Christina, Vila Cicma, Vila Endo, Vila Freitas, Vila Industrial, Vila Jamil de Lima, Vila Jardim, Vila Jardim Ipiranga.
Dia 13
Jardim Adamantina, Jardim Aeroporto, Jardim Aviação, Jardim Bela Vista, Jardim Dalphalo, Jardim Europa, Jardim Oriente, Jardim Paulista, Jardim San Fernando, Jardim Santa Inês, Parque Cecap, Parque dos Lagos, Parque Residencial Iguaçu, Parque Residencial Itamarati, Parque Residencial Jaraguá, Residencial Parque Das Nações, Residencial Parque Tangará, Vila Endo, Vila Fatima, Vila Fudimori, Vila Joaquina, Vila Jurema, Vila Nilza, Vila Olivero.
Dia 15
Anexo a Área Comercial Luiz Stechi, Área Comercial Luiz Stechi, Área Comercial, Conjunto das Palmeiras, Conjunto Habitacional Das Azaléias, Conjunto Habitacional Emílio Casas Fidalgo, Conjunto Habitacional Gov Mario Covas Jr, Conjunto Habitacional Jardim Das Acácias, Conjunto Habitacional Jardim dos Bandeirantes, Conjunto Habitacional Murilo Jaccoud, Conjunto Habitacional Oiti, Conjunto Residencial Ipê, Desmembramento Alfredo Pugnali, Desmembramento Boa Esperança, Desmembramento Dorigo, Desmembramento Estância Dorigo II, Desmembramento Guidini, Desmembramento Kobori, Desmembramento Millenium 1, Desmembramento Morgado, Desmembramento Residencial Millenium 2, Desmembramento Rio Branco 1, Desmembramento Rio Branco 2, Desmembramento Rio Branco 3, Desmembramento Rio Branco 4, Desmembramento Sakai, Desmembramento San Conrado, Desmembramento Santa Helena, Desmembramento Santa Mônica, Desmembramento Santa Mônica 1, Desmembramento Santa Mônica 2, Desmembramento Santa Mônica 3, Desmembramento Santa Mônica 4, Desmembramento Vila Neuza, Desmembramento Vila Neuza I, Desmembramento Village I, Desmembramento Village II, Desmembramento Vitali Capaldi, Distrito Industrial Sr. Otávio Gavazzi, Estância Dorigo, Jardim Das Alamandas, Jardim Das Primaveras, Jardim Das Tipuanas, Jardim Dos Poetas, Lagoa Seca, Parque Giuliano, Parque Itaipus, Parque Itapuã, Parque Paraíso, Parque Universitário, Residencial Aguapeí, Residencial Boa Vista, Residencial Buritis, Residencial California Park, Residencial Eldorado, Residencial Eldorado II, Residencial Gran Village, Residencial Ihity Endo, Residencial Millenium, Residencial Monte Alegre, Residencial Morumbi, Residencial Novo Horizonte, Residencial Parque Esmeralda, Residencial Parque Morada Do Sol, Residencial Portugal, Residencial Rio Branco, Residencial San José, Residencial San Miguel, Residencial Santa Adelaide, Residencial Santa Mônica, Residencial Siqueira Ii, Residencial Vista Verde, Residencial Barcelona, Residencial Montagnoli, Desmembramento Alfredo Pugnali.
“O acesso à água potável e ao esgotamento sanitário é condição necessária para a superação da injustiça social e para a erradicação da pobreza e da fome, para a superação dos altos índices de mortalidade infantil e de doenças evitáveis e para a sustentabilidade ambiental”. Com essa mensagem, o papa Francisco convida as pessoas a se mobilizarem, a partir de suas comunidades, para promoção da Justiça e do direito ao saneamento básico, na Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016.
Lançada nesta quarta-feira (10) pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), a campanha vai alertar sobre o direito de todas as pessoas ao saneamento básico e debater políticas públicas e ações que garantam a integridade e o futuro do meio ambiente. Com o tema “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”, a campanha também vai tratar do desenvolvimento, da saúde integral e da qualidade de vida dos cidadãos.
O presidente do Conic, dom Flávio Irala, disse que tratar do tema é fundamental porque nem sempre tem visibilidade nas propostas públicas e nos movimentos sociais. “Nos preocupamos com o fato de que mais da metade da população permaneçam sem acesso à rede de coleta de esgoto e que apenas 40% dos esgotos sejam tratados. Nenhuma pessoa deve ser privada do acesso aos benefícios do saneamento básico em função da sua condição socioeconômica. O acesso ao saneamento promove a inclusão social e a garantia dos principais instrumentos de proteção da qualidade dos recursos hídricos e dos inibidores de doenças, como cólera, febre amarela, chikungunya, dengue, diarreia, bem como para evitar a proliferação do vírus Zika”, disse.
Dados divulgados pelo Conic mostram que, mesmo estando entre as maiores economias do mundo, o Brasil tem mais de 100 milhões de pessoas sem saneamento básico.
O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, também esteve na CNBB e disse que o governo federal fará sua parte para dar todo apoio à campanha. “É fundamental que possamos continuar investindo cada vez mais, para que tenhamos condições de combater epidemias, que possamos levar qualidade de vida e dignidade às pessoas”, afirmou.
Campanha ecumênica
Realizada no Brasil desde 1963, esta é a quarta vez que a Campanha da Fraternidade é lançada pela CNBB junto com o Conic – as outras ocorreram em 2000, 2005 e 2010. Este ano, a campanha ecumênica conta também com o apoio da Misereor, entidade da Igreja Católica na Alemanha que trabalha na cooperação para o desenvolvimento de países da Ásia, da África e da América Latina.
Dentro da programação da campanha, no próximo dia 15 haverá uma audiência pública no Congresso Nacional sobre o tema.