Início Site Página 13

FAI abre inscrições para processo seletivo de estagiários com bolsas de estudo

O Centro Universitário de Adamantina (FAI) está com inscrições abertas para o Processo Seletivo de Estagiários, destinado a alunos matriculados em diversos cursos da instituição. O certame, regido pelo Edital nº 008/2026, oferece oportunidades de estágio remunerado por meio de bolsas integrais ou parciais, conforme a área de atuação e a necessidade dos departamentos da autarquia municipal.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente via internet, pelo portal oficial da instituição (www.fai.com.br/concursos), até o dia 19 de março de 2026. Podem participar estudantes regularmente matriculados entre o 3º e o penúltimo termo dos cursos de Agronomia, Biomedicina, Ciências Biológicas (Licenciatura), Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, Direito, Farmácia, Medicina Veterinária, Nutrição e Psicologia.

A seleção dos candidatos será efetuada mediante análise do Histórico Escolar, utilizando o Índice de Rendimento Acadêmico (I.R.A.) como critério classificatório em ordem decrescente. O resultado preliminar da classificação está previsto para ser divulgado no dia 27 de março, com a homologação final agendada para o dia 01 de abril de 2026. Os selecionados cumprirão jornada de até 06 horas diárias, não podendo ultrapassar 30 horas semanais, com contrato de estágio de até dois anos. Mais informações podem ser obtidas no edital.

 

Prefeitura de Adamantina seleciona nove entidades para repasse de verbas em 2026

A Prefeitura de Adamantina divulgou o resultado do edital de credenciamento que selecionou nove entidades privadas sem fins lucrativos aptas a receber subvenções, contribuições e auxílios do município em 2026. O despacho oficial foi assinado digitalmente na última sexta-feira (6).

A seleção pública, referente ao edital nº 02/2026, permite que a Prefeitura celebre o Termo de Colaboração com as instituições. O documento garante o repasse de recursos públicos para a manutenção e execução dos serviços sociais prestados por essas organizações na cidade ao longo deste ano.

Foram credenciadas as seguintes entidades locais:

  • Associação de Repouso Nosso Lar – Centro Dia;

  • Associação de Pais e Amigos do Excepcional (A.P.A.E.) de Adamantina;

  • Associação de Pais e Amigos do Excepcional (A.P.A.E.) de Adamantina – Residência Inclusiva;

  • Instituição Capaz de Adamantina;

  • Instituição Solidária Carlos Pegoraro;

  • Instituto de Assistência ao Menor de Adamantina “Santo Cheraria”;

  • Lar dos Velhos de Adamantina;

  • Lar Cristão de Adamantina;

  • Organização Não Governamental Apelos e Patas de Adamantina (ONG/APA).

A publicação finaliza a fase de seleção e habilita as organizações para a assinatura dos termos de fomento, garantindo a continuidade dos projetos assistenciais.

Adamantina fica entre as 100 cidades paulistas que mais geraram empregos em 12 meses

Adamantina gerou 495 novos postos de trabalho formal nos últimos 12 meses, posicionando-se no “top 100” dos municípios que mais criaram empregos no Estado de São Paulo. Os dados são do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do governo federal, que contabiliza as contratações com carteira assinada regidas pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

No período, o estado de São Paulo foi responsável por criar mais de 1,22 milhão de vagas (1.228.483), o que representa 24% do total de empregos gerados em todo o país. A capital paulista liderou o ranking estadual com 97.391 novos postos, seguida por Osasco (24.587) e Guarulhos (13.129).

Na região, outras cidades também figuram entre as 100 que mais empregaram no Estado. Presidente Prudente gerou 2.073 vagas, enquanto Tupã e Osvaldo Cruz registraram saldo positivo de 552 e 498 postos de trabalho, respectivamente.

Em janeiro, os setores que mais impulsionaram o mercado de trabalho paulista foram a indústria, com 21.528 novas vagas, a construção civil, com 15.934, e o setor de serviços, que gerou 3.001 postos.

O Estado também registrou em janeiro o maior salário médio de admissão desde 2020, ano em que o Novo Caged substituiu a metodologia antiga para integrar dados do eSocial e do Empregador Web. A remuneração média no momento da contratação atingiu R$ 2.702,76. O valor representa uma alta de 2,75% em comparação a dezembro de 2025 e um crescimento de 1,93% em relação a janeiro do ano passado.

Palmeiras vence Novorizontino por 2 a 1 e conquista o 27º título do Campeonato Paulista

0
Elenco do Palmeiras comemora primeiro gol contra a equipe do Novorinzontino | Reprodução: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

O Palmeiras garantiu o 27º título do Campeonato Paulista de sua história ao derrotar o Novorizontino por 2 a 1 neste domingo, no estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte. A equipe comandada pelo técnico Abel Ferreira, que já havia vencido a partida de ida por 1 a 0, superou o gramado encharcado pela forte chuva para confirmar seu quinto título estadual nos últimos sete anos.

O time alviverde abriu o placar logo aos 5 minutos do primeiro tempo, com o zagueiro Murilo aproveitando um rebote na pequena área. O Novorizontino buscou o empate aos 24 minutos com Matheus Bianqui, que marcou após falha do goleiro Carlos Miguel.

No segundo tempo, o Palmeiras retomou o controle da partida e selou a vitória aos 17 minutos. Após um desvio de Flaco López e saída errada do goleiro Jordi, a bola sobrou livre para o atacante Vitor Roque empurrar para as redes.

Comemoração do Murilo com o Vitor Roque, os dois autores dos gols do Verdão | Reprodução: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Com a conquista, o Palmeiras consolida sua posição como o segundo maior vencedor do estado, atrás apenas do Corinthians, que possui 31 taças. A Federação Paulista de Futebol paga um prêmio de R$ 5 milhões ao campeão e R$ 1,5 milhão ao segundo colocado.

Apesar do vice-campeonato em casa, o Novorizontino terminou o torneio com o artilheiro da competição: o atacante Robson, autor de sete gols no campeonato.

TOP 5 MAIORES CAMPEÕES DO PAULISTÃO

Corinthians – 31

Palmeiras – 27

Santos – 22

São Paulo – 22

Paulistano – 11

Adelisa Rodolfo Ferreira Tiveron destaca protagonismo feminino e ações do Fundo Social

Primeira-dama e presidente do Fundo Social de Adamantina, Adelisa Rodolfo Ferreira Tiveron | Foto: Arquivo pessoal

Nesta edição especial alusiva ao Dia Internacional da Mulher, comemorado neste domingo (8), a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Adamantina, Adelisa Rodolfo Ferreira Tiveron, concedeu entrevista ao IMPACTO, destacando a importância da data, as ações desenvolvidas no município voltadas à autonomia feminina e os desafios ainda enfrentados pelas mulheres na sociedade.

Ela também compartilhou inspirações pessoais, falou sobre liderança e deixou uma mensagem especial às mulheres adamantinenses. Confira:

IMPACTO: O que o Dia Internacional da Mulher representa para a senhora, como mulher e primeira-dama?
Adelisa Tiveron: O Dia Internacional da Mulher representa muito mais do que uma data. Ele simboliza a força, a coragem e a trajetória de luta das mulheres por direitos, respeito, igualdade e oportunidades. Como mulher, essa data me lembra do nosso esforço diário para equilibrar múltiplos papéis – de mãe, esposa, filha e profissional -, superar desafios e conquistar nosso espaço na sociedade. Como primeira-dama, reforço meu compromisso de apoiar políticas e iniciativas que promovam a autonomia feminina, combatam a violência contra a mulher e garantam dignidade e oportunidades para todas as mulheres de Adamantina.

IMPACTO: Quais ações o Fundo Social tem desenvolvido voltadas especificamente às mulheres? Existem projetos de geração de renda e capacitação?
Adelisa: O Fundo Social de Solidariedade de Adamantina desenvolve diversas ações voltadas à valorização e autonomia feminina, com destaque para cursos de capacitação profissional e geração de renda, além do incentivo ao empreendedorismo. Ao longo do ano, promovemos projetos nas áreas de culinária, costura e beleza, e realizamos a Feira da Mulher Empreendedora, que proporciona espaço para exposição e comercialização de produtos, fortalecendo a independência financeira das participantes. Temos parcerias importantes com a Secretaria de Agricultura, por meio do Programa Cozinhalimento, e com o Sebrae.

IMPACTO: Como o Fundo Social atua no apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade?
Adelisa: Atuamos com acolhimento humanizado, oferecendo cursos gratuitos, doações de roupas, móveis e cobertores. Em campanhas realizadas por empresas, grupos e organizações, arrecadamos alimentos e intermediamos a entrega às entidades do município, que montam cestas básicas destinadas às famílias cadastradas. Trabalhamos de forma integrada com os serviços socioassistenciais, buscando não apenas suprir necessidades imediatas, mas promover autonomia e reinserção social.

IMPACTO: Há parcerias com outras secretarias ou entidades?
Adelisa: Sim. Mantemos parcerias com diversas secretarias municipais, especialmente as de Assistência Social, Cultura, Agricultura e Desenvolvimento Econômico, além de entidades e associações locais. Essas parcerias ampliam o alcance das ações e fortalecem políticas públicas voltadas à proteção, capacitação e valorização das mulheres.

IMPACTO: Que mensagem deixa para as mulheres que desejam empreender ou conquistar mais espaço no mercado de trabalho?
Adelisa: Que nunca deixem de acreditar em seu potencial. O empreendedorismo feminino é uma ferramenta poderosa de transformação pessoal, social e econômica. Busquem qualificação, permaneçam em constante atualização e inovação. Não desistam. A persistência com sabedoria é o caminho para o sucesso. E apoiem umas às outras.

IMPACTO: Como incentivar o protagonismo feminino na comunidade?
Adelisa: Por meio da educação, capacitação e criação de oportunidades. É fundamental oferecer espaços de fala, visibilidade e participação ativa, além de valorizar as conquistas femininas.

IMPACTO: Ainda há desafios a serem superados pelas mulheres na política e na gestão pública?
Adelisa: Sim. Apesar dos avanços, as mulheres ainda são sub-representadas nos espaços de poder. É importante reconhecer as leis de incentivo à participação feminina e o crescimento de lideranças, mas precisamos avançar. A presença de mais mulheres na política fortalece a democracia e contribui para decisões mais inclusivas.

IMPACTO: Quem são as mulheres que a inspiram?
Adelisa: Sou inspirada por muitas mulheres que transformam realidades com coragem e propósito: mães, professoras, profissionais da saúde, empreendedoras, líderes e trabalhadoras que, com determinação e sensibilidade, constroem uma sociedade melhor. Em cada mulher que me inspira, procuro tirar uma experiência de vida que irá fortalecer meu conhecimento e sabedoria. Minha mãe e minha irmã são extremamente importantes e motivadoras para mim. Nós três, com temperamentos diferentes, nos completamos. Uma, ajuda a outra a ter um olhar diferenciado sobre situações que às vezes não conseguimos enxergar naquele momento, e que depois se alinha.

IMPACTO: Que conselho daria às meninas e jovens que sonham em ocupar posições de liderança?
Adelisa: Às meninas e jovens de Adamantina que sonham em ocupar posições de liderança, eu diria: acreditem na própria capacidade, porque a liderança se constrói com estudo, experiência, coragem e propósito; invistam em educação e conhecimento, busquem formação, participem de projetos sociais, voluntariado e colaborem com a comunidade. As experiências são importantes para aumentar sua autoconfiança; procurem boas referências porque aprender com mulheres que já trilharam esse caminho ajuda a entender e superar desafios. Pratiquem uma fé, tenham boas companhias, digam palavras positivas e bons pensamentos. Sonhar é o primeiro passo, mas sem ação o sonho não se torna realidade.

IMPACTO: Como concilia a vida pessoal com as responsabilidades à frente do Fundo Social?
Adelisa: Sempre busquei administrar meu tempo com diálogo e organização. Procuro fazer ao menos uma refeição por dia com minha família e dedicar momentos de qualidade nos fins de semana. Meus filhos apoiam essa missão. Criei uma rotina de trabalho que está dando certo.

IMPACTO: Qual mensagem deixa às mulheres de Adamantina neste 8 de março?
Adelisa: Neste 8 de março, desejo que cada mulher adamantinense celebre sua força, união e seu valor. Cada uma, com sua história, contribui para o desenvolvimento da nossa cidade e para a construção de uma sociedade mais justa e humana. Que neste dia, possamos não apenas comemorar conquistas, mas também reforçar a importância do respeito, da igualdade de oportunidades e do combate a toda forma de violência. Que vocês ocupem espaços, realizando sonhos e inspirando as próximas gerações.

Muito além do rótulo de ‘guerreira’: a trajetória de resistência e voz de Jesana Lima

Jesana Lima | Foto: Arquivo pessoal

Aos 34 anos, a jornalista Jesana Lima dirige a Comunicação da FAI (Centro Universitário de Adamantina) e a própria empresa, a JL Comunicação. Com 15 anos de dedicação à instituição, sua trajetória profissional é marcada pela superação de barreiras financeiras e do machismo estrutural.

A decisão de cursar jornalismo ocorreu no ensino médio, após apresentar um telejornal amador em uma atividade escolar. A escolha, no entanto, resultou na perda do apoio financeiro do pai, que preferia a graduação em administração. Para custear os estudos, Jesana dividiu sua rotina em três turnos: trabalhou como empregada doméstica pela manhã, fez curso técnico à tarde e cursou a faculdade à noite.

No mercado de trabalho local, a jornalista lidou com o machismo nas redações. Em seus primeiros estágios, recebia pautas de menor relevância sob a justificativa velada de que mulheres não teriam credibilidade para assuntos de peso. O principal embate ocorreu em 2017, ao assumir a diretoria de comunicação pela primeira vez. Um ex-professor afirmou diretamente que não a considerava capaz para o cargo. A resposta de Jesana foi garantir que colocaria em prática os ensinamentos recebidos dele em sala de aula.

Atualmente em sua segunda passagem pela direção, Jesana rejeita a romantização do rótulo de “guerreira”. Mãe solo de Rebecca, 6, ela afirma que a força é uma ferramenta de sobrevivência impulsionada pela maternidade. Sua rotina diária começa às 5h30 e exige a conciliação entre a gestão da casa, a liderança da instituição e a administração de sua empresa.

A profissional destaca que a vivência prática fez com que ela deixasse para trás a mentalidade do início da carreira, muitas vezes atrelada ao medo de perder o emprego. Hoje, ela afirma que o seu único lamento foi não ter buscado terapia e conhecimento mais cedo, o que teria ajudado a identificar situações de abuso de forma precoce e encurtado períodos de sofrimento.

Inspirada pela falecida mãe, pela jornalista Ana Paula Padrão e por figuras locais como a Prof.ª Dra. Fúlvia Veronez, Jesana deixou no passado o medo de se impor. Hoje, com a carreira consolidada, a jornalista orienta que as pessoas estabeleçam metas e não deixem oportunidades passarem por insegurança.

Dedicação e superação marcam a trajetória de mulheres no comércio de Adamantina

O desenvolvimento do comércio em Adamantina está diretamente ligado à força de trabalho feminina. Neste Dia das Mulheres, as trajetórias da secretária Célia Ap. Putinatti, 62, e da gerente Maria Rosemeri Rodrigues, 55, a Rose, ilustram a persistência de quem construiu a vida e a identidade profissional no setor varejista da cidade.

Secretária Célia Ap. Putinatti | Foto: Arquivo pessoal

Nascida e crescida no município, Célia iniciou a carreira na juventude. Seu primeiro emprego foi com a empresária Lucilene Paloni, auxiliando nos eventos musicais dos filhos da patroa Em seguida, migrou para o comércio com a mesma família, onde atua até hoje.

A estabilidade e o vínculo construído no trabalho foram fundamentais no ano de 2025, quando Célia enfrentou um câncer de mama. Após a cirurgia e um ano de tratamento, ela destaca a rede de apoio que encontrou na empresa. “Neste tempo sempre tive o apoio dos meus patrões, nunca me desampararam, me ajudaram em todos os momentos”, afirma.

Morando com a irmã desde a morte dos pais, Célia ressalta que o setor a ajudou a ampliar sua rede de amizades e a alcançar seus objetivos pessoais. “Nunca desistam dos seus propósitos, pois mesmo com todos os obstáculos da vida, foque sempre nos seus objetivos. Vá sempre em frente tendo fé em Deus”, diz.

Gerente Maria Rosemeri Rodrigues | Foto: Arquivo pessoal

LIDERANÇA E RAÍZES

A história de Rose, atual gerente da loja ÉDMAIS, começou na zona rural de Ouro Branco, em uma família que produzia farinha de mandioca. Após o declínio das lavouras, ela se mudou para Adamantina em 1982. Trabalhou como boia-fria e doméstica antes de ingressar no comércio, aos 15 anos.

Sua experiência no varejo é vasta, com passagens por outras lojas da cidade, além de ter empreendido com uma loja própria por um ano e atuado como costureira. O amadurecimento profissional ocorreu na loja Mirage, onde permaneceu por 21 anos, sendo três como vendedora e 18 como gerente.

“Liderar não é para todos, porque você vai lidar com funcionário. Fui me corrigindo e procurando ter o perfil que eu era, do meu jeito, vivendo em harmonia”, relata Rose.

Mãe de dois filhos, hoje com 36 e 30 anos, ela precisou conciliar a exigente rotina da gerência com a maternidade. Há oito anos no comando da ÉDMAIS, ela incentiva as funcionárias mais jovens a perseverarem. “Se portas se fecham, quatro, cinco se abrem. Só o fato da gente conciliar trabalho, filho e aquela vida toda, mulher tem que ser muito respeitada, porque é a heroína mesmo”, conclui.

“Determinação, preparo e resiliência não são atributos vinculados ao gênero, mas ao caráter e à vocação”, destaca policial militar em Adamantina

2º Sargento da Polícia Militar Josiane Testa Revolta | Foto: Arquivo pessoal

Resiliência, determinação, força, leveza e acessibilidade são alguns dos adjetivos que representam a importância da mulher na segurança pública em todo o país. Em Adamantina, essas características podem ser associadas à 2º Sargento da Polícia Militar Josiane Testa Revolta. Prudentina de nascimento e primogênita entre três irmãs, ela atua hoje na 2ª Companhia do 25º Batalhão de Polícia Militar do Interior.

Integrante da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Josiane retornou às atividades operacionais após período de licença-maternidade e é um dos exemplos de que “determinação, preparo e resiliência não são atributos vinculados ao gênero, mas ao caráter e à vocação”, como destaca em entrevista especial ao IMPACTO.

Casada com o também policial militar Rafael Revolta e mãe do pequeno Guilherme, de sete meses, ela concilia a rotina intensa da corporação com a maternidade, reforçando que vocação e compromisso com o serviço público caminham lado a lado com a vida pessoal.

“Considero essencial refletir sobre a mulher como pilar de equilíbrio e construção social. Seja no ambiente familiar, profissional ou institucional, a presença feminina agrega sensibilidade estratégica, firmeza e capacidade de gestão. O reconhecimento do papel da mulher não deve ser circunstancial, mas cotidiano, pautado no respeito e na valorização de suas múltiplas competências”, afirma.

DA ÁREA ADMINISTRATIVA À VOCAÇÃO POLICIAL

A carreira na Polícia Militar começou em 2006, quando ingressou como Soldado Temporário. À época, atuava como freelancer na área de vendas e, por intermédio de um familiar, tomou conhecimento do concurso.

“Não era um sonho de infância, pois eu desconhecia por completo o universo militar. A decisão amadureceu ao longo da vivência como Soldado Temporário. O convívio diário com a disciplina e o compromisso em servir e proteger a sociedade despertou em mim o desejo de seguir carreira de forma efetiva”, relembra.

Após novo concurso público, passou a integrar o efetivo permanente e cursou a Escola Superior de Soldados, na capital paulista, formando-se em 2012. Desde então, construiu uma trajetória marcada pelo aperfeiçoamento constante, com aprovações nos concursos para Cabo, em 2017, e para Sargento, em 2020.

DESAFIOS E MOMENTOS MARCANTES

Entre os episódios que reforçaram sua escolha pela profissão, um momento específico permanece vivo na memória. Recém-formada, ao transitar fardada pela região dos Jardins, em São Paulo, ouviu o pedido de socorro de uma mulher vítima de roubo.

“Visualizei o autor em fuga e, mesmo estando sozinha, iniciei o acompanhamento a pé, conseguindo interceptá-lo. Procedi à contenção e mantive-o sob custódia até a chegada do apoio. Ali compreendi, de forma concreta, o alcance e a responsabilidade da missão que havia assumido”, relata.

A rotina operacional, segundo ela, é marcada pela imprevisibilidade. “Lidamos com ocorrências de elevada complexidade, nas quais não há margem para erro. É preciso discernimento, equilíbrio emocional e tomada de decisão técnica e célere.”

SER MULHER NA SEGURANÇA PÚBLICA

Ao longo da carreira, Josiane enfrentou desafios que exigiram resistência física e emocional, como a atuação em manifestações na Avenida Paulista, em 2014, durante longas horas de controle de distúrbios civis.

“A resistência física e emocional foi determinante. Contudo, encarei cada missão com serenidade e profissionalismo, consciente de que a farda exige preparo e abnegação, independentemente de gênero”, pontua.

Ela reconhece que a corporação, historicamente masculina, vem passando por transformações. “A instituição tem se aperfeiçoado e reconhecido, cada vez mais, a competência e o valor das mulheres no desempenho de suas atribuições.”

Segundo a sargento, os editais são indistintos sob a perspectiva de gênero desde 2010, adotando critérios isonômicos que permitem a homens e mulheres concorrer, em igualdade formal, às mesmas vagas. “Essa evolução revela a consolidação do princípio da isonomia e reforça a plena capacidade técnica da mulher de ocupar e disputar os mesmos espaços institucionais.”

MATERNIDADE E LIDERANÇA

Mãe recente, Josiane destaca que a maternidade trouxe ainda mais senso de responsabilidade à sua atuação profissional. Durante a gestação, foi designada para atividades administrativas, sem se afastar do compromisso institucional. “Com dedicação e propósito, é plenamente possível conciliar autoridade, feminilidade e excelência profissional”, afirma.

Formada em Gestão Pública, pós-graduada em Polícia Comunitária e Docência em Segurança Pública, atualmente cursando Inteligência Policial e com formação em Comunicação Social e Polícia Judiciária Militar, ela defende o aperfeiçoamento contínuo como ferramenta essencial para o exercício da liderança.

“Comandar é, antes de tudo, servir com exemplo, equilíbrio e responsabilidade.”

INSPIRAÇÃO PARA NOVAS GERAÇÕES

No Dia Internacional da Mulher, a sargento deixa uma mensagem às meninas e mulheres que sonham com a carreira policial.

“Que se preparem com disciplina, cultivem valores sólidos e não subestimem sua própria capacidade. A carreira exige estudo, preparo físico e equilíbrio emocional.”

Para ela, a reflexão sobre o papel feminino deve ultrapassar datas comemorativas. “O reconhecimento da mulher não deve ser circunstancial, mas cotidiano, pautado no respeito e na valorização de suas múltiplas competências”, conclui.

Mulheres no Corpo de Bombeiros: a força e o compromisso de salvar vidas

No Corpo de Bombeiros de Adamantina, a bravura e a dedicação diária são representadas por profissionais como a 2ª sargento Daiane Trevizan Fabiano Alves, de 35 anos, e a cabo Juliane dos Santos Ferreira Rezende, também de 35. Com trajetórias distintas, elas demonstram como as mulheres vêm consolidando seu espaço em atividades essenciais e de alto risco ao longo dos anos.

2ª sargento Daiane Trevizan Fabiano Alves | Foto: Arquivo pessoal

CAMINHOS PARA A CORPORAÇÃO

Formada na faculdade de enfermagem, Daiane prestou diversos concursos públicos até encontrar uma vaga para o Corpo de Bombeiros no edital da polícia. Ela ingressou na corporação em maio de 2015. “Sempre admirei a profissão”, disse a sargento, que conta ter unido a oportunidade profissional com a sua admiração.

Já a cabo Juliane ingressou na Polícia Militar em 2017 com o intuito de atuar no policiamento de área. O interesse pelo Corpo de Bombeiros despertou após aulas de primeiros socorros durante o curso de formação e pelo forte incentivo do esposo de uma amiga de turma, que já atuava na área e lhe apresentou a rotina de um quartel. Após passar por etapas rigorosas como provas escritas, testes de aptidão física, exames médicos e avaliação psicológica, ela realizou testes específicos (natação, subida na corda, espaço confinado e pórtico de altura) para se tornar bombeira. Juliane passou por nove meses de curso na Escola Superior de Bombeiros, em Franco da Rocha (SP), e trabalhou quatro anos na capital paulista antes de conseguir transferência para Adamantina.

Cabo Juliane dos Santos Ferreira Rezende | Foto: Arquivo pessoal

DESAFIOS E VIDAS SALVAS

A rotina de um bombeiro abrange atuação em salvamentos, resgates e incêndios. Entre tantas ocorrências marcantes, o socorro a crianças se destaca na memória de ambas. Daiane relembra com emoção o salvamento de um bebê engasgado, situação em que a equipe obteve êxito total.

Juliane conta sobre um resgate dramático durante seu período de estágio em São Paulo: um veículo em alta velocidade atropelou uma família que atravessava a rua na faixa de pedestres. No impacto, uma criança de apenas um ano foi arremessada com o carrinho de bebê por cima de um muro. A equipe precisou seguir o som do choro, pular o muro e resgatá-la, garantindo que a vítima fosse estabilizada pelos cuidados médicos.

Os desafios da profissão, contudo, também estão na vida pessoal. Para Daiane, a maior dificuldade é conciliar a vocação com a distância da família. Seu primeiro grande desafio foi realizar o curso de formação longe de seu filho, que tinha apenas três anos na época. A rotina de escalas de 24 horas e a realização de cursos ministrados majoritariamente em São Paulo tornam o distanciamento uma barreira constante para a mãe.

O PROTAGONISMO FEMININO

O espaço da mulher no Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo começou a ser aberto em 1991, com as Pioneiras do Fogo. Hoje, o número de mulheres aumentou significativamente, demonstrando engajamento nos vários setores do serviço público. Dentro da corporação, as oportunidades são iguais para todos. A evolução é visível na prática: hoje, as bombeiras desempenham desde funções administrativas até o papel de comandante, além de dirigirem viaturas de emergência e caminhões de incêndio.

Segundo Juliane, embora a profissão exija força física, a técnica muitas vezes se sobressai na resolução de uma ocorrência. Profissionais de menor estatura, por exemplo, são fundamentais para acessar vítimas presas em ferragens ou atuar em espaços confinados.

Para marcar este 8 de março, Daiane lembra que a mulher é o pilar fundamental na construção de uma sociedade justa, atuando como agente de transformação e força de trabalho. Ser mulher é ser sinônimo de coragem e protagonista da própria história. “Insista, persista e não desista”, aconselhou a sargento. Juliane também deixa um recado para as futuras bombeiras: “Venham, aqui vocês irão descobrir uma capacidade que talvez nunca imaginaram ter, vão aprender a ser mais fortes e resilientes, além de poder servir ao próximo”.

Enfermagem: a força feminina que transforma cuidado em missão de vida

Celebrado neste domingo (8), o Dia Internacional da Mulher reforça o protagonismo feminino em diversas áreas, e uma delas é a enfermagem. O Brasil conta com mais de 3 milhões de profissionais de enfermagem, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares, segundo o Conselho Federal de Enfermagem. As mulheres representam cerca de 85% dessa força de trabalho, enquanto o setor público concentra 61,9% dos vínculos profissionais.

Em Adamantina, a história da enfermagem se confunde com a própria trajetória educacional do município. Em 1º de março de 1980 foi criada a FEO (Faculdade de Enfermagem e Obstetrícia), que, após unificação com a Fafia (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Adamantina), em 1998, deu origem à FAI (Centro Universitário de Adamantina). Desde então, gerações de mulheres encontraram na profissão um propósito de vida.

Sonia Maria Teles da Silva Claudiano | Foto: Arquivo pessoal

Uma delas é Sonia Maria Teles da Silva Claudiano, que atua na Santa Casa de Adamantina desde 1987. Filha de trabalhadores rurais, ela saiu do sítio movida pelo sonho de estudar. “Minha vontade era ter uma profissão. Fiz o curso de atendente de enfermagem e, durante o estágio, fui convidada para trabalhar. Aceitei muito feliz, porque melhoraria nossa vida”, relembra.

A trajetória foi construída degrau por degrau: atendente, auxiliar, técnica, enfermeira e especialista em Nefrologia. “Meu pai dizia que eu não conseguiria, que ia passar mal. Mas eu não desisti”, conta. Para ela, a rotina é intensa: acolhimento, organização de equipe, protocolos e medicações. “É extensa, mas prazerosa. A satisfação é ver o paciente indo embora com gratidão.”

Tatiana Schelleges | Foto: Arquivo pessoal

Tatiana Schelleges, 47 anos, atua no PAI Nosso Lar (Polo de Atividades Integradas) e em home care, com foco em saúde mental. Para ela, a enfermagem é “entrega e doação”. Antes mesmo da formação acadêmica, viveu uma experiência marcante ao acompanhar um paciente com depressão severa. “Ele não dormia, não andava, não se comunicava. Com dedicação, veio a recuperação. Ele reaprendeu a viver. Aí você sente como é importante o cuidar.”

Acostumada a plantões de 12 por 36 horas, que muitas vezes se estendem, Tatiana reconhece o desgaste. “Dificilmente se tem apenas um trabalho. Muitas vezes fazemos uma breve visita em casa.” Ainda assim, reforça: “Na saúde não tem cor, classe social ou parentesco. Cuidamos do ser humano, e isso é gratificante.”

Iara Marchert Bordinhon | Foto: Arquivo pessoal

Já Iara Marchert Bordinhon, 44 anos, enfermeira do trabalho e esteta, que atua em uma clínica médica, destaca a amplitude da profissão. Formada inicialmente em Letras, encontrou na enfermagem uma nova vocação. “É uma profissão que une conhecimento técnico, responsabilidade e sensibilidade humana.”

Um dos momentos que consolidaram sua escolha foi durante o tratamento de saúde da mãe. “Meu conhecimento fez diferença. Ali tive certeza de que estava no caminho certo.” Hoje, atua em clínica particular, conciliando gestão e assistência. Para ela, o maior desafio é transformar empatia em cuidado, sem perder o equilíbrio emocional.

Apesar de serem maioria, as mulheres ainda enfrentam sobrecarga e a necessidade de provar competência. “Precisamos continuar avançando em reconhecimento e valorização”, afirma Iara.

Em comum, as três histórias revelam coragem, dedicação e propósito. Sonia resume: “Tem dias difíceis, mas com amor fazemos a diferença.” Tatiana reforça: “Somos guerreiras.” E Iara completa: “Nunca deixem que limitem seus sonhos.”

O orgulho de cuidar da cidade: a rotina de Almerice

Funcionária municipal Almerice Rondon de Melo | Foto: Arquivo pessoal

Aos 51 anos, a funcionária municipal Almerice Rondon de Melo inicia sua rotina diária às 4h20 da madrugada. Antes das 5h, ela já está no serviço, onde atua como gari na Prefeitura de Adamantina, cumprindo o expediente até as 11h. Neste Dia das Mulheres, o perfil de Almerice destaca a trajetória de uma profissional que se define como guerreira, batalhadora e, acima de tudo, orgulhosa do que faz. “Sou gari, amo o que faço, não tenho vergonha e fico orgulhosa”, afirma.

O contato diário com a população traz recompensas, e ela destaca ser grata pelas pessoas que conversam com a equipe e elogiam a beleza do serviço prestado à cidade. Quando se depara com comentários de pessoas afirmando que teriam vergonha de varrer ruas, Almerice ignora. Ela ressalta que tira de letra esse tipo de situação, observando que, muitas vezes, quem critica sequer trabalha.

A entrada no serviço público não foi seu primeiro passo profissional. Antes de assumir a função na prefeitura, Almerice trabalhou como secretária e também fez faxina. A decisão de prestar o concurso municipal veio da insistência constante de uma tia. Após passar na prova, ela manteve a tradição de sua família, na qual 90% dos membros são servidores concursados.

Vinda de uma família de origem simples e muito honrada, ela divide a vida com o marido, Fábio Andrade, que é motorista e também funcionário municipal. O casal tem dois filhos, João Eduardo e João Augusto. Além do trabalho matutino na prefeitura, Almerice ajuda nas atividades do clube da ADPM.

Para conciliar tantas responsabilidades sem comprometer a saúde, ela precisou mudar seus hábitos. Como costumava tentar fazer todas as tarefas ao mesmo tempo, começou a se sentir cansada e estressada. A solução foi desacelerar, dividindo os afazeres gerais para realizar um pouco a cada dia. Nos momentos em que não está trabalhando, seu maior prazer é desfrutar da companhia de suas amigas, as quais considera poucas, porém, verdadeiras.

Grata a Deus, à família e aos amigos, Almerice enxerga na sua trajetória o reflexo da força feminina. Sua mensagem para este Dia das Mulheres resume a postura que adota diante da vida: “Mulheres, nosso lugar é aonde quisermos e Deus permite, desistir jamais”.

Lugar de mulher é onde ela quiser: histórias de força na construção civil e no volante

Por muito tempo, mulheres em todo o mundo foram limitadas a papéis restritos dentro da sociedade, associadas principalmente aos cuidados da casa, do marido e dos filhos. Embora essa realidade tenha mudado ao longo das décadas, ainda existem desafios para que a presença feminina seja plenamente reconhecida em todos os setores profissionais. Ainda assim, cada vez mais mulheres mostram, na prática, que competência, dedicação e talento não têm gênero.

Em Adamantina, duas histórias ajudam a ilustrar essa transformação. A pintora Andreza Cristina Pereira, de 40 anos, e a motorista Alba Cristiane Sichieri, conhecida como Cris, de 44, são exemplos de mulheres que conquistaram espaço em áreas tradicionalmente dominadas por homens: a construção civil e o transporte pesado.

Pintora Andreza Cristina Pereira | Foto: João Vinícius Faustino/IMPACTO

DA OBRA À LIDERANÇA

A trajetória de Andreza Cristina Pereira na construção civil começou cedo. Aos 15 anos, ela iniciou como servente de pedreiro em obras da região. Na época, o trabalho era intenso e exigia esforço físico constante. Foi então que surgiu a oportunidade de aprender pintura, atividade que acabaria definindo sua carreira.

“Aos 16 anos meu patrão perguntou se eu queria aprender pintura, porque era um trabalho menos pesado. Comecei como ajudante de pintor e fui aprendendo na prática”, relembra.

Após passar por outras áreas ao longo da vida, Andreza retornou à pintura há cerca de oito anos, desta vez como empreendedora. Hoje ela comanda uma equipe formada por oito homens – número que já chegou a 12 profissionais – e é responsável pela execução de diversos trabalhos na região.

Segundo ela, a presença feminina na construção civil tem crescido, inclusive em áreas técnicas como arquitetura e engenharia. Para Andreza, as mulheres trazem características que podem fazer diferença no resultado final das obras.

“A mulher costuma ser mais detalhista e cuidadosa. Eu sempre busco fazer cursos e aprender técnicas novas. Também mantenho contato com profissionais de outras cidades para me atualizar”, conta.

Determinada a incentivar outras mulheres, Andreza planeja criar no futuro um grupo formado por pintoras. Para ela, o principal conselho é acreditar no próprio potencial. “Independente da profissão, tem que correr atrás do sonho, ser persistente e determinada”, afirma.

Motorista Alba Cristiane Sichieri | Foto: João Vinícius Faustino/IMPACTO

VOCAÇÃO NO VOLANTE

Se na construção civil a presença feminina ainda chama atenção, nas estradas a realidade não é muito diferente. A motorista Alba Cristiane Sichieri construiu uma trajetória marcada por desafios, coragem e superação.

Filha de caminhoneiro, Cris cresceu ouvindo histórias das viagens do pai e desde pequena se encantou com o universo das estradas. O primeiro contato com o volante aconteceu ainda na infância.

“Meu pai me ensinou a dirigir um Fusquinha quando eu tinha nove anos. Aquilo me marcou muito. Eu sempre quis viajar junto com ele”, lembra.

Anos depois, já adulta, veio a oportunidade de aprender a dirigir caminhão. “Meu padrasto parou o caminhão na frente de casa e falou: ‘vou te ensinar uma vez só. Se aprender, bem; se não aprender, amém’. Eu subi e nunca mais desci”, conta.

Ao longo da carreira, Cris trabalhou em diversas funções, incluindo transporte de grãos e celulose em rodovias pelo país. Somando todas as experiências, foram sete anos nas estradas.

Hoje, ela atua como motorista de coleta de lixo na Prefeitura de Adamantina e também auxilia o ponto de apoio da equipe de coletores. O trabalho exige atenção constante, não apenas ao trânsito, mas também à segurança dos colegas.

“O motorista tem que cuidar de todo mundo. Os meninos estão correndo atrás do caminhão, jogando peso, e a gente precisa estar atento para que nenhum carro passe perto ou aconteça algum acidente”, explica.

Mesmo diante de preconceitos comuns no início da carreira, como a frase “mulher no volante, perigo constante”, Cris afirma que sempre respondeu com dedicação e profissionalismo. “Preconceito sempre tem, mas eu mostro o meu trabalho e conquisto meu espaço. Hoje tenho muito orgulho do que faço”, afirma.

Ela também destaca a importância do trabalho dos coletores para o funcionamento da cidade. “Se a gente parar um dia, vira um caos. É um serviço muito importante.”

INSPIRAÇÃO PARA OUTRAS MULHERES

Apesar de trajetórias diferentes, Andreza e Cris compartilham uma mesma convicção: nenhuma profissão deve ser limitada por gênero. Para elas, coragem, dedicação e vontade de aprender são os verdadeiros fatores que determinam o sucesso.

“Não deixe ninguém dizer que você não é capaz”, reforça Cris. “Eu comecei dirigindo um Fusquinha aos nove anos e hoje comando um caminhão com muito orgulho.”

Homenagem às mulheres adamantinenses

Por meio dessas representantes, este é um momento de celebrar as mulheres e reconhecer a força, a sensibilidade e a coragem que transformam vidas todos os dias. Em gestos, palavras e atitudes, elas inspiram amor, cuidado e resistência, lembrando o quanto cada mulher merece respeito, admiração e voz.

As mulheres mostram que são fortes o bastante para sempre erguer a cabeça, sem desistir. Sabem que são capazes de vencer, mesmo diante das dificuldades que enfrentam em diversos âmbitos da sociedade.

São mulheres que contribuíram para o desenvolvimento de Adamantina, acompanhando seus esposos desbravadores ao residirem em uma região ainda sem estrutura adequada para habitação, na esperança de um futuro melhor para toda a família. Apoiaram seus cônjuges em ações positivas voltadas ao crescimento do município, lecionaram e contribuíram com o setor educacional, integraram o serviço público, prestaram relevantes serviços à comunidade, inclusive de forma voluntária, gerando impacto social positivo. Também participaram ativamente das políticas públicas e partidárias, entre outras atividades.

A professora Noêmia Bueno do Valle foi a primeira diretora do Ginásio Estadual, atual EE Fleurides.

A professora Isaura Taeko Higushi Kuroba ministrou aulas em várias escolas rurais, no 2º Grupo Escolar, nas escolas Navarro de Andrade e Helen Keller.

A professora Fleurides Cavallini Menechino, formada no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Bauru, foi homenageada ao dar nome à Escola Estadual Profa. Fleurides C. Menechino.

Jurema Gomes Moreira Citelli foi bibliotecária da Biblioteca Acadêmica da FAI e da Biblioteca Pública Municipal, que atualmente leva seu nome.

Antonieta Dal Ponte Toffoli era esposa do desbravador Francisco Dario Toffoli, que atuou em diversas ações ao longo da trajetória do município de Adamantina.

A professora Tuika Yamamoto de Oliveira Lima foi professora e diretora escolar por 35 anos, vereadora por dois mandatos (1997 a 2000 e 2000 a 2004), uma das fundadoras do Grupo de Apoio “Amor Exigente” e homenageada com o título de Cidadã Adamantinense pela Câmara Municipal.

Hanako Endo era esposa do pioneiro Ihity Endo, propulsor da colonização do Patrimônio, participante da fundação da Colônia Japonesa e grande empreendedor.

Elinah de Carvalho Franco Escobar Marmo foi esposa de Antonio Goulart Marmo, primeiro prefeito de Adamantina.

Antonia Maria da Conceição, “Toninha da ARCA”, idealizou, fundou e continua atuando na Associação dos Renais Crônicos de Adamantina. É exemplo de amor ao próximo e sinônimo de solidariedade.

JOÃO CARLOS RODRIGUES
Autor dos Livros Reviver Adamantina I e II

 

Saúde bucal da mulher exige atenção especial em todas as fases da vida

Cirurgiã-dentista e endodontista Andressa C. E. Pazinatto Fernandes | Foto: Nany Carrara/Revista VOX

A saúde bucal está intrinsicamente ligada ao bem-estar do corpo. Muitos problemas sistêmicos podem apresentar sinais iniciais na boca, e, no caso das mulheres, as constantes alterações hormonais ao longo da vida tornam os cuidados ainda mais importantes.

Puberdade, menstruação, gestação, amamentação e menopausa são fases marcadas por oscilações hormonais que impactam diretamente a gengiva, os dentes e toda a estrutura bucal. Quando os hormônios estão em níveis elevados, como ocorre em determinados períodos, as gengivas podem ficar mais sensíveis à placa bacteriana, favorecendo inflamações e outras complicações que, se não tratadas, podem comprometer a qualidade de vida.

A cirurgiã-dentista e endodontista Andressa C. E. Pazinatto Fernandes, que atende na Clínica Savi Odontologia e Saúde Integrada, em Adamantina, reforça que a prevenção é o principal caminho para manter a saúde em dia.

“A mulher passa por diversas etapas hormonais ao longo da vida, e isso influencia diretamente a saúde da gengiva e dos dentes. Quando não há acompanhamento adequado, pequenos problemas podem evoluir para quadros mais complexos. A prevenção é sempre o melhor cuidado”, destaca.

ALTERAÇÕES HORMONAIS E PROBLEMAS PERIODONTAIS

As mudanças hormonais podem facilitar o desenvolvimento de problemas periodontais. De acordo com a profissional, as mulheres tendem a apresentar maior predisposição a inflamações gengivais quando comparadas aos homens, especialmente em fases de maior oscilação hormonal.

“É comum observarmos gengivas mais sensíveis, com tendência a sangramento e inflamação. Se a paciente não mantém uma higiene adequada e consultas regulares, o risco de evolução para doenças periodontais aumenta”, explica Andressa.

GESTAÇÃO E PRÉ-NATAL ODONTOLÓGICO

Durante a gravidez, o aumento da progesterona – hormônio essencial para o desenvolvimento do bebê – também pode favorecer alterações bucais. Por isso, o pré-natal odontológico é altamente recomendado.

“Na gestação, realizamos avaliações específicas para identificar qualquer alteração logo no início. O tratamento é feito com segurança, tanto para a mãe quanto para o bebê. Cuidar da saúde bucal nesse período é fundamental”, ressalta.

CONTRACEPTIVOS E MENOPAUSA

O uso de contraceptivos orais também pode contribuir para inflamações gengivais. Já na menopausa, a redução hormonal pode provocar diminuição da salivação e alterações na estrutura óssea, aumentando o risco de perda dentária.

“Na fase mais avançada da vida, a mulher pode apresentar maior suscetibilidade à perda de dentes, principalmente pela redução da salivação e alterações ósseas. Por isso, o acompanhamento contínuo faz toda a diferença”, orienta.

PREVENÇÃO A CADA SEIS MESES

Na Clínica Savi Odontologia e Saúde Integrada, localizada na alameda Armando de Salles Oliveira, 2.015, em Adamantina, Andressa oferece atendimento personalizado, com orientações específicas para cada fase da vida da mulher.

Entre os principais serviços estão consultas preventivas com avaliação a cada seis meses, limpeza dental, restaurações, clareamento dental e procedimentos voltados à estética e à reabilitação oral.

“A recomendação é que a paciente mantenha consultas periódicas de seis em seis meses. Nessas avaliações conseguimos prevenir problemas, realizar limpezas profissionais e indicar os tratamentos necessários. O autocuidado é um ato de amor-próprio e reflete diretamente na saúde e na autoestima”, pontua.

DRA. ANDRESSA PAZINATTO
Dentista – CRO/SP 106.164
(18) 99770.8468
Al. Armando Salles de Oliveira, 2.015 – Vila Industrial
Clínica Savi – Adamantina (SP)

8 de março, dia de comemorar. Para quem?

0

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é um momento de reflexão sobre a trajetória das mulheres ao longo da história da humanidade. Durante séculos, as mulheres estiveram presentes em todas as sociedades, desempenhando papéis fundamentais para a continuidade da vida, para a organização das famílias e para o desenvolvimento das comunidades. Ainda assim, sua participação social, política e econômica muitas vezes foi invisibilizada ou limitada por estruturas de poder que privilegiaram os homens.

Desde o início da história humana, há um fato inegável: todo ser humano que já existiu ou que existe neste planeta só pôde nascer a partir do útero de uma mulher. A mulher é, portanto, a origem biológica da humanidade. Esse papel essencial para a existência da vida, porém, não foi acompanhado por igualdade de direitos ao longo do tempo. Pelo contrário, em muitos momentos da história, as mulheres foram perseguidas, assassinadas,desmoralizadas, manipuladas como objeto a ponto de serem impedidas de estudar, trabalhar, votar ou participar das decisões políticas de suas sociedades.

No Brasil, as mulheres também desempenham um papel central na sustentação das famílias. Em milhões de lares brasileiros, elas são o principal sustento econômico, além de acumularem responsabilidades domésticas e de cuidado com filhos, idosos e familiares. Mesmo enfrentando jornadas múltiplas e desafios sociais, muitas mulheres seguem sendo o verdadeiro esteio de suas famílias e comunidades.

Apesar de avanços conquistados ao longo das últimas décadas, a realidade ainda apresenta graves problemas que precisam ser enfrentados. O feminicídio, que é o assassinato de mulheres motivado por violência de gênero, continua sendo uma realidade preocupante no país.

Além disso, os casos de violência sexual e estupro seguem aumentando ou permanecem em níveis alarmantes, revelando uma cultura de violência que ainda afeta profundamente a segurança e a dignidade das mulheres.

Outro ponto importante é a desigualdade na atenção à saúde feminina. Existem diversas condições e fases da vida que atingem exclusivamente as mulheres, como a dignidade menstrual, a menopausa, a endometriose e outras questões relacionadas à saúde reprodutiva. No entanto, historicamente, esses temas receberam menos investimento em pesquisa,ou demoram muito mais á entrarem na pauta de tratamento e políticas públicas, demonstrando como a saúde da mulher muitas vezes foi tratada como secundária.

A desigualdade também aparece na política e nas posições de poder. Mesmo sendo maioria na população brasileira, as mulheres ainda são minoria no Congresso Nacional, no Senado e em diversos espaços de liderança, tanto na política quanto no setor privado, inclusive com salários desiguais entre gêneros, para a mesma função. Isso mostra que ainda existe um longo caminho para garantir uma representação mais justa e equilibrada nas decisões que afetam toda a sociedade.

Por tudo isso, o Dia Internacional da Mulher não é uma data comemorativa. É um momento de lembrar a história de luta por direitos, reconhecer a importância das mulheres na construção da sociedade e refletir sobre os desafios que ainda precisam ser superados.

Valorizar as mulheres, combater a violência e promover igualdade de oportunidades são passos fundamentais para construir uma sociedade mais justa para todos.

O trabalho das mulheres que impulsiona Adamantina

0

Em Adamantina, a presença das mulheres é elemento essencial da vida econômica e social da cidade. Seja na produção rural, no empreendedorismo, no comércio ou nas mais diversas profissões, seu trabalho contribui de forma decisiva para o desenvolvimento da comunidade.

Na zona rural, muitas mulheres participam diretamente da produção agrícola e da pecuária que sustentam a economia regional. Na cidade, estão à frente de negócios, no comércio, no trabalho autônomo e em inúmeras profissões que mantêm a cidade em movimento. Em realidades distintas, todas ajudam a sustentar a dinâmica econômica e social da comunidade.

Apesar dessa presença expressiva, a igualdade entre homens e mulheres no mundo do trabalho ainda precisa ser plenamente assegurada. Por essa razão, o ordenamento jurídico brasileiro estabelece garantias destinadas a combater a discriminação salarial e promover a equidade. A Constituição Federal consagra o princípio da igualdade entre homens e mulheres e veda qualquer diferenciação remuneratória em razão do sexo. No mesmo sentido, a Consolidação das Leis do Trabalho, em seu artigo 461, determina que, sendo idêntica a função e de igual valor o trabalho prestado, a remuneração deve ser equivalente. Mais recentemente, a Lei nº 14.611/2023 reforçou esse compromisso ao instituir mecanismos de transparência e medidas voltadas ao enfrentamento da desigualdade salarial entre homens e mulheres.

As garantias jurídicas hoje existentes são resultado de décadas de mobilização social e da persistência de mulheres que transformaram reivindicações históricas em direitos incorporados à legislação. Esse processo não pertence apenas ao passado: ele continua presente na defesa da igualdade e no aperfeiçoamento das políticas voltadas à valorização do trabalho feminino.

Nesse contexto, o 8 de março assume um significado que vai além da celebração simbólica. A data convida à reflexão sobre a importância de valorizar o trabalho das mulheres, ampliar oportunidades e assegurar que os direitos já reconhecidos pela legislação se concretizem na realidade social.

Em Adamantina, o desenvolvimento local passa, inevitavelmente, pela força e pela contribuição de suas mulheres. Reconhecer esse protagonismo é mais do que um gesto de celebração: é afirmar uma realidade que
sustenta, diariamente, o presente e o futuro da comunidade.

Portanto, que essa data seja também um momento de reconhecimento à força, à dedicação e à contribuição das mulheres que, todos os dias, ajudam a construir e impulsionar o desenvolvimento de Adamantina e de toda a região.

Motorista morre após perder controle de veículo e sair da pista em vicinal de Lucélia

0

Um homem, de 59 anos, morreu após se envolver em um acidente de trânsito na noite de sexta-feira (6), na vicinal do Salto Botelho, em Lucélia.

De acordo com as informações apuradas, ele conduzia um VW Saveiro quando, por motivos ainda a serem esclarecidos, perdeu o controle da direção do veículo, saiu da pista e sofreu o acidente.

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para atender a ocorrência. Equipes do Posto de Bombeiros de Adamantina se deslocaram até o local e realizaram o resgate da vítima, que estava encarcerada no interior do veículo.

Ainda com sinais vitais e gravemente ferido, o motorista recebeu atendimento inicial no local, foi estabilizado pelas equipes de resgate e encaminhado à Santa Casa de Lucélia. No entanto, ele deu entrada na unidade de saúde já sem vida, e o óbito foi confirmado pela equipe médica de plantão.

O local do acidente foi preservado para o trabalho da perícia da Polícia Científica. Também foi requisitado exame necroscópico junto ao IML (Instituto Médico Legal) para auxiliar na apuração das circunstâncias da morte.

O caso foi registrado no plantão da Polícia Civil de Adamantina e será analisado pela autoridade policial responsável.

O corpo da vítima está sendo velado em Lucélia neste sábado (7). O sepultamento está previsto para o final do dia no Cemitério Municipal da cidade.

Rastreali fortalece empresas com consultoria especializada em qualidade e segurança de alimentos

Engenheira de alimentos Denise Belloni Ferrari Furlan | Foto: Arquivo pessoal

As mulheres representam cerca de 20% dos engenheiros registrados no Brasil, segundo o Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia). Embora ainda sejam minoria em um setor tradicionalmente masculino, a presença feminina na Engenharia tem crescido e conquistado cada vez mais espaço, inclusive em cargos técnicos, estratégicos e de liderança.

A engenheira de alimentos Denise Belloni Ferrari Furlan é um exemplo desse movimento. À frente da Rastreali Consultoria de Alimentos, ela atua na área de qualidade e segurança de alimentos, oferecendo suporte técnico a empresas do setor.

Em um cenário que ainda exige superação, Denise participou da primeira formação do Comitê Programa Mulher do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo), iniciativa voltada ao fortalecimento da presença feminina nas Engenharias. “Foi uma experiência enriquecedora, que reforça a importância de redes de apoio e valorização das mulheres na área”, ressalta.

ENGENHARIA DE ALIMENTOS E IMPACTO DIRETO NA SOCIEDADE

A escolha pela Engenharia de Alimentos surgiu da afinidade com a área de exatas e do desejo de atuar em um setor com impacto direto na vida das pessoas. “A Engenharia de Alimentos me atraiu por permitir atuar na qualidade e segurança dos alimentos consumidos diariamente pela população”, explica.

O campo de atuação é amplo e envolve indústrias, controle de qualidade, desenvolvimento de produtos, auditorias, regularização sanitária e consultorias técnicas.

Atualmente, Denise concentra seu trabalho na consultoria especializada em qualidade e segurança dos alimentos, com foco na cadeia produtiva de ovos e derivados. Por meio da Rastreali Consultoria de Alimentos, ela presta serviços como implantação de boas práticas de fabricação e Programas de Autocontrole, adequação de estabelecimentos às normas sanitárias, elaboração e atualização de rotulagem nutricional, organização de processos internos e orientação técnica para empresas do setor alimentício. Também acompanha auditorias e processos de regularização, auxiliando produtores e indústrias a atender às exigências legais e a aprimorar seus padrões produtivos.

“Meu trabalho contribui para que empresas produzam alimentos seguros, dentro das normas sanitárias e com padrões de qualidade adequados. Isso reduz riscos à saúde pública e aumenta a confiança do consumidor”, destaca.

A consultoria atende desde pequenos produtores até estabelecimentos em processo de expansão, oferecendo suporte técnico personalizado para adequação às exigências legais e melhoria contínua dos processos produtivos.

REPRESENTATIVIDADE E INSPIRAÇÃO

Ser mulher em uma profissão historicamente dominada por homens, segundo Denise, representa responsabilidade, sensibilidade e inspiração. “É mostrar que competência não tem gênero e que podemos ocupar qualquer espaço com ética e profissionalismo”, afirma.

Às jovens que desejam seguir carreira na Engenharia, ela deixa um incentivo: “Acreditem na sua capacidade. Não deixem que estereótipos limitem seus sonhos. Busquem conhecimento e ocupem os espaços que desejarem – vocês pertencem a eles.”

Neste Dia Internacional da Mulher, a reflexão é clara: “Igualdade de oportunidades não é um privilégio, é uma necessidade. Valorizar o talento feminino é fortalecer empresas, a sociedade e as futuras gerações.”

Prestação de serviços de consultoria na área de alimentos

Instagram: @rastreali | (18) 99799-8769

Ação especial nas UBS de Adamantina terá atendimento estendido para prevenção ao câncer de colo do útero

UBS 9 de Julho | Foto: Divulgação

A Prefeitura de Adamantina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizará no próximo dia 24 de março uma ação especial nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em alusão ao Março Lilás, campanha voltada à prevenção do câncer de colo do útero.

Durante a iniciativa, todas as unidades de saúde do município terão horário de atendimento estendido até as 20h, com o objetivo de facilitar o acesso das mulheres aos serviços de saúde, especialmente aquelas que têm dificuldade de comparecer durante o horário comercial por conta da rotina de trabalho, cuidados com a família e outras atividades.

Na ocasião, serão oferecidos exames preventivos (Papanicolau), atualização da carteira de vacinação e testes rápidos, serviços fundamentais para o acompanhamento da saúde feminina e para a identificação precoce de doenças.

Segundo a Secretaria de Saúde, Adamantina conta com oito Unidades Básicas de Saúde e 11 equipes de atendimento à disposição da comunidade. Participarão da ação as UBS Nove de Julho, Mário Covas, Vila Jardim, Cecap, Vila Cicma, Jardim Brasil, Dorigo e Jardim Adamantina.

Dados do município mostram a importância da iniciativa. Em 2025 foram realizadas 1.187 coletas de exames preventivos, sendo cerca de 25% delas — aproximadamente 290 — no período entre março e outubro, meses em que são intensificadas as campanhas de conscientização.

IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO

O câncer de colo do útero é um tumor que se desenvolve na parte inferior do útero, chamada colo uterino, localizada no fundo da vagina. A principal causa da doença é a infecção persistente pelo HPV (Papilomavírus Humano), vírus transmitido principalmente por relações sexuais.

Na maioria das vezes, o próprio organismo elimina o vírus naturalmente. Porém, quando a infecção por tipos de HPV considerados de alto risco permanece por vários anos, podem surgir lesões que, se não tratadas, podem evoluir para o câncer.

Como se trata de um processo geralmente lento, o exame preventivo é fundamental, pois permite identificar alterações antes que a doença se desenvolva.

SINTOMAS E ORIENTAÇÃO

Nos estágios iniciais, o câncer de colo do útero costuma não apresentar sintomas. Em fases mais avançadas, podem ocorrer sinais como sangramento fora do período menstrual, sangramento após relação sexual, corrimento vaginal persistente e dor pélvica.

Ao perceber qualquer sintoma, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação médica.

VACINA E EXAME PREVENTIVO

A prevenção da doença ocorre principalmente por meio de duas medidas principais: a vacinação contra o HPV e a realização do exame preventivo (Papanicolau).

A vacina é indicada para meninas e meninos entre 9 e 14 anos, faixa etária em que a proteção é mais eficaz. Mesmo pessoas vacinadas devem manter os cuidados preventivos, incluindo o uso de preservativo nas relações sexuais e a realização periódica do exame.

O exame preventivo é recomendado para mulheres entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual. Os dois primeiros exames devem ser feitos com intervalo anual. Caso ambos apresentem resultados normais, a recomendação passa a ser a realização a cada três anos.

A vacina contra o HPV e o exame preventivo estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde do município. A Secretaria de Saúde também reforça a importância de retirar o resultado do exame após a coleta, etapa essencial para garantir o acompanhamento adequado.

 

Feira em homenagem ao Dia Internacional da Mulher acontece neste sábado na Estação Recreio

Foto: Divulgação/Prefeitura de Adamantina

Adamantina recebe neste sábado (7) uma feira especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, com programação voltada à valorização do empreendedorismo feminino, da cultura e da produção artesanal local. O evento será realizado a partir das 17h30, na Estação Recreio.

A feira contará com a participação da OMIN e das integrantes do Programa Feira da Mulher Empreendedora, que irão expor e comercializar diversos produtos produzidos pelas participantes.

Entre os itens disponíveis ao público estarão produtos de gastronomia, vestuário e arte sacra, além de diferentes peças artesanais, como tapetes, laços, itens de crochê, panos de prato, jogos de cozinha, caminhos de mesa, luvas térmicas, puxa-sacos e outros artigos feitos manualmente.

Além da feira de produtos, o público também poderá acompanhar duas atrações culturais durante a programação: a apresentação da Cia Humorada e o show da banda The Duff’s Acústico.

A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Adamantina, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, com apoio do Fundo Social de Solidariedade e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

Michel e Luiz Fernando – Banda The Duffs Acústico | Foto: Divulgação

BANDA COM MAIS DE DUAS DÉCADAS DE HISTÓRIA

Uma das atrações da noite será a banda The Duff’s Acústico, que soma 26 anos de trajetória. Segundo os integrantes, a história do grupo começou no ano 2000, ainda nos primeiros tempos da internet.

“Quando a internet fazia barulho para conectar, a gente já fazia barulho para tocar música boa”, brincam.

Ao longo dos anos, o grupo reuniu diversos músicos e talentos, formando uma verdadeira família construída pela música. Desde o início do projeto, Michel e Luiz Fernando permanecem à frente da banda, levando apresentações para diferentes cidades do Brasil.

O repertório inclui pop, MPB e rock, com clássicos das décadas de 1970, 1980 e 1990, buscando proporcionar ao público momentos de alegria, nostalgia e descontração.

Para os músicos, participar da programação tem um significado especial. “É uma honra imensa participar de um evento tão especial em homenagem ao Dia da Mulher, com a participação das artesãs da Associação OMIN e das mulheres que integram o programa Feira da Mulher Empreendedora. Que seja uma noite de celebração, força e muita música boa”, destacam.

A expectativa da organização é reunir moradores de Adamantina e da região em uma noite dedicada à celebração das mulheres, da cultura e do empreendedorismo local.