A compra de um imóvel na planta envolve diversas etapas financeiras que, muitas vezes, geram dúvidas nos consumidores. Uma das mais comuns é a taxa de construção, popularmente conhecida como “juros de obra”. Mas, afinal, essa cobrança é permitida?
A resposta é sim, desde que respeitados os prazos contratuais. A taxa consiste em um percentual sobre o valor do contrato de financiamento, pago pelo comprador e repassado à construtora durante o período de edificação. Sua finalidade é cobrir os custos relacionados ao andamento da obra.
O LIMITE DA LEGALIDADE
A cobrança é considerada legítima apenas durante o período em que a construtora está dentro do prazo estipulado em contrato para a execução da obra. O cenário muda completamente quando ocorre o atraso na entrega do imóvel.
Caso a obra ultrapasse a data prevista no contrato, (incluindo o prazo de tolerância comumente de 180 dias) e a taxa continue sendo repassada ao consumidor, a situação configura-se como indevida, ou seja, é ilegal transferir ao comprador o ônus financeiro de um atraso causado exclusivamente pela empresa.
ATENÇÃO AOS PRAZOS
É fundamental que os futuros proprietários fiquem atentos a três pontos principais:
O cronograma original: Verifique a data exata de entrega das chaves prevista no contrato.
Valores variáveis: Acompanhe se as cobranças persistem mesmo após a entrega efetiva do imóvel.
Responsabilidade: Em caso de atraso, a construtora deve cessar a cobrança dos juros de obra imediatamente, assumindo qualquer encargo junto à instituição financeira.
Para evitar prejuízos, o comprador deve monitorar mensalmente os extratos de evolução da obra e, diante de irregularidades, buscar orientação para garantir o cumprimento de seus direitos e a eventual restituição de valores pagos indevidamente.
“O mundo vai girando cada vez mais veloz / A gente espera do mundo, e o mundo espera de nós / Um pouco mais de paciência / Será que é tempo que lhe falta pra perceber? / Será que temos esse tempo pra perder? / E quem quer saber? / A vida é tão rara, tão rara” – Lenine – Paciência
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Na próxima semana as aulas retornarão para uma grande parcela dos nossos estudantes da rede pública. E num simples toque de sinal, a rotina dos estudos voltará. Para muitos estudantes, é o início de um novo ciclo, para outros, é mais um reencontro com os amigos, cadernos novos e histórias para contar. Para os pais, é a sensação de que o ano, enfim, começou a ganhar contorno, com horários mais definidos e dias que voltam a ter ritmo.
Esse retorno, no entanto, pede leveza. A escola não deve ser sinônimo de peso, ansiedade ou cobrança excessiva. Aprender é um processo, e cada criança e jovem tem o seu tempo, suas formas de compreender o mundo e de se adaptar às exigências do cotidiano escolar. Cobrar na medida certa é reconhecer que o esforço importa mais do que a perfeição, e que o erro também ensina. Quando a cobrança vira pressão, ela afasta. Quando vira incentivo, aproxima. E quando vira aprendizado, a escola e a família atingem o seu objetivo!
Para os pais, o começo do ano letivo é também um convite à confiança. Confiar na escola, nos professores, na proposta pedagógica, mas, sobretudo, confiar nos próprios filhos. Acompanhar a lição de casa, perguntar como foi o dia, estar presente nas reuniões e nos pequenos detalhes faz toda a diferença. Não se trata de vigiar cada passo, mas de caminhar junto, mostrando que estudar tem valor, tem sentido e é necessário.
A escola, por sua vez, precisa ser reafirmada como um espaço de aprendizagem, convivência e construção de autonomia. É ali que os estudantes aprendem conteúdos, mas também aprendem a ouvir, a respeitar, a esperar a vez, a lidar com frustrações e conquistas. E em muitos casos, é o lugar do primeiro “não” e da construção dos primeiros valores que terão!
Em tempos de tantas distrações e estímulos imediatos (vide celular), a escola segue sendo um dos poucos lugares onde o tempo do aprender deve ser respeitado, onde o conhecimento se constrói com diálogo, esforço, continuidade e afeto.
Quando escola e família caminham em parceria, o retorno às aulas deixa de ser um momento de tensão e passa a ser um recomeço possível. Um pacto silencioso, mas necessário, onde cada parte assume seu papel. A família acolhe, orienta e incentiva. A escola ensina, acompanha e cuida. E o estudante, no centro desse processo, cresce mais seguro para aprender e construir a sua própria identidade.
Que o retorno às aulas seja, acima de tudo, um (re)começo tranquilo! Um tempo de ajustar os passos, de reconhecer os limites e de celebrar os pequenos avanços. Que pais e escola saibam que educar não é correr contra o relógio, mas caminhar juntos, com constância! E que os estudantes encontrem na escola não apenas obrigações, mas um lugar onde aprender faça sentido, onde errar não seja motivo de medo e onde crescer seja um processo acompanhado por todos. Porque quando o aprender acontece com cuidado e parceria, o ano letivo deixa de ser um desafio pesado e passa a ser um caminho possível para todos!
Mensagens suspeitas, ligações silenciosas que caem e pedidos de dinheiro duvidosos tornaram-se parte do cotidiano dos moradores de São Paulo. Um estudo inédito da Fundação Seade, realizado em 2025, aponta que 88% dos moradores do estado de São Paulo, o equivalente a cerca de 30 milhões de pessoas, já foram alvo de tentativas de golpe por meios digitais.
As investidas ocorrem sobretudo por meio de mensagens, chamadas telefônicas ou e-mails, além de pedidos de dados pessoais, ofertas falsas, perfis em redes sociais e solicitações de transferência via Pix.
“A intensificação do uso das tecnologias de informação e comunicação ampliou as oportunidades de interação digital, mas também aumentou de forma significativa os riscos associados à segurança online. Hoje, praticamente toda a população está exposta a tentativas de fraude”, aponta o estudo da Fundação Seade.
Golpes consumados
E não se trata apenas de tentativas. O levantamento revela que 40% da população afirmou já ter feito compras em lojas virtuais que simplesmente não existiam, um dos golpes mais comuns da atualidade. Além disso, 24% disse ter sido vítimas de fraude ou clonagem de cartão bancário nos últimos 12 meses, enquanto mais de um terço dos entrevistados declarou ter perdido dinheiro com golpes digitais e não conseguiu recuperar o valor.
Pix
Outro dado que chama atenção é o risco de golpes via Pix. Um em cada quatro moradores do estado foi vítima de golpe ou tentativa de golpe por essa forma de pagamento. Esse montante representa aproximadamente nove milhões de pessoas. A pesquisa identificou ainda que 15% da população já foi vítima de algum tipo de golpe em maquininha de cartão (em torno de 5 milhões de pessoas).
Perfil das vítimas
O levantamento mostra ainda que quanto maior o uso da internet, maior a probabilidade de exposição aos golpes. Pessoas entre 30 e 59 anos, com ensino superior e renda mais alta, estão entre os principais alvos das tentativas. A sensação de vulnerabilidade é mais intensa entre idosos, pessoas com menor escolaridade e de famílias mais pobres, que se reconhecem como mais suscetíveis aos riscos digitais.
A percepção da população acentua esse cenário: 95% dos entrevistados acreditam que os golpes estão aumentando e apenas 12% se dizem muito confiantes de que não serão vítimas de fraudes virtuais.
A pesquisa indica que os golpes online se tornaram recorrentes, criando riscos permanentes para quem navega na internet e reforçando a necessidade de cuidado constante com aplicativos, redes sociais, transações e compras digitais.
Sobre o Seade
Há mais de 40 anos, o Sistema Estadual de Análise de Dados é referência nacional na produção e disseminação de análises e estatísticas socioeconômicas e demográficas do Estado de São Paulo.
Segurança
A Secretaria de Segurança Pública tem implantado medidas e feito operações para prender estelionatários e criminosos digitais no estado. Entre as ações estão fechamento de falsas centrais de golpes e de falsas centrais bancárias especializadas em golpes contra idosos.
Os resultados, segundo o delegado e divisionário da DCCiber, Paulo Barbosa, refletem a atuação integrada entre investigação policial e inteligência técnica. A unidade conta com o Centro de Inteligência Cibernética (CIC), formado por policiais com conhecimento técnico avançado na área da informática, conhecidos pelos demais integrantes da divisão como “hackers”.
Virgínia Fonseca chegou à Grande Rio em 2025 para suceder Paola Oliveira, uma das rainhas de bateria de maior aclamação popular da história da escola. Inicialmente com pouco samba no pé, mas demonstrando dedicação e vontade de aprender, a influenciadora digital mergulhou no universo do samba, intensificou as aulas particulares e se aproximou da comunidade.
Com o apoio do dançarino Carlinhos do Salgueiro, Virgínia evoluiu tecnicamente na dança, passou a mostrar mais segurança e começou a conquistar o público, reduzindo parte das críticas que marcaram o início de sua trajetória como rainha de bateria.
Neste último domingo (25), a Grande Rio realizou o último ensaio de rua da temporada. A partir de agora, os ensaios passam a acontecer na Passarela do Samba, na Marquês de Sapucaí, já em clima de contagem regressiva para o desfile oficial.
Vice-campeã no Carnaval do ano passado, a escola de Duque de Caxias levará para a avenida, em 2025, um enredo inspirado nos manguezais do Recife, prometendo um desfile forte, vibrante e com grande impacto visual.
Em 1937 chegam engenheiros, topógrafos, técnicos e funcionários da CAIC (Companhia de Agricultura, Imigração e Colonização) para realizarem o reconhecimento da área a ser desmatada.
No ano de 1937, a diretoria da CAIC, continuando seu programa de colonizar regiões novas no estado de São Paulo, volveu as vistas para a zona do prolongamento da Companhia Paulista de Estradas de Ferro localizada no espigão Aguapeí/Peixe.
Verificando que a firma Boston Catle Compana Limted com sede em Montreal no Canadá possuía uma grande gleba de terras nesta região, iniciou e terminou com a referida empresa nesse mesmo ano, negociações para colonizá-la.
JOÃO CARLOS RODRIGUES Autor dos Livros Reviver Adamantina I e II
Dr. Alessandro Jacinto assume coordenador do curso de Medicina da FAI | Foto: João Vinícius Faustino/IMPACTO
O curso de Medicina da FAI (Centro Universitário de Adamantina) completa uma década de existência enfrentando um dos momentos mais decisivos de sua trajetória. Considerado um curso ainda jovem, a graduação vive uma fase de reestruturação e consolidação, marcada por dois grandes desafios: a ampliação do internato médico no município e a necessidade de melhorar o desempenho dos alunos no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica).
À frente desse novo ciclo está o médico adamantinense Dr. Alessandro Jacinto, que assume a coordenação do curso em um momento de forte exposição pública e debate sobre a qualidade da formação médica no país. Em entrevista ao IMPACTO, o novo coordenador falou sobre as motivações para aceitar o cargo, esclareceu pontos relacionados ao Enamed, detalhou os investimentos no internato em Adamantina e reforçou a importância da FAI para o desenvolvimento da cidade e da região.
ENAMED: NOTA GERA REPERCUSSÃO, MAS NÃO IMPLICA PENALIDADES
A divulgação dos resultados da primeira edição do Enamed, no último dia 19, pelo MEC (Ministério da Educação), trouxe repercussão nacional ao apontar que 107 dos 351 cursos avaliados ficaram com notas 1 ou 2 e poderão sofrer sanções. A FAI apareceu em listagens divulgadas por veículos nacionais, o que gerou preocupação entre alunos, familiares e a população.
Segundo o novo coordenador, no entanto, não há qualquer penalidade aplicada ao curso, avaliado com nota 1, pelo Enamed. “A FAI não é regida pelo MEC, mas sim pelo Conselho Estadual de Educação de São Paulo. Portanto, não há sanções ou penalidades. A avaliação do Conselho Estadual foi excelente: o curso obteve nota 4,05, classificada como faixa de excelência, com reconhecimento renovado pelo prazo máximo de cinco anos”, esclareceu.
Ele reforça que o resultado do Enamed não reflete problemas estruturais ou deficiência do corpo docente. “Essa nota não tem relação alguma com a estrutura física da FAI ou com o corpo docente. Nossa estrutura é plenamente capaz de formar bons médicos, e nossos professores são altamente qualificados, com mestrado, doutorado e especializações, todos aprovados em processos seletivos rigorosos”, garantiu.
MEDIDAS PARA MELHORAR O DESEMPENHO NO ENAMED
Apesar de minimizar impactos regulatórios, o coordenador reconhece que o resultado acende um alerta pedagógico. Entre as ações adotadas, estão mudanças nas avaliações internas e maior preparo dos alunos para o formato do exame.
“A partir deste ano, várias avaliações internas já serão aplicadas no molde do Enade [Exame Nacional de Desempenho de Estudantes] e do Enamed. Provas integradoras, avaliações do internato e outras atividades passam a seguir esse padrão, para que o aluno se familiarize com o tipo de questão”, explicou.
Outra novidade é a avaliação periódica dos alunos do internato. “A cada três semanas, os alunos do internato serão avaliados, independentemente da área em que estejam – clínica médica, pediatria, ginecologia ou atenção primária. Todas as provas seguirão o modelo do Enamed”, detalhou.
Além disso, a FAI mantém a oferta de cursinho preparatório específico para o exame.
INTERNATO EM ADAMANTINA AVANÇA E CAMINHA PARA CONSOLIDAÇÃO TOTAL
Um dos pontos centrais da nova gestão é a ampliação do internato médico em Adamantina, com a Santa Casa assumindo papel estratégico como campo de prática e formação.
Atualmente, o internato tem duração de dois anos. Até então, apenas seis meses eram realizados no município. A partir de agora, o cronograma passa a ser ampliado gradativamente.
“A turma T8 [Turma 8] fará o primeiro ano integralmente em Adamantina e o segundo ano em São Carlos. A T9 fará um ano e meio aqui e apenas seis meses fora, por conta da alta complexidade. A expectativa é que, a partir da T10, o internato seja totalmente realizado em Adamantina”, explicou.
De acordo com o coordenador, a limitação atual se deve à ausência de alguns serviços de alta complexidade na Santa Casa, mas investimentos estão em andamento para suprir essa demanda.
INVESTIMENTOS EM ESTRUTURA, PRECEPTORIA E HOSPITAL ESCOLA
Dr. Alessandro Jacinto destacou ainda que a FAI realizou investimentos significativos na Santa Casa de Adamantina para viabilizar o internato. “Hoje, a Santa Casa conta com salas de aula, salas de reunião, biblioteca, anfiteatro e toda uma estrutura acadêmica dentro do hospital. Isso é resultado, basicamente, de investimentos da FAI”, afirmou.
Outro avanço está na qualificação dos profissionais que atuam como preceptores. “Temos hoje um número muito maior de médicos com RQE [Registro de Qualificação de Especialista], que é o registro de especialista. Esses profissionais recebem bolsa de preceptoria, porque além do trabalho assistencial, eles acompanham os alunos, o que exige tempo e dedicação”, explicou.
Além dos médicos da Santa Casa, docentes da FAI acompanham diretamente o internato. “Haverá docentes responsáveis por cada área – clínica médica, pediatria, ginecologia -garantindo a presença institucional da FAI dentro do hospital e dando suporte direto aos alunos”, completou.
CIESP AMPLIA ATENDIMENTO E CAMPO DE ENSINO
Outro reforço importante será o início das atividades do Cies (Centro Integrado de Especialidades em Saúde), previsto para esta segunda-feira (2)
“O Cies será um ambulatório de especialidades e fará parte integrante do internato. É um ganho enorme para a cidade, porque amplia o atendimento à população e se torna um campo de ensino para nossos alunos, com atuação médica e multiprofissional, incluindo psicologia, nutrição e outras áreas”, ressaltou.
GANHOS PARA A POPULAÇÃO
Para o coordenador, a consolidação do internato e a transformação da Santa Casa em hospital escola trazem benefícios diretos à população. “Haverá maior rapidez no atendimento, porque o paciente será assistido por uma equipe maior, sempre com supervisão. Além disso, teremos alunos, residentes e profissionais mais atualizados, o que melhora a qualidade do atendimento como um todo”, avaliou.
A Santa Casa também contará, a partir deste ano, com quatro vagas de residência médica em clínica médica. “O residente é fundamental no ensino médico. Ele aprende muito e ensina muito. Isso fortalece a curva de aprendizado dos alunos”, destacou.
Dr. Alessandro se diz ainda confiante no futuro do curso e da instituição. “Sou extremamente otimista. Somos uma faculdade nova, com apenas 10 anos, em uma cidade de 35 mil habitantes, em uma região carente de recursos. Mesmo assim, avançamos muito, especialmente agora com o internato em Adamantina”, pontuou.
TRAJETÓRIA ACADÊMICA SÓLIDA E RETORNO ÀS ORIGENS
Nascido em Adamantina, Dr. Alessandro construiu uma carreira acadêmica de destaque em grandes centros do país. É graduado pela Santa Casa de São Paulo, possui doutorado pela USP (Universidade de São Paulo) e pós-doutorado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Especialista em Geriatria e Gerontologia, atuou como professor em instituições renomadas, como a Unesp (Faculdade de Medicina de Botucatu) e a Unifesp (Escola Paulista de Medicina), além de orientar alunos de mestrado e doutorado.
Desde agosto de 2022, integra o corpo docente da FAI. “O que me motivou a aceitar esse desafio foi justamente o fato de ser da cidade e querer contribuir com a instituição, especialmente em um momento delicado e decisivo como este”, afirmou. “A FAI é uma joia para Adamantina. Convido a população a conhecer a instituição, seus laboratórios, suas estruturas. Poucas cidades têm uma universidade como a FAI. Precisamos ter orgulho dela e fortalecê-la, porque a cidade inteira depende da FAI”, concluiu.
Situação da praça Alceu Theodoro Jaccoud, no Parque Itamaraty | Foto: Gustavo Amaral/IMPACTO
O acúmulo de mato alto e a falta de manutenção em áreas públicas de Adamantina têm gerado queixas frequentes de munícipes neste mês. O crescimento acelerado da vegetação, impulsionado pelas chuvas e pelas altas temperaturas de janeiro, elevou o risco de aparecimento de animais peçonhentos. No Jardim Itamaraty, uma moradora relatou ter encontrado dois escorpiões dentro de casa apenas nas últimas semanas.
As reclamações são reforçadas por dados históricos. De acordo com o NIES (Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde), nos últimos 10 anos, foram registrados mais de 400 aparecimentos de escorpiões no município. “Já encontramos dois escorpiões dentro de casa desde que começou esse ano”, afirma a moradora do Itamaraty que preferiu não se identificar.
A falta de conservação atinge praças e locais de convívio social em diversos pontos da cidade, como no Residencial San Miguel II, afastando famílias desses espaços. Na Vila Jardim, vizinhos da capela Nossa Senhora Aparecida afirmam que a fiscalização de terrenos privados também só ocorre após sucessivas reclamações formais, o que indica uma atuação reativa da administração municipal.
Espaço infantil do Residencial San Miguel II apresenta mato alto | Foto: Gustavo Amaral/IMPACTO
Para tentar suprir a demanda que a Secretaria de Obras e Serviços não consegue atender com equipes próprias, recentemente a Prefeitura de Adamantina publicou a Dispensa de Licitação 01/2026. O objetivo seria contratar uma empresa especializada para realizar roçagem mecanizada em áreas públicas. O processo recebeu propostas até o último dia 20, mas o resultado ainda não foi divulgado.
Questionada pelo IMPACTO, a Prefeitura de Adamantina informou, por meio da Secretaria de Obras, que o processo de dispensa de licitação para contratação de roçagem mecanizada já tem uma empresa vencedora. A administração prevê a emissão da ordem de serviço para a próxima semana, data em que os trabalhos terceirizados devem começar efetivamente.
Sobre os critérios de limpeza, a Prefeitura afirmou que não há cronograma fixo devido à variação do crescimento da vegetação. A prioridade é definida diariamente por vistorias técnicas, focando em locais com maior concentração de pessoas e “atendendo aos princípios de isonomia e técnica”. Enquanto a empresa não inicia, equipes próprias atuam nos pontos críticos.
CANAIS DE DENÚNCIA
Para moradores que precisam registrar ocorrências imediatas, a Prefeitura indica os telefones da Secretaria de Obras: (18) 3521-1039 ou (18) 3522-4301 (horário comercial), além da Ouvidoria e do Protocolo Digital no site www.adamantina.sp.gov.br.
Situação da praça Alceu Theodoro Jaccoud, no Parque Itamaraty | Foto: Gustavo Amaral/IMPACTO
Adamantina terminou o ano de 2025 com o melhor saldo de empregos formais dos últimos três anos, conforme dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No acumulado dos 12 meses, o município registrou 576 postos de trabalho a mais, resultado de 5.162 admissões e 4.586 desligamentos.
Apesar do desempenho anual positivo, o mês de dezembro apresentou retração no mercado de trabalho local. No período, foram registradas 279 contratações contra 474 demissões, o que resultou em saldo negativo de 195 vagas. O setor de serviços liderou as perdas no mês, com saldo de -77, seguido pela indústria (-72), agropecuária (-48) e comércio (-11). A construção civil foi o único segmento com resultado positivo em dezembro, com saldo de 13 empregos.
No acumulado de 2025, o setor de serviços foi o principal responsável pelo crescimento do emprego formal em Adamantina, com saldo positivo de 349 vagas, seguido pela indústria (145) e agropecuária (78). Comércio e construção também fecharam o ano no azul, ainda que com números modestos, com saldo de 3 e 1 vaga, respectivamente.
O resultado de 2025 supera os saldos registrados nos anos anteriores: 286 vagas em 2024 e 470 em 2023, ficando atrás de 2022, quando o município contabilizou saldo positivo de 653 empregos formais.
Um homem de 46 anos foi preso em flagrante por tráfico de drogas na tarde desta quinta-feira (29), no bairro Jardim Brasil, em Adamantina. A ocorrência foi registrada por volta das 16h, durante patrulhamento de rotina da Polícia Militar pela região.
De acordo com a PM, ao chegar à esquina da Rua Ceará, os policiais avistaram um indivíduo sem camisa que, ao perceber a aproximação da viatura, tentou se desfazer de um invólucro e apressou o passo em direção a uma residência próxima. Ele foi abordado ainda na calçada do imóvel.
Durante a busca pessoal, foram encontrados apenas R$ 180 em dinheiro. Inicialmente, o suspeito se recusou a informar o que portava antes da abordagem, mas acabou confessando que realizava a venda de pedras de crack. Ele também indicou aos policiais o local onde havia escondido parte da droga, encontrada sob um pedaço de telha, ao pé de uma árvore do outro lado da via.
Ainda no decorrer da ação, uma motocicleta que trafegava pela rua realizou um retorno brusco ao se deparar com as equipes policiais, o que motivou a abordagem do condutor. O homem relatou ter comprado duas pedras de crack do suspeito, com pagamento via Pix no valor de R$ 90, e que estava no local para retirar a droga naquele momento.
O entorpecente foi apreendido, juntamente com o dinheiro e um aparelho celular. Os envolvidos foram encaminhados à Polícia Civil de Adamantina para as providências cabíveis. O suspeito de 46 anos permaneceu preso e à disposição da Justiça, onde passaria por audiência de custódia.