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Adamantina recebe educador físico do Japão para resgatar projeto de atletismo da Acrea

Integrantes da Acrea (Noriko Saito, Arthur Miyamura, Nelson Matsuda e Augusto Saiki) recepcionam Shuhei Shiokawa, assessor da JICA, antes da chegada do educador físico japonês | Foto: Arquivo pessoal

Adamantina voltará a contar com um educador físico do Japão para o desenvolvimento do tradicional projeto de atletismo da Acrea (Associação Cultural, Recreativa e Esportiva de Adamantina). O jovem Yudai Tanaka, de 22 anos, chega ao município no próximo mês e terá sua atuação custeada pelo governo japonês, por meio da JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão).

O profissional permanecerá na cidade por dois anos e será responsável pelo resgate e fortalecimento do projeto iniciado em 1981, que atende crianças a partir de 5 anos, adolescentes e idosos. Além de incentivar a participação de descendentes japoneses – especialmente da quinta geração da colônia em Adamantina -, a iniciativa também será aberta à comunidade em geral, promovendo integração social e intercâmbio cultural.

Ao IMPACTO, a presidente da Acrea, Noriko Saito, destacou a importância da retomada do projeto. “Queremos resgatar essa vivência esportiva que marcou gerações. Nosso objetivo é incentivar nossos netos e bisnetos, a quinta geração da colônia japonesa, a também praticar o atletismo, assim como seus pais e avós fizeram no passado”, afirmou.

Adamantina já recebeu um voluntário japonês entre 2018 e 2020 e, agora, volta a integrar o grupo das 52 comunidades nipônicas contempladas com profissionais enviados pelo governo do Japão. O histórico do projeto foi decisivo para a nova escolha do município. Desde 1981, a iniciativa já conquistou mais de 200 taças e revelou atletas de destaque, como Izabela Silva, que iniciou a carreira na Acrea e levou o Brasil, pela primeira vez, à final do lançamento de disco nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021.

“Queremos continuar essa trajetória, proporcionando mudança de vida para crianças e adolescentes por meio do esporte e, agora, também reforçando a importância da atividade física na terceira idade”, acrescentou Noriko.

Antes da chegada de Yudai Tanaka, Adamantina recebeu a visita de dois assessores do governo japonês, que avaliaram desde a estrutura de saúde até os locais onde o projeto será desenvolvido. O voluntário Nelson Matsuda ressaltou o apoio institucional recebido. “Agradecemos o apoio da Prefeitura de Adamantina, da Câmara Municipal, do Poder Judiciário e do Centro Universitário de Adamantina, que têm sido fundamentais para viabilizar este projeto, que vem para promover a saúde e o bem-estar social da comunidade”, destacou.

Passarela do pontilhão da Joaquim Nabuco deve ser liberada nesta semana, em Adamantina

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Passarela em 15 de janeiro de 2026 | Foto: João Vinícius Faustino/IMPACTO

A passarela anexa ao viaduto da rua Joaquim Nabuco, em Adamantina, deverá ser liberada para uso da população nesta semana. A estrutura recebeu a concretagem no dia 23 de dezembro de 2025 e, conforme as especificações técnicas, precisou respeitar o prazo de 28 dias para o processo de cura do concreto.

De acordo com a placa instalada no local, a liberação da passarela está prevista para o dia 20 de janeiro, após o período necessário de secagem e resistência do material. O espaço estava interditado desde fevereiro do ano passado, passando por paralisações e adequações técnicas ao longo de 2025, o que prolongou o cronograma da obra.

A intervenção tem como objetivo garantir mais segurança aos pedestres que utilizam diariamente o trecho, considerado um dos pontos de maior fluxo da região. Segundo a programação da Prefeitura, após a conclusão desta etapa, a outra passarela do pontilhão também deverá passar por obras ainda no primeiro trimestre de 2026.

 

Vacina contra a dengue começa a ser aplicada nesta segunda, em Adamantina

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A Secretaria de Saúde de Adamantina inicia, nesta segunda-feira (19), a aplicação da vacina contra a dengue em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) do município. A imunização é destinada exclusivamente ao público com idade entre 10 e 14 anos.

De acordo com a pasta, a vacina será aplicada das 8h às 16h. O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de três meses entre elas, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

Segundo a Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, o principal objetivo da vacinação é reduzir as hospitalizações e os óbitos causados pela dengue na população contemplada. A estratégia faz parte do conjunto de ações adotadas para o enfrentamento da doença, que segue como uma das principais preocupações de saúde pública no país.

Conforme o documento técnico do CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) do Governo do Estado de São Paulo, a incorporação da vacina contra a dengue – de vírus atenuado – ao Sistema Único de Saúde (SUS) representa uma medida adicional no combate à doença, contribuindo para a redução da incidência, das internações e das mortes.

Apesar da disponibilidade do imunizante, o CVE reforça que as medidas individuais e coletivas de prevenção devem ser mantidas, especialmente aquelas voltadas ao controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, como a eliminação de recipientes que acumulam água parada.

FAI prepara corpo docente para o ano letivo de 2026 com o VI EPEDU

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O Centro Universitário de Adamantina – FAI realiza, entre os dias 4 e 6 de fevereiro de 2026, o VI Encontro Pedagógico de Docentes Universitários (EPEDU). O evento tem como objetivo principal reunir o corpo docente para o planejamento do novo ano letivo, promovendo a integração entre as coordenações, pró-reitorias e professores, além de discutir inovações no ensino superior.

A programação oficial terá início na quarta-feira, 4 de fevereiro, no Campus II. As atividades começam às 14h com uma reunião estratégica entre os coordenadores de curso e as Pró-Reitorias da instituição. À noite, a partir das 19h30, todos os docentes estão convidados para a Cerimônia de Abertura, que contará com palestrantes convidados para debater os desafios e perspectivas da educação universitária.

O segundo dia de evento, 5 de fevereiro, trará pautas essenciais para o desenvolvimento acadêmico. Às 14h, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG) conduzirá uma reunião voltada aos docentes interessados em pesquisa, orientação e Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC).

Já no período noturno, o destaque é a tecnologia na sala de aula. Às 19h30, será realizada a oficina on-line com o tema “Inteligência Artificial no Ensino Superior”, visando capacitar os professores no uso de novas ferramentas tecnológicas que estão transformando a educação.

Para o Pró-Reitor de Ensino da FAI, Prof. Dr. Estêvão Zilioli, o encontro é um momento fundamental para alinhar as diretrizes da instituição. “O VI EPEDU representa um marco de maturidade para a FAI. Como já vínhamos discutindo a Inteligência Artificial em edições anteriores, este ano o nosso foco amadureceu: não falamos apenas da tecnologia pela tecnologia, mas de como ela potencializa novas metodologias de ensino e fortalece nossos processos avaliativos. Nossa expectativa é que os docentes aproveitem para consolidar estratégias que reflitam na qualidade acadêmica, preparando nossos alunos para desafios como o ENADE e outras avaliações externas. Queremos que nossos professores se apropriem dessas ferramentas para transformar a sala de aula em um ambiente de inovação real, garantindo que a nossa excelência pedagógica se traduza em resultados sólidos e em uma formação contemporânea para o estudante”.

O encerramento do VI EPEDU ocorre na sexta-feira, 6 de fevereiro, com reuniões específicas de cada curso, agendadas pelas respectivas coordenações, garantindo o planejamento focado nas particularidades de cada graduação.

Trace o itinerário no mapa e veja suas raízes migrantes na Nova Alta Paulista

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Nos encontros familiares, principalmente quando interagimos com pessoas mais velhas, é muito comum ouvirmos as epopeias de nossos antepassados: “ainda criança, vim com os meus pais de tal lugar”; “chegamos quando a cidade era apenas uma vila”; “desbravamos a mata densa”; “andávamos quilômetros para fazer compra”; “atendimento médico era luxo”; “me lembro das longas filas para assistir aos filmes do Mazzaropi” .

As gerações que contam essas histórias já passam dos 80 anos e, aos poucos, vamos nos distanciando das origens da nossa formação histórica. As cidades da região estão nessa faixa de idade e muitos de nós nascemos, formamos família e continuamos por aqui. Não somos migrantes, mas descendemos de gerações de migrantes ou de imigrantes. Nossos descendentes não têm vivência dessa odisseia e, de maneira divertida, podemos contribuir para que resgatem a sua história.

Um bom exercício para se fazer com as crianças é montar o mapa da trajetória familiar e o Google My Maps pode ajudar nessa jornada. Primeiro, oriente as crianças a entrevistarem os avós e bisavós. Uma família de cada vez: a do pai e a da mãe, para facilitar a coleta das informações até chegar na projeção de um mapa com as duas trajetórias. Num caderno, anote os nomes das cidades, estados ou países de onde vieram. Anote o ano aproximado da mudança de uma localidade para outra. Colete também alguns depoimentos, incentivando os entrevistados a falarem das suas experiências pessoais, a percepção da nova localidade, em que trabalhavam, como se divertiam, onde faziam compras, quais as dificuldades da época e outras perguntas de interesse. A essa técnica damos o nome de história oral.

Agora você poderá transpor as localidades num mapa personalizado e de simples construção, a partir dos seguintes passos.

  1. O primeiro passo é acessar o link da ferramenta Google Maps: https://www.google.com/intl/pt-BR/maps/about/mymaps/
  2. Por se tratar de uma ferramenta da empresa Google, será necessário criar um login utilizando e.mail Gmail.
  3. Feito esses procedimentos, basta clicar em “Criar Novo Mapa”
  4. Recomenda-se, em primeiro lugar, criar um novo título para seu mapa (em nosso exemplo, demos o nome de Trajetória da família paterna). Para alterar o nome do mapa, basta clicar no nome provisório, na parte superior da caixa de edição.
  5. Em seguida, na barra de pesquisa, localizada na parte superior do mapa, digite o nome do local de origem de sua família (Exemplo: Arapiraca, AL). Observe que a localidade foi apontada no mapa com o ícone verde.
  6. Após pesquisar sua localidade, para adicioná-la ao mapa, basta clicar na opção de adicionar a localidade.
  7. Observe que o nome da localidade apareceu no lado esquerdo da tela como o título de “Camada Sem Título”. Além disso, o ícone da cidade também foi alterado (no nosso exemplo, de verde passou para azul)
  8. Na nova camada adicionada, clique no título “Camada sem título” e altere o nome da camada. No nosso exemplo, o novo título passou a ser “Local de origem do avô paterno”.
  9. Passe o mouse sobre o nome da localidade que você selecionou no passo 6 e clique no ícone de pincel para iniciar a edição do estilo (arte) do seu ícone. Para destacar nosso ícone, em nosso exemplo foi selecionada a figura de estrela com a cor vermelho-pastel.
  10. Para organizar as origens por parte paterna e materna, é recomendado que seja criada mais uma camada no mapa. As camadas funcionam como espécie de pasta, onde as localidades podem ser organizadas por parte materna ou paterna, ou outra que possa ser necessária. Para realizar esse passo, clique em Adicionar Camada, logo abaixo do título de seu mapa.
  11. Repita o procedimento dos passos 6 ao 10 e adicione as localidades que representem suas origens.
  12. Após a inserção de suas localidades, outro elemento importante para entender o fluxo migratório dos pais, avós, etc. se refere ao traçado do trajeto realizado por essas pessoas. Na ferramenta, esse trajeto pode ser desenhado clicando no ícone logo abaixo da barra de pesquisa chamado “Desenhar Linha”. Ao clicar no ícone, selecione o tipo de trajeto (em nosso exemplo, carro). A alteração do nome do trajeto é feita da mesma forma como realizamos no passo 8.
  13. Para adicionar os pontos do trajeto, basta clicar na camada do trajeto desenhado e em seguida nos pontos de origem e destino. No nosso exemplo, os avós paternos vieram do Nordeste, com uma primeira parada em São Paulo para seguirem em direção a Adamantina. Por essa razão, adicionamos três pontos: A, B e C.
  14. Após finalizar a construção do mapa, é chegada a hora de compartilhar sua história. Para isso, clique na opção “Compartilhar” logo abaixo do título de seu mapa. Na caixa de opções que foi aberta, habilite a opção “Qualquer pessoa com este link pode ver”. Copie o link gerado pelo google maps, e compartilhe com seus interessados.

  1. Acompanhe nosso link: https://www.google.com/maps/d/edit?mid=1RI0M9fpvSQ0ljp-GTNpgZ74C7sWimEA&usp=sharing

Para enriquecer sua história, use cores diferentes na trajetória da família paterna e da família materna. Especifique quem é quem na legenda. Num arquivo de Word, disponha o mapa, acrescente os depoimentos dos familiares e ilustre com fotografias antigas e recentes. É interessante colocar uma fotografia das crianças protagonistas com os entrevistados, registrando os diferentes tempos que a atividade consegue captar. Na base do mapa coloque o que ele representa, a data e os nomes dos organizadores. Faça a revisão e planeje a impressão dessa história incrível.

Com um pouco de trabalho e dedicação, você terá criado algo original para presentear os seus avós, tios e demais familiares. O processo pedagógico da representação da trajetória familiar contribui para que a criança perceba a sua história, sentindo-se parte dela, ao mesmo tempo que visualiza a noção de tempo e de espaço, compreendendo que as histórias de cada pessoa e de cada família compõem a história local e regional.

Teremos muito prazer em publicar a trajetória locacional da sua família. Para isso, use os e.mails indicados na identificação da matéria e manifeste a sua autorização. Entraremos em contato para mais detalhes.

Prof.ª dr.ª Izabel Castanha Gil

  • Centro Universitário de Adamantina/FAI
  • Coordenadora da CPL do Jatobá
  • [email protected]

Luan Lacerda Ramos

  • Cientista Social e Geógrafo por formação. Atua como Expert Consultant em Business Analytics e Big Data e como Especialista em Geomarketing para empresas do cenário nacional e internacional.
  • [email protected]

A proteção animal começa pelo prato

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Em 2024, foram abatidos no Brasil 6,46 bilhões de frangos, 57,86 milhões de suínos e 39,27 milhões de cabeças de gado, segundo dados do IBGE.

Isso corresponde a aproximadamente 202 animais abatidos por segundo, 12.119 por minuto e 17,46 milhões de animais por dia. E isso sem considerar outros produtos de origem animal, como leite e ovos, que podem ser abordados em outro artigo.

Esses animais foram privados de uma vida livre e justa apenas para atender ao paladar humano. Hoje, já sabemos que não há necessidade de ingerir produtos de origem animal para suprir todos os nutrientes essenciais à manutenção da nossa saúde.

Ao fazermos isso, retiramos desses indivíduos a oportunidade de viverem uma boa vida. Vacas, por exemplo, podem formar laços sociais e até ter “melhores amigas” quando vivem em liberdade.

Grande parte dessa realidade é sustentada pelo especismo, que consiste na discriminação de indivíduos com base em sua espécie. Ele defende os interesses de algumas espécies — como humanos, cães e gatos — enquanto explora outras. Essa lógica cria uma divisão artificial entre animais que devem ser cuidados, animais que podem ser consumidos, animais usados para transporte e aqueles explorados para entretenimento, como já ocorreu com os circos e ainda acontece em práticas como rodeios e vaquejadas.

A proteção animal passa, necessariamente, pelo exercício da empatia. A palavra empatia tem origem na junção de dois termos gregos: en (dentro) e pathos (sentimento, paixão ou sofrimento), significando a capacidade de se colocar no lugar do outro e sentir a experiência alheia como se fosse a própria.

Os animais são seres sencientes, ou seja, possuem capacidade de sentir dor, prazer, medo, alegria e outras emoções. A cada ano, observamos mais pessoas exercendo essa empatia e adotando uma visão mais cuidadosa em relação aos seus animais de companhia. No entanto, não podemos nos esquecer dos animais explorados pela indústria.

Uma forma simples de começar a ajudar também os animais de criação é aderir à chamada “segunda sem carne”, deixando de consumir carne apenas às segundas-feiras. Isso significa retirar esses alimentos do prato por 52 dias ao ano, poupando vidas e promovendo uma reflexão sobre nossos hábitos alimentares. Que tal tentar?

Dessa forma, podemos continuar cuidando dos animais da nossa cidade e, ao mesmo tempo, salvar muitos outros. E quem sabe essa experiência não desperte o interesse por uma alimentação vegetariana ou vegana?

Topa salvar mais animais comigo?

Kickboxing ganha adeptos na região como aliado do corpo e da mente

TiagoMoreira
Tiago é formado em Educação Física desde 2011 e atua como faixa preta da modalidade desde 2016. | Foto: Gustavo Amaral

A prática do kickboxing tem atraído moradores de Adamantina e Lucélia em busca de condicionamento físico e alívio para o estresse. A modalidade, baseada no combate em pé com uso de punhos e pés, é ensinada na região pelo professor de educação física Tiago da Silva Moreira com uma metodologia voltada à qualidade de vida e adaptada às limitações físicas de cada aluno.

Introduzido mundialmente na década de 1960 como uma combinação do boxe, muay thai e karatê, o kickboxing exige resistência e coordenação. Na região, no entanto, o foco competitivo dá espaço à inclusão. Segundo Moreira, que é faixa preta na modalidade desde 2016 e atua na área desde 2011, a prática é acessível para públicos diversos, com turmas que atendem desde crianças até adultos.

A segurança do praticante é prioridade. Antes de iniciar os treinos, o instrutor realiza uma anamnese (avaliação) para entender o histórico esportivo e as condições físicas do aluno. “Se a pessoa tem uma lesão no ombro, eu vou adaptar. Ele vai bater um pouco mais baixo, vamos fazer um fortalecimento para que então consiga aplicar os golpes com a contundência necessária sem se machucar”, afirma Moreira.

Para facilitar o aprendizado, a metodologia utiliza a bagagem esportiva do próprio aluno. O professor usa referências de esportes como futebol ou natação para ensinar a biomecânica dos golpes de luta. “A rotação de quadril e pé é muito importante para não ter uma lesão de joelho. Faço comparações com exercícios que ele já saiba, o que faz com que o aluno entenda mais rápido como executar o golpe sem prejuízo para a saúde”, diz o instrutor.

Os benefícios da prática incluem aumento da força muscular, melhora da coordenação motora e autoconfiança. Diferente do muay thai, que permite o uso de cotovelos e o “clinch” (luta agarrada), o kickboxing foca na fluidez de combinações de socos e chutes em ritmo acelerado, sem imobilização no solo.

Atualmente, Tiago Moreira ministra aulas na Team Moreira, em Lucélia, e na Academia Corpus, em Adamantina. As turmas são divididas por níveis de aprendizado (iniciante, intermediário e avançado), integrando diferentes faixas etárias para promover a socialização.

Livro resgata seis décadas de história do futebol em Adamantina

O pesquisador e ex-jogador Orlando Rodrigues Daniel, o Kakinha, lançou o livro “Geração Dourada do Futebol Adamantinense”. Resultado de seis anos de pesquisa, a obra de 318 páginas documenta a história do esporte no município entre 1950 e 2013, abrangendo desde a fase profissional até os torneios amadores.

A publicação detalha a trajetória das cinco principais equipes da cidade: Associação Atlética Adamantina, Adamantina FC, Sociedade Esportiva Palmeiras, CA Internacional e Guarani FC. O trabalho reúne estatísticas, fichas técnicas e fotos raras, superando a escassez de registros na mídia das décadas de 1950 e 1960 através de buscas em museus e acervos particulares.

Segundo o autor, a motivação para o projeto surgiu da curiosidade pessoal em quantificar a história. “Mergulhar no passado em busca de resultados de jogos, informações, detalhes e reconstruir a história de uma época em que o futebol não ocupava muito espaço na mídia não foi tarefa fácil”, afirma Kakinha.

Orlando Rodrigues Daniel, o Kakinha | Foto: Arquivo pessoal

SOBRE O AUTOR

Nascido em 1959 em Iubatinga (distrito de Caiabu), Orlando Rodrigues Daniel mudou-se para Adamantina em 1971. Iniciou sua trajetória no futebol ainda jovem, assinando seu primeiro contrato profissional com o Guarani Futebol Clube em 1979. Atuou também pelo Fernandópolis e pela Votuporanguense.

Em 1986, encerrou a carreira nos gramados ao ser aprovado em concurso na área de telecomunicações, setor no qual trabalhou até sua aposentadoria em 2010, quando retornou definitivamente para Adamantina.

SERVIÇO

O livro “Geração Dourada do Futebol Adamantinense” pode ser adquirido na Loja A Esportiva de Adamantina, localizada na Av. Rio Branco, 626, ou diretamente com o autor. O contato é (18) 99608-3809.

Orquestra de Viola Caipira se apresenta neste domingo na Estação Recreio

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A Orquestra de Viola Caipira realiza, neste domingo (18), a partir das 9h, uma apresentação na Estação Recreio, em Adamantina. A atividade integra a programação cultural do mês de janeiro promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo.

O espetáculo contará com a participação de 25 integrantes, entre violeiros, cantores e músicos de percussão, violão e contrabaixo. O repertório é composto por grandes clássicos da música sertaneja raiz, valorizando a tradição e a cultura popular brasileira.

Ainda no domingo, a programação cultural segue no período noturno. A partir das 19h, o Parque dos Pioneiros recebe mais uma edição do projeto Domingo no Parque, que desta vez terá como atração musical o grupo Estilo Atrevido. A iniciativa busca oferecer opções de lazer gratuitas e incentivar a ocupação dos espaços públicos pela população.

Moradores dos Jardins Ipiranga e América reclamam de ruas esburacadas

Buracos se multiplicam pelas ruas do Jardim América, em Adamantina | Foto: IMPACTO

Quem trafega pelas ruas dos Jardins Ipiranga e América, em Adamantina, e localidades adjacentes, dificilmente não caiu em um dos buracos que se multiplicam pelas vias do bairro. Quase a totalidade das ruas apresenta o asfalto deteriorado, o que causa prejuízos e insegurança aos condutores.

A situação motivou reclamações de moradores ao IMPACTO. Segundo eles, os bairros estão esquecidos e uma intervenção é urgente, já que há trechos quase impossíveis de trafegar.

A condição de abandono dos Jardins Ipiranga e América e de bairros vizinhos não é recente. Há pelo menos dois anos, o vereador Cid Santos (NOVO) apresenta indicações ao Executivo municipal visando melhorias para a região. Além das condições das vias, o parlamentar também solicita benfeitorias na área de lazer, como a instalação de academia ao ar livre e serviços de manutenção, já que o local se encontra tomado pelo mato.

“É urgente uma intervenção nas ruas do bairro. Estamos em contato com a Prefeitura para que o Jardim Ipiranga entre o quanto antes no cronograma de melhorias, beneficiando não apenas os moradores desta localidade, mas toda a população que utiliza a região, que interliga setores importantes de Adamantina”, pontua.

Buracos se multiplicam pelas ruas do Jardim América, em Adamantina | Foto: IMPACTO

OUTRO LADO

Ao IMPACTO, a Prefeitura informou que a equipe de asfalto da Secretaria de Obras e Serviços atua em uma demanda emergencial de tapa-buracos em diversos bairros da cidade.

Com relação ao Jardim Ipiranga e localidades adjacentes, a administração municipal esclareceu que a “execução da operação tapa-buracos não é eficaz, uma vez que a desagregação – perda da adesão entre o ligante (betume) e os agregados (pedras) – faz com que o asfalto aparente estar esfarelando”.

Para a correção do problema, ainda segundo a Prefeitura, os serviços de melhoria devem começar a ser executados no fim deste mês. “Contudo, ainda não há um cronograma definido dos bairros que serão atendidos primeiro, uma vez que o levantamento dessas áreas ainda está em elaboração”, informou.Parte superior do formulário

Sindicato protocola pedido e Prefeitura de Adamantina anuncia recontagem de tempo de serviço dos servidores

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A Prefeitura de Adamantina informou nesta sexta-feira (16) que dará início à recontagem do tempo de serviço dos servidores públicos municipais para fins de concessão dos adicionais por tempo de serviço (quinquênio) e sexta parte. A decisão ocorre após a edição da Lei Complementar Federal nº 226, de 12 de janeiro de 2026, publicada no Diário Oficial da União no último dia 13.

Antes do anúncio oficial do Executivo, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Região de Adamantina, por meio de ofício datado de 13 de janeiro, protocolou requerimento assinado pelo presidente da entidade, Nivaldo Martins do Nascimento. No documento, o sindicato solicita a adoção de medidas administrativas para a revisão dos prontuários de todos os servidores, a fim de que o período entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021 volte a ser considerado no cômputo do tempo de serviço.

O intervalo havia sido suspenso por força do inciso IX do artigo 8º da Lei Complementar nº 173/2020, editada durante a calamidade pública decorrente da pandemia da Covid-19. Com a nova legislação federal, esse dispositivo foi revogado, permitindo novamente a contagem do período para fins de adicionais e benefícios.

Além da revisão administrativa, o sindicato também requereu que seja encaminhado à Câmara Municipal um projeto de lei referente ao artigo 8º-A da Lei Complementar nº 173/2020, para apreciação e votação dos vereadores. No ofício, a entidade ainda solicitou que, em caso de indeferimento do pedido, haja resposta formal por escrito, acompanhada de parecer jurídico.

Em nota oficial, a Prefeitura esclareceu que, diante do novo cenário normativo, a Secretaria de Administração, por meio do Departamento de Recursos Humanos, adotará as providências necessárias para revisar o cômputo do tempo de serviço interrompido. O Executivo municipal destacou ainda que, após a conclusão da recontagem e a consolidação das definições, as informações serão divulgadas de forma transparente, mantendo os servidores devidamente informados sobre os próximos passos.

 

Jornal IMPACTO – edição de 16 de janeiro de 2026

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Prazo de regularização termina e novas regras para veículos ciclomotores entram em vigor

O ano de 2026 marca o fim da tolerância para a circulação irregular de ciclomotores, popularmente conhecidos como “cinquentinhas” ou bicicletas elétricas equipadas com acelerador. O prazo para que proprietários de veículos fabricados até meados de 2023 regularizassem a documentação encerrou-se em 31 de dezembro de 2025. Agora, a regra é clara: sem registro, licenciamento e emplacamento, o veículo não pode transitar em vias públicas.

A mudança consolida a Resolução nº 996 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que estabeleceu critérios técnicos para diferenciar ciclomotores, autopropelidos (como patinetes) e bicicletas elétricas. A legislação busca organizar o trânsito e garantir a segurança, exigindo habilitação (ACC ou CNH A) e uso de capacete para quem conduz veículos classificados como ciclomotores.

Em Adamantina, o reflexo da mudança legislativa já é sentido nas ruas. Segundo a Polícia Militar, o tempo de apenas orientar os condutores acabou. O Capitão PM Eder Mazzini Bressan explica que, embora não haja uma “operação específica” desenhada apenas para este fim, a fiscalização faz parte da rotina diária das equipes.

“Como a norma já está em vigor, não cabe ao policial militar apenas orientar. Ele é obrigado, por força de lei, a tomar a medida administrativa cabível”, afirma Bressan. Na prática, isso significa que quem for flagrado descumprindo as normas, seja pela falta de placa, ausência de habilitação ou circulação em local proibido, será autuado e poderá ter o veículo removido.

Apesar do rigor, a corporação tem percebido uma mudança de comportamento. “A gente percebe que já houve uma mudança. Eles [condutores] têm procurado se adequar à norma e procurado a polícia para tirar dúvidas”, pontua o capitão.

O QUE MUDA NA PRÁTICA

A distinção entre os veículos é o ponto central para evitar multas. A bicicleta elétrica, por exemplo, só é isenta de emplacamento e CNH se tiver motor auxiliar de até 1.000 W, não possuir acelerador manual e funcionar apenas com pedal assistido (o motor para se o ciclista parar de pedalar).

Já os equipamentos autopropelidos, como patinetes elétricos e skates, não precisam de placa, mas têm circulação restrita. Eles não podem andar em rodovias ou vias de trânsito rápido e devem respeitar o limite de velocidade: até 6 km/h em calçadas e até 40 km/h em ruas (na falta de ciclovias).

Para os ciclomotores, as exigências são as mesmas de uma moto comum: capacete para condutor e passageiro, retrovisores, faróis e proibição expressa de circular em ciclovias ou calçadas.

SERVIÇO

Proprietários que perderam o prazo de regularização ou têm dúvidas sobre a classificação de seu veículo devem consultar a nota fiscal de compra e verificar as características técnicas. A regularização documental é feita através dos canais digitais do Detran-SP.

Polícia Militar prende suspeito de roubo violento a pedestre em Lucélia

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Foto: Cedida/Polícia Militar

Na madrugada desta sexta-feira (16), a Polícia Militar prendeu um homem acusado de roubo a transeunte, em Lucélia. A ação ocorreu após a agressão a uma vítima durante tentativa de subtração de um cordão com a chave de uma motocicleta.

Segundo informações da Polícia Militar, a ocorrência foi irradiada via Copom relatando que o autor estaria armado com uma barra de ferro, com a qual desferiu golpes na cabeça e na região do peito da vítima. Apesar da violência, o suspeito não conseguiu levar o cordão pretendido, mas fugiu do local levando os óculos da vítima, refugiando-se em uma residência.

As equipes iniciaram imediatamente o patrulhamento e, com apoio de outras viaturas, realizaram cerco ao imóvel indicado. O suspeito foi localizado e detido no local. Durante a abordagem, os policiais encontraram os óculos subtraídos, bem como a barra de ferro utilizada na agressão.

A vítima reconheceu o homem como autor do crime e confirmou a propriedade do objeto recuperado. Ambos foram encaminhados ao Plantão da Polícia Civil de Adamantina, onde, conforme manifestação do Ministério Público, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante.

O indivíduo permaneceu à disposição da Justiça, aguardando a realização da audiência de custódia.

Lucélia abre inscrições para o Campeonato Municipal de Férias de Futsal nesta segunda-feira

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A Selct (Secretaria de Esporte, Lazer, Cultura e Turismo) de Lucélia inicia, nesta segunda-feira, 19, o período de inscrições para o tradicional Campeonato Municipal de Férias de Futsal. Os dirigentes das equipes interessadas em participar da competição devem retirar as fichas de inscrição diretamente na sede da pasta (3° andar da Prefeitura de Lucélia).

O prazo para a formalização do interesse das equipes segue até o dia 27 de janeiro. O atendimento é realizado pelo diretor de Esportes, Thiago Capello, e pelo secretário de Esportes, Lico Vieira.

Segundo o colunista esportivo Jair Cabeça, logo após o encerramento das inscrições, será realizado o congresso técnico. A reunião, agendada para o dia 29 de janeiro, definirá a elaboração da tabela de jogos, o regulamento final e o sorteio dos grupos.

Ainda de acordo com o colunista, o regulamento deste ano traz definições específicas sobre a montagem dos elencos. As equipes de Lucélia poderão inscrever até três jogadores que não residam no município. A posição de goleiro é “livre”, não entrando na contagem da cota de atletas de fora.

A bola começa a rolar oficialmente no dia 2 de fevereiro, data prevista para a abertura da competição. A final do campeonato está programada para o dia 27 de fevereiro.

Osvaldo Cruz decreta situação de emergência após temporal causar danos em diferentes pontos

Estádio Municipal foi um dos pontos com danos após temporal | Foto: Prefeitura de Osvaldo Cruz

A Prefeitura de Osvaldo Cruz decretou, nesta quinta-feira (15), situação de emergência em razão dos danos provocados pelas fortes chuvas que atingiram o município na noite de quarta-feira (14). A medida está formalizada por meio do Decreto nº 5.315/2026, com validade de 180 dias, e tem como base parecer técnico da COMPDEC (Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil).

De acordo com a Defesa Civil, o evento climático foi marcado por chuvas intensas acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento. Foram registrados 1.297 raios em um raio de até 40 quilômetros do município, além de ventos que chegaram a 60,5 km/h. O volume de chuva acumulado em curto período foi de 61 milímetros na zona rural e 35 milímetros na área urbana, conforme levantamento do Goer (Grupo de Operações de Emergências de Radiocomunicações).

Os danos causados pelo temporal atingiram diferentes regiões da cidade. Entre os principais impactos estão prejuízos na cobertura do Estádio Municipal e danos na estrutura da ponte localizada na OVC 030, conhecida como Estrada Negrinha, que faz divisa com o município de Parapuã e precisou ser interditada. Também foi constatado o aumento significativo de uma cratera às margens da Via de Acesso Alameda Vasco Pigozzi, na entrada da cidade, situação que exige obras emergenciais de contenção e drenagem.

Temporal também provocou quedas de árvores | Foto: Prefeitura de Osvaldo Cruz

Além disso, houve registro de alagamentos em vários pontos, queda de árvores, veículos ilhados e danos materiais em residências, especialmente em áreas consideradas mais vulneráveis. Imóveis públicos também foram afetados pelo temporal, conforme levantamento preliminar da administração municipal.

Com a decretação da situação de emergência, todos os órgãos municipais passam a atuar sob coordenação da Defesa Civil nas ações de resposta, reabilitação e reconstrução das áreas atingidas. O decreto autoriza ainda a convocação de voluntários e a realização de campanhas de arrecadação de recursos para auxiliar no atendimento à população afetada.

As equipes da Defesa Civil estão autorizadas, em caso de risco iminente, a entrar em residências para prestar socorro ou determinar a evacuação de moradores, bem como utilizar propriedades particulares, com garantia de indenização posterior em caso de danos. O decreto também dispensa a necessidade de licitação para a contratação de bens, serviços e obras emergenciais relacionadas aos estragos causados pelas chuvas, desde que as ações sejam concluídas dentro do prazo máximo de 180 dias.

Segundo a Prefeitura, uma força-tarefa foi mobilizada para atuar em campo na avaliação dos prejuízos e na adoção das primeiras medidas para minimizar os impactos à população. Durante e após o temporal, o atendimento às ocorrências contou com o apoio do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil municipal.

Problemas estruturais do Centro Integrado de Saúde forçam redistribuição de atendimentos

Prédio do CIS
CIS entrará em reforma. Parte do atendimento retorna ao Postão de Saúde | Foto: Gustavo Amaral/Impacto

A Secretaria de Saúde de Adamantina inicia uma ampla reorganização dos locais de atendimento à população. O prédio do CIS (Centro Integrado de Saúde) será desocupado para uma reforma estrutural, o que força a transferência da ESF (Estratégia Saúde da Família) da Vila Cicma, da fisioterapia e de diversas especialidades médicas para outros cinco endereços na cidade.

A decisão foi tomada pela administração municipal após a constatação de problemas graves no imóvel, como infiltrações, fissuras, trincas, rebaixamentos de piso e falhas no sistema de esgotamento sanitário, que comprometem a segurança de pacientes e servidores.

A fisioterapia deve retomar os atendimentos no antigo Postão de Saúde, na Avenida Vitório Romanini. O local também abrigará a ESF Vila Cicma e o futuro CIES-Adamantina (Centro Integrado de Especialidades em Saúde), previsto para inaugurar em 2 de fevereiro.

"Postão" de saúde
“Postão” de saúde, na Avenida Vitório Romanini | Foto: Gustavo Amaral/Impacto

Outros serviços foram direcionados para imóveis alugados. Ginecologia, pré-natal, pediatria e ultrassonografia passarão a funcionar na Rua Fioravante Spósito, 338, na região central. Em dezembro, o imóvel foi contratado para abrigar a ESF Vila Cicma. Contudo, após nova análise técnica, a pasta decidiu que o local receberá as especialidades com foco na saúde da mulher.

A descentralização atinge também setores administrativos e de apoio. Psicologia, nutrição, fonoaudiologia, odontologia (coordenadoria), agendamento e transporte passam a atender na Alameda Navarro de Andrade, próximo à Farmácia Municipal. Já a Vigilância Epidemiológica foi transferida para a ESF da Cecap, e o Controle de Vetores ocupará o antigo velório municipal.

As mudanças geram certa apreensão. Entre usuários do sistema municipal de saúde e moradores da região ouvidos pelo IMPACTO, o clima é de incerteza quanto à logística e à comunicação. Embora haja consenso sobre a necessidade urgente dos reparos no CIS, cuja estrutura, entregue em 2019, já apresenta avarias consideradas precoces, os cidadãos relatam ter tomado ciência das mudanças de maneira informal ou pela imprensa. A gestão afirma que haverá comunicação prévia antes das transferências dos atendimentos.

Além disso, há o receio de que o atendimento fique muito “esparramado”, dificultando o acesso, e que as obras de reforma sofram atrasos, mantendo o prédio inutilizado.

A Prefeitura sustenta que a locação de imóveis e a reorganização dos serviços decorrem de “necessidade técnica e administrativa” inadiável. Segundo a administração, um parecer técnico de engenharia emitido após vistoria no CIS identificou problemas graves que exigem intervenção.

“Diante desse cenário, foi necessário optar pela realocação temporária de serviços para garantir a continuidade dos atendimentos, a segurança de usuários e servidores e a execução das obras necessárias, sem prejuízo à população”, informou a administração em resposta ao IMPACTO, classificando a medida como parte de um processo de reestruturação da rede, “com foco na qualificação do atendimento, na ampliação do acesso e na oferta de melhores condições de trabalho às equipes”.

Novos locais de atendimento

Antigo Postão de Saúde: ESF Vila Cicma, Fisioterapia e futuro Centro Integrado de Especialidades em Saúde.

Rua Fioravante Spósito, 338 (Centro): Saúde da Mulher (Ginecologia/Pré-natal), Pediatria e Ultrassom.

Alameda Navarro de Andrade (Centro): Psicologia, Nutrição, Fonoaudiologia, Odonto (coordenadoria), Agendamento e Transporte.

ESF Cecap: Vigilância Epidemiológica (VEP).

Antigo Velório Municipal: Controle de Vetores.

Situação do CIS escancara a falta de políticas públicas permanentes

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Prédio do CIS
CIS (Centro Integrado de Saúde), em Adamantina | Foto: Gustavo Amaral/IMPACTO

A desativação provisória do CIS (Centro Integrado de Saúde), em Adamantina, mais do que um problema estrutural, expõe uma fragilidade histórica na forma como o poder público planeja, executa e mantém políticas públicas de saúde. Fissuras, trincas, rebaixamentos de piso e falhas no sistema de esgotamento sanitário são apenas os sintomas visíveis de um problema muito mais profundo.

Inaugurado em dezembro de 2019, o CIS ocupa um prédio cuja trajetória já é marcada por atrasos, indefinições e desperdício. A obra teve início ainda em 2011, com previsão de entrega para 2012, mas só foi concluída em 2017. Pensado originalmente para abrigar uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), o projeto fracassou por falta de pactuação com municípios vizinhos e pela incapacidade financeira de Adamantina em arcar sozinha com um custo mensal estimado em R$ 500 mil. O resultado foi um imóvel caro, “pronto” e vazio, que passou anos se deteriorando.

A saída encontrada – transformar a UPA em policlínica após autorização federal – foi, sem dúvida, uma solução necessária. Com recursos próprios e até mão de obra do sistema prisional, o município deu nova função ao prédio e garantiu atendimento à população, especialmente em um momento crítico como o pós-pandemia. O CIS cumpriu, e ainda cumpre, um papel relevante na rede municipal de saúde.

No entanto, o cenário atual revela que improvisar não é o mesmo que planejar. A necessidade de investir agora mais de R$ 750 mil em reformas estruturais levanta questionamentos inevitáveis: houve fiscalização adequada na construção original? Houve manutenção preventiva ao longo dos anos? Houve planejamento de longo prazo para garantir que o prédio suportasse a demanda crescente? E principalmente: será que o planejamento agora ocorre para que o problema não volte a acontecer?

A redistribuição dos serviços para cinco endereços diferentes, ainda que necessária, penaliza usuários e profissionais, fragmenta atendimentos e aumenta custos operacionais. Mais uma vez, a população paga a conta da ausência de políticas públicas permanentes, que transcendam gestões e decisões pontuais.

O caso do CIS não é isolado, tampouco exclusivo de Adamantina. Ele simboliza uma lógica recorrente na administração pública brasileira: obras que não dialogam com a realidade financeira, projetos sem garantia de custeio, soluções emergenciais que se tornam permanentes e a falta de uma visão estratégica para a saúde.

Mais do que reformar um prédio, é preciso reconstruir a forma de pensar políticas públicas. Planejamento técnico, fiscalização rigorosa, manutenção contínua e compromisso com o longo prazo não são opcionais: são essenciais para evitar que equipamentos públicos se transformem, repetidamente, em problemas anunciados.

Pavimentação que liga Jardim Brasil ao Parque Itamaraty terá obras iniciadas em fevereiro

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Jardim Brasil ao Parque Itamaraty
Trecho possui aproximadamente 300 metros, entre a rua Sergipe e a rua Saldanha Marinho | Foto: Arquivo/Prefeitura de Adamantina

A Prefeitura de Adamantina emitiu a ordem de serviço que autoriza o início das obras de pavimentação asfáltica da via que interliga a rua Sergipe, no Jardim Brasil, à rua Saldanha Marino, no Parque Itamaraty. De acordo com a empresa vencedora do processo licitatório, os trabalhos devem começar no mês de fevereiro.

A obra contempla uma área total de 1.659,75 metros quadrados e tem como objetivo melhorar a mobilidade urbana e a ligação entre os dois bairros. Antes do início da pavimentação, a Secretaria Municipal de Obras já executou no local a implantação da rede de drenagem, com a instalação de tubulações e galerias pluviais, etapa fundamental para garantir a durabilidade do asfalto.

O contrato firmado para a execução do serviço tem vigência de 24 meses, com início em janeiro de 2026 e término previsto para janeiro de 2028.

O investimento total é de aproximadamente R$ 670 mil, incluindo os serviços de drenagem, pavimentação asfáltica e construção de calçadas. Do montante, R$ 250 mil são provenientes de recursos estaduais, viabilizados por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Leonardo Siqueira (NOVO), enquanto cerca de R$ 420 mil correspondem a recursos próprios do município.

Prefeitura de Adamantina reúne entidades para definir calendário de eventos na terça-feira

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A Prefeitura de Adamantina realiza na próxima terça-feira, 20, às 9h, uma reunião para definir o CAFEP (Calendário Anual de Festas e Eventos Populares). O encontro, organizado pela Secretaria de Cultura e Turismo, ocorre no anfiteatro Fernando Paloni.

Podem participar da elaboração do cronograma representantes de entidades, organizações, associações de bairro e grupos culturais. Para agilizar o processo, a secretaria envia previamente por e-mail um formulário às instituições. O objetivo é montar uma prévia do calendário antes da reunião presencial.

As entidades que ainda não receberam o formulário devem entrar em contato com a Secretaria de Cultura e Turismo para solicitar o documento e confirmar a participação. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (18) 3522-2243.

A iniciativa atende à lei municipal 3.200, de 2006.