Projeções da CNC (Confederação Nacional do Comércio) mostram que este mês de dezembro pode ter circulação superior a R$ 72 bilhões no comércio brasileiro. O maior pedaço dessas movimentações deve vir dos supermercados e, na sequência, das lojas especializadas em roupas, calçados e acessórios.
Passado o período de compras de presentes, inicia-se a “segunda temporada” do varejo: a das trocas e devoluções. Diante de tantas embalagens abertas, surgem as dúvidas sobre prazos e obrigações das lojas.
Para orientar o consumidor nesta etapa, o IMPACTO ouviu Larissa Noda, coordenadora do Procon de Adamantina. A principal orientação é clara: entender a diferença entre o que é direito garantido por lei e o que é cortesia do lojista.
Larissa Noda, coordenadora do Procon de Adamantina | Foto: Gustavo Amaral/IMPACTO
NÃO GOSTOU OU NÃO SERVIU? A REGRA É A “BOA VONTADE” Uma situação comum pós-Natal é o presente que não serviu ou cuja cor não agradou. Ao contrário do que muitos pensam, se a compra foi feita em uma loja física, o estabelecimento não é obrigado a realizar a troca.
Segundo Larissa, como o consumidor teve a oportunidade de ver e tocar o produto pessoalmente, a lei não prevê a troca imediata nesses casos. “Os lojistas podem ter essa regra interna ou não ter”, explica. Trata-se de uma prática de “mera liberalidade” para manter o bom relacionamento com o cliente.
A dica de ouro para quem ainda vai comprar ou trocar é sempre perguntar antes. “É muito importante, antes de você comprar um produto, conversar com o lojista sobre as regras de troca”.
PRODUTO COM DEFEITO: O PRAZO DE 30 DIAS Quando o presente apresenta algum vício ou falha, o CDC (Código de Defesa do Consumidor) entra em ação com rigor, mas com prazos que devem ser respeitados. A loja não precisa trocar o item na hora, pois a lei garante ao fornecedor um prazo de 30 dias para tentar o conserto na assistência técnica.
Se o reparo não for realizado nesse período, aí sim o poder de decisão passa para o cliente. “Se ultrapassar o prazo de 30 dias, o consumidor tem o direito de solicitar a troca, a devolução do dinheiro ou o abatimento proporcional do preço”. Larissa reforça que, neste cenário, a loja não pode forçar o cliente a aceitar um vale-compras.
COMPRAS ONLINE: O DIREITO DE SE ARREPENDER Para quem contribuiu com os bilhões do varejo por meio do e-commerce, a regra é diferente. Nas compras feitas nessa modalidade vale o “Direito de Arrependimento”, em que o consumidor tem sete dias para desistir do produto, mesmo que ele não tenha defeito algum. “O consumidor tem o direito de cancelar. Então, no site devem constar eventuais normas, como, por exemplo, devolver na caixa”, pontua a coordenadora.
CUIDADOS ESSENCIAIS Para evitar dores de cabeça, Larissa lista recomendações para este período do ano. Embora não haja uma lei específica exigindo documentos para trocas por gosto pessoal, é essencial manter a nota fiscal para comprovar a origem da compra e garantir direitos em caso de defeito.
Além disso, em produtos de mostruário ou de saldão que já possuam pequenas avarias, a loja deve informar o defeito na nota. O consumidor não poderá reclamar posteriormente desse problema específico se já foi avisado, portanto, deve se atentar.
A coordenadora do Procon de Adamantina reforça que a entidade está à disposição para quaisquer problemas. O número de contato é (18) 3522-1764.
(A sina do assum preto, da águia de Zaratustra e da asa branca)
Não é de hoje que os homens se inspiram na leveza dos pássaros para expressar sentimentos. Enquanto alguns constroem em torno dessa inspiração belas metáforas para mostrar de forma lírica suas origens, outros usam do mesmo artifício para criticar erros da sociedade.
Na canção Assum Preto, Luiz Gonzaga explora bem o tema. Ao cantar “Tudo em vorta é só beleza/ Sol de abril e a mata em frô”, o rei do baião fala da mudança que ocorre no sertão nordestino após as chuvas, quando a caatinga seca e retorcida é substituída por uma linda floresta, verde e florida.
Em seguida, a emoção muda: “Mas assum preto, cego dos óio/ Não vendo a luz, aí, canta de dor.” Ao falar do sofrimento do pássaro, Gonzaga lembra que nem sempre se canta de alegria. Às vezes, o canto é uma maneira de superar a tristeza. E prossegue: “Tarvez por ignorança/ ou mardade das pió/ furaro os óio do assum preto/ pra ele assim, aí, cantá mió.”
A melhor metáfora, contudo, vem a seguir: “Assum preto véve sorto/ mas num pode avoar/ mil vezes a sina de uma gaiola/ desde que o céu, aí, pudesse oiá.” O pássaro é livre, mas não voa, fato que nos leva à seguinte reflexão: De que adianta um homem ser livre, se não pode ser autêntico? Enfim, voar é o símbolo da liberdade.
Vamos agora ao que Nietzsche escreveu sobre o mesmo assunto. Assim se expressou o filósofo alemão: “Os partidários de um homem importante costumam se cegar para melhor cantar os seus louvores.” Ou seja, tal qual o assum preto, muitas pessoas públicas fingem não enxergar os erros do governo que bajulam, para cantar melhor os méritos do chefe e assim serem por ele estimados.
Mas esse cantar é um pouco mais complicado que o da pobre ave do sertão, pois se trata de um canto ambicioso visando ser indicado candidato ao cargo de prefeito no futuro, ou pelo menos ser aceito como vice de alguém poderoso, como muitos sonham. Esses pobres “passarinhos” não imaginam que a cegueira por conveniência tende a não dar certo e que, inclusive, pode acrescentar mais danos às suas já degradadas biografias políticas.
Quando isso acontecer, aos “aduladores” vão restar apenas duas alternativas: imitar a águia de Zaratustra e se enfiar numa caverna, ou seguir o errante destino da Asa Branca, uma vez que, a exemplo do sertão, também na política as coisas mudam radicalmente de uma hora para outra. A propósito, tal qual homens que cegam passarinho por deleite, o forte de muita gente poderosa da cidade não é o sentimento.
Nota do autor. Este texto, escrito em 2009, faz parte do livro Ensaios sobre a política adamantinense, de minha autoria. Só o republiquei porque a mensagem contida nele continua atualíssima. E, também, porque é nessa época do ano que alguns dos protagonistas costumam distribuir espumantes e trufas de chocolate aos inocentes eleitores que ainda acreditam nas promessas que nunca serão cumpridas. Espero que desta vez ninguém seja obrigado a se explicar porque curtiu ou comentou em um artigo deste humilde articulista. Boas festas, caro/a leitor/a! Feliz 2026!
Foi realizada na manhã de hoje (22), a assinatura do convênio entre a Prefeitura de Adamantina e a Caixa Econômica Federal para construção de 40 casas populares do programa federal Minha Casa, Minha Vida no Jardim Adamantina.
Foto: Divulgação/Prefeitura de Adamantina
Participaram do ato o prefeito José Carlos Martins Tiveron, o secretário de gabinete, Wilson Alcântara, o secretário de planejamento e desenvolvimento, André Ricci Júnior, a secretária de assistência social, Andreia Regina Ribeiro e os representantes da Caixa Econômica Federal, José Alexandre do Rego, superintendente de governo, Leandro Nunes Alvarenga, gerente de carteira e pessoa física e Rodrigo Mesquita Spolador, supervisor da Caixa em Adamantina.
O investimento será de R$5.676.620,94 mais a contrapartida do município de 76.620,94 reais. A construção das casas será executada em uma área institucional onde há uma horta comunitária.
“O local foi escolhido por apresentar infraestrutura urbana já existente, não havendo necessidade de abertura de novas vias públicas, além de permitir o desmembramento dos lotes a partir de uma área já urbanizada”, explica Ricci.
Foto: Divulgação/Prefeitura de Adamantina
Ele acrescenta que essa decisão foi adotada com base em recomendação do próprio convênio, com o objetivo de evitar a necessidade de tramitação junto ao GRAPOHAB, procedimento que poderia atrasar significativamente o andamento do projeto.
“Com essa assinatura, o nosso município avança na oferta de moradia digna, fortalecendo a função social da habitação e retomando um movimento que há muito tempo não se concretiza nessa dimensão para atender famílias que aguardam oportunidade de acesso à casa própria”, afirma o prefeito José Carlos Martins Tiveron.
PROCESSO DO MINISTÉRIO DAS CIDADES
Em 2025, Adamantina foi enquadrada e selecionada pelo Ministério das Cidades, conforme processo seletivo instituído pela Portaria MCID nº 892/2025, que previu o enquadramento de 60.069 unidades habitacionais em todo o país.
Deste total, 30 mil unidades habitacionais foram contratadas pelo Governo Federal. O estado de São Paulo recebeu 3900 e Adamantina foi contemplada com 40 moradias.
Foto: Divulgação/Prefeitura de Adamantina
ENCONTRO COM A SABESP
Além da assinatura do convênio, foi realizado ainda um encontro com a Sabesp pra tratar da instalação do reservatório na Praça Waldemar Romanini no Jardim Adamantina.
REUNIÃO COM MORADORES
Ainda na tarde desta segunda-feira (22), será realizada uma reunião com os moradores a fim de informar os trâmites que envolvem a construção das casas no local.
O prêmio da Mega da Virada acumulou para R$ 1 bilhão depois que nenhum apostador acertou as seis dezenas sorteadas na noite do último sábado (20), no Concurso 2954 da Mega-Sena. O sorteio com o maior prêmio da história do concurso será realizado no dia 31 de dezembro, no Espaço da Sorte, em São Paulo.
No último sábado, os apostadores buscavam o prêmio de R$ 62 milhões, mas ninguém acertou os números 01, 09, 37, 39, 42, 44.
Ao todo, 38 apostas acertaram cinco dezenas sorteadas e faturaram R$ 69.615,66 cada uma.
Já os 4.069 vencedores da quadra conquistaram o prêmio de R$ 1.071,64.
Dois irmãos, um menino e uma menina, ambos de 4 anos, morreram após se afogarem na piscina de uma chácara na tarde de sábado (20), em Dracena. As crianças eram irmãs por parte de pai e participavam de uma confraternização familiar no local.
De acordo com a Polícia Civil, em determinado momento o pai das crianças deixou a chácara para levar a avó dos pequenos a outro endereço. Durante sua ausência, os irmãos permaneceram sob os cuidados da esposa do homem, mãe da menina e madrasta do garoto.
Ainda segundo as informações policiais, um familiar percebeu que as duas crianças estavam se afogando na piscina e passou a pedir socorro. Um popular que estava nas proximidades entrou no imóvel para prestar ajuda e iniciou manobras de reanimação em uma das vítimas, que chegou a apresentar vômito durante o atendimento.
Diante da gravidade da situação, o socorrista colocou a criança em um veículo particular para levá-la ao Pronto Atendimento Municipal. Durante o deslocamento, foi informado de que havia uma segunda criança também vítima de afogamento.
No trajeto, o veículo encontrou uma viatura do Corpo de Bombeiros, que assumiu imediatamente o atendimento e deu continuidade às manobras de socorro. Apesar de todos os esforços das equipes, ao chegarem ao Pronto Atendimento Municipal, o óbito de ambas as crianças foi constatado.
Foram expedidas guias para encaminhamento dos corpos ao IML (Instituto Médico Legal), onde seriam realizados exames necroscópicos antes da liberação aos familiares.
A Polícia Civil informou que o caso será encaminhado às Unidades Agrupadas do 1º e 2º Distritos Policiais, responsáveis pela continuidade das investigações, com a instauração de inquérito policial para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
O sepultamento das crianças ocorreu neste domingo (21), às 16h30, no Cemitério Municipal de Panorama.
À medida que o fim do ano se aproxima, o Natal reaparece no calendário não apenas como uma data festiva, mas como um tempo singular de pausa, reflexão e renovação interior. Em meio ao ritmo acelerado da vida contemporânea, as festas natalinas oferecem a oportunidade de desacelerar e reconsiderar valores fundamentais da convivência humana.
Historicamente, o Natal está associado ao inverno no hemisfério norte, estação marcada pela diminuição da luz e pelo recolhimento da natureza. Desde as civilizações antigas, esse período foi compreendido simbolicamente como tempo de introspecção e preparação para um novo ciclo. Nesse contexto, a celebração natalina surge como afirmação da esperança em meio à adversidade.
No centro da tradição cristã está o nascimento de Jesus Cristo, cuja mensagem espiritual se estrutura na simplicidade, na fragilidade e no encontro humano. A imagem do presépio, elemento central da iconografia natalina, traduz essa concepção ao apresentar o sagrado distante da ostentação, do poder e das hierarquias sociais.
A espiritualidade do Natal, contudo, não se limita às celebrações religiosas ou às manifestações externas. Ela se expressa, sobretudo, em atitudes concretas de solidariedade, reconciliação e partilha. Durante esse período, intensificam-se gestos de aproximação entre familiares, amigos e comunidades, reforçando valores como fraternidade, cuidado e responsabilidade com o outro.
As iluminações natalinas, que ocupam ruas e praças das cidades, também cumprem função simbólica relevante. Mais do que elementos decorativos, representam a persistência da esperança em tempos marcados por incertezas sociais, econômicas e políticas, atuando como sinais culturais de resistência ao desalento e à indiferença.
O Natal é, igualmente, um tempo de memória. As festas despertam afetos, evocam lembranças daqueles que já não estão presentes e fortalecem os vínculos entre gerações. Esse movimento de recordação contribui para a construção de um sentido coletivo, ao reafirmar experiências compartilhadas e valores que atravessam o tempo.
Em um cenário global marcado por polaridades ideológicas, conflitos, desigualdades e tensões crescentes, a permanência do Natal como referência simbólica ganha ainda mais relevância. A celebração propõe uma pausa necessária, não como fuga da realidade, mas como oportunidade de repensá-la, recolocando a dignidade da vida humana no centro das decisões individuais e coletivas.
Vivenciar o Natal para além do consumo e da rotina social implica compreendê-lo como convite à renovação ética e espiritual. Em tempos de excesso, ele reafirma o valor da simplicidade; em tempos de ruído, propõe o silêncio; em tempos de intolerância, convoca ao diálogo e ao acolhimento das diferenças.
Que as festas natalinas não se limitem à passagem do calendário. Que inspirem uma travessia interior capaz de fortalecer a esperança, promover a convivência fraterna e manter acesa, no apagar das luzes de um ano que se encerra, a chama de uma bondade que nasceu de forma simples e permanece viva na consciência humana. Boas Festas!!!
A Prefeitura de Adamantina divulgou como será o funcionamento dos serviços públicos municipais durante o feriado de Natal. Conforme o decreto nº 7.021, de 8 de novembro de 2024, o expediente nas repartições públicas da administração direta do município estará suspenso na data comemorativa. Com isso, o atendimento no Paço Municipal será encerrado nesta terça-feira (23), às 17h30, com retomada das atividades na segunda-feira (29), a partir das 7h30.
Mesmo com a suspensão do expediente administrativo, alguns serviços essenciais manterão o funcionamento normal. A coleta de lixo será realizada regularmente nos dias 22, 23, 24 e 27 de dezembro, garantindo a continuidade do serviço durante o período.
As feiras livres também sofrerão alterações pontuais. A feira que tradicionalmente ocorre às quartas-feiras na praça Deputado José Costa será antecipada para a terça-feira, 23 de dezembro. Já no dia 26, a feira acontecerá na praça Prestes Maia. No domingo, 28 de dezembro, a feira será realizada normalmente na praça Deputado José Costa.
O Poupatempo terá funcionamento diferenciado. No dia 24 de dezembro, o atendimento será restrito aos serviços estaduais, com expediente até às 12h. No dia 25 de dezembro, a unidade permanecerá fechada. O atendimento será retomado normalmente no dia 26, enquanto no sábado seguinte não haverá funcionamento. Já os serviços municipais que funcionam no mesmo espaço, como Banco do Povo, PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), PAV (Posto de Atendimento Virtual da Receita Federal) e Procon, atenderão até o dia 23 e retornarão no dia 29.
Na área da educação, a Prefeitura informou que as aulas da rede municipal de ensino têm retorno previsto para o dia 26 de janeiro, conforme o calendário escolar.
O CIES-Adamantina (Centro Integrado de Especialidades em Saúde), que funcionará nas dependências do antigo “Postão”, será inaugurado já no primeiro mês de 2026, a partir de parceria entre a Prefeitura, a Santa Casa e o Centro Universitário de Adamantina. A informação foi confirmada pelo prefeito José Carlos Tiveron em entrevista ao IMPACTO, durante avaliação dos investimentos realizados na Saúde ao longo do primeiro ano da atual gestão.
Segundo o chefe do Executivo, o setor demandou atenção imediata desde o começo do mandato, em razão da necessidade de reorganização estrutural da rede municipal. “Encontramos um sistema que precisava de correção de fluxos, revisão de processos e reforço de investimentos para garantir segurança e dignidade no atendimento à população”, afirmou Tiveron.
De acordo com o prefeito, os primeiros esforços concentraram-se na base do sistema, com a criação de rotinas permanentes de vistoria nas unidades e no enfrentamento de problemas físicos em prédios estratégicos, como infiltrações e alagamentos, inclusive no CIS (Centro Integrado de Saúde). As ações, segundo ele, tiveram caráter preventivo, com o objetivo de evitar que as situações se repetissem.
Outro destaque citado pelo gestor municipal foi a redução das filas de espera, considerada um dos principais gargalos históricos da saúde pública local. Com a implantação do Projeto Zera Fila, a administração viabilizou mais de R$ 1 milhão em investimentos para exames e procedimentos, acelerando atendimentos que estavam represados há anos. A ação terá uma próxima etapa, que aguarda liberação de R$ 890 mil, de emenda parlamentar da deputada Adriana Ventura, pelo Governo Federal.
A vinda da carreta de mamografia também foi apontada como um marco, com a realização de mais de 500 exames, ampliando a prevenção e o diagnóstico precoce, especialmente na saúde da mulher.
Ainda no campo da reorganização, a Prefeitura promoveu adequações físicas e estruturais na Farmácia Municipal, com a instalação de equipamentos essenciais e melhorias no ambiente de trabalho. Paralelamente, houve fortalecimento do diálogo com a Santa Casa, dentro de uma lógica de atuação integrada da rede de saúde.
Para os próximos meses, a administração municipal projeta a continuidade e a ampliação dessas ações, com foco na consolidação dos atendimentos já ampliados, na modernização da gestão da Saúde por meio de sistemas integrados, na melhoria contínua das estruturas físicas e na captação de novos recursos.
Encerrando o balanço, o prefeito confirmou que a implantação do CIES representa mais um passo estruturante. A nova unidade, que contará com a parceria da Prefeitura com a Santa Casa e o Centro Universitário de Adamantina, reunirá atendimentos especializados e deverá qualificar de forma significativa os serviços prestados à população.
“O objetivo é transformar a Saúde de Adamantina em um sistema mais resolutivo, organizado e humano, preparado para os desafios do presente e do futuro”, concluiu.
Edital prevê a instalação de 35 câmeras dotadas de Inteligência Artificial | Foto: Reprodução
A Prefeitura de Adamantina realiza licitação para contratar empresa especializada no fornecimento e na instalação de um novo sistema de videomonitoramento com câmeras IP dotadas de Inteligência Artificial (IA). O investimento tem como objetivo ampliar a segurança pública e patrimonial no município, aliando tecnologia de ponta à atuação das forças policiais locais.
O procedimento ocorre por meio da Dispensa de Licitação nº 49/2025, vinculada ao Processo nº 9.323/2025, atendendo às demandas da Secretaria Municipal de Administração. O edital foi divulgado na terça-feira (16) e segue aberto até às 23h59 desta segunda-feira (22), exclusivamente por e-mail.
De acordo com o plano de trabalho que integra o edital, o projeto prevê a instalação de 35 câmeras em pontos estratégicos indicados pelo município. Desse total, 28 substituirão equipamentos já existentes, enquanto outras sete serão implantadas na Praça Elio Micheloni. Além disso, as 28 câmeras atualmente instaladas serão desinstaladas e realocadas dentro e no entorno do Cemitério Municipal.
A contratação contempla o fornecimento dos equipamentos, instalação completa, configuração, integração com a central de monitoramento da Polícia Militar e treinamento dos operadores do sistema. O critério de seleção será o menor preço global.
O novo sistema contará com um gravador digital NVR de 32 canais, disco rígido de 10 terabytes, switches PoE, cabeamento estruturado, conectores, caixas herméticas e todos os serviços técnicos necessários. A tecnologia exigida permitirá recursos avançados, como detecção e reconhecimento facial, identificação inteligente de pessoas e veículos, leitura de placas, cercas virtuais, contagem de pessoas e mapas de calor.
O prazo para entrega dos materiais será de até 10 dias corridos após o pedido de compras, com início da instalação em até sete dias após o recebimento dos equipamentos. Segundo a Prefeitura, a iniciativa está alinhada ao Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTI 2024–2027) e busca modernizar e ampliar o sistema municipal de videomonitoramento.
Para o comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar de Adamantina, capitão PM Éder Bressan, o investimento representa um avanço significativo na área da segurança. “A ideia é que seja feito um grande investimento e um grande trabalho para aumentar o nosso campo tecnológico e colocar a tecnologia ao nosso favor, isso aliado à inteligência policial e, principalmente, à qualidade dos nossos recursos humanos”, destacou.
O Poupatempo de Lucélia completa, neste domingo (21), três anos de funcionamento. Desde a inauguração, a unidade já realizou 18,3 mil atendimentos. Só nos 11 primeiros meses deste ano, foram mais de 5,5 mil.
O atendimento é feito exclusivamente mediante agendamento gratuito, disponível no portal www.poupatempo.sp.gov.br, no aplicativo, nos totens de autoatendimento e também pelo WhatsApp, no número (11) 95220-2974. Ao todo, o programa oferece mais de 4 mil serviços. Em Lucélia, os mais procurados são a solicitação da Carteira de Identidade Nacional (CIN) e os atendimentos do Detran-SP.
O Poupatempo SP.GOV.BR integra a estratégia de transformação digital conduzida pela Secretaria de Gestão e Governo Digital (SGGD) e executada pela Prodesp, empresa de tecnologia do Governo de São Paulo.
A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 13h, Rua Professora Sônia Maria Campagnone, 535, no Centro.
A Prefeitura de Adamantina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa que, excepcionalmente nesta segunda-feira (22), todas as unidades de saúde do município funcionarão em horário diferenciado, das 7h às 14h30.
A alteração no atendimento ocorre em razão da realização de uma reunião interna que tem como objetivo avaliar as ações desenvolvidas ao longo de 2025, além de planejar as estratégias e atividades a serem executadas em 2026.
De acordo com a Secretaria de Saúde, a participação de todos os profissionais é fundamental para o alinhamento das ações, organização dos serviços e definição de prioridades para o próximo ano.
Na terça-feira (23), o atendimento nas unidades de saúde será retomado normalmente, seguindo os horários habituais.
Por mais um ano, a Pacheco & Grion Corretora de Seguros, de Adamantina, e a Alta Paulista Corretora de Seguros, de Dracena, promoveram uma confraternização para celebrar as conquistas alcançadas ao longo de 2025. O evento foi realizado no último dia 6, no Clube dos XV.
A comemoração contou com a presença de funcionários e familiares, além de diretores e colaboradores de seguradoras parceiras e amigos, reforçando o clima de integração e reconhecimento.
Durante o encontro, os empresários Neto Grion, Juarez Grion e Sérgio Adalberto Saqueto agradeceram aos colaboradores pela dedicação e pelo empenho ao longo do ano. Eles também destacaram o compromisso com o atendimento diferenciado oferecido aos clientes, definidos como “nossos melhores parceiros”, ressaltando a importância da confiança e da parceria para os resultados obtidos.
PACHECO & GRION
Seguro inteligente é com a Pacheco & Grion Corretora de Seguros
No Brasil, a palavra cota costuma chegar à conversa como se fosse uma visita recente, dessas que ainda não sabemos onde colocar para se sentar à mesa. Mas a verdade é menos dramática e mais antiga: cotas sempre foram parte do nosso arranjo social. O que mudou foi quem passou a ser incluído nelas.
Quando a Coroa portuguesa instituiu as Capitanias Hereditárias, o território não foi distribuído por mérito, concurso ou sorteio. Foi repartido por privilégio. Poucos receberam muito, muitos não receberam nada. Era uma cota de poder, de terra e de futuro, reservada a quem já estava próximo do trono. Não havia escândalo moral ali; havia “normalidade institucional.”
Séculos depois, com o fim da escravidão, o país decidiu novamente operar cotas, só que com outro público-alvo. Europeus pobres foram trazidos ao Brasil , num periodo danificado pela guerra, com passagem paga, promessa de terra e agua, o que muitos receberam, salário e proteção do Estado. Enquanto isso, a população negra recém-liberta recebeu algo mais abstrato: liberdade sem chão, sem escola e sem crédito. Era uma política pública seletiva, pensada para “branquear” o país e reorganizar o mercado de trabalho. Outra cota. Outro silêncio confortável.
Nada disso foi chamado de injustiça reversa. Porque, naquele momento, o privilégio tinha aparência de progresso.
Hoje, quando falamos das cotas raciais nas universidades e no serviço público, o desconforto aparece. Não porque o mecanismo seja novo, mas porque o beneficiário mudou. As políticas consolidadas a partir da Lei de Cotas não criam privilégios inéditos; elas tensionam privilégios antigos. Funcionam como um ajuste tardio de contas.
Ao contrário do que se repete em mesas de bar e caixas de comentário, cotas não eliminam o vestibular nem substituem mérito do estudos dedicado. Elas reorganizam a disputa.
Nas universidades públicas federais, o acesso se dá majoritariamente por meio do ENEM, usando o Sisu.
Dentro desse sistema, as vagas são divididas. Uma parte é destinada à ampla concorrência. Outra parte é reservada a estudantes que cursaram o ensino em escola pública. Dentro desse grupo, há subdivisões por renda familiar e por critérios raciais, e portadores de deficiência.
Isso significa que um estudante cotista não “toma” a vaga de alguém da ampla concorrência. Ele disputa apenas com quem está na mesma categoria, e teve oportunidades e vida semelhantes a dele. A nota continua sendo critério central. A diferença é que a corrida acontece entre pessoas que largaram de pontos minimamente comparáveis.
Nas universidades privadas, o mecanismo é outro, mas a lógica é parecida. Programas como o ProUni oferecem bolsas integrais ou parciais para estudantes de baixa renda, e a política de cotas raciais também se aplica. Já o FIES amplia o acesso ao financiamento, ainda que não seja uma política racial direta.
Em todos os casos, não se trata de abrir a porta sem chave, mas de reconhecer que alguns chegaram até ali atravessando lama, enquanto outros vieram por calçamento.
As cotas não são universais nem automáticas. Elas exigem critérios claros e comprovação.
Podem reivindicar cotas raciais pessoas que se autodeclaram pretas, pardas, indígenas, conforme os critérios do IBGE, desde que atendam também às exigências de escolaridade em escola pública e, em alguns casos, de renda. Em muitas instituições, há comissões de heteroidentificação, criadas justamente para coibir fraudes e garantir que a política alcance quem de fato sofre os efeitos do racismo estrutural.
Não basta querer. É preciso pertencer ao grupo social que historicamente ficou fora do grande salão de festas do desenvolvimento de um projeto de pais chamado Brasil.
E aqui cabe a analogiac reflexiva, cotas raciais são com o pagamento de ações trabalhistas?
Quando um trabalhador busca na Justiça seu direitos laborais, e recebe valores indenizatorios, ninguém diz que ele ficou “rico às custas da empresa”. Ele apenas recebeu aquilo que lhe foi sistematicamente negado. O pagamento não é prêmio, é correção. Não cria vantagem injusta; reduz uma desvantagem acumulada.
As cotas raciais operam na mesma lógica. Elas não promovem igualdade plena, apenas diminuem o abismo produzido por séculos de exclusão legalizada, cultural, social e econômica. Funcionam como juros morais de uma dívida antiga e colossal que o país sempre adiou pagar. A escravização e um debito colossal, o racismo aplicado as estruturas basicas do pais no pós escravização criou danos praticamente irreversiveis a saude do pais de uma forma geral. O desenvolvimeto de um pais passa pela estrutura de sua polis, e o Brasil é constiruido em sua maioria por pretos e pardos, ou seja, a gama de pessoas historicamente cerciadas do acesso a saude, segurança e educação. Como um pais, do tamanho de um continente podera sair da lista do terceiro mundo e alcançará a incrivel marca de primeiro mundo de mais da metade de seu povo não acessa direitos basicos?
Talvez o incômodo venha daí. A dívida, quando finalmente cobrada, revela quem se beneficiou do atraso.
Quero parabenizar os vestibulando que ja estão aprovados em seus vestibulares, e desejar uma boa prova aqueles que ainda estão em meio ao processo.
e a você Caro leitor, convido a reflexão, você está entre os descendentes daqueles que jamais receberam nada, nem direiros basicos? Ou sua descendencia chegou nessa terra além Mar atraves das COTAS de branqueamento da nação? ou assina a descendencia dos cotistas das capitanias? num pais de Cotas, qual COTA lhe contempla?
Bom domingo, boa leitura e excelente reflexão!
Ao encerrar o primeiro ano à frente da Prefeitura de Adamantina, o prefeito José Carlos Tiveron avalia 2025 como um período de reconstrução administrativa, correção de passivos históricos e reorganização da máquina pública.
Em entrevista ao IMPACTO, ele fala sobre os principais desafios herdados, as entregas realizadas, a reorganização financeira e administrativa, as ações na infraestrutura urbana e as perspectivas para 2026, além de deixar uma mensagem à população. Confira:
Prefeito José Carlos Tiveron | Foto: Divulgação
IMPACTO: Ao completar o primeiro ano de mandato, qual avaliação o senhor faz da gestão até aqui?
Tiveron: Adamantina viveu em 2025 uma reconstrução administrativa profunda, conduzida com método, responsabilidade e união entre todas as Secretarias municipais. Assumimos a Prefeitura no dia 1º de janeiro diante de uma máquina pública que, em vários pontos, estava fragilizada e incapaz de responder às demandas da população. Enfrentamos passarelas em risco, pontes literalmente no chão, equipamentos sucateados, frota mínima e setores essenciais funcionando à margem das condições adequadas. Obras importantes estavam paradas, algumas executadas sem critérios técnicos básicos, e unidades de saúde ainda vulneráveis às chuvas. Havia, além disso, processos administrativos que permaneciam presos à cultura do papel, sem rastreabilidade e sem a agilidade necessária para um município que deseja crescer. Foi esse cenário que encontramos, e foi sobre ele que começamos a construir. Nada disso, porém, se tornou obstáculo; transformou-se no roteiro de trabalho que precisávamos realizar. Definimos prioridades, reorganizamos equipes, estruturamos fluxos, restabelecemos governança e criamos uma agenda clara de fiscalização, manutenção preventiva e correção estrutural. Uma das primeiras grandes transformações foi a implantação integral do sistema “Sem Papel”, que eliminou a tramitação física de documentos e trouxe modernidade, economia, transparência e celeridade aos processos internos. Isso não apenas mudou o modo de trabalhar da Prefeitura, mas devolveu aos servidores as ferramentas adequadas para exercer suas funções com precisão e segurança. Graças a esta implantação, recebemos o Prêmio de Inovação, no Fórum de Cidades Digitais e Inteligentes do Oeste Paulista, que mostrou a grandiosidade e reconhecimento das ações de nossos servidores no Sem Papel municipal. Na área de infraestrutura, atuamos no ponto mais sensível e imediato: preservar vidas e restituir a segurança urbana. A reconstrução da ponte do Córrego dos Ranchos, concluída em 53 dias, demonstra a capacidade de resposta das nossas equipes, desde a Secretaria de Planejamento até a Obras e a Administração. A intervenção na passarela, que interditamos antes de ocorrer uma tragédia, nunca avaliada em gestões anteriores, mostra que governar exige coragem para fazer o que precisa ser feito no momento certo. Retomamos também a ligação interbairros que estava esquecida há décadas e que hoje avança dentro de um cronograma técnico sólido. Esses resultados são frutos diretos do empenho de servidores, diretores e coordenadores que atuaram com dedicação diária para restabelecer a funcionalidade da cidade. Outra urgência enfrentada foi a frota pública. Encontramos cinco das quatorze secretarias sem um único veículo disponível. Máquinas pesadas estavam paradas, motoniveladoras quebradas, caminhões compactadores de lixo inutilizáveis. Em resposta, recuperamos o que era possível e buscamos reforço externo: novos veículos, tratores, ônibus, caminhão-pipa e equipamentos decorrentes do convênio com a Receita Federal devolveram capacidade operacional às secretarias. Isso permitiu que setores como Saúde, Educação, Cultura, Obras e Assistência Social retomassem suas atividades com dignidade. A atenção à saúde foi total. Identificamos problemas estruturais, infiltrações, posicionamento inadequado de unidades, ausência de equipamentos e filas de atendimento que exigiam respostas imediatas. Garantimos mais de um milhão de reais para o Projeto Zera Fila, realizamos milhares de exames e investimos fortemente em diagnósticos, incluindo a chegada da carreta de mamografia, que realizou mais de 500 exames e praticamente eliminou a fila. Implantamos inspeções contínuas nas unidades de saúde e adotamos medidas preventivas para evitar novas ocorrências como as enchentes que atingiam o CIS e outras estruturas. Com isso, devolvemos à população um atendimento mais seguro e digno. Em paralelo, envolvemos todas as lideranças da administração: Secretários, Diretores, Coordenadores e servidores participaram ativamente de cada solução implementada. A Secretaria de Planejamento concluiu convênios e cuidou das adequações técnicas; a de Desenvolvimento Econômico conduziu a reabertura do IBC e organizou a regularização dos editais que estavam paralisados nos Distritos Industriais José Bocardi, Valentim Gatti e Otávio Gavazzi; a Controladoria e os Assuntos Jurídicos estruturaram as bases que destravaram os terrenos do Distrito Industrial; a Secretaria de Obras acompanhou cada intervenção estrutural. Essa soma de esforços foi decisiva para que o município retomasse seu ritmo de crescimento amplo e irrestrito. Na gestão financeira, enfrentamos um passivo significativo, incluindo valores não declarados na transição, empréstimos apresentados como ativo e obras que exigiam correção urgente. Um caso emblemático foi o da Usina de Resíduos da Construção Civil (RCC): tivemos de concluir a base da esteira, instalar transformador de alta potência, criar áreas de descarte e cumprir duas licenças ambientais, inclusive com reflorestamento compensatório. Esse trabalho, embora árduo, devolveu regularidade à operação e previsibilidade ao orçamento. O reconhecimento externo veio com a premiação no Prêmio Band Cidades Excelentes, com o primeiro lugar na área de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, nos pilares de saneamento e água potável, em que 100% da cidade tem acesso. Entendemos que governar é dar continuidade e criar novas entregas. Esse mérito não simboliza apenas um troféu, mas a confirmação técnica de que Adamantina escolheu o caminho correto para sua reorganização. É a prova de que nossas políticas públicas, obras, saneamento, mobilidade, habitação, planejamento e tecnologia, estão alinhadas com as melhores práticas do país. Por tudo isso, este primeiro ano representou a transição da urgência para o planejamento, do improviso para a técnica, da fragilidade para a governança. Reestruturamos serviços, modernizamos processos, recuperamos patrimônios públicos, retomamos obras e reconectamos a administração com o ritmo que a cidade merece. Consolidamos uma gestão orientada por responsabilidade, transparência e resultados. Com essa base sólida, iniciamos um novo ciclo: Adamantina volta a se posicionar como um município capaz, organizado e preparado. Este primeiro ano provou que, com determinação e trabalho conjunto, é possível reconstruir a cidade e avançar com a velocidade que a população merece.
IMPACTO: Quais foram os principais desafios enfrentados nesse período e que precisaram ser superados?
Tiveron: Enfrentar o primeiro ano de governo exigiu coragem administrativa, disciplina técnica e capacidade de reorganização profunda. Os desafios não foram pequenos, nem pontuais; eram entranhados na estrutura da máquina pública e pediam respostas rápidas, coordenadas e seguras. Logo no início, identificamos situações críticas que precisavam ser tratadas com prioridade absoluta para que a cidade não ficasse paralisada. O primeiro grande desafio foi a infraestrutura municipal. Encontramos pontes caindo, passarela em situação de risco e obras estruturais que haviam sido iniciadas sem planejamento adequado. A ponte do Córrego dos Ranchos, por exemplo, exigiu intervenção emergencial, mobilizando engenheiros, equipes de obras e planejamento para que fosse reconstruída com segurança e em tempo recorde. A passarela da Joaquim Nabuco revelava uma deterioração tão grave que a única decisão possível, para preservar vidas, foi a interdição imediata, e essa ação preventiva evitou o risco iminente de acidentes de grandes proporções. Em paralelo, retomamos a ligação interbairros que aguardava mais de quatro décadas por atenção, organizando cronograma e estrutura para que a obra avançasse dentro de critérios técnicos sólidos. Outro desafio central foi a situação das secretarias e da frota municipal. Deparar-se com máquinas pesadas quebradas, compactadores de lixo inoperantes, veículos sem manutenção e cinco secretarias sem nenhum automóvel disponível representava um quadro de extrema vulnerabilidade administrativa. O trabalho de recuperação envolveu análises técnicas, reorganização financeira, priorização de gastos e, ao mesmo tempo, articulação política para conquistar novos equipamentos, como caminhões, ônibus, trator, maquinário e bens recebidos por meio do convênio com a Receita Federal. Esse processo devolveu capacidade operacional à Prefeitura e renovou a dignidade do trabalho de nossos servidores. A área da saúde também apresentou desafios severos. Algumas unidades mostravam fragilidade estrutural, registros de infiltração, alagamentos e carência de equipamentos. O alagamento do CIS deixou evidente a urgência de criar um programa permanente de vistoria e manutenção preventiva. O desafio foi transformado em oportunidade para instituir novos protocolos, corrigir estruturas e planejar intervenções duradouras. Além disso, a grande fila de exames e procedimentos era um obstáculo real para o atendimento digno da população. Com organização financeira e diálogo institucional, conquistamos recursos expressivos para o Projeto Zera Fila, fortalecendo a rede de diagnóstico e trazendo ações como a carreta da mamografia, que reduziu rapidamente a demanda reprimida. A Usina de Resíduos da Construção Civil (RCC) representou um dos passivos mais complexos. Estruturas inacabadas, necessidade de instalação de transformador, ausência de área adequada para descarte nos fins de semana e condicionantes ambientais não cumpridas exigiram uma força-tarefa envolvendo obras, meio ambiente, jurídica e planejamento. Além da parte física, foi necessário assumir compromissos que não estavam previstos, como o reflorestamento compensatório, ao mesmo tempo em que organizávamos o orçamento para dar sequência às obrigações sem prejudicar outros serviços essenciais. O desafio financeiro, identificado ainda no primeiro trimestre, representou uma mudança de rota e demandou prudência técnica. Foi preciso ajustar projeções, revisar contratos, reclassificar itens contábeis e corrigir distorções que mascaravam a real situação orçamentária. Essa reorganização contábil permitiu entender a verdadeira capacidade de investimento do município e evitou que decisões fossem tomadas com base em dados imprecisos. Com transparência e rigor, reconstruímos previsibilidade e segurança fiscal. Superar tudo isso só foi possível pela união das secretarias, pela competência técnica de diretores e coordenadores e pelo comprometimento dos servidores, que abraçaram a missão com espírito público. Os desafios foram muitos, mas cada um deles se tornou um passo concreto para reorganizar Adamantina, restabelecer serviços essenciais, devolver segurança à população e colocar a cidade em um novo ciclo de governança, responsabilidade e eficiência. Faz-se igualmente necessário destacar a relevância do trabalho desenvolvido pelo Fundo Social de Solidariedade que, em parceria com diversas secretarias municipais, tem promovido inúmeras campanhas e ações que resgatam e fortalecem os valores da assistência social, da cultura, do cuidado direto com a saúde, da educação e da cidadania. Da mesma forma, merece reconhecimento a atuação da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, que manteve viva a tradição da ExpoVerde, mesmo diante de um cenário desfavorável. Com planejamento e inovação, foi possível reinventar os modelos de contratação, reduzindo os custos e desonerando a Prefeitura para a realização desse evento de grande importância para o município e para toda a região. Por fim, destaca-se o Natal Mágico, iniciativa que integra a tradição do município e reafirma Adamantina como referência cultural, por meio das Luzes de Natal e de uma programação diversificada da Secretaria de Cultura e Turismo, que transforma o mês de dezembro em um período de celebração, encantamento e convivência para toda a população.
IMPACTO: De que forma o problema orçamentário identificado no primeiro trimestre impactou o trabalho da Administração Municipal?
Tiveron: O primeiro ano de gestão foi marcado por um grande desafio: reorganizar as finanças municipais diante de um cenário que exigia ação imediata e decisões firmes. Nos primeiros meses, ao avançarmos na leitura real das contas, encontramos um erro orçamentário, que impactou profundamente nas decisões da gestão financeira; assim que constatamos as pendências relevantes que não haviam sido apresentadas na transição, além de compromissos financeiros sem dotação prevista, obras iniciadas e não concluídas que continuavam gerando custos e serviços essenciais funcionando sob estruturas frágeis ou inadequadas. Esse conjunto de fatores poderia ter comprometido toda a programação do ano, mas tratamos cada item com rigor técnico, clareza de prioridades e responsabilidade administrativa. A primeira providência foi colocar ordem no fluxo financeiro. Revisamos contratos, reclassificamos despesas, corrigimos inconsistências contábeis e instituímos um controle de pagamentos capaz de devolver previsibilidade à gestão pública. Esse processo não foi apenas contábil, foi estratégico. Ele permitiu que a Prefeitura seguisse funcionando sem interrupções e, ao mesmo tempo, reorganizasse compromissos que não poderiam ser ignorados. Mesmo diante dessa reestruturação, fizemos questão de valorizar o servidor público, que é o coração da administração municipal. Concedemos aumento salarial de 5,5%, que mesmo não havendo previsão orçamentária da gestão anterior, cumprimos com o ajuste salarial acima da inflação do período, garantindo reposição real. De maneira inédita, instituímos dois abonos de R$ 300,00, um no primeiro semestre e outro agora, no fim do ano, um gesto de reconhecimento ao esforço diário dos servidores. Também reajustamos o vale-refeição de R$ 28,00 para R$ 36,00, um avanço significativo que demonstra respeito e compromisso com quem trabalha pela cidade. Alguns desafios exigiram atenção especial. A Usina de Resíduos da Construção Civil chegou incompleta, sem capacidade de operação e com pendências técnicas sérias. Para torná-la viável, concluímos toda a infraestrutura, instalamos a esteira, adquirimos um transformador de grande porte, estruturamos uma área exclusiva para descarte aos finais de semana e cumprimos exigências ambientais que incluíram reflorestamento compensatório. Além disso, o financiamento utilizado para construir a Usina não estava registrado como dívida, o que gerava distorções contábeis e exigiu reorganização imediata para evitar desequilíbrio. Situação semelhante se repetia em outras estruturas. A nova Farmácia Municipal havia sido instalada em um prédio ainda em obra, sem climatização, sem pintura e sem condições mínimas de uso, além de apresentar um custo de aluguel que exigia revisão. No Centro Integrado de Saúde, enfrentamos alagamentos que colocavam em risco tanto pacientes quanto servidores, obrigando a adoção de planos de contenção e à criação de vistorias permanentes em toda a rede de saúde. A Rodoviária, reformada com recursos do MIT, também necessitou de correções técnicas para que o convênio fosse finalizado com segurança e dentro das exigências legais. Mesmo com todas essas demandas emergenciais, a gestão preservou o equilíbrio financeiro. A digitalização completa dos processos internos, por meio do Sistema Sem Papel, trouxe economia imediata e permanente, reduzindo gastos com papel, impressões e transportes de documentos, além de aumentar a eficiência no fluxo administrativo. Em paralelo, enfrentamos e solucionamos passivos importantes, como o transporte escolar, que precisava de monitores, adequações e novos ônibus, todos já conquistados e em plena operação. Enquanto corrigíamos o passado, ampliamos as bases para o futuro. Conseguimos recursos importantes para a saúde, fortalecemos políticas de assistência social, consolidamos boas ações no esporte por meio de convênios e colocamos a habitação em movimento, avançando com 40 casas (aguardando os trâmites federais) e a expectativa de mais 120 unidades do CDHU. Na área econômica, destravamos processos que estavam parados desde 2023, como as concessões dos distritos industriais, e concluímos o trâmite do IBC, que agora está com edital aberto para receber empresas de grande porte. Esse conjunto de ações, de correção, reorganização e avanço, garante que Adamantina encerre 2025 com estabilidade fiscal, serviços preservados, convênios liberados, aumento de arrecadação e um planejamento sólido para 2026. A cidade inicia o próximo ano em um ambiente de responsabilidade financeira e capacidade ampliada de investimento, preparada para consolidar projetos estruturais que elevarão a qualidade de vida da população.
IMPACTO: E quanto às conquistas: quais foram as principais entregas deste primeiro ano?
Tiveron: Ao longo deste primeiro ano, as principais entregas da gestão se materializaram na capacidade de transformar dificuldades em resultados concretos, sempre com foco na segurança, na dignidade dos serviços públicos e no fortalecimento da cidade como um todo. Houve entregas que impactaram diretamente o cotidiano da população e outras que estruturam o futuro de Adamantina, muitas vezes de forma silenciosa, porém decisiva. Na infraestrutura, a reconstrução da ponte do Córrego dos Ranchos em apenas 53 dias devolveu mobilidade e segurança a uma região que convivia com riscos reais. A interdição preventiva da passarela da Rua Joaquim Nabuco, antes que ocorresse uma tragédia, demonstrou responsabilidade técnica e respeito à vida. Avançamos de maneira efetiva na ligação interbairros entre o Itamarati e o Jardim Brasil, uma obra aguardada há décadas, que hoje segue com cronograma, acompanhamento técnico e perspectiva real de conclusão. A Rodoviária Municipal teve problemas estruturais corrigidos, garantindo o cumprimento do convênio e condições adequadas de uso, e o município retomou o controle de obras que estavam paralisadas ou sem supervisão adequada. Na área de serviços urbanos, a recuperação da frota e dos equipamentos da Secretaria de Obras foi uma entrega fundamental. Máquinas paradas, compactadores inoperantes e veículos sem condições de uso foram recuperados, ao mesmo tempo em que o município conquistou novos tratores, ônibus, caminhão-pipa e equipamentos por meio de convênios e parcerias institucionais. Isso devolveu capacidade operacional às secretarias e permitiu que a cidade voltasse a atender com regularidade demandas básicas, como limpeza urbana, manutenção de vias e apoio à zona rural. Na Saúde, as entregas foram sentidas de forma direta pela população. O Projeto Zera Fila, com mais de R$ 1 milhão investidos, ampliou o acesso a exames e procedimentos, reduzindo filas históricas. A carreta da mamografia realizou mais de 500 atendimentos, praticamente eliminando a espera nesse tipo de exame. Unidades de saúde passaram a ter cronogramas permanentes de vistoria e manutenção, evitando novos episódios de alagamentos e garantindo mais segurança para pacientes e profissionais. A Farmácia Municipal foi estruturada para funcionar com dignidade, mesmo diante das limitações herdadas, assegurando o atendimento à população. Na Educação e na Assistência Social, a reorganização do transporte escolar, com a contratação de monitores, ajustes de rotas e chegada de novos ônibus, trouxe mais segurança às crianças e tranquilidade às famílias. O fortalecimento dos convênios com entidades assistenciais garantiu a continuidade dos atendimentos, mesmo diante de compromissos financeiros assumidos anteriormente e hoje integralmente absorvidos pelo município. Administrativamente, uma das entregas mais relevantes foi a implantação do sistema Sem Papel, que transformou 100% dos processos internos da Prefeitura em digitais. Essa mudança elevou o nível de eficiência, transparência e controle, reduziu custos administrativos e valorizou o trabalho dos servidores, que passaram a contar com ferramentas modernas e adequadas. A reorganização administrativa também devolveu previsibilidade às contas públicas, com fluxo financeiro estabilizado e controle permanente do orçamento. No desenvolvimento econômico e urbano, a liberação das concessões dos distritos industriais José Bocardi, Valentim Gatti e Otávio Gavazzi, paralisadas desde 2023, recolocou Adamantina na rota de atração de empresas. A conclusão do processo do IBC e a abertura de edital para instalação de empreendimentos de grande porte representam uma entrega estratégica, com impacto direto na geração de empregos e no aumento da arrecadação futura. Na habitação, a garantia de 40 casas e o avanço para viabilizar mais 120 unidades significam segurança, dignidade e novas oportunidades para dezenas de famílias. Essas entregas, somadas à organização financeira, à recuperação de ativos públicos e à conquista de recursos externos, permitiram que Adamantina encerrasse o primeiro ano de gestão com estabilidade fiscal, serviços retomados e projetos estruturantes em andamento. São resultados que não apenas respondem às urgências do presente, mas constroem bases sólidas para um ciclo contínuo de desenvolvimento, com impactos positivos e duradouros na vida da população.
IMPACTO: Em relação à infraestrutura urbana, quais ações a Prefeitura tem adotado para garantir boas condições de pavimentação das ruas durante o período de chuvas?
Tiveron: A preocupação com a infraestrutura urbana, especialmente com a pavimentação das vias durante o período de chuvas, tem sido tratada como uma política permanente de planejamento e prevenção, e não apenas como ações pontuais ou emergenciais. Desde o início da gestão, ficou claro que não bastava realizar operações tapa-buracos de forma isolada; era necessário compreender as causas estruturais dos problemas, muitas vezes relacionadas à drenagem inadequada, ao envelhecimento da malha viária e à ausência de manutenção preventiva ao longo dos anos. Nesse sentido, a Prefeitura passou a atuar de forma integrada entre as Secretarias de Obras, Planejamento e Serviços, priorizando intervenções que atacam a origem dos danos. Antes de qualquer recomposição asfáltica, foram intensificados os trabalhos de avaliação de drenagem, limpeza de galerias pluviais, correção de pontos de acúmulo de água e recuperação de guias e sarjetas, que são fundamentais para garantir o escoamento adequado das chuvas. Onde a drenagem era inexistente ou insuficiente, optou-se por executar essa etapa previamente, mesmo que isso significasse mais tempo de obra, justamente para assegurar maior durabilidade ao pavimento. Outro avanço importante foi a reorganização da própria capacidade operacional do município. A recuperação de máquinas, a retomada de caminhões e equipamentos que estavam fora de operação e a chegada de novos veículos permitiram que a Secretaria de Obras tivesse condições reais de resposta, tanto para ações preventivas quanto corretivas. Com isso, tornou-se possível atuar de forma mais rápida nos períodos críticos, reduzindo danos maiores à pavimentação e garantindo mais segurança a motoristas, pedestres e ciclistas. Além disso, a gestão passou a trabalhar com planejamento por regiões da cidade, mapeando trechos mais sensíveis durante as chuvas e estabelecendo prioridades técnicas. Essa metodologia permite que os recursos sejam aplicados com maior eficiência, evitando desperdícios e retrabalhos, sempre com foco na economicidade e no cuidado com o dinheiro público. Ao mesmo tempo, os contratos e serviços passaram a ser acompanhados mais de perto, garantindo qualidade na execução e respeito às normas técnicas. É importante destacar que, mesmo diante das limitações orçamentárias iniciais, a Prefeitura não deixou de investir na manutenção da malha viária. Ao contrário, buscou equilíbrio entre responsabilidade fiscal e atendimento às demandas da população. O resultado desse trabalho já é perceptível em diversas regiões da cidade, onde as intervenções passaram a resistir melhor às chuvas, reduzindo a reincidência de problemas. Portanto, a atuação da Prefeitura na pavimentação urbana durante o período chuvoso está baseada em planejamento, prevenção e integração entre as áreas técnicas. Mais do que resolver problemas imediatos, a administração trabalha para construir uma infraestrutura urbana mais resistente, duradoura e segura, garantindo melhores condições de mobilidade hoje e preservando os investimentos públicos para o futuro.
IMPACTO: A reorganização administrativa já apresenta impactos na gestão? De que forma esse remodelamento deve melhorar o serviço público municipal?
Tiveron: A reorganização administrativa implantada pela atual gestão não é apenas um conjunto de ajustes internos; é uma mudança profunda na forma como o serviço público municipal funciona, com foco na eficiência, na valorização do servidor de carreira, na transparência e na entrega de resultados concretos à população. Desde o início da gestão, priorizamos o ordenamento do quadro funcional e a criação de uma estrutura de gestão que permita que cada servidor esteja alocado conforme sua expertise, sem criar cargos desnecessários, mas sim otimizando o uso dos recursos humanos existentes, algo que somente se alcança com planejamento, diálogo e respeito às leis municipais vigentes. Uma das ações mais significativas dessa transformação institucional foi a implantação do sistema “Sem Papel”, um marco histórico para a Prefeitura de Adamantina, que gerou reconhecimento e Prêmio Regional de Inovação, no Fórum de Cidades Digitais e Inteligente do Oeste Paulista, realizado em Presidente Prudente. A digitalização total dos processos administrativos internos, que agora tramitam de forma eletrônica, não só moderniza a máquina pública como reduz custos com papel, impressão, energia, armazenamento e deslocamentos, gerando uma economia que ultrapassa de 100 mil reais desde a implantação em 2025; ao mesmo tempo em que acelera o atendimento ao cidadão. Com a eliminação de etapas físicas, aumentou significativamente a agilidade na tramitação de documentos, a transparência dos atos administrativos e a rastreabilidade dos processos, permitindo acompanhamento em tempo real tanto pelos servidores quanto pela população. Esta medida também promove um ganho ambiental e contribui com práticas sustentáveis, alinhando Adamantina às mais modernas administrações públicas no país. Ao mesmo tempo, essa reorganização coincidiu com o lançamento e desenvolvimento do Programa Cidade Empreendedora, em parceria com o Sebrae-SP, que investiu quase R$ 1.000.000,00 em conhecimento profissional e administrativo, com uma contrapartida de investimento na ordem de 8% pelo município, algo inédito, até mesmo na região. O programa do SEBRAE foi pensado não apenas para apoiar pequenos e médios empreendimentos, mas também para qualificar servidores e lideranças locais para atuar em um contexto de economia moderna e competitiva. Por meio de oficinas, capacitações em marketing digital, inteligência artificial, gestão financeira, vendas e participação em eventos de empreendedorismo, o programa fortaleceu a cultura de inovação no município, incentivou a geração de empregos e articulou um ambiente de colaboração entre o setor público, o setor privado e a sociedade civil. Essa qualificação continuada dos servidores municipais é um diferencial que se reflete diretamente na qualidade dos serviços públicos. As formações contribuíram para que os servidores estivessem preparados para lidar com as novas demandas trazidas pela digitalização, pela modernização administrativa e pelos desafios de gestão pública contemporânea. Ao investirmos em capacitação, reforçamos a convicção de que servidores bem preparados são fundamentais para administrar com excelência, gerar confiança na população e promover uma cultura de melhoria contínua no setor público. Além disso, a reorganização do modelo de gestão, embasada em um Projeto de Lei aprovado pela Câmara, foi implementada com total respeito à legislação municipal e aos princípios da administração pública, como a eficiência e a economicidade. Esse ajuste permitiu reposicionar funções estratégicas, redefinir competências e valorizar a carreira dos servidores efetivos, sem aumento indiscriminado de cargos comissionados. Como resultado, foram eliminados gargalos administrativos, reduzidos desperdícios, fortalecidos setores essenciais e estabelecidos mecanismos que aprimoram o atendimento à população, sempre com foco na agilidade e na excelência no serviço público. O impacto dessas mudanças já é visível na rotina da Prefeitura. Serviços que antes demandavam longos prazos para tramitação agora fluem com rapidez, a interação com o cidadão está mais eficiente e transparente, e a administração está mais apta a responder às necessidades emergentes, com servidores motivados e equipados com ferramentas que facilitam seu trabalho. A reorganização administrativa combina, portanto, inovação tecnológica, capacitação profissional e gestão racional dos recursos públicos, garantindo que cada ação do governo esteja alinhada com os princípios de responsabilidade, transparência e compromisso com o futuro da cidade. Esse conjunto de iniciativas demonstra que, quando se alinha modernização tecnológica com desenvolvimento humano e reorganização administrativa, os serviços públicos deixam de ser apenas uma obrigação burocrática e se tornam uma plataforma de transformação social e econômica, em benefício direto de toda população de Adamantina.
IMPACTO: Com orçamento próprio e a nova estrutura administrativa, o que a população pode esperar para 2026?
Tiveron: Quando falamos em perspectivas para os próximos anos, é fundamental começar com um princípio básico de responsabilidade pública: a Prefeitura não é uma empresa privada, não opera com lucros ilimitados e não se transforma, de um ano para o outro, em uma potência econômica. O município continua inserido em um contexto fiscal realista, com receitas previsíveis, limites legais rigorosos e um cenário econômico nacional que exige prudência. Por isso, esta gestão mantém os pés firmemente no chão. O que muda, de forma muito clara, é o olhar estratégico sobre o uso dos recursos públicos, a maneira de enxergar passivos históricos e a coragem de buscar soluções modernas, sustentáveis e estruturantes para transformar problemas antigos em oportunidades reais de desenvolvimento. Dentro dessa lógica, três projetos ganham centralidade no planejamento futuro: a reestruturação da Usina de Resíduos da Construção Civil (RCC), a implantação de um Pátio do DETRAN por meio de Parceria Público-Privada e a concepção do Parque Tecnológico de Adamantina. São temas novos para a maioria da população, mas absolutamente estratégicos para o futuro financeiro, ambiental e econômico do município. A Usina de Resíduos da Construção Civil, conhecida como RCC, é um equipamento público destinado ao recebimento, separação e reaproveitamento de entulhos provenientes de obras, reformas e demolições. Durante muitos anos, esse espaço representa um passivo (gastos) para o município: gera custos permanentes, exige manutenção constante e não produz retorno econômico significativo. Esta gestão rompe com essa lógica. O que está sendo buscado agora, em articulação com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, é um novo modelo de operação, baseado em Parceria Público-Privada, capaz de transformar o RCC em um ativo municipal. Na prática, isso significa permitir que o espaço passe a gerar receita (dinheiro), reduzir custos operacionais da Prefeitura, estimular a economia circular, criar empregos e ainda cumprir rigorosamente as exigências ambientais. Trata-se de uma mudança profunda de paradigma: o que antes era visto apenas como despesa passa a ser encarado como oportunidade de sustentabilidade financeira e ambiental. No mesmo eixo de racionalização de gastos e geração de novas receitas, está o projeto de trazer para Adamantina um Pátio do DETRAN, também por meio de Parceria Público-Privada. Hoje, veículos apreendidos em operações de trânsito muitas vezes são encaminhados para municípios distantes, o que gera custos indiretos, perda de arrecadação e menor controle local. A implantação de um pátio no próprio município significa aumento direto de receita, maior eficiência administrativa, geração de empregos e fortalecimento da cadeia de serviços locais. Além disso, esse modelo reduz despesas públicas, pois transfere a operação e a manutenção à iniciativa privada, sempre sob fiscalização rigorosa do poder público. É uma solução moderna, já adotada em diversos municípios paulistas, que alia eficiência, transparência e responsabilidade fiscal. Talvez o projeto mais transformador, e ao mesmo tempo o mais desconhecido pela população, seja o Parque Tecnológico de Adamantina. Não se trata de um empreendimento imobiliário, tampouco de uma promessa abstrata de modernidade. O Parque Tecnológico é um ecossistema de inovação, planejado para integrar educação, tecnologia, pesquisa, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento econômico regional. Adamantina reúne condições raras para isso: exerce centralidade regional, é polo de saúde e educação, possui uma área extensa e qualificada de aproximadamente 200 mil metros quadrados, abriga recursos ambientais valiosos, como para a implantação de lago e áreas de mata para construção de um Jardim Botânico, e tem potencial energético expressivo, inclusive para geração fotovoltaica de grande porte. O Parque Tecnológico foi concebido para ser um espaço onde empresas inovadoras, startups, instituições de ensino, pesquisadores e o poder público possam atuar de forma integrada. Ele cria condições para atração de investimentos, geração de empregos qualificados, retenção de jovens talentos, desenvolvimento de soluções tecnológicas para a agropecuária, saúde, meio ambiente e gestão pública, além de posicionar Adamantina na rota da inovação, da economia do conhecimento e da sustentabilidade. Trata-se de um projeto de longo prazo, estruturante, que não se esgota em um mandato, mas que começa agora, com planejamento sério, base técnica sólida e articulação política responsável. Prova disso é que o projeto já será apresentado ao Senador Astronauta Marcos Pontes, em audiência previamente agendada, buscando apoio institucional e recursos para sua implantação. É importante destacar que nenhuma dessas iniciativas nasce de improviso. Todas estão ancoradas em estudos técnicos, diálogo com órgãos estaduais e federais, análise de viabilidade econômica e respeito absoluto aos princípios da legalidade, da transparência e do interesse público. Esta gestão tem plena consciência de que grandes projetos exigem tempo, maturação e construção de consenso. Por isso, prefere explicar, detalhar e dialogar, em vez de anunciar promessas vazias. Em síntese, as perspectivas para Adamantina não estão baseadas em discursos grandiosos ou projeções irreais. Elas se sustentam em uma visão moderna de gestão pública: reduzir gastos permanentes, diminuir dependência de aluguéis, transformar passivos em ativos, estimular parcerias responsáveis com a iniciativa privada e planejar o desenvolvimento de forma integrada e sustentável. É esse conjunto de ações, pensadas com seriedade e executadas com responsabilidade, que permitirá ao município avançar de maneira segura, contínua e consistente, sempre com respeito à coisa pública e ao cidadão adamantinense.
IMPACTO: Qual sua mensagem de Ano Novo aos adamantinenses?
Tiveron: Chegamos ao fim de mais um ano com o coração cheio de gratidão, responsabilidade e esperança. Adamantina é feita de pessoas, de histórias que se cruzam todos os dias, de famílias que trabalham, sonham, enfrentam dificuldades e seguem acreditando. É por elas, por cada cidadão, sem exceção, que todo esforço realizado ao longo deste ano fez sentido. Sou filho desta terra. Cresci vendo Adamantina se construir no trabalho diário, no comércio aberto cedo, no servidor que cumpre sua função com dedicação, na família que luta para garantir dignidade aos seus. Por isso, cada decisão tomada em 2025 teve um único compromisso: cuidar da cidade com respeito, responsabilidade e visão de futuro, sempre entendendo que tudo o que se faz no poder público precisa, antes de tudo, alcançar as pessoas. Este foi um ano de reconstrução silenciosa e firme. De reorganizar caminhos, corrigir falhas deixadas pelo tempo, proteger o que é essencial e preparar a cidade para avançar com segurança. Nada disso foi feito por uma pessoa apenas. Foi construído por uma equipe inteira, Secretários, Diretores, Coordenadores, Servidores públicos de carreira, que acreditou, trabalhou, muitas vezes longe dos holofotes, e colocou Adamantina novamente em movimento. A todos, minha profunda gratidão. Esse trabalho também só é possível com o apoio das famílias, dos amigos e de cada cidadão que acredita que a cidade pode sempre ser melhor. Ao entrarmos em um novo ano, seguimos com os pés no chão e o olhar adiante. Sabemos que os desafios continuam, que os recursos são limitados e que a responsabilidade é grande. Mas também sabemos que quando há planejamento, cuidado com o dinheiro público, transparência e compromisso coletivo, os resultados aparecem e chegam onde realmente importam: na vida das pessoas. Que 2026 seja um ano de mais união, mais diálogo e mais humanidade. Que ninguém se sinta invisível. Que os mais vulneráveis sejam sempre lembrados, protegidos e acolhidos, porque quando cuidamos de quem mais precisa, toda a cidade cresce junto. Não existe ação pública isolada: tudo o que se constrói para Adamantina se espalha, alcança bairros, famílias, trabalhadores, jovens e idosos. Neste tempo de Natal e de renovação, desejo que cada lar seja preenchido por paz, esperança e coragem. Que possamos deixar para trás o que divide e fortalecer tudo aquilo que une. Que Adamantina siga avançando, com serenidade, trabalho e respeito, construindo um futuro sólido para as próximas gerações. Essa é a palavra do Prefeito, mas também é a palavra de toda uma equipe que acredita nesta cidade e trabalha todos os dias por ela. Adamantina é nossa casa. E cuidar dela é um compromisso que se renova a cada novo amanhecer. Que o próximo ano seja de luz, dignidade e novos caminhos para todos.
Existe época mais bonita que a de Natal? Existe período mais controverso, mais triste, mais depressivo que o período natalino? Depende.
Tenho uma amiga que diz: “Atualmente somente crianças de zero a três anos curtem o Natal. Isso se tiverem famílias estáveis e boas condições financeiras, caso contrário nem elas”.
Às vezes sinto que nada mais tem graça para elas. Nada mais é tão emocionante quanto os vídeos de cinco a dez minutos cheios de ação e emoção do You Tube. Velhinhos bonzinhos em trenós puxado por renas, menino Jesus na manjedoura…. coisa chata, ultrapassada…”
Essa mesma amiga costumava ouvir meus comentários nos finais de ano: “Fulano surtou coitado.. justo agora que é época de Natal”. Ou ainda: “Sicrano deprimiu. Justo agora coitado…”. E ela respondia: “As pessoas não surtam ou deprimem ‘bem agora no Natal’. Elas surtam justamente porque é Natal…”. E eu com cara de ué… “Será”?
Fico pensando que o ser humano dos novos tempos não consegue encarar de frente a possibilidade de felicidade. Ou de um momento em que todos possam estar num mesmo clima de comunhão, de paz, de amor. Mas por quê? Não sou psicóloga nem psiquiatra. Apenas uma observadora. E já passei por muito natais. Otimista que sou, nunca me deixei abater. E talvez por isso, observar a tristeza e até mesmo a revolta de algumas pessoas com o espírito cordial do Natal, me deixa intrigada.
Todos nós perdemos entes queridos durante a vida, de quem sentimos falta todos os dias. No entanto aprendi, nessa época do ano, a reconhecer como foi bom tê-los ao nosso lado durante tanto tempo, ao invés de culpar o Natal e as pessoas que estão em volta, por essa perda.
Também acontece de não estarmos exatamente com as pessoas (vivas) com quem realmente gostaríamos de estar na chamada “Noite Feliz”. Mas faz parte… não é possível estar em vários lugares ao mesmo tempo. E cá entre nós, também ninguém é obrigado a ficar com quem não se sente bem. E nesse caso sou a favor daquele velho ditado: os incomodados que se retirem… ao invés de estragar o Natal alheio…Todavia, com um mínimo de amor e espírito natalino, é possível brindar a uma humanidade melhor.
Como roqueira que sou, lembro que foi nesse clima natalino que há quase 60 anos um jovem casal – ela uma japonesa, de Tóquio, artista plástica cuja depressão já a havia levado, mais de uma vez, a tentativas de suicídio; ele um inglês de Liverpool, famoso por suas composições e por sua banda, mas que também convivia com angústias e questões – fizeram juntos a música mais tocada nessa época: Happy Xmas (War is Over).
Ambos lutavam pela paz mundial, ambos se amavam e não haviam perdido a esperança. Naquele dia de dezembro de 1971, tomando café da manhã na suíte do Hotel St. Regis em Nova York enviaram ao mundo a mensagem que se tornaria um clássico natalino, trazendo em sua essência a grande utopia em que no mundo não haveria diferenças entre brancos e pretos, ricos e pobres e que a paz seria possível.
A utopia do casal, porém não se concretizou. As guerras atuais e a violência são a prova disso. E ainda existe a guerra profunda que travamos em nosso interior, a cada dia, resultado, quem sabe da frustração advinda de tanta desavença. Ela consegue ficar lá, nas trincheiras da nossa alma e acabam vindo à tona agora… justamente no Natal…
A utopia, porém, resiste. … sempre haverá um sopro de luz, um alento de que tudo vai melhorar
Então, CORAGEM! É hora de viver o Natal. A saudade dos ausentes vai doer, as guerras continuarão gerando sofrimento, nossas lutas interiores continuarão acontecendo… Lennon disse um dia “the dream is over “(o sonho acabou) , mas ele próprio se corrigiu e escreveu: War is over… if you want it. ( a guerra acabou. É só querer).
Que a sensação de tristeza que acomete alguns nessa época do ano seja dissipada pela utopia descrita na música e pela força espiritual de cada um nós.
Cerca de 2,2 milhões de veículos devem passar nas 12 rodovias administradas pela Eixo SP, de Piracicaba a Panorama durante o período de Natal e Ano Novo. O volume representa aumento de cerca de 40% em comparação ao tráfego de fins de semana normais.
Em razão do alto fluxo e para garantir uma viagem mais tranquila aos usuários, a Eixo SP colocará em prática, já a partir da 0h deste sábado, 20, sua Operação Fim de Ano. A ação segue até as 12h do próximo dia 4 de janeiro, o primeiro domingo de 2026. A previsão é de que a maior movimentação de veículos ocorra nos dias 24 e 26 de dezembro e nos dias 31 de dezembro e 2 de janeiro, entre às 9h e 18h.
Durante a Operação Fim de Ano, a Eixo SP colocará todo seu efetivo em serviço para garantir uma viagem melhor aos usuários.
Informações sobre as condições de tráfego serão exibidas em tempo real nos 24 painéis eletrônicos instalados ao longo das rodovias sob concessão da Eixo SP. E caso seja necessário, o serviço de atendimento ao usuário pode ser acionado pelo telefone 0800 170 8998.
Outras funcionalidades também estão disponíveis para o relacionamento com o viajante. O atendimento ainda pode ser feito pelos totens de videochamada disponíveis nas bases do Serviço de Atendimento ao Usuário ou pelo aplicativo da Eixo SP, por onde a interação ocorre por mensagens de texto, áudio ou chamada de vídeo.
O viajante ainda encontra pelos 1,2 mil quilômetros de rodovias da Eixo SP a maior extensão de conexão de Internet de uma infraestrutura viária na América Latina. Para usar o sistema, o viajante – seja ele o carona ou o motorista – deve acessar a rede Eixo SP e estar com o veículo parado em conformidade com as leis de trânsito.
Vale lembrar que o condutor que não possui TAG já tem opção de pagamento das tarifas com cartão por aproximação nas cabines de pedágio de todo o sistema Eixo SP.
DE OLHO NA SEGURANÇA
É importante lembrar que uma viagem tranquila e sem sustos depende também da atenção dos motoristas quanto às condições gerais do veículo. Antes de colocar o veículo na estrada, é preciso checar detalhes como o nível de óleo, de água, calibragem dos pneus, alinhamento e balanceamento, o funcionamento correto dos sistemas de freio, de iluminação e de sinalização, entre outros itens. E não esqueça de verificar se a documentação do veículo está em ordem.
Outras regras a serem seguidas para maior segurança é o uso do cinto de segurança em todos os ocupantes do veículo, o respeito ao limite de velocidade e a realização de ultrapassagens apenas nos trechos permitidos.
OBRAS SUSPENSAS
Em razão do aumento de tráfego previsto para as rodovias nos períodos de festas, a Eixo SP informa que a execução do calendário de obras terá programação suspensa de 19 de dezembro até 4 de janeiro.
Os reparos emergenciais, contudo, estão mantidos e podem ocorrer, mas fora dos horários de pico no tráfego. A Concessionária também esclarece que não haverá o fechamento de acessos durante o feriadão.
Um homem, de 64 anos, morreu na noite desta sexta-feira (19), após ser atropelado na Avenida Marechal Castelo Branco, conhecida como Via de Acesso, em Adamantina. A vítima, que trabalhava como borracheiro, foi atingida por um automóvel por volta das 19h20.
Segundo informações da Polícia Militar, o homem foi atropelado por um carro de passeio que trafegava pela via e, com o impacto, caiu ao solo, sofrendo ferimentos graves, principalmente na região da cabeça. Ele foi socorrido por equipes do Corpo de Bombeiros e encaminhado ao pronto-socorro da Santa Casa de Adamantina, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada na unidade.
O local do acidente foi preservado para os trabalhos periciais. O veículo envolvido, que seguia no sentido bairro–centro, apresentava danos compatíveis com o atropelamento, como amassamento no capô e o para-brisa dianteiro totalmente danificado. A perícia da Polícia Técnico-Científica esteve no local por volta das 20h40 para realizar os levantamentos necessários.
À Polícia Militar, a condutora do veículo informou que não teria visualizado a vítima, que, segundo ela, entrou repentinamente na via ao tentar atravessá-la. A motorista permaneceu no local, foi submetida ao teste do etilômetro, que resultou negativo para ingestão de álcool, e teve a documentação pessoal e do veículo considerada regular.
A ocorrência foi apresentada no plantão da Polícia Civil, que dará sequência às investigações para apurar as circunstâncias do acidente e eventuais responsabilidades.
VELÓRIO E SEPULTAMENTO
De acordo com a funerária Haddad Organização Social, o velório iniciou às 10h deste sábado (20), no Jardim da Saudade Haddad, Sala Tulipa. O sepultamento deverá ocorrer às 16h30, no Cemitério da Saudade.
Foram prorrogadas, até às 16h do dia 22 de dezembro, as inscrições para o concurso da Polícia Penal do Estado de São Paulo. São oferecidas 1.100 vagas para o ingresso na carreira de Policial Penal. As provas serão aplicadas pelo Instituto AOCP e as inscrições podem ser realizadas no site: www.institutoaocp.org.br.
O concurso público terá quatro fases eliminatórias, com prova objetiva, prova de aptidão física e aferimento da estatura, prova de aptidão psicológica, comprovação de idoneidade e conduta ilibada na vida pública e na vida privada e investigação social.
Em conformidade com a Lei Orgânica da Polícia Penal, Lei Complementar nº 1416/2024, além de aprovação nas fases do concurso, para ingresso na carreira o candidato precisa atender aos seguintes pré-requisitos, possuir na data da posse: diploma de graduação em qualquer curso de Ensino Superior ou equivalente, idade mínima de 18 anos e possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na Categoria “B”, no mínimo. Até a data do encerramento das inscrições no certame, 35 anos de idade, no máximo, independente de eventual prorrogação do período de inscrição.
Com relação às tatuagens, a Lei Orgânica destaca que o candidato não deve possuir tatuagem que divulgue símbolo ou inscrição ofendendo valores e deveres éticos inerentes aos integrantes da Polícia Penal.
Os requisitos previstos serão aferidos por meio de exames médicos, psicológicos e toxicológicos, que poderão ser exigidos a qualquer tempo durante o concurso e o estágio probatório.
A remuneração do policial penal será por subsídio, nível I – Ingresso, correspondente a R$ 4.695,60, já reajustada conforme a Lei Complementar n° 1.425/2025. Somado ao salário, há o pagamento de insalubridade no valor de R$785,67. Em complemento, o Policial Penal tem a possibilidade de receber a Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Penitenciário – Dejep, mediante o exercício de atividades internas nos estabelecimentos penais, com o limite de até 10 Dejeps mensais. Anualmente, o Policial Penal ainda pode receber um valor variável referente à Bonificação por Resultados (BR). Também são oferecidos auxílio-alimentação e auxílio-transporte.
Perguntas e respostas
1. Como será a distribuição de vagas para o estado?
As 1.100 vagas serão distribuídas, de acordo com a necessidade administrativa, abrindo oportunidades em diversas localidades.
2. Aceita curso superior sequencial?
O edital solicita nível superior completo, com diploma válido no momento da posse. Se o curso sequencial não tiver equivalência formal de graduação, ele não será aceito. Confira seu certificado e se informe sobre a equivalência com a instituição na qual o curso foi realizado.
3. Falta um ano para eu terminar o ensino superior — dá tempo até a posse?
Para assumir o cargo, é obrigatório ter o curso superior concluído. Se você termina antes da posse, ainda há chance — tudo depende da data da nomeação. Se está próximo de concluir, continue firme, pode valer muito a pena!
4. O curso de formação será somente na capital ou no estado inteiro?
O curso de formação está previsto para acontecer na Coordenadoria de Ensino, Cultura e Pesquisa, localizada na capital. É lá que os futuros policiais penais darão os primeiros passos rumo à carreira.
5. A posse é prevista para quando?
Não existe uma data exata no edital. A posse acontece somente após todas as etapas e homologação final. Ou seja: quem seguir firme no processo e for aprovado, será nomeado após homologação, no período de vigência do concurso, que é de dois anos, prorrogáveis por mais dois anos.
6. Quanto tempo dura o curso de formação?
A duração específica será informada na convocação para o curso, mas hoje a formação possui carga horária de 1.910 horas-aula, aproximando-se de um período intenso e aprofundado de preparação.
7. Há ajuda de custo durante o curso de formação?
O edital não prevê ajuda de custo para o período de formação. O pagamento passa a ocorrer somente após o exercício, quando o candidato se torna oficialmente Policial Penal.
8. Posso ser reprovado no curso de formação?
Sim. A formação segue critérios técnicos e disciplinares previstos na Lei Orgânica da Polícia Penal (1416/2024). O desempenho acadêmico, comportamento e cumprimento das regras são fundamentais para a aprovação.
9. Por que o edital não abriu vagas para mulheres?
Nesta edição, as vagas foram direcionadas apenas ao sexo masculino, por critério de necessidade operacional do sistema. Isso não impede que futuramente surjam editais com vagas para ambos os sexos.
10. Quem ministrará o curso de formação?
A formação será realizada pelo órgão de ensino do sistema prisional: a Coordenadoria de Ensino, Cultura e Pesquisa, que conta com instrutores da própria Pasta e profissionais convidados.
11. Qual a validade do concurso?
Conforme item XV do edital, após a homologação, a vigência do concurso é por dois anos, prorrogáveis por igual período, a critério da administração.
12. Como faço para ir para o GIR depois que entrar?
O edital não detalha o ingresso em unidades especializadas, como o GIR. Geralmente, essa movimentação ocorre internamente, seguindo critérios, cursos e regulamentos específicos após a posse.
13. Podem divulgar mais detalhes sobre o curso de formação?
O que já se sabe oficialmente é que será um Curso de Formação Técnico-Profissional, de caráter eliminatório. O restante — conteúdos, etapas, calendário e rotinas — será compartilhado quando os aprovados forem convocados.
O prefeito de Adamantina, José Carlos Tiveron, explana a situação de duas das principais obras de infraestrutura iniciadas pela atual gestão municipal: a construção da nova passarela no pontilhão da rua Joaquim Nabuco e da ligação interbairros entre as ruas Sergipe e Saldanha Marinho.
Segundo ele, o andamento das intervenções não se trata de adiamento ou protelação, mas de uma opção técnica e responsável. “Não se trata de adiar ou protelar, mas de construir soluções sólidas, seguras e definitivas, que preservem vidas, valorizem o investimento público e evitem que problemas antigos se repitam no futuro”, declarou.
Foto: João Vinícius Faustino/IMPACTO
NOVA PASSARELA
Nesta quarta-feira (17), a Prefeitura reiniciou as intervenções em uma das passarelas do pontilhão da rua Joaquim Nabuco, que está interditada desde fevereiro. Segundo o prefeito, o principal entrave enfrentado pela administração foi o estado crítico da estrutura encontrada no início do mandato.
“Trata-se de uma travessia antiga, submetida por décadas a intenso uso, intempéries e à ausência de acompanhamento técnico permanente pelas gestões anteriores. Ao assumir, a gestão se deparou com uma estrutura que oferecia riscos reais à população, o que impôs uma decisão difícil, porém responsável: a interdição preventiva, antes que um acidente grave pudesse ocorrer”, afirmou. Ele destacou ainda que, apesar de impopular, a medida foi necessária para garantir a segurança dos munícipes.
De acordo com Tiveron, após a interdição foi preciso desenvolver um projeto técnico adequado, capaz de garantir segurança estrutural, durabilidade e conforto aos usuários. Por se tratar de uma passarela sobre trilhos ferroviários – que devem voltar a receber tráfego em Adamantina, a obra exige soluções específicas de engenharia, materiais apropriados, mão de obra especializada e o cumprimento rigoroso de trâmites legais e licitatórios. “Esse cuidado naturalmente demanda mais tempo, mas assegura que a solução final seja definitiva, segura e economicamente responsável”, pontuou.
A primeira etapa da obra, que depende também das condições climáticas, deve ser finalizada ainda este ano. A intervenção na outra passarela ocorrerá no começo de 2026.
LIGAÇÃO INTERBAIRROS
Já a ligação entre o Jardim Brasil e o Parque Itamarati é apontada como uma obra aguardada há décadas pela população. Segundo o prefeito, ao assumir o projeto, a gestão precisou corrigir a ausência de etapas fundamentais para garantir a durabilidade da intervenção.
Antes da pavimentação, foi necessária a execução adequada da drenagem pluvial, considerada essencial para evitar alagamentos, erosões e o comprometimento precoce do asfalto. Essa fase, conforme explicou Tiveron, exigiu planejamento técnico, readequação de cronograma e compatibilização entre recursos disponíveis, execução direta e processos licitatórios. “Somente com essa base sólida é possível garantir que a ligação interbairros seja concluída com qualidade e atenda à população por muitos anos, sem desperdício de recursos públicos”, afirmou.
O avanço da melhoria, a partir de recurso de R$ 250 mil de emenda parlamentar do deputado Léo Siqueira, depende de licitação em andamento.
COMPARAÇÃO COM OUTRAS OBRAS
O prefeito também citou exemplos de intervenções executadas com rapidez pela administração, como a construção da ponte de concreto sobre o Córrego dos Ranchos, concluída em 53 dias. Segundo ele, a obra demonstra a capacidade de execução do governo municipal quando não há entraves burocráticos complexos e quando a solução técnica permite ação direta da Prefeitura.
“Foi uma intervenção rápida, técnica e eficiente, conduzida com planejamento, mobilização de equipes e foco absoluto na resolução do problema”, ressaltou.
Por fim, Tiveron reforçou que obras como a passarela da rua Joaquim Nabuco e a ligação interbairros não admitem improvisos. “São intervenções que exigem projetos mais elaborados, etapas sequenciais obrigatórias e o cumprimento rigoroso de normas legais e técnicas. Nesses casos, agir com responsabilidade significa respeitar o tempo necessário para fazer corretamente”, concluiu.
Painel sobre liderança jovem contou com presença de vereadores e do presidente do Confea, engenheiro Vinicius Marchese | Foto: Divulgação/Crea-SP
O engenheiro Fonteine Tazinazzo, vereador de Lucélia e inspetor do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), representou o município e a região no XVI Encontro do Crea-SP Jovem, realizado no último dia 6, em São Paulo. O evento reuniu jovens engenheiros, estudantes e especialistas dos setores público e privado para discutir como a Engenharia pode transformar políticas públicas, antecipar o futuro do trabalho e impulsionar soluções inovadoras para as cidades.
O parlamentar participou de painel mediado pelo presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), engenheiro Vinícius Marchese, no qual compartilhou sua experiência no poder público, tanto no Executivo quanto no Legislativo, abordando temas como gestão, política e compromisso com as pessoas. Para Tazinazzo, estar em São Paulo representando Lucélia foi motivo de orgulho e reforçou a importância da troca de experiências e do incentivo às novas lideranças.
O painel “Liderança jovem: a peça-chave para a renovação” contou ainda com a participação de vereadores de diferentes municípios paulistas. Ao lado de Guilherme Campos (Mogi Guaçu), Vinícius Scarso (Capivari) e João Clemente (Araraquara), o luceliense defendeu a presença de profissionais técnicos na vida pública e incentivou os estudantes a se engajarem mais ativamente na política.
Durante os debates, foram apresentados exemplos práticos em que a Engenharia foi protagonista na resolução de problemas municipais, seja na execução de obras e reformas, seja na articulação de saberes entre o poder público, empresas, profissionais e a comunidade. Marchese destacou que “a vida acontece nos municípios” e que as decisões locais impactam diretamente o cotidiano da população, reforçando a necessidade da participação da Engenharia na atuação política.
Presidente do Confea, engenheiro Vinicius Marchese, e o vereador de Lucélia, engenheiro Fonteine Tazinazzo | Foto: Arquivo pessoal
Além dos painéis, o encontro contou com o Espaço Conexões, no CreaLab Coworking, ambiente voltado ao networking e à troca de ideias entre os jovens, com foco em liderança, empreendedorismo e inovação. A proposta buscou estimular carreiras e ampliar a visão dos futuros engenheiros sobre seu papel social.
Ao final, Tazinazzo agradeceu ao Crea-SP e ao Confea, à liderança de Vinícius Marchese e ao apoio do conselheiro federal, engenheiro Daniel Robles, ressaltando que iniciativas como essa fortalecem a Engenharia, projetam o nome da região e contribuem para o desenvolvimento do Oeste Paulista e do Brasil. “Seguimos trabalhando, aprendendo e representando Lucélia e nossa região com responsabilidade e orgulho”, afirmou.