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Senado aprova auxílio a santas casas e hospitais filantrópicos

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O Senado aprovou nesta quinta-feira (21), por unanimidade, o projeto de lei que prevê auxílio emergencial de até R$ 2 bilhões para santas casas e hospitais filantrópicos que participam de forma complementar do Sistema Único de Saúde (SUS). A matéria segue para votação na Câmara dos Deputados.

Segundo o relator, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), a medida vai “evitar o colapso financeiro iminente do segmento hospitalar filantrópico brasileiro”. Segundo ele, esses hospitais contribuem para a capilaridade e a efetividade do SUS, respondendo por mais de 50% do atendimento em quase dois mil hospitais distribuídos por todo o país.

“[O Projeto de lei é] urgente, em razão das dificuldades financeiras que as santas casas e os hospitais filantrópicos têm enfrentado no presente momento em face da longa duração da pandemia da covid-19, que segue em curso, ainda que a campanha de vacinação nacional já produza resultados concretos”, justificou o senador.

O crédito dos recursos a serem transferidos para as entidades beneficiadas deverá ocorrer em até 15 dias, a partir da publicação da lei, em função do caráter emergencial da ajuda financeira. Os recursos devem ser distribuídos de forma proporcional entre as unidades de saúde, conforme critérios já definidos.

Pelo texto, santas casas e hospitais filantrópicos receberão recursos mesmo que haja débitos ou inadimplência das entidades beneficiadas. A proposta determina também que o Ministério da Saúde deve coordenar a distribuição do dinheiro, e acrescentou a previsão de que os recursos podem ser usados em pesquisa.

*Com informações da Agência Senado

Butantan mostra a dinâmica de introdução do novo coronavírus no Brasil

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Estudo do Instituto Butantan, do governo de São Paulo, conseguiu revelar a dinâmica de introdução do novo coronavírus Brasil. Isso foi possível a partir do sequenciamento de 3.866 genomas do vírus SARS-CoV-2 coletados em todos os estados brasileiros entre fevereiro de 2020 e junho de 2021. De acordo com as análises, o país teve um papel importante na disseminação do vírus em países vizinhos e no mundo, tendo em vista a falta de restrições sanitárias efetivas, sobretudo em relação às viagens internacionais.

A pesquisa indica que o estágio inicial da pandemia foi caracterizado pela circulação conjunta de várias linhagens virais ligadas a várias importações, sendo a maior parte delas da Europa. Isso ocorreu antes da implementação de medidas de restrição social, em abril de 2020. “Elas [variantes] não chegaram só em um lugar, elas circularam por todo o país”, aponta Maria Carolina Sabbaga, vice-diretora do Centro de Desenvolvimento Científico do Butantan.

Até agosto de 2020, já durante a aplicação de medidas preventivas, ocorreram pelo menos outros 33 eventos de introdução do vírus, apontam os pesquisadores. “As medidas de restrição poderiam, por exemplo, ter sido feitas antes. É importante falar que o vírus respiratório é bem complicado de manter [restrito], mas outros países conseguiram controlar melhor”, avalia Maria Carolina. O trabalho foi publicado como artigo na plataforma de preprints MedRxiv.

A pesquisa mostra ainda que o Brasil foi disseminador de variantes para outros países, com pelo menos 316 eventos de exportação da variante Gama (antes conhecida como P.1, amazônica) e 32 da variante Zeta (P.2). “Vieram as medidas de restrição mais fortes, mas essas medidas depois foram aliviadas por uma série de razões. O que acontece? Aparece uma variante de preocupação muito grave, que foi a gama lá em Manaus, e se espalhou primeiro pelo Brasil e internacionalmente”, relembra a pesquisadora.

As análises que mostram o movimento viral no Brasil apontam ainda que a região Sudeste foi a maior contribuinte de trocas virais para outras regiões, com 40%. Em seguida está a região Norte, com 25% dos movimentos virais. O estudo indica que a flexibilização das viagens nacionais e internacionais, ocorridas em certos momentos na pandemia, foram responsáveis pela introdução de novas cepas.

A análise filogeográfica da variante Gama mostrou que ela emergiu por volta de 21 de novembro em Manaus. Em relação à variante Zeta, que se imaginava oriunda do  Rio de Janeiro, a mesma análise sugere que ela se originou no Paraná no final de agosto de 2020.

“Esse sequenciamento genômico é importante porque ele permite que a gente veja e rastreie como o vírus está se espalhando e como ele está evoluindo. Com isso, a gente pode ajudar as autoridades de saúde pública a definir as estratégias de controle. O nosso papel é informar as autoridades de saúde pública com esses estudos para que as decisões adequadas sejam tomadas para mitigar essa pandemia”, explica Maria Carolina.

Destaques do Ano

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Ainda em pandemia, sem a possibilidade de aglomeração de pessoas, a 24ª edição dos Destaques do Ano aconteceu de forma online no último sábado. Evento promovido pelo IMPACTO destaca empresas e profissionais através de pesquisa top of mind.

Finados: obras no cemitério estão suspensas

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Municípios investem 34% a mais em saúde, mas quadro fiscal preocupa

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Os municípios brasileiros investiram mais em saúde em 2020. Em decorrência da pandemia de covid-19,os recursos destinados à saúde subiram 34%. Entretanto, 3.024 prefeituras (57,7% do total) estão em situação fiscal difícil ou crítica. Em boa parte delas, há uma forte dependência dos repasses da União.

Os dados foram divulgados hoje (21) pela Federação da Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e fazem parte do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), divulgado anualmente desde 2013. Segundo a entidade, as informações são relevantes para o debate de reformas que têm impacto nos municípios, como a administrativa e a tributária.

Para o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, o bem-estar da população e a melhoria do ambiente de negócios dependem do equilíbrio sustentável das contas públicas municipais. “Isso só será possível com a concretização de reformas estruturais que incluam as cidades”, diz.

Nesta edição, foram avaliados dados relativos a 2020 de 5.239 municípios, que reúnem 94,4% da população do país. As informações são declaradas oficialmente à União pelas prefeituras. Porém, 329 delas não fizeram suas declarações no prazo legal ou informaram dados com inconsistências.

O IFGF é composto por quatro indicadores que avaliam autonomia, gastos com pessoal, liquidez e investimentos. A pontuação varia de 0 a 1, sendo considerada situação crítica quando o resultado é inferior a 0,4, difícil quando fica entre 0,4 e 0,6, boa no intervalo de 0,6 a 0,8 e excelente acima de 0,8. Considerando todos os municípios avaliados, a média foi de 0,5456. Apenas 11,7% registraram excelência fiscal.

Segundo o gerente de estudos econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, 2020 foi um ano marcado por fatores extraordinários. A pandemia fez crescer o repasse da União para os municípios. As prefeituras receberam R$ 31,5 bilhões a mais do que em 2019. Consequentemente, somente os investimentos em saúde subiram 34%, impactando o indicador de investimentos como um todo. Além disso, houve flexibilização de regras fiscais e suspensão de dívidas.

Ao mesmo tempo, a arrecadação foi favorecida com a inflação e com o estímulo ao consumo através do pagamento do auxílio emergencial. Como é comum em ano de eleição municipal, os dados também sugerem crescimento de novos investimentos em infraestrutura e maior liquidez, isto é, aumento da capacidade das prefeituras em arcar com seus compromissos financeiros. Segundo Goulart, isso ocorre porque há uma melhora no planejamento diante da preocupação de se encerrar o mandato atendendo as obrigações legais.

“Houve um bom nível de liquidez e um bom nível de investimentos”, pontuou. Ele observa, no entanto, que essa não é uma situação que se pode generalizar. Em 563 municípios, por exemplo, a prefeitura foi entregue no vermelho para a gestão que assumiu o mandato no início deste ano. Isso ocorreu inclusive em três capitais: Rio de Janeiro, Macapá e Cuiabá.

Apesar dos fatores extraordinários de 2020 que favorecem a situação fiscal dos municípios, o quadro de mais da metade das cidades brasileiras preocupa devido a dois fatores. De um lado, há uma baixa autonomia: existe uma dificuldade para financiar a estrutura administrativa com receita local obtida em decorrência da atividade econômica na cidade.

Os dados revelam que 1.704 municípios são completamente insustentáveis: eles não conseguem gerar recursos para cobrir sequer os custos administrativos mínimos, isto é, funcionamento da prefeitura e da Câmara de Vereadores. Juntas, essas cidades demandam R$ 4,5 bilhões adicionais para funcionar.

“As prefeituras têm uma alta dependência de recursos da União. Majoritariamente, os gastos das cidades estão financiados com recursos transferidos da União, via Fundo de Participação dos Municípios”, observa Jonathas Goulart.

Composto por parcelas do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Fundo de Participação dos Municípios é dividido entre as prefeituras considerando o número de habitantes estimado anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O segundo fator que gera preocupação envolve o gasto com pessoal: quanto maior ele for, menor é a sobra de recursos para alocar em outras prioridades, tornando o orçamento mais rígido. Há 1.818 municípios com nível crítico de gastos com pessoal, isto é, acima da faixa de alerta de 54% de suas receitas. Em 624 cidades, esse percentual superou 60%, o que fere a Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse limite, no entanto, foi flexibilizado em 2020 em função do reconhecimento da calamidade pública diante da pandemia.

“Conseguimos ver, de maneira muito clara, problemas graves de gestão, principalmente, baixa autonomia e elevado gasto com pessoal. O orçamento das cidades ainda é muito rígido. Elas não têm margem para poder fazer boa administração dos seus gastos porque boa parte deles está atrelado a despesas de pessoal”, avalia Jonathas Goulart.

Segundo ele, as prefeituras precisam ficar atentas porque o fluxo de recursos observado em função da pandemia não irá ocorrer nos próximos anos.

Desigualdade

O IFGF também registra algumas discrepâncias na realidade das cidades brasileiras. Em 49% dos municípios, há um investimento médio de 10,9% das receitas. Nos outros 51%, essa média é de 4,6%. Na avaliação de Jonathas Goulart, os dados revelam dois Brasis distintos.

“Temos um país dividido. Há uma desigualdade em termos de municípios que oferecem melhorias de bem-estar à sua população. Ou seja, a população tem recebido atenção muito diferente dentro de cada cidade. Algumas têm nível de investimento acima de 12% e outras em torno de 3%”.

Entre as 26 capitais estaduais, a maioria encontra-se em situação boa ou excelente. Os melhores desempenhos fiscais são de Salvador, Manaus, Vitória, Boa Vista, Rio Branco, Goiânia, São Paulo, Curitiba e Fortaleza. Esses nove municípios obtiveram pontuação acima de 0,8, situando-se na faixa de excelência. De outro lado, os índices de Campo Grande, Porto Velho, Natal e Cuiabá apontam para uma situação difícil. Já Macapá e Rio de Janeiro tiveram resultado inferior a 0,4, estando em quadro crítico. Belém foi a única capital que não declarou os dados no prazo legal e, por esta razão, não aparece na avaliação.

Vacina de reforço tem eficácia de 95,6%, diz Pfizer-BioNTech

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Uma dose de reforço da vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo consórcio Pfizer/BioNTech é eficaz em 95,6% dos casos sintomáticos da doença, mostra estudo feito pelos dois laboratórios e publicado hoje (21).

O ensaio clínico de fase 3, realizado em “10 mil pessoas com mais de 16 anos”, demonstra “eficácia de 95,6%” e um “perfil de segurança favorável”, de acordo com comunicado.

“São os primeiros resultados de eficácia de um ensaio amplo para testar o reforço da vacina contra a covid-19”, disseram as duas empresas.

O estudo foi feito no período em que a variante Delta se tornou a principal a circular.

“Esses resultados demonstram, mais uma vez, a utilidade dos reforços para proteger a população contra a doença”, afirmou Albert Bourla, diretor-geral da Pfizer, citado no comunicado.

A idade dos participantes ficou em torno dos 53 anos.

Os resultados serão submetidos às autoridades de regulação “logo que seja possível”, acrescentaram as fontes.

Vários países já autorizaram a administração de uma dose de reforço contra o novo coronavírus para estimular a imunidade das pessoas vacinadas, que costuma baixar ao fim de vários meses, conforme estudos.

Nos Estados Unidos, os peritos da Agência de Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) defenderam, no final de setembro, uma terceira dose da Pfizer/Biontech para determinadas populações de risco, como os maiores de 65 anos.

“Os dados disponíveis sugerem imunidade em baixa em algumas populações inteiramente vacinadas”, justificou a chefe interina da FDA, Janet Woodcock.

Na Europa, a Agência dos Medicamentos (EMA) aprovou, no início do mês, de forma mais ampla, o princípio de uma terceira dose da Pfizer/Biontech para os maiores de 18 anos, deixando aos estados a escolha mais precisa sobre as populações elegíveis.

A França, por exemplo, começou a administrar essa dose de reforço a alguns grupos da população: aos mais idosos (seis meses após a vacinação) e a pessoas com sistema imunológico frágil.

Outros governos estão indo mais longe: em Israel, a terceira dose está disponível a partir dos 12 anos de idade, cinco meses após a vacinação.

O tema da terceira dose reacendeu, entretanto, a questão das desigualdades entre países ricos e pobres, quando o acesso à primeira dose da vacina continua muito limitado em algumas regiões do mundo, especialmente na África.

Em Portugal, depois de o país ter atingido a meta de 85% da população totalmente vacinada, em 9 de outubro, está sendo administrada a terceira dose da vacina contra a covid-19, com prioridade para idosos com 80 anos ou mais e moradores de abrigos que necessitam de cuidados contínuos, abrangendo, nesta fase, as pessoas com 65 anos ou mais.

Na segunda-feira, foi iniciada a aplicação simultânea das vacinas contra a gripe e a covid-19 em Portugal continental, com a previsão de vacinar cerca de 2 milhões de pessoas.

Inflação provoca alta de 14,2% na busca por crédito, aponta Serasa

A busca de consumidores por crédito aumentou 14,2% em setembro no comparativo com igual período do ano passado, aponta indicador da empresa de consultoria Serasa Experian. Na análise por faixa de renda, os que recebem menos, até R$ 500, foram os que mais buscaram recursos financeiros, com alta de 21,3%. Entre os que ganham entre R$ 500 e R$ 1 mil, o aumento da procura ficou em 14,9%.

Entre os que têm maior poder aquisitivo, com renda superior a R$ 10 mil, a variação anual do indicador ficou em 11,6%. O índice é similar ao encontrado nas faixas de renda anteriores: 12,3% de alta entre os que ganham de R$ 1 mil a R$ 2 mil; 11,9% entre os que têm renda de R$ 2 mil a R$ 5 mil e alta de 11,4% para a faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil.

Em nota, o economista da Serasa Experian Luiz Rabi diz que a alta da inflação explica a maior busca por crédito, especialmente na população de menor renda. De acordo com Rabi, muitas vezes, o consumidor não consegue manter os recursos fixos mensais  e procura complementar a renda por meio do crédito.

Na análise por região, o Nordeste teve o aumento mais expressivo, com 21,8%. O Norte também foi um dos principais responsáveis pela alta no indicador, com 21,2%.

Embora com percentuais menores, as demais regiões também registraram aumento na demanda por crédit: Centro-Oeste, 15,3%; Sudeste, 11,8%; e Sul, 9,7%.

Estudo do Butantan em Serrana mostra 99% de efetividade da CoronaVac

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O estudo de efetividade da vacina CoronaVac, que o Instituto Butantan está realizando sobre a imunidade da população de Serrana (SP), mostrou que 99% dos moradores apresentaram soroconversão (desenvolveram anticorpos para se defender da infecção por covid-19) três meses após receber a segunda dose do imunizante.

Estes são os primeiros números da pesquisa do Butantan na cidade em que foi realizado o Projeto S, que imunizou toda a população acima de 18 anos em fevereiro, por meio de um mutirão de vacinação.

O indicador foi superior aos resultados dos ensaios clínicos das fases 1 e 2 da CoronaVac, que mostraram soroconversão em torno de 97% e 98%, respectivamente, dependendo da dose. Segundo o instituto, além de comprovar, mais uma vez, a durabilidade da proteção gerada pela vacina, a pesquisa tem o diferencial de analisar os anticorpos e a imunidade celular no mundo real, o que, até o momento, na literatura científica, sempre foi feito apenas em laboratório.

Os números preliminares têm como base a primeira etapa da avaliação sorológica, em julho e agosto, quando foram coletadas amostras de 3.903 voluntários de Serrana. A segunda etapa da avaliação sorológica está em andamento.

Quem participou da primeira fase da avaliação pode se dirigir, no sábado (23) ou domingo (24) próximos, das 8h às 16h30, à mesma escola onde teve o sangue coletado para ceder uma nova amostra para ser analisada. O estudo envolve todos os maiores de 60 anos e parte dos menores de 60 anos vacinados no Projeto S, conforme aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa.

Um artigo científico sobre a avaliação da imunidade dos vacinados no Projeto S deve ser publicado em alguns meses. “Já temos o número de anticorpos dos adultos e dos mais idosos. O artigo vai contar como estava a variação sorológica nesses últimos três meses”, diz o médico Gustavo Volpe, um dos coordenadores do estudo e diretor técnico do Hospital Estadual de Serrana.

A adesão dos idosos que já tomaram a dose de reforço à pesquisa tem sido boa, e isso deve ser mostrado nos exames. “Vai ser um dado interessante. A gente vê que a titulação [concentração de anticorpos presente no soro/plasma] vai caindo conforme as pessoas são mais velhas. Elas tendem a ter um título de sorologia menor que os jovens, mas, com a dose de reforço, vamos ver se será mais ou menos igual”, ressalta Volpe.

Dose de reforço

A partir de setembro, os moradores de Serrana que têm mais de 60 anos começaram a receber uma dose adicional de CoronaVac como forma de potencializar a imunidade geral contra o SARS-CoV-2 e aumentar a proteção contra a variante Delta, que começava, então, a se tornar prevalente no Brasil.

Em seguida, os pesquisadores vão avaliar a imunidade celular dos voluntários e entender como os anticorpos se comportam com seis, nove e 12 meses.

Volpe destaca que ter mais anticorpos não quer dizer estar mais protegido contra a doença. “Uma pessoa pode ter dez, outra, 20 e outra, 50. Será que a pessoa que tem 20 tem mais chance de pegar a doença do que a que tem 50? A princípio, parece ser uma coisa lógica, mas a realidade biológica é diferente. Existem outros fatores que protegem alguém do vírus”, acrescenta.

Medidas de prevenção

Em maio, dados preliminares do Projeto S mostraram que a imunização da população adulta de Serrana fez os casos sintomáticos de covid-19 despencarem 80%; as internações, 86%; e as mortes, 95%. De acordo com Volpe, o número de internações por covid-19 na cidade continua baixo, mas as medidas de proteção precisam ser mantidas.

“O que estamos vendo hoje no Brasil, de redução de internações, de casos e diminuição de transmissibilidade, já vimos em Serrana nos meses de maio, junho. Observar o que acontece em Serrana é essencial para ver o que acontecerá no Brasil. Por isso, que a cidade é um laboratório tão importante: é ali que a gente consegue ver realmente o efeito da vacina”, completa.

Fatec oferece isenção e redução da taxa de inscrição do Vestibular de 2022

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A partir desta quinta-feira (21), os interessados em concorrer às vagas para os cursos das Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs) para o primeiro semestre de 2022 já podem solicitar a isenção ou redução de 50% na taxa de inscrição do processo seletivo. Os pedidos devem ser feitos exclusivamente pela internet, até as 15 horas do dia 26 de outubro. O valor integral da taxa é de R$ 39.

O candidato pode solicitar os dois benefícios, desde que atenda aos requisitos previstos na Portaria. Nesse caso é preciso fazer duas inscrições, preenchendo o formulário específico, disponível no site www.vestibularfatec.com.br. Em seguida, deve acessar a seção Documentos Comprobatórios, selecionar o link “Envio de Documentos” para encaminhar os documentos relacionados (ver lista abaixo), digitalizados com o tamanho de até 1 MB, nas extensões pdf, png, jpg ou jpeg. O período de envio também vai até às 15 horas do dia 26 de outubro.

As Fatecs vão disponibilizar computador e acesso à internet a quem quiser solicitar isenção e redução da taxa do Vestibular. Cabe ao candidato entrar em contato com a faculdade para saber o horário de atendimento para esta finalidade. Para utilizar os equipamentos, será obrigatório o uso de máscara de proteção facial e também respeitar as demais medidas relacionadas no Protocolo Sanitário Institucional do CPS.

A resposta ao pedido de isenção/redução será divulgada a partir das 15 horas do dia 19 de novembro, somente pelo site www.vestibularfatec.com.br. Quem tiver a solicitação indeferida poderá entrar com recurso nos dias 22 e 23 de novembro, pela internet. O resultado será divulgado no dia 29 de novembro.

Requisitos para a isenção da taxa

O candidato deve ter concluído integralmente o Ensino Médio no território brasileiro; estar concluindo o terceiro semestre da Educação de Jovens e Adultos – Eja (supletivo); ou estar concluindo o curso no Centro Estadual de Jovens e Adultos (Ceeja) com carga horária flexível e atendimento individualizado, todos no território nacional. O interessado deve, também, ter renda familiar bruta mensal máxima de dois salários mínimos (R$ 2.200) por morador. Se for independente, sua renda bruta mensal máxima precisa ser nesse mesmo valor.

Documentos necessários – Comprovantes de escolaridade e de rendimentos. Candidatos desempregados, autônomos, aposentados e menores de idade devem seguir as instruções descritas na portaria, disponível no site.

Requisitos para a redução da taxa

É preciso estar regularmente matriculado em uma série do Ensino Fundamental ou Médio; em curso pré-vestibular ou em curso superior, na graduação ou pós-graduação. O interessado deve também ter uma remuneração mensal inferior a dois salários mínimos (R$ 2.200) ou estar desempregado.

Documentos necessários – Comprovantes de escolaridade e de rendimentos. Candidatos desempregados, autônomos, aposentados e menores de idade devem seguir as instruções descritas na portaria, disponível no site.

Vestibular primeiro semestre de 2022

O candidato que receber um dos benefícios deve fazer a inscrição no processo seletivo após a divulgação oficial do resultado da análise do pedido. O período de inscrição, previsto na Portaria que regulamenta o Vestibular para primeiro semestre de 2022, será publicada em breve na internet.

Outras informações pelos telefones (11) 3471- 4103 (Capital e Grande São Paulo) e  0800-596 9696 (demais localidades ) ou pelo site.

Adamantina confirma mais uma morte por covid-19, a 143ª desde o início da pandemia

Pelo segundo dia consecutivo, Adamantina confirma morte por covid-19, a terceira na semana. Conforme a Secretaria de Saúde, a 143ª vítima fatal é uma mulher, de 69 anos, que possuía histórico de comorbidade e estava hospitalizada.

A atualização desta quinta-feira (21), mostra que 59 munícipes aguardam os resultados dos exames, que são analisados agora pelo Instituto Adolfo Lutz.

Com isso, há uma queda nos casos ativos, já que foram confirmados apenas cinco novos positivados. Hoje, são 59 casos ativos. E, desde o inicio da pandemia, são 4134 registros da doença, sendo que 3932 já estão curados.

A Santa Casa local conta com seis internados, sendo dois na UTI covid (Unidade de Terapia Intensiva) e quatro na ala de enfermaria.

Programas federais são apresentados durante agenda em Brasília

O prefeito Márcio Cardim e a secretária de gabinete, Luciana Pereira participaram ontem(20) de encontro no Ministério da Cidadania com o ministro João Roma.

Estiveram presentes os prefeitos da AMNAP e da Unipontal e, ainda, o deputado federal, Gilberto Nascimento.

Além do ministro, marcaram presença no encontro a secretária nacional de esporte, educação, lazer e inclusão social, Fabíola Pulga Molina; Robson Tuma, secretário especial de desenvolvimento social; Teresa Amélia Arruda Barroso, coordenadora-geral de equipamentos públicos da Secretaria Nacional de Inclusão Social e Produtiva; Delcimar Silva, secretário nacional de inclusão social e produtiva da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social; Natália dos Reis, diretora parlamentar e federativa da secretaria-executiva do Ministério da Cidadania; Diego Ferreira Tonietti, chefe de gabinete da Secretaria Especial do Esporte e Márcia Pádua Viana, coordenadora geral de serviços especializados a famílias e indivíduos do departamento de proteção social especial da Secretaria Nacional de Assistência Social.

Na oportunidade, foram apresentados aos participantes os principais programas da Secretaria Especial de Esporte, da Secretaria Nacional de Inclusão Social Produtiva, vinculada à Secretaria Especial do Desenvolvimento Social.

Aproveitando a ocasião, o prefeito Márcio Cardim protocolou ofícios visando novos recursos para o município.

Repasse de recursos para a Assistência Social

O prefeito solicitou a atualização e ampliação dos recursos financeiros federais que são destinados a área de Assistência Social, tanto para as entidades municipais como também para as unidades governamentais.

O pedido se justifica, porque o valor repassado pelo Governo Federal está abaixo do pactuado.

Residência Inclusiva

Ainda no encontro, foi solicitado o cofinanciamento federal para custeio e implantação de uma residência inclusiva intermunicipal para o ano de 2022 com os municípios de Adamantina, Flórida Paulista, Pacaembu, Ouro Verde e Mariápolis.

Tanto Adamantina quanto a região detém demanda para a implantação do Serviço de Proteção de Alta Complexidade, visando o encaminhamento de pessoas com deficiência acima de 18 anos que necessitam ser acolhidas por Residência Inclusiva.

Esportes

Com o objetivo de construir mais um campo de malha e bocha no município, foi solicitada destinação de R$500 mil e, o montante de R$800 mil para construção de uma pista de atletismo.

Prefeitura de Adamantina solicita recursos ao deputado federal Gilberto Nascimento

Ainda na agenda de reuniões em Brasília, o prefeito Márcio Cardim e a secretaria de gabinete, Luciana Pereira participaram de um encontro com o deputado federal Gilberto Nascimento. Durante a reunião, o parlamentar lembrou da atuação do vereador Cid Santos.

Com o objetivo de continuar trazendo melhorias à infraestrutura urbana do município, foi solicitado ao deputado federal a destinação de um milhão de reais para a execução de recapeamento asfáltico, pavimentação, guias e sarjetas.

O prefeito, reforçando um pedido do vereador Cid Santos, solicitou a destinação de uma emenda no valor de R$380 mil para a construção de uma piscina terapêutica para atendimento das necessidades dos alunos da Associação de Pais e Amigos do Excepcional de Adamantina (APAE).

 Durante a recepção, foi protocolado um ofício que objetiva a destinação de R$825 mil, o recurso será usado para implantação de ciclovia entre Adamantina e Lucélia na vicinal Moyses Justino da Silva e mais R$350 mil em custeio para a saúde.

“O deputado federal Gilberto Nascimento tem apoiado Adamantina, esperamos que ele atenda os nossos pedidos para que possamos oferecer melhor atendimento às crianças da APAE e segurança por meio da implantação da ciclovia e de melhorias na infraestrutura urbana”, afirma o prefeito Márcio Cardim.

Caixa paga auxílio emergencial a nascidos em fevereiro

Trabalhadores informais nascidos em fevereiro recebem hoje (21) a sétima parcela do auxílio emergencial em 2021. O benefício tem parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.

O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês. O dinheiro é depositado nas contas poupança digitais e pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a três semanas após o depósito, poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta corrente.

Também hoje, recebem a sétima parcela do auxílio emergencial os participantes do Bolsa Família com Número de Inscrição Social (NIS) de final 4. As datas da prorrogação do benefício foram anunciadas em agosto.

Ao todo, 45,6 milhões de brasileiros estão sendo beneficiados pela rodada do auxílio emergencial deste ano. O benefício começou a ser pago em abril.

 Sétima parcela do auxílio emergencial para beneficiários do CadÚnico
Sétima parcela do auxílio emergencial para beneficiários do CadÚnico – Caixa/Divulgação

Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS.

O pagamento da sétima parcela aos inscritos no Bolsa Família começou no último dia 18 e segue até o dia 29. O auxílio emergencial somente é depositado quando o valor é superior ao benefício do programa social.

Calendário da sétima parcela do auxilio emergencial para beneficiários do bolsa família
Calendário da sétima parcela do auxilio emergencial para beneficiários do bolsa família – Divulgação/Caixa

Em todos os casos, o auxílio está sendo pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à atual rodada (veja guia de perguntas e respostas no último parágrafo).

O programa se encerraria em julho, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para as parcelas. A partir de novembro, o público do Bolsa Família será migrado para o Auxílio Brasil, caso o programa social, autorizado por medida provisória, seja criado.

Homem é preso por lesão corporal contra a mulher e porte ilegal de arma de fogo em Adamantina

Um homem foi preso, na tarde desta quarta-feira (20), em Adamantina, por lesão corporal contra a mulher e porte ilegal de arma de fogo.

Conforme a Polícia Militar, a corporação foi acionada inicialmente para atender uma ocorrência de desentendimento entre casal. No local foi feito contato com a vítima, que relatou ter sofrido agressões e diversas ameaças de seu companheiro, que, segundo ela, ocorrem com frequência.

A mulher disse ainda a equipe policial que o acusado teria duas armas tipo espingarda. Em conversa com o suposto agressor, os policiais questionaram sobre as armas citadas, porém, o fato foi negado por ele.

Pela residência, os militares localizaram uma caixa contendo quatro munições de calibre .38 e seis munições de calibre .32, uma quantia de R$ 8 mil reais e diversas embalagens com esferas de aço, pólvora e espoleta. Foram encontradas também as duas armas, sendo uma espingarda calibre .22 e uma carabina calibre .32.

Questionado novamente sobre a procedência das armas e munições, o homem confessou que pertenciam a ele.

Diante dos fatos foi dado voz de prisão ao agressor por porte ilegal de arma de fogo e de munição de uso permitido, Lei Maria da Penha e lesão corporal.

As partes foram conduzidas a Delegacia da Mulher em Adamantina, juntamente com as armas apreendidas. No local foi elaborado boletim de ocorrência de Maria da Penha, posse de arma e munições de uso permitido e lesão corporal, ficando o acusado preso à disposição da Justiça.

Policial científica morre após batida entre viatura e ônibus na região

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Uma policial científica morreu após acidente de trânsito na tarde desta quarta-feira (20).

A viatura da Polícia Científica sofreu uma colisão lateral de um ônibus de transporte de trabalhadores rurais em um dos trevos de acesso a Martinópolis, pela SP-284 (rodovia Homero Severo Lins).

AS VÍTIMAS

Conforme o Corpo de Bombeiros, a vítima fatal é a policial científica Márcia Cristina Marini, de 53 anos, que chegou a ser socorrida em um quadro de parada cardiorrespiratória e levada para a Santa Casa de Martinópolis, onde teve o óbito constatado por uma médica plantonista.

Foto: Bruna Bachega/TV Fronteira

Um outro policial científico, Sérgio Camilo Sicardi Bom Joanni, de 42 anos, também ficou ferido com o acidente, sendo inicialmente encaminhado por uma Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros para o Pronto-socorro da cidade, com hemorragia e desorientado. Depois, o paciente foi transferido para o HR (Hospital Regional), em Presidente Prudente.

Por meio de nota, a unidade hospitalar informou que o paciente recebe os cuidados da equipe médica e multiprofissional. “Neste momento, seu estado de saúde é considerado gravíssimo”, afirmou.

O ACIDENTE

De acordo com a Polícia Rodoviária, o ônibus transitava no sentido Rancharia a Martinópolis e, na altura do trevo de acesso ao Bairro das Grevilhas, em Martinópolis, houve a colisão transversal com a viatura.

O condutor do ônibus, um homem de 40 anos, não sofreu ferimentos. Ele realizou o teste de etilômetro, que apontou a inexistência de qualquer concentração alcoólica.

O local e veículos foram periciados.

Com informações do Portal G1

Secretaria de Saúde confirma a 142ª morte por covid-19

O boletim epidemiológico da covid-19, desta quarta-feira (20), traz a confirmação de nova morte em decorrência da doença em Adamantina, a 142ª desde o início da pandemia.

A vítima é uma mulher, de 56 anos, com histórico de comorbidades. Ela estava hospitalizada, conforme a pasta.

Como os exames estão sendo enviados para análise no Instituto Adolfo Lutz, a cidade não confirmou novo caso positivo na atualização de hoje, que traz aumento na quantidade de curados. São 14 novos munícipes livres do vírus.

A quantidade de suspeitos também aumentou: são 24 novos testes aguardando resultados, totalizando 39.

Hoje são 63 munícipes confirmados com a doença, 15 a menos do que ontem (19).

Em relação a Santa Casa local, o número de internados diminuiu: são quatro hospitalizados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e outros quatro na ala de enfermaria.

Etecs: inscrição para redução da taxa do Vestibulinho começa nesta quarta

Os candidatos ao processo seletivo para o primeiro semestre de 2022 das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) já podem solicitar a redução de 50% na taxa de inscrição do Vestibulinho, a partir desta quarta-feira (20). Os pedidos para redução de 50% na taxa de inscrição do processo seletivo das Etecs devem ser feitos exclusivamente pela internet, até as 15 horas do dia 25 de outubro. O valor integral da taxa é de R$ 19.

Os interessados no benefício devem preencher o formulário na seção “redução” do site www.vestibulinhoetec.com.br. Após essa etapa, é necessário enviar por meio de upload, na seção “Documentos Comprobatórios”, os documentos relacionados abaixo, digitalizados com o tamanho de até 1 MB, nas extensões pdf, png, jpg ou jpeg. O período de envio também vai até às 15 horas do dia 25 de outubro.

As Etecs vão disponibilizar computador e acesso à internet aos interessados na redução da taxa do Vestibulinho. Cabe ao candidato entrar em contato com a unidade para saber o horário de atendimento para esta finalidade. Para utilizar os equipamentos, será obrigatório o uso de máscara de proteção facial e também respeitar as demais medidas relacionadas no Protocolo Sanitário Institucional do CPS.

A resposta ao pedido será divulgada a partir das 15 horas do dia 17 de novembro somente pela internet. O candidato que tiver a solicitação de redução de taxa de inscrição indeferida poderá entrar com recurso nos dias 18 e 19 de novembro, pelo site www.vestibulinhoetec.com.br. O resultado será divulgado em 25 de novembro pela internet .

Requisitos para a redução da taxa

Para pleitear o desconto, é preciso ser estudante regularmente matriculado em uma das séries do Ensino Fundamental ou Médio; em curso pré-vestibular ou ainda em curso superior de graduação ou pós-graduação. O interessado deve, também, ter uma remuneração mensal inferior a dois salários mínimos (R$ 2.200) ou estar desempregado.

Documentos necessários – Comprovantes de escolaridade e de rendimentos. Candidatos desempregados, autônomos e aposentados devem seguir as instruções descritas na portaria, disponível no site.

Vestibulinho primeiro semestre de 2022

Quem for beneficiado com a redução da taxa deverá efetuar sua inscrição no processo seletivo pós a divulgação oficial do resultado da análise do pedido, no período previsto na Portaria que regulamenta o Vestibulinho, que será publicada em breve, exclusivamente pelo site.

As dúvidas ainda podem ser direcionadas para os telefones da Capital e Grande São Paulo (11) 3471- 4071 e nas demais localidades: 0800 772 2829 pela internet.

CPI da Pandemia: relatório de Renan Calheiros pede 68 indiciamentos

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado, apresentado nesta quarta-feira (20) pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), tem  mais 1,1 mil páginas, divididas em 16 capítulos e 29 tipos penais apontados. O texto, que será votado pelo colegiado na próxima terça-feira (26), pede o indiciamento de 66 pessoas e de duas empresas. Uma delas é a Precisa Medicamentos, que intermediou a negociação de um contrato que acabou cancelado pelo Ministério da Saúde para a aquisição de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin. A outra é a VTClog, contratada pelo Ministério da Saúde para cuidar da logística da distribuição de vacinas e insumos contra a covid-19, que também é suspeita de irregularidades.

Entre os nomes da lista estão o do presidente da República, Jair Bolsonaro, e de quatro ministros: Marcelo Queiroga (Saúde), Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União) e Walter Braga Netto (Defesa). Constam ainda, entre as sugestões de indiciamento, os ex-ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Eduardo Pazuello (Saúde). Entre os parlamentares, a lista traz os deputados federais Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, Osmar Terra (MDB-RS), Carla Zambelli (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF) e Carlos Jordy (PSL-RJ), além de três filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ) e o vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos).

Também figuram no rol de pedidos de indiciamentos Luciano Hang, Otávio Fakhoury, Carlos Wizard, além da médica Nise Yamaguchi e do virologista Paolo Zanotto, todos nomes apontados como sendo de integrantes de um gabinete paralelo de aconselhamento do presidente na pandemia.

Recuo

No parecer, o presidente Jair Bolsonaro é responsabilizado pela prática de nove crimes: epidemia com resultado morte; infração de medida sanitária preventiva; charlatanismo, incitação ao crime; falsificação de documento particular; emprego irregular de verbas públicas; prevaricação; crimes contra a humanidade; e crimes de responsabilidade (violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo).

Ontem (19) à noite, em uma reunião na casa do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), pontos divergentes do relatório foram discutidos pelo G7 – grupo de senadores independentes e oposicionistas. Com isso, o texto final do parecer  sofreu alterações.

O grupo decidiu retirar do parecer, por exemplo, imputações ao presidente pelos crimes de genocídio contra indígenas e homicídio, que enfrentavam resistências entre o grupo majoritário na comissão. Para o senador Humberto Costa (PT-PE), que participou do encontro, o relatório de Calheiros “é consistente e sólido”, e a cúpula da comissão se preocupou em conferir mais precisão jurídica ao documento para que juízes e promotores não possam desqualificá-lo futuramente. “Não tínhamos condições técnicas para fazer esse enquadramento”, afirmou.

Ao chegar ao Senado na manhã de hoje, Renan Calheiros disse que, apesar do recuo na tipificação de crimes, não haverá prejuízo ao relatório, já que o presidente da República continuaria sendo enquadrado em crime contra a humanidade, em denúncia que será encaminhada pelo colegiado ao Tribunal Penal Internacional. Caso aprovadas pela CPI, as propostas de indiciamento contidas no relatório devem ser encaminhadas a instituições como o Ministério Público e a Câmara dos Deputados. “O procurador-geral da República [Augusto Aras] tem o dever de observar tudo o que foi investigado pela CPI”, cobrou o relator.

As mudanças nos tipos penais, decididas na reunião na casa de Tasso Jereissati, fizeram com que o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Augusto Xavier, e o secretário especial de Saúde Indígena, Robson da Silva, ficassem fora da lista final de pedidos de indiciamento. Um terceiro nome que foi retirado dessa lista é o do pastor Silas Malafaia, que havia sido incluído no relatório pela propagação de fake news.

Hoje, antes do início da leitura do relatório, durante agenda na cidade de Russas, no Ceará, o presidente Bolsonaro disse “não ter culpa de nada” e criticou os trabalhos da CPI. Segundo o presidente, os senadores do colegiado “nada produziram a não ser ódio e rancor”. “Como seria bom se aquela CPI estivesse fazendo algo de produtivo para o nosso Brasil. Tomaram tempo do nosso ministro da Saúde, de servidores, de pessoas humildes e de empresários. Nada produziram a não ser o ódio e o rancor entre alguns de nós”, disse Bolsonaro. “Mas nós sabemos que não temos culpa de absolutamente nada”, afirmou o durante discurso.

Críticas

Ao chegar ao Senado, na manhã de hoje, o senador Flávio Bolsonaro, membro suplente da comissão, também criticou o relatório de Renan Calheiros. Para ele, o parecer é uma “piada”. “Ele receberia da seguinte forma, você sabe aquela gargalhada dele?”, disse Flávio Bolsonaro a jornalistas ao se referir ao seu pai, imitando a risada dele. “Porque não tem o que fazer de diferente disso. É uma piada de muito mau gosto o que o senador Renan Calheiros faz”, avaliou. Ainda segundo Flávio Bolsonaro, que teve o indiciamento pedido pelo parecer final acusado de disseminação de fake news, o texto é “inconstitucional”.

O relatório também foi alvo de críticas por parte de outros senadores governistas. Para Marcos Rogério (DEM-RO), a CPI focou apenas o governo federal, com o objetivo de desgastar o presidente Bolsonaro. Já Eduardo Girão (Podemos-CE), que se declara independente e é autor do requerimento para a investigação nos estados, diz que a comissão fechou os olhos à atuação de governos estaduais e prefeituras. Eles prometem relatórios alternativos ao de Renan.

Proposições

O parecer final da CPI tem uma parte dedicada à sugestão de 16 propostas legislativas, além de uma proposta de emenda à Constituição (PEC). Uma delas trata da criação de uma pensão especial para os órfãos da covid-19 até 21 anos de idade. Há ainda projetos que pretendem criminalizar o combate da produção e divulgação de notícias falsas,  especialmente as que envolvam temas ligados à saúde pública.

Sob o argumento de “coibir a prática de crimes executados em função da situação de calamidade pública na saúde” e reverter o uso do produto do crime em favor do combate à pandemia, o relator também incluiu duas propostas para alterar o Código Penal e a lei que dispõe sobre crimes hediondos. Em um dos projetos, Renan Calheiros prevê a tipificação de crime de extermínio, que já é previsto no Estatuto de Roma, que estabeleceu a criação do Tribunal Penal Internacional. “Trata-se de tipo penal semelhante ao do genocídio, já previsto na Lei nº 2.889, de 1956, com a diferença de ser voltado contra vítimas inespecíficas, em contraste com um grupo determinado”, explicou o senador. O projeto prevê pena de dois a 30 anos de prisão.

A inclusão da covid-19 como doença grave para os segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) também está entre as propostas de legislação do relatório final. Pelo texto, os segurados do RGPS não precisarão cumprir carência para ter acesso à concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. “Nesse contexto – e em razão de bem-vinda sugestão da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais à CPI –, apresenta-se proposição que acolhe solução a essa situação que também tem comprometido a segurança social de trabalhadores brasileiros”, ressalta Renan Calheiros.

Entre os projetos está ainda o que cria o Dia Nacional em Homenagem às Vítimas da Covid-19. Em outra proposição, os profissionais da saúde que trabalharam no atendimento de pacientes da covid-19 durante a pandemia também podem ser homenageados se aprovada a criação do Livro dos Heróis e Heroínas da Pandemia de Covid-19. A ideia é que o material seja incluído no acervo do Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.

Com a vida dedicada ao amor, Levínia Balçaneli José completa 104 anos

Moradora de Adamantina, Levínia Balçaneli José completou 104 anos de idade em 30 de setembro. Para celebrar a data especial, os familiares prestam homenagem a matriarca, que dedicou a vida para o bem-estar dos filhos, netos, bisnetos e tataranetos.

Levínia nasceu em 1917, na cidade de Jaboticabal (SP). Anos depois, se mudou para Novo Horizonte, onde casou-se com João José (in memoriam) com quem teve três filhos: Marlene José, que é casada com Antônio Massaferro Neto, Terezinha José Martins casada com Diniz Parussolo Martins e João José Junior, casado com Liliane Taranto.

Foto: Arquivo pessoal

Lá, os filhos recordam um dos talentos dela, a costura. De alta-costura, ela transformava simples tecidos em peças deslumbrantes, encantando a todos. “Inclusive, confeccionou o vestido de noiva da mãe dos nossos amigos Luiz Wilson Lúcianeti (Lulu) e Joraci Lucianeti. Eximia costureira e cozinheira, fazia tudo com muito amor”.

O amor sempre fez parte do cotidiano de Levínia, que se dedicava com muita alegria a todas as tarefas do dia-a-dia. “Sempre muito feliz, de uma dedicação total e muito amor, que a levou chegar até aqui com toda essa benção que mamãe é”.

No final da década de 40, ela se mudou para Lucélia e, em seguida, para Adamantina, onde criou os filhos e vive até os dias de hoje.

“Nos lembramos tanto da sua dedicação como mãe, nos vestia muito bem, fazia vestidos lindíssimos, na época usava plissê. Não deixamos de pedir benções para nossa mãe e sentimos uma imensa vontade que vem do coração de beijar muito as suas mãos, dedicadas sempre ao nosso cuidado. Ela sempre amou demais e até hoje deixa transparecer este carinho tão puro e gostoso de sentir. Obrigado meu Deus, de nos dar esta alegria de desfrutar deste calor de amor chamado mãe”.

Os netos de Levínia são: Simone, Jussara, Ricardo, Marcos, Frederico, Monise e Jéssica. Os bisnetos: Daniel, Larissa, Izabela, Eloy, Tiago, Henrique, Gabriela e Manuela. Os tataranetos: Eduardo, Henrique, Helena, Artur, Alice, Estela, Bernardo e a família vive a expectativa da chegada de Maria Antônia.

 

Devido ao feriado de Finados, Prefeitura suspende obras no cemitério de Adamantina

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Devido ao feriado de Finados, que deve atrair centenas de visitantes ao cemitério de Adamantina, a Prefeitura suspendeu as obras nas duas próximas semanas.

Conforme nota divulgada nesta quarta-feira (20), quaisquer tipos de construções e reformas de sepulturas no cemitério municipal estão suspensas entre os dias 25 de outubro até 5 de novembro. Neste período só está permitido os serviços de pintura e faxina.

Ainda, segundo a Prefeitura, o local funciona todos os dias das 7h às 17h.

MISSA DE FINADOS

A Paróquia São Francisco de Assis, do Jardim Adamantina e adjacências, divulgou que haverá duas missas em celebração ao Dia dos Fiéis Defuntos, também conhecido como Dia de Finados. Este ano a data cai em uma terça-feira, 2 de novembro.

As celebrações religiosas serão às 9h e às 19h. Para participar de qualquer uma das missas basta telefonar para a secretaria e agendar, a partir do dia 26: (18) 3522-9323