Pinot Noir californiano

A Tio San também sabe fazer bons vinhos. Então conheça Pinot Noir californiano, na visão de Silvio Graboski

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Já escrevi aqui neste espaço que o Tio San também sabe fazer bons vinhos.

Na verdade os Estados Unidos são hoje o quarto maior produtor em volume, ficando atrás apenas da França, Espanha e Itália, não necessariamente nessa ordem. A Califórnia é a maior região produtora americana, responsável por cerca de 90% da produção.

Mesmo assim os vinhos americanos não são comuns por aqui. Ocorre que o mercado interno do país é imenso, dando conta de consumir quase toda a produção, razão pela qual os produtores não se preocupam muito com a exportação.

Todavia, às vezes temos acessos a alguns exemplares.

Foi o caso desse Pinot Noir californiano, que adquiri por meio do site Vinunday, o GRAVELLY FORD, 2015. Safra 2015, com 13,5% de álcool.

A uva Pinot Noir produz vinhos leves, elegantes e sofisticados, sendo a uva tinta predominante na Borgonha, de onde saem os vinhos mais famosos do mundo originários dessa casta.

Nos Estados Unidos os vinhos de Pinot Noir são mais frutados de que os borgonheses, como esse exemplar, suculento e macio, com notas de morango e groselha. Trouxe, também, no aroma, a lembrança de mangueira de gado, característico dessa casta, embora o vinho californiano tenha revelado esse aroma com intensidade mais suave de que a maioria dos vinhos de Pinot Noir. Vou logo avisando os leitores que esse aroma, embora possa parecer estranho, é muito agradável e remete à memória de quem já tomou leite tirado no estábulo. Por isso, na boca, o vinho entregou notas lácteas suaves, acrescido de notas doces de baunilha, adicionada aos tradicionais sabores das frutas vermelhas reveladas previamente no aroma.

A conclusão foi de que os Pinot Noirs californiamos são agradáveis e saborosos e fáceis de beber, embora as casta tintas mais famosas por lá são a Cabernet Sauvignon e a Zinfandel.