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Covid-19: melhora taxa de ocupação de leitos de UTI, diz Fiocruz

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O cenário de melhora nas taxas de ocupação de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para adultos no SUS persiste, com mais de 90% das unidades da Federação e 85% das capitais estando fora da zona de alerta, com taxas menores que 60%. A informação faz parte da edição extraordinária do Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz, publicada nesta quarta-feira (8).

Segundo o boletim, Roraima é o único estado na zona crítica, com 82% de ocupação, mas encontra-se em situação particular de poucos leitos disponíveis. O Rio de Janeiro apresentou queda no indicador, de 72% para 66% de ocupação, o que agora o coloca na zona de alerta intermediário.

De acordo com os pesquisadores da Fiocruz, trata-se de um reflexo da tendência geral de diminuição da incidência de casos graves, internações e mortes por covid-19.

“A redução simultânea e proporcional desses indicadores demonstra que a campanha de vacinação está atingindo o objetivo de proteger a população do impacto da doença. No entanto, o ainda alto índice de positividade dos testes e a elevada taxa de letalidade da doença (atualmente em 3%) revela que a transmissão do vírus é intensa e diversos casos assintomáticos ou não confirmados podem estar ocorrendo, sem registro nos sistemas de informação”, ressaltaram os cientistas.

Os especialistas reforçam a necessidade de interrupção de cadeias de transmissão por meio do avanço das campanhas de imunização. Esse objetivo, porém, só será alcançado com a ampliação da cobertura vacinal até novos grupos, incluindo adolescentes entre 12 e 17 anos, e da dose de reforço para idosos, portadores de doenças crônicas e imunossuprimidos.

“É preciso que seja concluído, o mais brevemente possível, o esquema vacinal de todos os adultos acima de 18 anos. A imunização de crianças e adolescentes (acima de 12 anos) também precisa ser iniciada e os gestores devem considerar em seu planejamento o estabelecido quanto à ordem de prioridades”, informaram os cientistas.

Segundo dados compilados pelo MonitoraCovid-19, considerando a população adulta, 85% foi imunizada com a primeira dose e 42% com o esquema de vacinação completo. Houve diminuição no número de mortes a uma taxa diária de 1,3%, um total médio de 680 óbitos ao dia. A média diária de casos está em 24,6 mil, com ritmo de redução de 1,9% ao dia.

Estados

Roraima e Rio de Janeiro são os únicos estados com taxas de ocupação superiores a 60%. Goiás (52%) deixou a zona de alerta intermediário, juntamente com Rondônia (47%), enquanto Pernambuco (43%) e Espírito Santo (48%), apesar de aumento nas taxas, tiveram também redução significativa no número de leitos disponíveis.

Os seguintes números foram observados nas outras unidades da Federação: Acre (7%), Amazonas (34%), Pará (35%), Amapá (16%), Tocantins (41%), Maranhão (42%), Piauí (41%), Ceará (38%), Rio Grande do Norte (30%), Paraíba (20%), Alagoas (14%), Sergipe (20%), Bahia (30%), Minas Gerais (29%), São Paulo (33%), Paraná (57%), Santa Catarina (47%), Rio Grande do Sul (51%), Mato Grosso do Sul (34%), Mato Grosso (43%) e Distrito Federal (57%).

Vinte e duas capitais estão fora da zona de alerta. Em destaque, quedas no indicador foram registradas em Fortaleza (60% para 55%) e Belo Horizonte (61% para 56%), que deixaram a zona de alerta intermediário, e também em Curitiba (75% para 65%), Porto Alegre (66% para 61%) e Goiânia (69% para 65%).

As cidades do Rio de Janeiro (94%) e de Boa Vista (82%) permanecem na zona de alerta crítico. Os dados completos do boletim podem ser acessados na página da Fiocruz na internet .

OMS pede que 3ª dose de vacina seja aplicada só em grupos de risco

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) apelou aos países com taxas elevadas de vacinação contra a covid-19 que não avancem com uma terceira dose até o fim do ano.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, explicou que o objetivo é reduzir a desigualdade mundial na distribuição de imunizantes.

Em entrevista coletiva na sede da instituição em Genebra, Tedros Adhanom lembrou que não há, a essa altura, evidência de uma terceira dose, com exceção dos grupos de maior risco.

O objetivo global da OMS é que cada país vacine pelo menos 10% de sua população até o fim deste mês, 40% até o fim do ano e que 70% da população mundial estejam imunizados até meados do próximo ano.

Nessa quarta-feira (8), a Irlanda anunciou que vai avançar com a terceira dose da vacina contra a covid-19 para os idosos.

Anvisa aprova medicamento para tratamento da covid-19

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou autorização emergencial em caráter experimental de um medicamento para tratamento de pacientes com covid-19, o Sotrovimabe.

O remédio foi autorizado para uso em pacientes com quadros leve e moderado e com risco de evolução para uma situação grave. Ele é contraindicado para pacientes hospitalizados, que precisem de suporte ventilatório.

O medicamento não será disponibilizado para comercialização direta ao público, mas terá uso ambulatorial, devendo ser prescrito por um médico para que seja ministrado. O prazo de validade do produto é de 12 meses, armazenado em temperaturas de 2º a 8º.

A autorização foi definida por unanimidade pelo colegiado. A diretora relatora do caso, Meiruze Freitas, destacou que as áreas técnicas avaliaram os dados enviados pela empresa responsável e consideraram eles satisfatórios.

“Com relação aos aspectos clínicos, os resultados de eficácia demonstraram que o tratamento com uma dose de 500g resultou em uma redução clínica com significância estatística na proporção dos voluntários com covid-19 leve e moderada que participaram do estudo”, concluiu Freitas.

Mas ela ressaltou que é importante realizar o monitoramento da aplicação do remédio para mapear casos adversos. Atenção especial foi destacada pela área técnica para o uso em gestantes, para as quais deve ser avaliada com cuidado a relação custo-benefício.

A diretora também lembrou que a agência reguladora europeia para medicamentos já emitiu parecer apoiando uso do Sotrovimabe como opção de tratamento para pacientes adultos e adolescentes acometidos com covid-19.

Segundo o gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos, Gustavo Mendes, o tratamento tem que ser iniciado logo após o teste positivo e, preferencialmente, até cinco dias do início dos sintomas. A aplicação é de dose única, de 500 mg.

Os estudos clínicos realizados, seguiu Mendes, com voluntários nos Estados Unidos, Canadá e em outros países, inclusive Brasil, tiveram resultados com “relevância importante” da redução da carga viral.

A gerente-geral de fiscalização e inspeção sanitária, Ana Carolina Marinho, relatou que foi avaliado o processo de produção, realizado em duas fábricas, uma na China e outra na Itália. “Informações sugerem cumprimento aceitável para justificar a autorização em uso emergencial no cenário pandêmico em que nos encontramos”, avaliou a gerente-geral.

SP não registra intercorrência com doses da Coronavac de lotes suspensos pela Anvisa

O Governador João Doria confirmou, nesta quarta-feira (8), que não foram registradas intercorrências com as doses da Coronavac presentes nos lotes suspensos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Governo de SP, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, monitora a situação dos imunizantes e não registrou, desde o último sábado (4), nenhuma notificação de evento adverso com os lotes que haviam sido distribuídos e aplicados. Cidadãos que receberam as doses, cuja qualidade foi devidamente validada pelo Governo Federal, devem ser observados por 30 dias, como medida preventiva de segurança.

“É uma mensagem tranquilizadora às pessoas que, como eu, tomaram a vacina do Butantan. A qualidade da vacina Coronavac é incontestável, a própria Anvisa já se pronunciou neste sentido. Aguardamos a liberação deste novo lote de vacinas para a aplicação na população”, disse Doria.

Antes da distribuição para a população, as 4 milhões de doses disponibilizadas na rede de saúde estadual passaram por rigoroso controle de qualidade e foram certificadas pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade (INCQS), órgão da Fiocruz do Governo Federal, responsável pela avaliação da qualidade de todos os imunizantes distribuídos no Brasil. As vacinas foram validadas e, portanto, tiveram a qualidade garantida para a utilização na população.

Do total de 4 milhões de doses distribuídas dos lotes bloqueados pela Anvisa, a Secretaria de Saúde identificou 224.737 doses que não estão aplicadas e/ou registradas no sistema de informação oficial para registro de doses (VaciVida). Estes imunizantes, apesar de terem sua qualidade garantida pelo INCQS e pelo controle de qualidade do Instituto Butantan, devem ser reservados e armazenados pelas equipes municipais, mantendo em quarentena na temperatura de +2 °C a +8 °C conforme orientação da Anvisa e até a liberação pelo órgão federal.

A Secretaria de Estado da Saúde também orientou os municípios quanto ao monitoramento por 30 dias de todas as pessoas que tomaram as doses, sendo que todo e qualquer evento adverso deve ser registrado no VaciVida.

“Temos confiança quanto à qualidade, segurança e eficácia da Coronavac. O imunizante passou por rigoroso controle de qualidade e todas as doses distribuídas para a rede de saúde passaram por testes de avaliação e foram certificadas para o uso”, destaca Regiane de Paula, coordenadora do Plano Estadual de Imunização.

Meta de entrega de vacinas para Covax em 2021 é reduzida

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O esquema de compartilhamento de vacinas Covax – mecanismo internacional criado para garantir acesso global a vacinas contra a covid-19 – deve receber 1,425 bilhão de doses de imunizantes de países doadores neste ano, menos do que os 2 bilhões estimados em julho, informou a Aliança de Vacinas Gavi nesta quarta-feira (8).

Entre as razões do corte estão restrições de exportação do Instituto Serum da Índia (SII), um fornecedor essencial, disse a Gavi em comunicado conjunto com a Coalizão de Inovações para a Prontidão Epidêmica (Cepi), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas (Unicef).

Problemas de fabricação da Johnson & Johnson e da AstraZeneca, assim como atrasos na análise regulatória de vacinas desenvolvidas pela empresa de biotecnologia norte-americana Novavax e pela chinesa Clover Biopharmaceuticals, são outros fatores limitantes, disseram as organizações.

Produção de veículos cresce 0,3% em agosto

A produção de veículos teve aumento de 0,3% em agosto chegando a 164 mil unidades. Já na comparação com agosto de 2020, quando foram produzidas 210 mil unidades, houve queda de 21,9%. No acumulado do ano o setor registrou expansão de 33% com a produção de 1.476,1 mil veículos. 

Os dados foram divulgados hoje (8), em São Paulo, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que observou o aumento no mês mesmo com as paralisações totais ou parciais de 11 fábricas, por conta da falta de semicondutores.

“Essa situação dos semicondutores traz uma enorme imprevisibilidade para o desempenho da indústria no restante do ano. Num cenário normal, estaríamos produzindo num ritmo acelerado nesta época, quando as vendas geralmente ficam mais aquecidas. No ano passado, tínhamos boa produção no segundo semestre, mas uma demanda imprevisível em função da pandemia. Neste ano, temos a volta da demanda, mas infelizmente uma quebra considerável na produção”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

Filas de espera por veículos

Segundo a entidade, a crise dos semicondutores reflete nos estoques que estão sendo consumidos rapidamente e sem condição de renovação a curto prazo. No início do mês, havia 76,4 mil unidades disponíveis, o suficiente para menos de duas semanas de vendas, o que explica as filas de espera para vários produtos.

Por conta do baixo nível de estoques, os licenciamentos em agosto totalizaram 172,8 mil unidades, com queda de 1,5% sobre julho e de 5,8% em relação a agosto de 2020.

Já as vendas para o comércio exterior apresentaram resultado positivo com o embarque de 29,4 mil autoveículos, 23,9% a mais do que em julho e 5,5% a mais do que em agosto de 2020.

Prefeitura de Adamantina abre processo licitatório para contratação de médicos

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A Prefeitura de Adamantina abriu licitação na modalidade pregão presencial, do tipo menor preço por item, para realizar a contratação de profissionais médicos clínicos gerais, pessoa física ou jurídica, com o objetivo de regularizar e preencher as vagas nas Equipes de Saúde da Família no município.

A sessão pública de processamento do pregão será realizada no dia 14 de setembro de 2021, a partir das 8h30 na sala de reuniões da Procuradoria Geral do Município, situada no Paço Municipal.

Podem participar do certame todos os interessados no ramo de atividades pertinente ao objeto da contratação que preencherem as condições de credenciamento que constam no edital que está disponível em www.adamantina.sp.gov.br

Os interessados que tiverem dúvidas ou precisam de mais informações podem entrar em contato pelo telefone 3502-9010.

Covid-19: Secretaria de Saúde estende vacinação para pessoas com 14 anos a partir desta quinta

A Prefeitura de Adamantina, por meio da Secretaria de Saúde, informa que a partir de amanhã (9), poderão receber a primeira dose da vacina adolescentes que têm 14 anos.

O Município tem um público estimado de 360 pessoas. A imunização ocorre no Centro Integrado de Saúde (CIS) das 12h às 17h. Para receber a vacina, o adolescente precisa contar com a presença de um adulto responsável, podendo esse proceder com a autorização verbal no ato.

No caso da impossibilidade do comparecimento dos pais/responsável, é necessário preencher a autorização que estará disponível em todas as unidades básicas de saúde do município e no site da Prefeitura de Adamantina e entregar no Centro Integrado de Saúde (CIS) na hora que o adolescente for imunizado, conforme consta no art.142 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Até a última sexta-feira (3), receberam a primeira dose do imunizante 2.264 adolescentes que tem de 12 a 17 com comorbidades e os que tem entre 15 e 17 anos.

Campanha Vacina contra Fome

Aqueles que quiserem contribuir de forma voluntária com a Campanha Vacina contra a Fome podem entregar no CIS um quilo de alimento não perecível.

Adamantina aumenta capacidade das salas de aula para 50% a partir de segunda

A partir da próxima semana, a Secretaria de Educação de Adamantina começará a atender 50% dos alunos por sala. A medida foi tomada pela equipe técnica da pasta em prol da aprendizagem dos alunos.

Conforme explica a assessora técnico-pedagógica da pasta, Maria Angelica dos Santos Feitoza, é hora de colocar em prática todas as teorias aprendidas.

“Para isso precisamos apoiar de perto o professor e ajudá-los nesse processo, respeitando suas experiências e construindo juntos. Sabemos que tudo que foi orientado são as melhores estratégias para o momento que estamos passando e torná-las aplicáveis garantirá uma recuperação/avanço de aprendizagem. Precisamos nesse momento ter um processo contínuo de diagnóstico e aprendizagem”, afirma.

Já a assessora técnico-pedagógica, Adriana Muniz, comenta que todo o trabalho está na montagem de turmas que apresentam necessidades semelhantes. “Estamos em um período de recuperação, apoiando habilidades que não foram adquiridas pelos alunos, para posteriormente implementar os conteúdos e habilidades do ano em que estão. Se assim não for feito, eles vão ficando com uma defasagem cada vez maior”, diz.

Plano de Retomada

A partir de segunda-feira (13), a EMEI Ciclo I contará com 50% dos alunos em sala de aula. A turma da manhã será atendida das 7h30 às 11h30 e o período da tarde das 13h às 17h. O educador ficará com cada grupo 2h30 e os grupos serão atendidos de segunda a sexta-feira.

A EMEI Ciclo II também atenderá 50% da capacidade da sala. Os estudantes da manhã terão aulas das 8h às 11h40 e no período da tarde das 12h30 às 16h10 também de segunda a sexta-feira.

O Ensino Fundamental também atenderá 50% dos alunos por sala. O horário de aula da turma da manhã será das 7h às 11h40 e da tarde das 12h20 até as 17h. Os grupos também serão atendidos nos cinco dias da semana.

Higienização das salas de aula

A Secretaria de Educação, por meio da equipe de cada unidade escolar, fará a higienização das salas nos intervalos dos períodos e/ou sempre que for necessário cuidando sempre com cautela de todos os protocolos.

O secretário de educação, Osvaldo José, relembra que, para a retomada das aulas presenciais por meio do ensino híbrido, os professores desde o início do ano vem passando por formações que tem como foco o apoio em suas práticas e para oferecer o melhor para os alunos.

“Sabemos que esse é um momento de retomada e pais/responsáveis que ainda não se sentirem seguros podem procurar a unidade escolar do seu filho e conversar com a equipe gestora. Essa volta é muito importante, porque o contato presencial com o professor é imprescindível”, finaliza.

Projeto de estruturação da Via de Acesso será apresentado nesta quinta

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A Prefeitura de Adamantina, por meio da Secretaria de Planejamento e do Departamento Municipal de Trânsito (DEMTRAN) deu início aos estudos técnicos para a próxima etapa do Projeto Avenidas Responsáveis. A ação visa estruturar a Avenida Marechal Castelo Branco – Via de Acesso.

O pré-projeto foi apresentado pela pasta, aos representantes da Polícia Militar, 1°Ten PM Fenille, da 2.Cia da Polícia Militar de Adamantina e do Cb PM Ebeling, do Corpo de Bombeiros, membros da Comissão Municipal de Trânsito.

“O resultado da reunião foi incentivador para as próximas etapas deste projeto. A Via de Acesso é a entrada da cidade, muito mais que deixar tudo bonito, nosso projeto está voltado para a ordenação do tráfego, controle da velocidade dos veículos e segurança aos pedestres. Nosso estudo quer que a mobilidade urbana seja acessível a todos os usuários da via”, salienta o secretário de planejamento e presidente da Comissão de Trânsito, João Vitor Marega.

Aqueles que tiverem interesse em conhecer o pré-projeto estão convidados a participar da apresentação que será realizada amanhã, dia 9, às 19h30 no Anfiteatro Fernando Paloni. Todos os protocolos sanitários serão seguidos durante a ação.

A pasta e o DEMTRAN já enviaram convites físicos aos comerciantes e moradores da Avenida Marechal Castelo Branco, que são os principais interessados na estruturação do local.

Relembre

A Prefeitura de Adamantina, por meio da Secretaria de Planejamento e do Departamento Municipal de Trânsito (DEMTRAN), desenvolveu o “Projeto Avenidas Responsáveis”. A Secretaria de Obras e a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente (SAAMA) integram as ações.

O objetivo do projeto é modernizar o sistema viário das principais avenidas da cidade por meio da implementação de sinalização, equipamentos de controle de tráfego e alteração do fluxo de veículos e, ainda, realizar campanhas educativas. A iniciativa visa garantir a segurança de todos os usuários das vias.

Etapa em execução

A mobilidade e a segurança serão melhoradas na Avenida Antônio Tiveron por meio de um novo dimensionamento da via, implantação de canteiro central com flores e iluminação e, ainda, nova faixa para conversão livre à direita, no sentido centro, acessibilidade e o trânsito de pedestres.

As melhorias no trânsito objetivam ainda facilitar o acesso ao memorial que será construído.

A área de cinco mil metros, hoje utilizada como acesso dos bairros ao centro pelos pedestres, será padronizada com calçamento acessível, receberá árvores, bancos e espaço de homenagem, tanto às vítimas da pandemia do COVID-19 como para os profissionais de saúde que trabalharam durante a pandemia. Com essas modificações, os pedestres terão um caminho acessível e mais uma área de lazer para os munícipes.

Prefeitura decreta luto oficial pela morte de Celso Osmar Mastellini

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Por meio de nota divulgada no fim da manhã desta quarta-feira (8), a Prefeitura de Adamantina lamentou “profundamente” a morte de Celso Osmar Mastellini ocorrida no dia de hoje.

Comerciante na área de nutrição animal, Mastellini foi vereador por dois mandatos (2001/2004 e 2005/2008), sendo eleito também por duas vezes como presidente da Câmara Municipal. Na sequência, entre os anos de 2009 a 2012, ele foi secretário de Gabinete na gestão do ex-prefeito Kiko Micheloni.

Já em 2012 disputou a eleição como candidato a vice-prefeito, na chapa encabeçada por José Roberto Ferreira.

Segundo a gestão municipal, o prefeito Márcio Cardim decretou também luto oficial em todo o Município por três dias, conforme o decreto 6.426, de 8 de setembro de 2021.

“A Prefeitura de Adamantina manifesta pesar e expressa as mais sinceras condolências à família”, finaliza a nota.

Mastellini era casado com Célia, com quem teve os filhos Celsinho, Gustavo e Thiago. Também era avô de dois meninos, Maurício e Mathias. O corpo é velado no Velório da Saudade, com sepultamento previsto para às 14h, no Cemitério local.

 

Adamantina reabre CIS para vacinação adicional de idosos contra covid-19

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A campanha de vacinação contra a covid-19 em Adamantina ocorre em novo horário a partir desta quarta-feira (8). Também, a partir de hoje, a Secretaria de Saúde inicia a aplicação de dose adicional em idosos. Confira o cronograma abaixo.

Conforme a pasta, a imunização passará a ser realizada, ainda no CIS (Centro Integrado de Saúde), das 12h às 17h.

DOSE ADICIONAL

Os idosos que foram imunizados com a segunda dose nos meses de fevereiro e março receberão a dose adicional.

De acordo com o cronograma montado pela Secretaria de Saúde, pessoas com 90 anos ou mais devem procurar o CIS até sexta-feira (10).

Entre os dias 13 e 17 de setembro, a dose adicional será aplicada em pessoas que têm de 85 a 89 anos.

De 20 a 24 de setembro, as pessoas que têm de 80 a 84 anos e os imunossuprimidos receberão a dose de reforço.

A dose adicional será aplicada de 27 de setembro a 3 de outubro nas pessoas que têm de 70 a 79 anos e, do dia 4 ao dia 10 de outubro, a dose de reforço será destinada para quem tem mais de 60 anos.

Adamantina ganha polo EAD de uma das maiores Universidades do País

A Uniasselvi vem se tornando uma das maiores instituições de Ensino Superior do Brasil, com mais de 400 mil alunos e 800 polos de ensino a distância e com planos para se tornar a maior de todas.

Adamantina não poderia ficar fora dessa expansão e vai comandar a chegada dessa gigante em toda Alta Paulista, com o polo Uniasselvi na principal avenida da cidade, a Rio Branco.

Já estão disponíveis para a região uma centena de cursos de graduação e pós-graduação. O destaque fica para os cursos da área da Saúde como Fisioterapia, Nutrição, Biomedicina, Educação Física e Farmácia e para as diversas Engenharias: Mecânica, Civil, Produção, Elétrica, Ambiental e Sanitária.

E o melhor: descontos, promoções, bolsas de estudo, pincipalmente para esses cursos de maior procura, todos na modalidade EAD e com nota cinco no MEC.

Uma das promoções é para quem fizer a matrícula nos cursos de Engenharia ou Saúde até o dia 10 (sexta-feira) garante duas mensalidades grátis, além de bolsa a partir de 70% no primeiro semestre e mais 30% até o final do curso. A promoção é válida para quem realizar a matrícula por meio do aplicativo UNIASSELVI Leo App.

Todas as orientações serão dadas pelo atendimento do polo local. É só entrar em contato via WhatsApp.

O polo adamantinense fica na Av. Rio Branco, 2.500. O telefone é 18 3600-9879. Mais informações pelo site da Uniasselvi: www.portal.uniasselvi.com.br

Talk show com artistas de Adamantina tem início nesta quarta

Desde o início deste ano a Secretaria de Cultura e Turismo de Adamantina promove ações para dar visibilidade aos talentos artísticos do município. “Fazê-los conhecidos, divulgados e ressaltados dentro da comunidade”, comenta o secretário municipal Sérgio Vanderlei.

E neste sentido estreia nesta quarta-feira (8), às 20h, o talk show “Café com Rendas”, que além da visibilidade aos talentos locais propõe discutir temas relacionados à disseminação da cultura e da arte.

O evento acontece no anfiteatro “Fernando Paloni” aberto ao público e será transmitido em forma de Live pelas redes sociais da Secretaria de Cultura e Turismo de Adamantina.

Apresentado pela terapeuta holística e atual presidente do Conselho Municipal de Cultura, Meire Cunha, o primeiro programa debaterá “A força de mobilização dos movimentos culturais independentes”, com Guinter Kataiama (do Bushido Patinador), Drih Barrochello (do Rolê Literário e Coletivo “Flor Auê”) e Pacato (da Batalha da Estação), todos movimentos e coletivos de Adamantina.

O primeiro talk show terá ainda participação cultural de Mabi, com Slam, e da chefe de cozinha Fabiana Cunha que irá preparar ao vivo um delicioso café.

CAFÉ COM RENDA

Adamantina, cidade Joia da Nova Alta Paulista, traz no brasão de sua bandeira um ramo de café e um ramo de algodão, símbolos do princípio do seu desenvolvimento.

“Nosso talk show irá revelar características do nosso povo, nossa arte e nossa cultura. As belezas da ‘alma’ Adamantina, dos adamantinenses. Por isso o nome Café com Rendas! Homenageando nossas raízes, plantando nosso presente e aguardando o florescer de nossa descendência”, disse Meire Cunha.

Semana Acadêmica de Educação Física traz quatro palestras virtuais até o dia 10

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O curso de Educação Física do Centro Universitário de Adamantina (UniFAI) realiza, de 8 a 10 de setembro, a sua Semana Acadêmica.

Quatro palestras com temas atuais fazem parte da programação, que será transmitida on-line pelo Google Meet, sempre a partir das 19h30. “A Semana da Educação Física foi pensada e estruturada para contemplar diversos momentos que os alunos estão passando”, pontuou a coordenadora do curso e organizadora do evento, Prof.ª Dra. Gabriela Gallucci Toloi Cardoso.

A Semana já começa com duas palestras: “Diálogos com a praxiologia motriz na análise das práticas corporais”, a partir das 19h30, e “O ensino da Educação Física na escola”, das 21 horas em diante. A convidada da noite será a Prof.ª Dra. Lilian Aparecida Ferreira, que é docente do Departamento de Educação Física e do Programa de Pós-Graduação em Docência para a Educação Básica da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) de Bauru. “Nessas palestras, a Prof.ª Lilian vai enfocar o contexto da Educação Física escolar e todas as trajetórias que estamos vivendo neste momento”, destacou Gabriela.

Na quinta, dia 9, o Prof. Esp. Felipe Araújo dos Santos falará sobre “Treinamento Físico Funcional – Treinando Treinadores”. Prata da casa, ele é graduado em Educação Física pela UniFAI e é, também, especialista em Fisiologia do Exercício. “Esse nosso ex-aluno vai buscar trazer um pouco da ação prática do treinamento funcional para treinadores, algo que visa mais ao bacharelado, mas o treinamento funcional está, também, sendo cada vez mais embutido na escola”, explicou a coordenadora do curso.

O evento se encerra na sexta, 10, com a abordagem do tema “Uso da tecnologia associada à atividade física e qualidade de vida de idosos”, pelo Prof. Esp. Eduardo Gasparotto. “Essa última palestra estará trazendo um componente muito importante dentro do contexto da Educação Física, na verdade no dia a dia, que é o prolongamento da qualidade de vida da terceira idade dentro do componente da tecnologia porque ele vai mostrar uma revista digital na qual você disponibiliza a aula de uma maneira digital”, emendou Gabriela.

O palestrante da última noite é pós-graduado em atividade física para prevenção, tratamento de doenças e promoção da saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein, sócio-proprietário e diretor técnico da revista Mova Sênior, além de sócio-proprietário da empresa Olympus.

“Vai ser muito bacana compartilhar esses momentos com os nossos alunos e convidamos a todas as outras pessoas que estiverem interessadas por esses assuntos”, completou Gabriela Cardoso.

Evento que será transmitido pelo Google Meet, sempre a partir das 19h30 | Foto: Agência UniFAI

Polícia prende suspeito de participar de ataques em Araçatuba

A Polícia Civil prendeu, em Sorocaba, interior de São Paulo, um homem de 33 anos, apontado como o financiador dos ataques contra instituições financeiras em Araçatuba, no último dia 30. Ele admitiu ter financiado a operação para roubar bancos e revelou informalmente que a logística do plano de invasão da cidade custou R$ 600 mil.

Outros dois suspeitos foram detidos em casa: uma comerciante, que constava como foragida por tráfico, e um mecânico, que saiu recentemente de um presídio na região de Araçatuba. Todos foram autuados por organização criminosa. As prisões ocorreram no feriado de ontem (7).

As ações que resultaram nas prisões foram realizadas por policiais da 1ª Delegacia da Divisão de Investigações Sobre Crimes Contra o Patrimônio (Disccpat), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Eles receberam informações sobre um homem que mantinha um padrão alto de consumo, ostentava veículos de luxo e poderia estar envolvido na invasão a bancos de Araçatuba.

Os policiais fizeram uma busca na residência dele e encontraram uma grande quantidade de documentos relacionados ao crime organizado que indica a presença do suspeito em atividades em vários estados.

Outros cinco suspeitos de envolvimento nos crimes já haviam sido detidos pela polícia. Os materiais foram encaminhados à Polícia Federal, que prosseguirá as investigações.

Serviços públicos e comércio voltam a funcionar nesta quarta

O feriado desta terça-feira (7), Independência do Brasil, alterou o funcionamento do comércio e dos serviços públicos, que voltam em horário habitual nesta quarta-feira (8).

Os estabelecimentos comerciais funcionam até às 18h. Os supermercados também atendem normalmente hoje (o horário varia de cada loja).

Os serviços públicos municipais e estaduais também retomaram expediente nesta quarta, após ponto facultativo decreto na segunda-feira (6), e o feriado de ontem. O Paço Municipal de Adamantina funciona das 7h30 às 11h e das 13h às 17h30.

 

Calor intenso continua em Adamantina; termômetros devem registrar até 40°C

O calor intenso que vem predominando nos últimos dias em Adamantina deve se intensificar nesta quarta-feira (8).

Conforme o CPTEC/INPE (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos/Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), os termômetros devem chegar aos 40°C.

A temperatura mínima no dia, de 20°C, foi registrada por volta das 6h. Já a máxima deve ser atingida às 14h.

Ainda, segundo o órgão de estudos climáticos, existe uma pequena possibilidade de chuva, de apenas 5%.

Fonte: Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos/Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Morre Celso Osmar Mastellini, ex-presidente da Câmara de Adamantina

Morreu aos 66 anos, o comerciante e ex-político de Adamantina Celso Osmar Mastellini. O falecimento ocorreu nesta quarta-feira (8), e, conforme a Haddad Organização Social, o corpo será velado no Velório da Saudade, com sepultamento previsto para às 14h, no Cemitério local.

Comerciante na área de nutrição animal, Mastellini foi vereador por dois mandatos (2001/2004 e 2005/2008), sendo eleito também por duas vezes como presidente da Câmara Municipal. Na sequência, entre os anos de 2009 a 2012, ele foi secretário de Gabinete na gestão do ex-prefeito Kiko Micheloni.

Já em 2012 disputou a eleição como candidato a vice-prefeito, na chapa encabeçada por José Roberto Ferreira.

Mastellini era casado com Célia, com quem teve os filhos Celsinho, Gustavo e Thiago. Também era avô de dois meninos, Maurício e Mathias.

Informações Portal Siga Mais

Pandemia causa impactos na alfabetização de crianças

No Brasil, 11 milhões de pessoas são analfabetas. São pessoas de 15 anos ou mais que, pelos critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não são capazes de ler e escrever nem ao menos um bilhete simples. 

Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), Lei 13.005/2014, que estabelece o que deve ser feito para melhorar a educação no país até 2024, desde o ensino infantil até a pós-graduação, o Brasil deve zerar a taxa de analfabetismo até 2024.

No Dia Mundial da Alfabetização, celebrado hoje (8), a Agência Brasil conversou com professores que trabalham com a alfabetização de crianças sobre os impactos da pandemia na etapa de ensino e sobre a rotina desses profissionais.

Sem tempo para cansaço

O professor do terceiro ano do ensino fundamental da Escola Classe Comunidade de Aprendizagem do Paranoá, no Distrito Federal, Mateus Fernandes de Oliveira diz que ainda não conseguiu parar para sentir o cansaço que todo o período de pandemia causou até aqui. Nos últimos 18 meses, ele precisou lidar com diversas situações, incluindo famílias de estudantes com fome. Foi preciso que a escola se organizasse para distribuir cestas básicas nas casas dos alunos.

“A gente estava falando de falta de alimentos em casa. Famílias passando por necessidades. Não era possível cobrar de uma família que estava preocupada com alimentação que desenvolvesse um processo de escolarização em um momento como este. A gente entendeu que a escola pública, como parte do Estado, tem responsabilidade social. O Estado deveria cuidar das necessidades básicas, mas não estava dando conta. A escola teve que se mobilizar”.

Enquanto a escola esteve fechada, o professor chegou até mesmo a visitar os estudantes pessoalmente, levar para eles as atividades e verificar como estavam. A maior parte dos alunos não tinha acesso à internet e acabava não participando das aulas online. Agora a escola voltou em um modelo híbrido, intercalando ensino presencial e ensino remoto.

Oliveira percebe que as desigualdades se acentuaram. Aqueles alunos que vêm de um contexto familiar em que a leitura faz parte do cotidiano, em que há livros e revistas em casa, chegam agora ao terceiro ano do fundamental sabendo ler e escrever. Aqueles que moram em casas com pouca ou nenhuma leitura, às vezes sem mães e pais alfabetizados, acabam tendo um conhecimento aquém do esperado para crianças com 8 ou 9 anos de idade.

“Não dá para considerar este ano como só este ano. É pensar este ano e o seguinte como duas coisas contínuas, porque senão a gente se exaspera e atropela os processos. Atropela o tempo de entender o que a gente sentiu e o que está sentindo e de perceber que caminhos pode trilhar. A gente pode acabar até gerando o contrário do que gostaria. Em princípio, é preciso ter calma e, ao mesmo tempo, saber que não temos tempo a perder”.

Trabalho redobrado

Em Corumbá (MS), foi com cachorrinhas que a professora da Escola Municipal Almirante Tamandaré, Sonia Bays, conquistou os alunos e conseguiu medir o que eles haviam aprendido em um ano de pandemia. Ela dá aula para o primeiro ano do ensino fundamental, estudantes de 6 anos, que estão começando a ser alfabetizados. “Queria fazer algo mais lúdico. Acredito que as crianças são penalizadas por estar longe da escola. Criança em fase de alfabetização precisa da escola”, diz.

Diante das dificuldades de ensinar a distância e por meio de tecnologias, ela gravou um vídeo apresentando os próprios animais de estimação e pediu que os pais estimulassem os filhos a fazer o mesmo com seus bichinhos. “Na fase da alfabetização, a criança precisa de oralidade. Ela fala e depois transfere para o papel. É preciso estimular essa espontaneidade, essa fala das crianças”.

Ao pequeno grupo que estava sendo atendido presencialmente em horários especiais na escola, ela pediu que desenhasse e, se soubesse, escrevesse os nomes dos animais. Foi assim que avaliou o que os alunos sabiam e aquilo em que tinham dificuldades. Com base nas atividades desenvolvidas com as crianças, surgiu o trabalho Alfabetização e Infância em Tempos de Pandemia, apresentado em agosto no 5º Congresso Brasileiro de Alfabetização.

A maior parte dos alunos de Sonia está em situação de vulnerabilidade. Não é raro que as famílias tenham apenas um celular com acesso limitado à internet. A estratégia muitas vezes, durante mais de um ano de pandemia, era mandar vídeos por whatsApp, para que os responsáveis baixassem usando a internet do trabalho e, depois, mostrassem para as crianças.

No ano passado, ela chegou a conhecer os alunos pessoalmente, antes do fechamento das escolas por causa da pandemia. A turma desse ano, no entanto, era uma lista com 23 nomes e contatos. Sonia fez questão de entrar em contato com cada um por ligação e conversar com alunos e famílias. A logística não foi simples, alguns estudantes precisaram ir para uma área com wifi aberto, para receber a videochamada.

A escola foi retomando aos poucos o ensino presencial. Primeiro, apenas uma vez por semana para atender aos alunos que não tinham acesso a aulas remotas. Agora, a escola voltou às aulas presenciais em esquema de revezamento, com turmas reduzidas.

“Os professores, cada um de uma série, selecionaram os conteúdos que seriam prioritários, que seriam essenciais. Não vamos ter como dar conta de tudo. Estamos focando em leitura e escrita”, diz e acrescenta: “Os alunos não perderam o ano, eles ganharam a vida. Se antes já tínhamos déficit de aprendizagem, agora também temos, ainda maior. Teremos que redobrar o trabalho para vencer isso”.

Da sala para a tela

Depois de oito anos nas salas de aula no Rio de Janeiro, o professor Ricardo Fernandes assumiu, em 2019, o cargo de assistente de Gerência de Alfabetização e Anos Iniciais da Secretaria Municipal de Educação. No ano passado, com a pandemia, Fernandes passou a gravar aulas e podcasts para os estudantes da rede municipal, por meio da prefeitura, para garantir a educação remota. Ele, de repente, passou a alcançar um público muito maior.

“Acaba que você, que está produzindo uma vídeoaula, você não vira só o professor de uma turma. A sensação que dá é que você vira professor de muitas turmas. Essa foi uma estratégia muito importante para muitas crianças que estavam em casa”, diz.

Foi preciso, segundo Fernandes, recriar, com tecnologia, espaços alfabetizadores. Além de o formato ser um desafio, foi preciso também repensar o conteúdo de alfabetização, incluindo as famílias. “Todas as vezes que a gente pensa um material agora, a gente pensa que essa família vai assistir junto, vai ajudar na mediação desse conteúdo. Então as aulas agora são pensadas na perspectiva mais coletiva. Quem está escutando o que essa criança fala? Quais as perguntas que essa criança pode fazer para essa pessoa? É esse processo de uma educação coletiva que traz para a alfabetização um novo caráter”.

O professor conta que, durante a pandemia, as trocas entre os professores da rede de ensino ajudaram a desenvolver novas estratégias para chegar aos alunos e também ajudaram os próprios profissionais a não se sentirem isolados. Fernandes ressalta, no entanto, que mesmo com o esforço, há estudantes que precisarão de mais atenção. “A gente sabe que existe um público que historicamente está alijado do contexto de alfabetização e de educação, e esse contexto foi intensificado com a pandemia”.

Estudo encomendado ao Datafolha pela Fundação Lemann, o Itaú Social e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), divulgado em junho deste ano, mostra que mais da metade (51%) das crianças em processo de alfabetização na rede pública brasileira ficaram no mesmo estágio de aprendizado, ou seja, não aprenderam nada de novo durante a pandemia. Entre os estudantes brancos, 57% teriam aprendido coisas novas, segundo a percepção dos responsáveis. Entre os estudantes negros, esse índice cai para 41%.

Como responsável pela produção de materiais para a alfabetização, Fernandes diz que um dos objetivos é que os estudantes se sintam representados. “Não se pode alfabetizar sem olhar para a favela, sem olhar para o bairro desse aluno, sem olhar para o ritmo desse aluno, sem entender que é um sujeito que aprende quando está em casa, quando está em contato com outros sujeitos. Não se pode negar os aspectos culturais da cidade”, defende.

Unindo forças

Para a presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) no Paraná, Marcia Baldini, é necessária a união de forças de gestores, Poder Público, professores e familiares para garantir o ensino e a aprendizagem das crianças brasileiras. Marcia, que coordena o Grupo de Trabalho sobre Alfabetização da Undime, diz que a pandemia causou um prejuízo muito grande à alfabetização.

“É necessário ter políticas públicas nesse sentido, voltar o olhar para isso, porque se não tivermos nas nossas escolas um olhar focado em relação ao professor alfabetizador, a formação continuada, condições de trabalho, a conscientização das famílias para que esse aluno possa aprender, os prejuízos serão imensuráveis nos anos seguintes na educação fundamental, no ensino médio e até mesmo na educação superior, em que vamos formar os famosos analfabetos funcionais”.

Marcia explica que a alfabetização exige a mediação do professor. Isso porque gestos, movimentos labiais e materiais didáticos têm impacto na aprendizagem. Esses elementos acabam se perdendo no ensino remoto. “Os alunos que estão retornando [para o ensino presencial] apresentam muitas dificuldades, há alunos que esqueceram até mesmo como se escreve o nome”. Os dados mostram muito claramente, nos primeiros anos da educação infantil e do ensino fundamental, prejuízos sociais, econômicos, educacionais, que vão se estender ao longo da vida.

Retomada

Neste semestre, as escolas estão, aos poucos, com o avanço da vacinação no país, retomando as aulas presenciais, ainda que mescladas ao ensino remoto, no chamado ensino híbrido. Será preciso ainda, segundo a oficial de educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Julia Ribeiro, localizar os estudantes que não conseguiram assistir às aulas na pandemia.

“Fazer busca ativa desses meninos e meninas que não tiveram condição de se manter aprendendo durante a pandemia. Os dados apontam isso, a pandemia atingiu meninos e meninas que já eram mais vulneráveis. Quem já estava fora da escola ficou cada vez mais longe, e quem estava na escola, mas sem condições de aprender em casa, acabou sendo excluído desse direito”.

Pesquisa divulgada este ano pelo Unicef mostra que o número de crianças e adolescentes sem acesso à educação no Brasil saltou de 1,1 milhão em 2019 para 5,1 milhões em 2020. Desses, 41% têm entre 6 e 10 anos, faixa etária em que ocorre a alfabetização.

“A alfabetização é fundamental para a manutenção desse menino ou menina na escola. É nessa faixa etária que é criado maior vínculo, inclusive com a escola. Ciclos de alfabetização que são incompletos podem acarretar reprovações e abandonos escolares nas demais etapas, nas etapas subsequentes”, ressalta.

Para Júlia, sobretudo na pandemia, quando as crianças tiveram aprendizagens diferentes, todas as etapas escolares devem se comprometer a garantir o aprendizado dos estudantes, garantir que aprendam a ler e escrever.

“A gente precisa de uma corresponsabilização de todo o sistema educacional no sentido de garantir que cada criança e adolescente, independentemente de idade, tenha as oportunidades necessárias que lhe garantam alfabetização completa, que lhe possibilite que esses meninos e meninas tenham maior liberdade, maior autonomia, que estejam incluídos na sociedade, que tenham mais acesso a oportunidades profissionais e pessoais, que tenham acesso a seus direitos”.

Ministério da Educação

No dia 30 de junho deste ano, o MEC lançou o Sistema Online de Recursos para a Alfabetização, apelidado de Sora. A plataforma foi desenvolvida para apoiar professores e trabalhadores da educação no planejamento e execução de atividades de ensino para alunos que estão aprendendo a ler e escrever.

O sistema traz estratégias de ensino ou como o conteúdo pode ser ensinado. Elenca também propostas de atividades a serem aplicadas em salas de aula, ferramentas que são utilizadas na consolidação da apreensão dos conteúdos.

A plataforma disponibiliza recursos adicionais diversos que auxiliam os professores. Podem ser acessadas, por exemplo, imagens que ajudam a fixar as letras do alfabeto. Será incluído também um módulo com sugestões de avaliações para verificar a aprendizagem do conteúdo.