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Unesp torna obrigatória comprovação de vacinação contra covid-19

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Campus de Dracena da Unesp | Foto: Divulgação

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) tornou obrigatória a comprovação do esquema vacinal completo contra covid-19. Segundo a instituição, a condição é indispensável para frequência nas unidades e nos câmpus.

Os estudantes de graduação e de pós-graduação, alunos de cursos de extensão universitária e dos colégios técnicos da Unesp serão obrigados a comprovar que foram vacinados nos respectivos sistemas que regulam o vínculo com a universidade. Servidores docentes e técnico-administrativos terão a mesma obrigatoriedade.

Em três portarias publicadas neste sábado (8) no Diário Oficial do Estado de São Paulo, a administração central da Unesp normatiza o assunto para todos os públicos que frequentam o ambiente universitário, incluindo pesquisadores colaboradores ou visitantes convidados, residentes médicos, pós-doutorandos e funcionários de serviços terceirizados.

A universidade está adotando a obrigatoriedade da imunização contra a covid-19 para a frequência em todas as 34 unidades e 24 câmpus universitários, incluindo os colégios técnicos mantidos em Bauru, Guaratinguetá e Jaboticabal.

“Respeitado o cronograma oficial de vacinação contra a covid-19, os estudantes deverão comprovar à Universidade esquema vacinal completo em um prazo de dez dias, a contar da publicação da portaria, medida que valerá também para os alunos ingressantes em 2022, que terão cinco dias após o deferimento da matrícula para a comprovação”, informou a Unesp, em nota.

Mesmo matriculado, até a apresentação do comprovante de imunização, o aluno não poderá frequentar atividades presenciais. Já os estudantes que estejam impossibilitados de receber a vacina contra a covid-19 por motivo de saúde terão que apresentar detalhes por meio da apresentação de um atestado médico que evidencie eventual contraindicação.

Na portaria, há ainda previsões de cancelamento de matrícula nas disciplinas em que o aluno estiver cursando e de perda da vaga na Unesp caso não ocorra a comprovação exigida nos prazos especificados.

“Todo esse processo será acompanhado por instâncias técnicas das unidades universitárias, tais como as Diretorias Técnicas Acadêmicas e as Seções Técnicas de Saúde, e da gestão central da Universidade, em especial a Coordenadoria de Saúde e Segurança do Trabalhador (CSST) da Pró-reitoria de Planejamento Estratégico e Gestão”, informou a Unesp.

“A Cultura de Adamantina mostrou sua pluralidade”, disse o secretário municipal Sérgio Vanderlei

Secretário de Cultura e Turismo de Adamantina, Sérgio Vanderlei | Foto: Gustavo Castellon/IMPACTO

À frente da Secretaria de Cultura e Turismo de Adamantina há um ano, Sérgio Vanderlei destaca em entrevista as conquistas do setor em 2021, bem como os desafios para os próximos meses. A pluralidade cultural, segundo ele, é o grande valor do município.

Em entrevista ao Diário, o responsável pelo setor, diretamente afetado pela pandemia, com suspensão de todas as atividades culturais, mas que voltou com tudo em 2021, apresentando à população programação cultural ampla, diversificada e atrativa, com feiras de artes e artesanato, apresentações musicais nos mais variados estilos, exposições, debates, noite de autógrafos e lançamento de livros e de produções musicais, peças teatrais, a volta do Roda Cultura, intervenções artísticas em ambientes públicos, entre outras diversas ações.

E o melhor de tudo é que grande parte destas atividades envolveram e valorizaram os artistas locais, colocando-os em evidência e apresentando à população uma rica produção artística, que muitas vezes passa despercebida. Com essas atividades, a Secretaria de Cultura de Turismo de Adamantina “deu voz” a artistas, artesões, músicos e outros munícipes que sobrevivem da economia criativa das mais diversas expressões.

Um dos destaques dessa ampla programação, para não dizer “revolução”, foi a Semana da Consciência Negra, realizada de 15 a 26 de novembro, com uma agenda que proporcionou um amplo debate e levou, além de arte, conhecimento e informação.

Os reflexos da semana foram tão significativos que o evento passará a integrar o calendário oficial do município. A pedido da Secretaria de Cultura e Turismo de Adamantina, a Câmara Municipal aprovou a Lei 4.104 que institui a Semana Municipal da Consciência Negra e de Ação Antirracista no Município de Adamantina. O projeto de Lei foi apresentado pelos vereadores Paulo César Cervelheira e Hélio José dos Santos.

Segundo consta na Lei a Semana deve ser realizada sempre próximo a 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra (Lei Federal 12.519, de 10 de novembro de 2011), passando a integrar o Calendário Municipal de Eventos de Adamantina.

Confira a entrevista com o secretário municipal de Cultura e Turismo de Adamantina, Sérgio Vanderlei.

Diário do Oeste – Ao longo de um ano à frente da Secretaria de Cultura e Turismo de Adamantina o desafio da pandemia limitou, em muito, a promoção de eventos culturais. Como foi lidar com essa situação?

Sérgio Vanderlei – Mesmo com a pandemia conseguimos realizar eventos presenciais, sempre respeitando os protocolos impostos pela Covid-19, além de outros no formato online e hibrido. Identificamos uma necessidade das pessoas em retomar o convívio social, o contato com a cultura e a presença em eventos. E em tudo o que fizemos tivemos um retorno positivo da comunidade. Foi e está sendo gratificante. Neste primeiro ano conseguimos identificar os inúmeros talentos que Adamantina possui, dando visibilidade a eles através da imprensa, como também na divulgação dos seus trabalhos.

Diário – Principalmente no mês de novembro tivemos uma ampla programação, com diversas atividades culturais em suas mais diversificadas linguagens. Como avalia estas atividades e sua repercussão na sociedade adamantinense?

Sérgio – A repercussão na sociedade tem sido muito positiva. Conseguimos mensurar pelo contato direto com o público e pelas redes sociais. Nossa meta de trabalho é ocupar espaços públicos com eventos de qualidade, sempre valorizando os artistas e os profissionais de eventos. A Cultura e a Arte transformam vidas, e a sociedade tem esta consciência, por isso tem valorizado o nosso trabalho.

Diário – Falando especialmente da Semana da Consciência Negra, que teve uma programação que merece destaque, a Secretaria promoveu o resgate/valorização de diversos movimentos, entre os quais o Hip Hop, que engloba todo um universo, do skate, a batalha de rimas, o grafite. Como avalia a semana e estas manifestações culturais?

Sérgio – Fomos um dos poucos municípios do Estado que colocou em prática uma ampla programação cultural na Semana de Consciência Negra. Tanto que a mesma, através de Lei, integra a partir de 2022 o calendário oficial do município. No meu ponto de vista é uma data muito importante, pois resgata e discute temas de relevância para a nossa sociedade, como o racismo e a desigualdade social ainda existentes. Sobre o Hip Hop é o movimento que mais cresce no mundo, tanto que irá integrar as próximas Olimpíadas de Paris. É o movimento que hoje não só representa a força da periferia, mas está presente em todos os níveis sociais e fala diretamente com o público jovem. Nossa intenção é investir ainda mais nesses movimentos, ressaltando a força e a linguagem cultural.

Diário – Outro importante aliado da Cultura é o Coletivo Camaleão, que reúne e motiva artesãos e artistas em sua já tradicional feira. Qual a importância da participação de entidades como essa no contexto cultural?

Sérgio – O Camaleão é um dos coletivos mais organizados de Adamantina que reúne artistas, artesãos e talentos, sendo que muitos deles usam da sua arte como sobrevivência ou como complemento de renda. É a tão falada Economia Criativa. Por essa importância entendemos que precisamos sim incentivar, tanto que não medimos esforços para realizar três feiras em apenas um ano com alto investimento de dinheiro público na adequação de praças e na contratação de artistas e profissionais de eventos. Nossa ideia, junto com os responsáveis do coletivo, é levar a feira para outras praças de Adamantina, até como forma de resgatar, valorizar e revitalizar esses locais.

Diário – Outras atividades foram desenvolvidas pela Secretaria, relacionadas à Literatura e Teatro, enriquecendo essa ampla programação preparada para a população adamantinense. Qual o seu balanço desses eventos?

Sérgio – Todos os segmentos culturais têm sua importância. E não é diferente com a literatura e o teatro. Fiquei surpreso neste primeiro ano com a quantidade de jovens interessados nestes segmentos. Pessoas que frequentam nossa biblioteca atrás de livros, conhecimento e na participação dos eventos. O balanço é mais do que positivo. E agora, em janeiro, vamos dar início às aulas com um grupo de 30 pessoas, para a formação de um grupo teatral. Se Deus assim permitir, seremos referência regional.

Diário – Atualmente a Secretaria tem valorizado e incentivado a ocupação dos espaços públicos por parte dos artistas, possibilitando assim uma disseminação cultural. Qual a relevância dessa iniciativa?

Sérgio – Principalmente por tudo que passamos em relação à pandemia, ocupar os espaços públicos de forma consciente se faz necessário. É o sair de casa, levar os filhos para brincar, correr e conviver com outras crianças. É a troca de experiências entre os jovens. É reviver momentos de prazer entre os mais adultos. E Adamantina é agraciada, pois possui inúmeros locais que podem receber eventos.

Diário – E quanto à valorização do artista local, especialmente em tempos de pandemia, onde muitos enfrentaram, além do vírus, a impossibilidade de trabalhar, de expor sua arte, e, muitas vezes ficaram sem opções de sustento. Como avalia o papel do Poder Público neste cenário?

Sérgio – Momentos difíceis, mas temos plena consciência disto. E trabalhamos incansavelmente neste primeiro ano, realizando praticamente um evento por semana. Quando falamos de Cultura existem, no meu ponto de vista, duas frentes a serem trabalhadas pelo Poder Público. A primeira é a formação, através de oficinas, workshops, cursos, banda marcial, orquestra de viola, capoeira, dança e outros segmentos. Outra frente é a realização de eventos. É através dos eventos que o artista pode mostrar a sua arte, ter o contato com o público e servir de inspiração para outros que pretendem fazer algo em relação a arte.  Os eventos é a coroação de um trabalho. Por exemplo, uma criança que aprende e ensaia o ano inteiro no Projeto Guri, tem a sua “glória” quando se apresenta perante o público. Ali está a satisfação do artista. Ali está a inspiração que toca muitos outros a entender que Cultura e Arte podem transformar vidas.

Diário – Considerações finais.

Sérgio – Gostaria muito de agradecer a toda comunidade, imprensa e membros dos conselhos de Cultura e de Turismo que têm entendido a importância do que estamos fazendo. E não poderia deixar de ressaltar a participação e o respaldo que toda a administração do prefeito Márcio Cardim tem dado ao nosso setor. Sem este respaldo e sem este entendimento de que Cultura e Arte são importantes na vida da comunidade, nada seria possível.

Prefeitura restringe capacidade de bares, restaurantes e locais de festas a partir de segunda

Considerando a pandemia causada pela disseminação da covid-19, o agravamento da situação epidemiológica em Adamantina e a orientação do Comitê de Contingenciamento, a Prefeitura adota medidas temporárias e emergenciais de prevenção ao contágio.

Conforme o decreto nº6.474, de 7 de janeiro de 2022, fica reduzida em 70% da capacidade de atendimento presencial ao público, a partir de segunda-feira (10) e enquanto os índices epidemiológicos ofereçam risco à população, nos estabelecimentos das seguintes atividades: bares, restaurantes e similares,  demais estabelecimentos dedicados à realização de festas, eventos ou recepções, bem como, eventos em clubes de campo, associações de bairro, clubes sociais e de serviço ou qualquer outro local de aglomeração.

O decreto ainda estabelece que todos os estabelecimentos deverão reforçar todas as medidas sanitárias como: intensificar as ações de limpeza; disponibilizar máscaras e álcool em gel 70% aos colaboradores; disponibilizar aos clientes, na entrada do estabelecimento, álcool em gel 70%; vetar a entrada de clientes que não estiverem fazendo uso de máscara de proteção facial; divulgar informações acerca da covid-19 e das medidas de prevenção; e respeitar o distanciamento mínimo de 1,5m.

A fiscalização será executada pela Secretaria Municipal de Fiscalização e Arrecadação Tributária e a Vigilância Sanitária. As medidas previstas no decreto poderão ser reavaliadas a qualquer momento, de acordo com a situação epidemiológica do Município.

De acordo com o secretário de Saúde, Gustavo Taniguchi Rufino, nenhum adamantinense está internado.

“Essa medida é uma forma de proteger a população, pois os casos estão subindo em nosso município. Pedimos a compreensão e a colaboração de todos neste momento”, finaliza.

Saúde estadual reforça orientações para enfrentar disseminação do vírus da gripe

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A Secretaria de Estado da Saúde está reforçando as orientações à população para enfrentar a disseminação do vírus Influenza, causador da gripe. A principal delas, no momento, é o uso correto de máscaras, que protegem contra infecções dos vírus respiratórios, como a Influenza e Covid-19.

Para combater ambas as doenças também é fundamental lavar bem as mãos com água e sabão, uso de álcool gel para higienização, manter ambientes ventilados e evitar o contato com pessoas gripadas ou resfriadas. Além disso, é importante evitar aglomerações.

O balanço acumulado até dezembro de 2021, aponta 2.031 casos e 71 óbitos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) por Influenza. 85% dos casos estão concentrados em novembro e dezembro.

Conforme preconiza o Ministério da Saúde, somente casos de SRAG associados ao vírus Influenza são de notificação obrigatória no Brasil. Durante o período, houve a circulação a nova cepa de Influenza denominada A (H3N2 – Darwin), identificado posteriormente à campanha anual de imunização.

O Estado de São Paulo mantém 21 unidades sentinelas para auxiliar na vigilância epidemiológica dos casos de SRAG. As unidades sentinelas são compostas por unidades de saúde que monitoram constantemente os vírus da gripe em circulação e são os responsáveis pela coleta de amostras de pacientes com sintomas de doença respiratória aguda. As informações coletadas auxiliam no monitoramento do cenário da doença no estado.

VACINAÇÃO

Em abril do ano passado, a Secretaria de Estado da Saúde de SP promoveu a campanha de vacinação e realizou inúmeras divulgações buscando conscientizar a população com relação à importância da imunização. No total, foram imunizadas 13,1 milhões de pessoas.

A cobertura vacinal entre os grupos prioritários foi de 55,5%, com 10,1 milhões de doses aplicadas, chegando a 100% em indígenas, 72,4% em puérperas, 68,1% em crianças, 65,4% em idosos, 64,9% em trabalhadores da saúde, 62,6% nas gestantes e 44% em pessoas com comorbidades.

Uma nova campanha de vacinação está prevista para o segundo trimestre deste ano, com um imunizante produzido com os vírus em circulação no momento. As vacinas já vem sendo produzidas pelo Instituto Butantan.

Renegociação do Fies pode atender mais de 1 milhão de estudantes

A medida provisória (MP) que estabelece regras para a renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) pode atender pouco mais de 1 milhão de estudantes, que representam contratos no valor de R$ 35 bilhões. Os números são do Ministério da Educação (MEC) e levam em conta o total de 2,6 milhões de contratos ativos do Fies, abertos até 2017, com saldo devedor de R$ 82,6 bilhões. Desse total, 48,8% (1,07 milhão) estão inadimplentes há mais de 360 dias. O texto que facilita o pagamento dos atrasados foi editado no último dia de 2021 e ainda precisa de um decreto regulamentador. 

Dentre as principais propostas estão o parcelamento das dívidas em até 150 meses (12 anos e meio), com redução de 100% dos encargos moratórios e a concessão de 12% de desconto sobre o saldo devedor para o estudante que realizar a quitação integral da dívida. O desconto será 92% da dívida consolidada no caso dos estudantes que estão no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) ou foram beneficiários do auxílio emergencial. Para os demais estudantes, o desconto será de 86,5%. Durante a live desta quinta-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro abordou o tema.

“Resolvemos acertar com a Economia, com o Ministério da Educação, abater completamente os juros e, quando vai para o principal [da dívida], abater 92% de desconto. Isso vai atingir em torno de 550 mil estudantes que estão no Cadastro Único ou Auxílio Emergencial. Então, eles terão que pagar, tirando o juros, 8% do principal apenas e ainda pode ser parcelado isso daí. Grande oportunidade de pessoas se verem livres do Banco do Brasil e da Caixa Econômica. Livre no tocante a dívidas. E outros 520 mil atende os demais casos que têm dívidas também, mas o desconto vai ser um pouco menor, em vez de 92%, [será] de 86,5%”, detalhou.

Pelos números do MEC, os estudantes com contratos do Fies que estão no CadÚnico ou que receberam Auxílio Emergencial somam 548 mil contratos. Os demais estudantes inadimplentes somam outros 524,7 mil contratos de financiamento.

O Fies é um programa do governo federal destinado à concessão de financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores não gratuitos e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação (MEC). As inscrições para o Fies ocorrem duas vezes por ano, antes do início das aulas em cada semestre.

A renegociação de dívidas do programa deverá ser realizada por meio dos canais de atendimento que serão disponibilizados pelos agentes financeiros do programa. Apesar de estar em vigor desde a semana passada, a MP ainda precisará ser aprovada em definitivo pelo Congresso Nacional em até 120 dias após o fim do recesso legislativo, que termina em fevereiro.

Covid-19: infecções no mundo aumentaram 70% na semana passada, diz OMS

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As infecções no mundo pelo coronavírus aumentaram na semana passada 70%, índice inédito, e as mortes baixaram 10%, mostra boletim epidemiológico semanal da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Entre 27 de dezembro e 2 de janeiro houve no mundo 9,5 milhões de contágios confirmados, número que quase duplica os recordes semanais anteriores, e 41 mil mortes. É a quarta semana consecutiva de diminuição de óbitos.

A Europa, que voltou a ser o epicentro da pandemia de covid-19 devido à variante Ômicron do SARS-CoV-2, mais transmissível, concentrou mais da metade dos casos (5,3 milhões) e mortes (22 mil) mundiais.

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “o maior número de casos notificados até agora ocorreu na semana passada” e, ainda assim, pode estar subestimado.

O aumento de novos casos foi da ordem de 100% na América e de 65% na Europa. As mortes por covid-19 baixaram 18% e 6% nas duas regiões, respectivamente.

Se for mantido o ritmo de contágios na Europa, que totaliza 103 milhões de infecções desde o início da pandemia, em 2020, o continente superará a América (104 milhões) em número de casos confirmados.

De acordo com a OMS, as mortes diminuíram na semana passada 7% no sul da Ásia, mas os novos contágios aumentaram 78%.

Na África, onde foi detectada inicialmente a variante Ômicron, as infecções subiram apenas 7%, o menor percentual, mas as mortes cresceram 22%.

Nesse continente, a maioria da população continua sem se vacinar – as vacinas contra covid-19 em circulação previnem a doença grave e a morte, mas não evitam a infecção e transmissão do vírus.

O boletim da OMS mostra ainda que foram administradas mais de 9,3 mil milhões de doses de vacinas contra covid-19, que permitiram imunizar 59% da população mundial com pelo menos uma dose. Nos países mais pobres, a maioria na África, esse índice baixa para 8,8%.

O relatório semanal não registra dados sobre a presença das diferentes variantes do coronavírus nas novas infecções, mas em vários países, a Ômicron já é dominante.

A covid-19 provocou mais de 5,4 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 19,05 mil pessoas e foram contabilizados 1,53 milhão de casos de infecção, de acordo com dados atualizados da Direção-Geral de Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado há dois anos em Wuhan, cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

Atualmente, segundo a classificação da OMS, existem cinco variantes de preocupação do SARS-CoV-2, sendo que a Ômicron, mais recente, é a mais contagiosa.

Apesar de sua elevada capacidade de transmissão, essa variante é menos maligna quando comparada com a antecessora Delta. Na maioria dos casos, tem se revelado assintomática ou provocado sintomas ligeiros.

O diretor-geral da OMS alertou para o risco de se desvalorizar a Ômicron, afirmando que embora a variante se mostre menos grave, especialmente entre as pessoas vacinadas, “isso não significa que possa ser classificada como ligeira”.

Anvisa avança em discussão sobre aplicação da CoronaVac em crianças

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Após autorizar, ainda em dezembro, o uso do imunizante da Pifzer contra a covid-19 em crianças de 5 a 11 anos de idade, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa um pedido do Instituto Butantan para uso da CoronaVac em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos. 

O Butantan, fabricante da CoronaVac no Brasil, pediu autorização da Anvisa para uso do imunizante nesse público em dezembro, mas à época a Anvisa cobrou mais dados do instituto afirmando que os fornecidos não eram suficientes para a decisão.

Ontem (6) a Anvisa teve uma série de reuniões sobre o assunto dividida em três etapas: a primeira contou com a apresentação de estudos de efetividade feitos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Na sequência, os dados foram debatidos por especialistas externos convidados pela Anvisa, tais como representantes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

A equipe técnica da Anvisa se reuniu ainda com o Instituto Butantan, técnicos do Chile e da Sinovac, farmacêutica chinesa que desenvolveu o imunizante. De acordo com a agência reguladora, os encontros “são mais um passo na análise da vacina” e os dados apresentados “representam um avanço nos trabalhos”.

HISTÓRICO

No Brasil, o imunizante da Pfizer é o único aprovado para uso pediátrico e, nesta semana o Ministério da Saúde anunciou a inclusão do público infantil no Programa Nacional de Imunização para receber o imunizante.

No dia 13 de janeiro está prevista a chegada da primeira remessa, de 1,2 milhão de doses, do imunizante específico para crianças ao Brasil.

Entre uma série de recomendação está a de que toda criança após receber a dose permaneça no local por pelo menos 20 minutos para que seja observada. O objetivo é que em caso de reações adversas o atendimento ocorra imediatamente.

Prefeitura de Adamantina promoverá reunião para deliberar sobre a revisão geral anual

A Prefeitura de Adamantina comunica que, após encontro entre o prefeito Márcio Cardim e os secretários das pastas competentes, foi acordado que haverá uma reunião na próxima semana com os vereadores da base parlamentar da Administração na Câmara Municipal.

O evento objetiva dialogar e deliberar sobre a revisão geral anual que será concedida aos funcionários da Prefeitura e da UniFAI (Centro Universitário de Adamantina), com vigência a partir de janeiro de 2022 a ser pago no mês de fevereiro.

Em dezembro, o mesmo assunto já havia sido discutido e, na oportunidade, ficou estipulado que seria concedido aos funcionários públicos no mínimo 14% de revisão geral anual.

O prefeito tenciona valorizar de forma justa e digna os servidores municipais, observando-se os limites financeiros e fiscais, mas entende também a necessidade de discutir essa questão com a sua base de apoio no legislativo.

Adamantina confirma mais 42 positivados com covid-19; casos ativos são 138

A Secretaria de Saúde de Adamantina confirmou, apenas no boletim epidemiológico desta quinta-feira (6), mais 42 registros da covid-19. Com isso, a cidade atinge 138 casos ativos, índice não alcançado desde a primeira quinzena de outubro, quando foram 142 contaminados em um mesmo período. 

Apesar do aumento, o Município que atingiu 4.342 registros da doença desde o início da pandemia não possui nenhum cidadão internado em hospital de referência na região. Hoje 4056 curados, dois a mais que a atualização de ontem (5). 

No momento, 97 munícipes aguardam os resultados dos exames que são analisados pelo Instituto Adolfo Lutz. As mortes permanecem em 148. 

 

Aparecida de Goiânia informa primeira morte pela variante Ômicron

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A prefeitura da cidade de Aparecida de Goiânia, próxima à capital de Goiás, informou nesta quinta-feira (6) o que afirmou ser a primeira morte de uma pessoa pela variante Ômicron.

A vítima foi um homem de 68 anos com comorbidades, doença pulmonar crônica e hipertensão arterial. Ele tinha sido vacinado com três doses de imunizante contra covid-19. A confirmação foi realizada pelo programa de sequenciamento genômico do município.

Até o momento, a prefeitura de Aparecida de Goiânia identificou 55 casos da Ômicron na cidade. Segundo a administração municipal, o nível de prevalência da variante já é responsável por 93,5% dos casos.

Os primeiros casos da variante foram registrados em 12 de dezembro. A prefeitura informou que a Ômicron chegou a uma situação de transmissão comunitária há dez dias, no município.

“Perdemos um paciente vacinado, mas que tinha problemas crônicos de saúde, que são importantes fatores de risco da covid-19. Infelizmente, ele não resistiu. Uma vida perdida em meio a milhares salvas pela imunização”, afirmou o secretário de saúde do município, Alessandro Magalhães.

Até ontem, o Ministério da Saúde registrava 265 casos da variante ômicron e 580 possíveis diagnósticos positivos em investigação e nenhum óbito.

Saúde lança programa voltado à atenção primária de crianças e mães

O Ministério da Saúde lançou hoje (6) o programa Cuida Mais Brasil, que vai destinar R$ 194 milhões do orçamento da pasta para inserção de pediatras e ginecologistas-obstetras nas equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com os números apresentados pelo ministério, há hoje 5.699 pediatras alocados na APS em todo o Brasil. Contudo, mais da metade deles (2.965), por exemplo, em apenas dois estados – São Paulo e Minas Gerais.

Enquanto isso, estados do Nordeste, como Pernambuco (9) e Paraíba (5), e do Norte, como Roraima (4) e Acre (5), possuem menos dez pediatras para atender todo seu território. O cenário se repete no caso dos ginecologistas-obstetras. Em Roraima, por exemplo, há apenas um profissional do tipo na APS.

De acordo com o Secretário de Atenção Primária à Saúde, Rafael Câmara, a diferença explica a desigualdade também nos índices de mortalidade materna e infantil, que são maiores nos estados com menos pediatras e ginecologistas-obstetras.

Ele alertou, contudo, que o Cuida Mais Brasil é um “programa estruturante”, que visa reduzir tal desigualdade direcionando recursos para que os municípios mais carentes possam aprimorar o serviço prestado a gestantes e crianças, mas que não será capaz de alocar especialistas em todas as equipes de APS.

Isso porque, segundo dados do Conselho Federal de Medicina (CFM), existem hoje no Brasil cerca de 42 mil pediatras, enquanto há em todo país 53 mil equipes de Atendimento Primário à Saúde. Dessa forma, “é absolutamente impossível” ter um especialista do tipo em cada equipe.

“Não vai ser de uma hora pra outra que vamos ter pediatras e obstetras em todas as Unidades Básicas de Saúde. Essa sinalização, de cerca de R$ 200 milhões para apoiar os municípios a construírem conosco essa nova realidade para o sistema de saúde, é uma sinalização concreta do que podemos ter no futuro”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ao apresentar o novo programa.

De acordo com o ministério, uma portaria para regulamentar o programa Cuida Mais Brasil deverá ser publicada até a próxima semana.

Ministério da Saúde prorroga Programa Mais Médicos por um ano

A Portaria do Ministério da Saúde nº 99/2022, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (6), prorroga, por um ano, o contrato de um grupo de 19 profissionais com o Projeto Mais Médicos para o Brasil.

Pela norma, a prorrogação se dará automaticamente a partir do primeiro dia após o vencimento do Termo de Adesão e Compromisso original. Caso o participante não tenha interesse na prorrogação, deverá acessar o Sistema de Gerenciamento de Programas (SGP), no período de 6 a 7 de janeiro de 2022, e manifestar formalmente o desinteresse em continuar no programa. Nas situações em que o gestor municipal não tenha interesse na permanência do participante por um ano no projeto, deverá acessar o SGP, exclusivamente no período de 6 a 7 de janeiro de 2022, e manifestar formalmente o desinteresse na prorrogação, expressando o motivo da recusa.

O participante com prorrogação automática da adesão deverá, obrigatoriamente, entregar ao gestor municipal, até o dia 30 de janeiro de 2022, o Termo Aditivo ao Termo de Adesão e Compromisso, em duas vias, devidamente preenchido e assinado, o que implicará, para todo e qualquer efeito, concordância de forma expressa com todas as condições, normas e exigências estabelecidas no Edital e demais normativos que regulamentam o projeto.

Cabe ao gestor municipal receber os documentos exigidos na portaria, e mantê-los sob sua guarda, com disponibilização ao Ministério da Saúde quando requerido. O resultado da prorrogação automática, será disponibilizado no endereço eletrônico.

Ômicron pode ser menos grave, mas não é leve, diz OMS

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A variante Ômicron do coronavírus, mais infecciosa, parece provocar formas menos graves da doença do que a Delta, mas não deve ser classificada como “leve”, disse hoje (6) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom. 

Em entrevista, ele repetiu o apelo por maior equidade global na distribuição e acesso às vacinas contra o coronavírus.

Tedros Adhanom alertou que, com base na taxa atual de distribuição de vacinas, 109 países não cumprirão a meta da OMS de que 70% da população mundial sejam totalmente vacinados até julho.

Esse objetivo é visto como ajuda fundamental para encerrar a fase aguda da pandemia.

Prefeitura de São Paulo cancela carnaval de rua

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Com o aumento do número de casos e de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), o que inclui casos de covid-19 e de gripe Influenza, a prefeitura de São Paulo anunciou hoje (6) o cancelamento do carnaval de rua. A festa seria entre o fim do mês de fevereiro e o início de março. O cancelamento foi determinado pelo prefeito Ricardo Nunes, após reunião na manhã desta quinta-feira com representantes da Vigilância Sanitária e da Secretaria Municipal de Saúde.

Com a vacinação, mortes e internações por covid-19 vinham caindo em São Paulo, mas a chegada da variante Ômicron do coronavírus e da Darwin, nova variante do vírus Influenza H3N2, levou ao aumento do número de ocorrências das duas doenças na capital.

Em material encaminhado hoje à imprensa, a prefeitura diz que o cenário epidemiológico atual “aponta aumento exponencial dos casos de síndrome gripal na cidade, com números de notificações já superiores aos do pior momento da pandemia em 2021”. O pior momento da pandemia em São Paulo foi entre os meses de março e maio, durante a segunda onda da covid-19.

Ontem (5), em entrevista coletiva, o Centro de Contingenciamento do Coronavírus de São Paulo, que auxilia o governo do estado nas decisões relacionadas à covid-19, desaconselhou a realização do carnaval neste ano por causa do avanço da variante Ômicron, mas ressaltou que a decisão cabia a cada prefeito.

“O carnaval pode ser analisado em dois aspectos. O primeiro são os desfiles de escolas de samba, em que a situação é parecida com a dos estádios de futebol, em que há possibilidade de controle, exigindo que todos estejam vacinados e que continuem usando máscaras. No carnaval de rua, não temos como fazer o controle, pois fica liberada a participação de todos, não tem como verificar a vacinação, e a aglomeração é imensa. É impensável manter o carnaval nessas condições”, disse ontem o secretário executivo do Centro de Contingenciamento, João Gabbardo.

Sobre os desfiles de carnaval, Gabbardo destacou que é preciso que pensar que as pessoas que chegam para assistir, para participar, vão se aglomerar no trem, no ônibus. “E isso é um risco muito alto.”

Também nesta quarta-feira, três entidades que representam 250 blocos inscritos para participar do carnaval de rua de São Paulo comunicaram que não participariam do evento.

Segundo a prefeitura, os desfiles de escolas de samba ainda serão discutidos em uma reunião com a Liga das Escolas de Samba. Na reunião, devem ser definidos protocolos sanitários para garantir a realização dos desfiles.

“Vamos construir um protocolo como construímos com outras atividades. Acabamos de fazer um para a [corrida de] São Silvestre, e ela foi coberta de sucesso, com o cumprimento de tudo aquilo que a Vigilância Sanitária exigiu para a realização do evento. Inclusive com os corredores iniciando a corrida com máscara”, disse o secretário municipal da Saúde Edson Aparecido.

Vacina contra a cepa H3N2 de Influenza chega em março, diz ministério

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As vacinas para a nova cepa do vírus influenza, denominada H3N2, deverão chegar ao país em março. A informação foi dada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante coletiva para anunciar a inclusão de crianças no Plano Nacional de Imunização contra a covid-19.

“Ainda não temos essas vacinas específicas. Elas só chegam no final do primeiro trimestre. A OMS [Organização Mundial da Saúde] indica a cepa, e a vacina tem que ser produzida”, justificou o titular da pasta.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Segundo ele, a equipe do Ministério da Saúde está acompanhando os casos para avaliar o impacto. O mesmo vale para casos de flurona, nome dado à infecção simultânea pelo novo coronavírus e pela cepa H3N2.

Em sua conta na rede social Twitter, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, destacou a circulação da variante e confirmou que a pasta tem registrado casos de H3N2 em diversos estados.

“Por isso recomendamos que todos os cuidados relacionados à saúde sejam priorizados”, disse Cruz. O uso de máscaras e a higienização das mãos ainda são sumariamente importantes”, completou.

São Paulo descarta medidas restritivas para conter covid-19 e gripe

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Mesmo com a alta de casos e de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) nos últimos dias, o Centro de Contingenciamento do Coronavírus em São Paulo não acha necessário voltar a fechar o comércio e endurecer as medidas restritivas contra o novo coronavírus (covid-19) no momento.

“O comitê científico não vê, neste momento, a implementação de novas medidas restritivas. Entendemos que o aumento de casos não está sendo acompanhado de forma que cause preocupação nas internações. E as orientações continuam as mesmas: evitar aglomerações, seja em ambiente fechado ou aberto. Essa variante [a Ômicron] tem capacidade de transmissibilidade muito alta”, disse João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo.

“Mesmo que a gente tenha percebido uma movimentação maior nas internações, um aumento de 30% na última semana, estamos partindo de um patamar que estava muito baixo”, explicou. Segundo ele, apesar de percentualmente representar um grande aumento, isso não vai colocar em risco a capacidade de atendimento das redes de hospitais do estado.

A taxa de internação em todo o estado ainda é baixa e está em torno de 27,7% neste momento, informou Gabbardo. Mas o aumento observado nos últimos dias e, principalmente, as notícias de explosão de casos em outros países da Europa e também nos Estados Unidos, já vem acendendo um alerta nas autoridades de São Paulo.

Desde dezembro, apesar de problemas no sistema Sivep-Gripe estarem dificultando a contabilização de casos, o estado vem observando um aumento de casos e de internações por síndrome respiratória aguda grave. Esses casos, segundo o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, englobam não só as confirmações de covid-19, mas também de H3N2 e de outros vírus respiratórios. Só de terça (4) para quarta (5), as internações em unidades de terapia intensiva (UTIs) passaram de 1.163 para 1.281 em todo o estado de São Paulo. Já na enfermaria, o aumento foi maior, passou de 1.881 na terça para 2.123 nesta quarta.

“Tivemos um leve incremento hoje de 26,66 % [em UTIs) e, nas enfermarias, esse incremento acabou sendo maior”, informou o secretário. “O maior aporte de internação acaba sendo em enfermaria”, acrescentou.

VACINAÇÃO

Até então, o avanço da vacinação fez os casos e internações despencarem em São Paulo. Mas com o surgimento de uma nova variante, a Ômicron, que é mais transmissível, e com o aparecimento de uma nova variante do vírus Influenza H3N2, chamada Darwin, o Brasil vem enfrentando um novo aumento de casos, de procura por testes e de internações. Especialistas têm apontado que o país deve enfrentar novamente um momento difícil da pandemia já nas próximas semanas.

De acordo com Jean Gorinchteyn, uma das explicações para o aumento de casos é que as pessoas relaxaram no uso da máscara. “Nós tivemos um aumento de síndromes respiratórias especialmente nos prontos-socorros. Isso se deve à covid-19, à própria Influenza, especialmente a H3N2, a mais prevalente, e a outros vírus respiratórios, como o resfriado comum. Portanto, esses quadros denotam claramente que as pessoas retiraram as máscaras de forma muito abrupta, especialmente nos ambientes de confraternização e nos ambientes sociais, favorecendo dessa forma a transmissão”, disse o secretário.

“E vimos o aparecimento de uma nova variante [do coronavírus], a Ômicron, que hoje corresponde a 66% de todos os casos de covid-19 detectados. É uma cepa mais infectante, o que faz com que tenhamos aumento na assistência. Mas felizmente temos a vacina [contra a covid-19], que faz com que o impacto de pessoas graves fosse muito reduzido e estivesse muito mais relacionado à gripe do que à covid-19”, acrescentou.

POSTOS DE SAÚDE

Além do aumento de internações, o estado de São Paulo vem observando um grande aumento na procura por postos de saúde, com grandes filas de espera por atendimento. Para Gabbardo, uma das explicações para essa grande procura é o fato de haver poucos lugares fazendo testes.

“Temos que achar uma solução para isso. O aumento da testagem em locais diferentes e de mais fácil acesso da população é fundamental para não ter acúmulo nas unidades de saúde”, disse.

O infectologista Ésper Kallas, também integrante do comitê, disse que os médicos têm notado um aumento expressivo de casos de covid-19 com quadros mais leves em pessoas que tomaram duas ou três doses da vacina.

CARNAVAL

Para os integrantes do Centro de Contingência, não há condições, neste momento, para a realização do carnaval. Mas a decisão não cabe a eles, mas aos prefeitos. “O carnaval pode ser analisado em dois aspectos. O primeiro são os desfiles de escolas de samba, em que é situação parecida com estádios de futebol, em que há possibilidade de ter controle, exigindo que todos estejam vacinados e que continuem usando máscaras. Mas o carnaval de rua nós não temos como fazer um controle, pois fica liberada a participação de todos, não tem como verificar a vacinação e a aglomeração é imensa. Eu acho que é impensável manter o carnaval nessas condições”, disse Gabbardo. “Mesmo no desfile de carnaval temos que pensar que as pessoas que vão chegar para o desfile vão se aglomerar no trem, no ônibus. E isso é um risco muito alto”, alertou.

Estado tem 268 escolas em nove municípios para iniciar vacinação de crianças de 5 a 11 anos

O Governador João Doria confirmou nesta quarta-feira (5) que ao menos 268 escolas de 9 municípios do estado de São Paulo estão disponíveis para servir de postos para vacinação de alunos de 5 a 11 anos contra a COVID-19.

“O início do cadastramento começou hoje e de forma muito ágil a resposta tem sido oferecida pelos prefeitos dos 645 municípios do estado de São Paulo. O objetivo é cadastrar o maior número possível de escolas estaduais para que pais e mães possam levar seus filhos para a vacinação em um ambiente de extrema confiança, onde possam se sentir bem e seguras”, disse João Doria.

Os municípios que já confirmaram a presença de agentes de saúde nas unidades escolares são Caieiras, Cajamar, Campinas, Ibaté, Jundiaí, Louveira, Mairiporã, Nova Odessa e São Carlos. Outras prefeituras que desejarem podem procurar as Diretorias de Ensino para formalizar parcerias.

“Vacinar dentro das escolas é algo que tem trazido eficiência ao longo da história. Em todos os momentos que o Brasil tem feito campanhas próximas das escolas, a eficiência sempre cresceu. São Paulo foi o primeiro estado a vacinar os profissionais da educação e vacinar também as crianças será algo fundamental para manter as escolas abertas”, afirmou o Secretário de Educação, Rossieli Soares.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, em parceria com os municípios, têm realizado ações de vacinação de estudantes nas escolas, cumprindo assim um papel social nos bairros em que estão inseridas.

Em Campinas, por exemplo, em um mês de parceria com as escolas, a cobertura vacinal de um ciclo completo em adolescentes de 12 a 14 anos aumentou em 143%. Conforme boletim da Secretaria Municipal de Campinas, em 6 de dezembro de 2021 havia 11.334 adolescentes de 12 a 14 com ciclo vacinal completo. Já o boletim de 3 de janeiro de 2022 aponta que esse número aumentou para 27.589 adolescentes, um crescimento de 143%.

São Paulo foi o primeiro estado do Brasil a iniciar a vacinação de profissionais da Educação como prioridade contra COVID-19, em 10 de abril de 2021. Na rede estadual, 97% destes servidores já estão com esquema vacinal completo. Também defendida pelo Governo, a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos alcançou, desde agosto, 102,7% com a primeira dose, sendo que 81,5% estão com o esquema completo.

Governo apresenta plano para vacinar todas as crianças de SP em 3 semanas

O Governador João Doria anunciou nesta quarta-feira (5) que o Estado de São Paulo está pronto para iniciar a vacinação das crianças entre 5 e 11 anos de idade contra a COVID-19. A capacidade de imunização estadual permite que todas as 4,3 milhões de crianças com idade entre 5 e 11 anos tomem pelo menos uma dose em, no máximo, três semanas.

“O Governo de São Paulo já definiu e tem pronto o seu plano para vacinar todas as crianças do estado entre 5 e 11 anos”, declarou Doria. “Temos a vacina infantil contra a COVID-19 aprovada há quase um mês pela Anvisa. Por ações deliberadamente protelatórias, o Ministério da Saúde ainda não disponibilizou a vacina para que as crianças possam ser imunizadas”, reforçou.

A capacidade da vacinação infantil em São Paulo é de cerca de 250 mil crianças por dia, além dos jovens e adultos que já vêm sendo imunizados nos 645 municípios contra a Covid-19. Há 5,2 mil locais de vacinação disponíveis em todo o estado, número que deverá ser ampliado com postos volantes em escolas da rede estadual.

Toda a logística e infraestrutura da Secretaria de Estado da Saúde está preparada para o início imediato da campanha para proteger crianças contra o coronavírus. São Paulo aguarda o envio de imunizantes pediátricos da Pfizer por parte do Ministério da Saúde, aprovado desde 16 de dezembro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A meta de São Paulo é vacinar 4,3 milhões de crianças, com prioridade para 850 mil delas com comorbidades, deficiências, indígenas e quilombolas. O Governo do Estado também aguarda resposta da Anvisa ao novo pedido do Instituto Butantan para uso da Coronavac na imunização infantil. Há 12 milhões de doses desta vacina prontas para uso na campanha.

A Secretaria de Estado da Saúde também já adquiriu 9 milhões de seringas e agulhas que serão usadas na vacinação infantil. O Estado também iniciou a distribuição de 4,5 milhões de cartões de vacinação específicos para o público com idade entre 5 e 11 anos.

“Desde o dia 16 de dezembro, se tivéssemos iniciado a vacinação por conta do envio de doses pelo Ministério da Saúde, mais de 90% de nossas crianças já teriam recebido pelo menos uma dose”, afirmou o Secretário Executivo de Saúde do Estado, Eduardo Ribeiro. “É um momento de muita expectativa do Governo de São Paulo pelo imediato envio de doses suficientes por parte do Ministério da Saúde.”

Obras no pavimento mobilizam Pare e Siga em rodovias da região

Eixo SP fará a recuperação de trechos da SP-284 e da SPA 592 | Foto: Divulgação

Equipes de obras da regional de Martinópolis da Eixo SP Concessionária de Rodovias executarão até sábado, 8, intervenções no pavimento com alterações nas condições de tráfego. O condutor deverá redobrar a atenção para a Operação Pare e Siga em trechos previamente mapeados para os serviços, em alinhamento com a ARTESP – Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo.

Os reparos, diariamente no horário das 7h30 às 18h, estão programados para ocorrem entre os km 536 e 537 na faixa 2 (à direita) da SP-294 – Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, em Martinópolis.

Já na SPA 592, rodovia que interliga a SP-294 – Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros a quatro municípios, a manutenção ocorrerá entre os quilômetros 1 e 3, em Adamantina; e do km 8 ao 10, em Mariápolis.

Na Operação Pare e Siga, o tráfego flui por uma faixa, em sentidos alternados. A Concessionária recomenda aos motoristas que redobrem a atenção para os comandos de parada ou de pista liberada. Em caso de chuva, os serviços serão reprogramados.